Início Site Página 10613

Olheiro BnR – Lorena Wiebes

Uma das sensações da época de clássicas do paralelo de 2019 foi a jovem da Parkhotel Valkenburg, Lorena Wiebes, que, com apenas 20 anos, conseguiu estar por mais que uma vez ao nível das melhores do mundo.

Nesta temporada, três resultados destacam-se: a vitória na Nokere Koerse e os segundos lugares na Driedaagse Brugge-De Panne e na Gent-Wevelgem. Estas três provas tiveram duas coisas em comum: passagens por setores de paralelo e uma chegada ao sprint.

Analisemos primeiro a questão das chegadas em pelotão compacto. O seu histórico de resultados em exibições mostra que Lorena Wiebes tem tudo para ser o grande nome do sprint do futuro do ciclismo feminino.

A ponta de velocidade está lá, bem como as capacidades técnicas de colocação, mas, acima de tudo, impressiona a regularidade.

Tem sido hábito ver as sprinter femininas a apresentarem demasiada inconstância, muitas vezes incapazes de construir cadeias de resultados entre as primeiras. No entanto, esse não parece ser o caso de Wiebes, que se apresenta capaz de estar sempre na discussão. Deem-lhe um final em velocidade e ela estará sempre entre as melhores. E esta é uma das principais razões pela qual tanto de bom se augura para o futuro de Wiebes.

Vitória ao sprint no paralelo: Wiebes numa imagem
Fonte: Danilith Nokere Koerse

Por outro lado, há a questão de comprovadamente se dar bem em provas com pavé. Ora, nota-se que ainda lhe falta algo mais para provas com maior dureza, como a Ronde van Vlaanderen, mas há claramente potencial para se afirmar neste terreno.

Olhando para a sua (ainda tão curta) carreira, essa tem sido uma constante e, em provas onde as grandes dominadoras são ciclistas veteranas, tem o tempo do seu lado para se desenvolver nesse lado.

Na perspetiva deste autor, essa é a grande dúvida sobre o quão longe pode Lorena Wiebes subir no mundo do ciclismo. A holandesa tem tudo para ser uma das melhores sprinters – ou mesmo a melhor – da sua geração, mas será a capacidade que demonstrar para evoluir no paralelo e poder disputar outro tipo de provas que decidirá se conseguirá ascender ao patamar de uma das grandes do desporto.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Parkhotel Valkenburg

O desporto português está podre

0

A final do Campeonato Português de Voleibol já começou e o Sporting CP venceu o primeiro jogo da final, contra o SL Benfica, por 3-0, um resultado que surpreendeu toda a gente, não tanto pela vitória leonina, mas sim pela falta de argumentos por parte dos encarnados, tirando no primeiro set.

No entanto, não é sobre isso que este artigo vai falar, mas sim sobre o estado podre do desporto português. No próximo fim-de-semana ia disputar-se uma dupla jornada no Pavilhão do Benfica, mas o segundo jogo acabou adiado para dia 20 por questões de segurança.

No dia 14, o Benfica defronta em casa o Vitória FC, vulgarmente conhecido por Vitória de Setúbal e, por questões de segurança, a PSP ditou o adiamento do jogo para evitar que os adeptos sportinguistas se cruzassem com os adeptos do Benfica. Esta é uma situação que se repete esta temporada e que, na minha opinião, mostra quão podre está o desporto português. Estamos em 2019 e o que as forças de segurança fazem para não haver violência é obrigar a que se mudem as datas dos jogos. Se as pessoas não se sabem comportar – e temos muitas provas de que é verdade -, então é preciso que tomem medidas sérias.

Não é compreensível que se tenha de adiar jogos porque as pessoas não são civilizadas. Quem não se sabe comportar tem de ser castigado. Estas pessoas precisam de ser erradicadas do desporto, sejam adeptos, jogadores ou dirigentes, porque o mal está em todo o lado, não é exclusivo aos adeptos.

Possíveis confrontos entre os adeptos encarnados e os adeptos leoninos obrigaram ao adiamento do Jogo 3 da final do campeonato
Fonte: Carlos Silva Photography / Bola na Rede

É preciso começar a doer em todas as vertentes para que algo se faça. Quem for apanhado com mau comportamento, seja de que tipo for, tem de o sentir. Seja por ser proibido de assistir a jogos ao vivo, seja por ter de pagar multas financeiras elevadas – pelo menos o valor gasto em segurança no respetivo evento -, o clube, em caso de repetição, deve ser castigado também, mesmo que não tenha culpa do comportamento dos seus adeptos. Este castigo deve ir desde multas financeiras, passando por jogos à porta fechada e finalizando com atribuição de derrota nos jogos em que existam distúrbios.

O estado a que chegou o desporto português é deplorável e ninguém parece estar muito interessado em fazer algo para reverter esta situação. Depois, há muita admiração por existirem cada vez menos crianças e famílias nos jogos. Pior, quando há acontecimentos de violência mais graves, incluindo mortes. Para fora, o que passa é que existe impunidade total para quem comete crimes, mas aí o problema não está só no desporto, está em toda a justiça portuguesa.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Luz verde… na rede

0

O voleibol, sangue que percorre o trilho pautado pelos carris em tons de azul, estabelece-se como chama ardente e paixão tórrida. A narrativa que o circunscreve é totalmente contingente na medida em que o desenlace se poderá materializar em três, quatro ou cinco parciais. Analogamente aos poemas épico-líricos, e para comprovar o engenho do qual padecem, o “parcial exordial” é epitáfio que provavelmente se ortografará na história do peleja, através da qual uma equipa alcança o glorioso feito e outra se abate sobre a lápide pardacenta.

A batalha colocava o Sporting Clube de Portugal defronte do Sport Lisboa e Benfica. As bancadas do “coliseu” João Rocha exalavam odes próprias do Reino de Leão, pungindo o clima cálido e entusiástico.

O “primeiro capítulo” primou-se pela capacidade de superação dos soldados leoninos. Até ao décimo ponto, o equilíbrio sugou o ímpeto das duas formações. Angel Denis e André Brown, guerreiros de égide verde, lideravam e orquestravam estratégias de combate. A partir daqui, as águias recuperavam a desvantagem e, movidas pelo sentimento de ódio e exasperação, chicotearam o seis leonino nas aparições de Zelão e de Peter Wohlfahrtstatter. Contudo, a turma leonina, desconhecendo por completo a aceção da palavra “renúncia”, brame descomedidamente e inverte o cenário até então presenciado. Uma vez mais, André Brown destacava-se como patriarca de audaz batalhão. 28-26! 1-0! O parcial era nosso! A exultação de alegria resguardava o João Rocha.

Angel Dennis foi importantíssimo na conquista do primeiro parcial
Fonte: Sporting CP

No “segundo capítulo”, o Sport Lisboa e Benfica, à demanda da reposição e integração na partida, exibia-se, até ao 20º ponto, combativa e acerrimamente. Imperfeições no momento do serviço, muralhas edificadas através dos impulsos esguios de Zelão, Raphael Oliveira e Theo Lopes conferiam, à equipa liderada por Marcel Matz, convicção e petulância exacerbadas, apesar da vantagem construída pela margem diminuta. Porém, a turma leonina, desta feita governada por Hélio Sanches, hasteou o estandarte esboçado com os traços do Rei da Selva e triunfou pela segunda vez na tarde de 6 de abril. “Sangue, suor e lágrimas” é dístico implementado nos ideais soterrados desde 31 de julho de 1906. 25-21! O júbilo acorrentava o imo de cada espectador, fomentando a confraternização sã.

No epílogo do combate, a superioridade do Sporting vincou-se. Bojic revelava-se baluarte no seio do recinto, ascendendo a valores estratosféricos e aflorando ao esplendor celestial; Miguel Maia, na plenitude dos seus 47 anos, disseminava elegância e, delicada e respeitosamente, distribuía a “redondinha”; Denis e Hélio Sanches simbolizavam o ímpeto, a coragem e a ferocidade no trato da bola e na propagação da vantagem. 25-20! O Sporting Clube de Portugal imperava no trono, higienizando todos os vestígios de guerrilha e todos os resquícios de sangue. Movidos pelo sustentáculo persistente da plateia leonina, a conquista da contenda foi ousadamente alcançada.

A disputa inicial pendeu para o lado verde da questão. Nas restantes quatro, duas delas consecutivas no “anfiteatro” da Luz, anteveem-se agruras e bastantes contrariedades. Se os leões forem capazes de superarem (pelo menos uma vez) o mar vermelho, reúnem todos os ensejos para a deliberação no João Rocha (quarto jogo). Oxalá que o bicampeonato nos esteja a escutar…

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Sporting CP

Seminário «Ser Treinador: Orientações e Competências»

 

No passado dia de 23 março, o auditório Rio Lima recebeu o seminário “Ser Treinador: Orientações e Competências”. Integrado na organização do Torneio Internacional Vila de Ponte de Lima, que cumprirá este ano a sua nona edição, este seminário teve como principal aliado a própria Associação Desportiva “Os Limianos”.

Luís Meira, técnico do clube e elemento da organização do torneio, sublinhou na cerimónia de abertura que tal encontro para técnicos e demais interessados só foi possível não só com a ajuda do clube, mas também o apoio da Câmara Municipal de Ponte de Lima, a Associação de Futebol de Viana do Castelo e a Associação Nacional de Treinadores de Futebol.

Depois dos primeiros agradecimentos, António Barbosa, treinador e professor no IPMAIA, foi o palestrante que deu o pontapé de saída; “Observação, Análise e Comunicação na Construção e Desenvolvimento do Jogo”. Enquanto ideias base e de maior importância, António Barbosa defendeu que “quem marca ou decide são os jogadores” e para isso cabe aos técnicos dar-lhes toda a informação necessária.

O orador alertou, apesar de tudo, para os diferentes tipos de informações (auditiva, visual, cinestésica) e para a sensibilidade de perceber qual a melhor forma para a passar a cada atleta. Se isso não for tido em conta, há o risco claro do atleta não captar nada ou muito pouco.

Para ilustrar tudo o que defende, António Barbosa foi dando o exemplo das épocas 2016/17 e 2017/2018 do Vilaverdense FC, lideradas pelo próprio. Depois de detetado um problema, o técnico criou exercícios ou adaptou alguns já existentes e quantificou o número de vezes que os atletas conseguiram resolver. Se a taxa de sucesso for agradável ou satisfatória, o técnico está perante um exercício que resolve o problema identificado em primeiro lugar e vai repeti-lo “sem mexer”.

António Barbosa, professor no IPMAIA, foi o palestrante que deu início ao seminário
Fonte: AD Limianos

Além disso, há padrões que o treinador repara durante o treino, não propositados, mas que podem ajudar. A título de exemplo, António Barbosa revelou que durante os treinos emergiu um padrão que passou a utilizar nos jogos e que fez da sua equipa o melhor ataque português naquela época; o médio interior recuava na fase de construção e servia de imediato o extremo contrário ou avançado entre o central e o lateral adversários. Parece simples, mas conseguiram assim sete golos, sem os quais seriam apenas o terceiro ou quarto melhor ataque. Este padrão que emergiu do treino fez claramente a diferença.

Eternos rivais!

0

Como toda a gente sabe, o SL Benfica e o FC Porto são os dois principais rivais do Campeonato Português. Isto porque são os dois clubes portugueses com o melhor historial de títulos a nível nacional, no que diz respeito ao futebol. A partida onde ambos se encontram em campo denomina-se “Clássico”, e dificilmente será entendido como um simples jogo, pois a rivalidade dos dois clubes transcende, por vezes, os campos futebolísticos.

Embora, historicamente, apenas o FC Porto se tenha assumido “politicamente” na sua cidade, ambos os clubes têm uma enorme dimensão nacional entre adeptos e sedes/casas por todo o país. Mais ainda, os dois rivais têm também casas do clube no estrangeiro, onde são bastante apoiados.

No que diz respeito às estatísticas, o Sport Lisboa e Benfica é, neste momento, o detentor de mais títulos, em comparação com os azuis e brancos. Por sua vez, é o FC Porto quem tem mais campeonatos ganhos consecutivamente e é também o recordista das Supertaças Cândido de Oliveira. Não ficando só por aqui, os dragões são o clube português mais bem-sucedido nas provas europeias, com sete troféus conquistados, liderando o confronto direto com o rival encarnado. Mas não é só o FC Porto quem domina: o SL Benfica é o clube com mais títulos nacionais e é recordista dessa mesma competição, adicionando também as Taças de Portugal e as Taças da Liga, sendo assim a única equipa com todas as quatro competições nacionais no mesmo ano (2014). No que toca a competições internacionais, as águias voltam a estar em destaque, sendo o único clube a ser Bicampeão Europeu (1961 e 1962) e ainda a alcançar o recorde de finais europeias (10).

Esta época, o SL Benfica tem estado melhor que o FC Porto no que diz respeito às estatísticas.
Fonte: SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Falando apenas desta época, o Benfica está em melhor posição que o Porto no que diz respeito ao melhor ataque e às maiores goleadas. No entanto, o clube do Norte é, neste momento, o clube com melhor defesa e menos derrotas. Mais ainda, as águias têm o melhor marcador (Seferovic), o maior número de assistências (Pizzi), a maior média de golos (Seferovic) e o melhor marcador suplente (Seferovic). Já os dragões são apenas os detentores do jogador com mais minutos de jogo (Iker Casillas).

Ocupando o 1º lugar da tabela classificativa da Liga NOS, o SL Benfica soma 28 jogos, 77 golos marcados, 44 golos marcados em casa, 33 golos marcados fora, quatro golos marcados através de grande penalidade, um auto-golo a favor, 65 golos marcados com titulares, 11 golos marcados com jogadores suplentes e nove vitórias por mais de três golos. Já o FC Porto conta com o mesmo número de partidas, com 58 golos marcados (menos 19 golos que as águias), com 34 golos marcados em casa (menos 10 que os encarnados), 24 golos marcados fora (menos nove que o SL Benfica), cinco golos marcados através de pénalti (mais um que o Benfica), um auto-golo a favor (o mesmo que as águias), 50 golos marcados por titulares (menos 15 que os encarnados), sete golos marcados por suplentes (menos quatro que o clube da capital) e sete vitórias por mais de três golos (menos duas que o SL Benfica).

Neste sentido, tudo aponta para a superioridade do clube da Luz no que se refere a estatísticas. Os confrontos diretos também mostram que o Benfica tem vantagem sobre o clube da Invicta, visto que as águias ganharam na Luz (para o campeonato) por uma bola a zero a 7 de outubro de 2018 e, no Dragão (também para o campeonato) por duas bolas a uma a 2 de março deste ano.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Bola na Rede

Nuno Dias: um dos melhores treinadores do mundo

0

Nuno Dias é um dos treinadores mais titulados de sempre do futsal português, estando ao serviço do Sporting Clube de Portugal desde a temporada 2012/2013. O treinador leonino foi considerado, recentemente, o terceiro melhor treinador do mundo distinguido pelos Umbro Futsal Awards 2018.

A história de Nuno Dias ao leme do clube de Alvalade tem sido de vitórias e de títulos. O treinador leonino iniciou a sua carreira enquanto técnico no Instituto D. João V, tendo passado como adjunto pelo CSKA de Moscovo. Enquanto jogador, Nuno Dias representou o Instituto D. João V e o Sporting Pombal.

O Sporting viria a recrutar Nuno Dias, no inicio da época 12/13 e desde então somou cinco campeonatos, quatro Supertaças, quatro Taças de Portugal e duas Taças da Liga. Sob a liderança de Nuno Dias, o Sporting sagrou-se ainda duas vezes vice-campeão europeu de futsal. Esta temporada, o Sporting já venceu a Supertaça e a Taça de Portugal – a segunda consecutiva. No total, o treinador leonino já orientou o Sporting em 319 jogos, somando 217 vitórias, 25 empates e 23 derrotas.

Nuno Dias e a sua equipa técnica lideraram o Sporting à conquista de 15 títulos
Fonte: Sporting CP

No entanto, o Sporting tem pela frente dois objetivos inéditos, a conquista da UEFA Futsal Champions League e o Tetracampeonato. Na UEFA Futsal Champions League ditou o sorteio que os leões irão defrontar o Inter Movistar no jogo da meia-final. Assim, seja possível Nuno Dias e os seus atletas conquistarem o tão desejado título europeu.

Na Liga Sport Zone, os leões estão prestes a terminar a fase regular faltando duas jornadas frente ao Viseu 2001 e ao Rio Ave. Desta forma, o Sporting irá lutar pelo “tetra”, que seria inédito para a história do futsal português.

Assim, possa Nuno Dias dar continuidade a esta história de vitórias e de títulos. Que seja possível, em conjunto com os jogadores e toda a sua equipa técnica, transformar esta temporada num sonho, conquistando o “tetra” e a UEFA Futsal Champions League.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Fonte: Sporting CP

Liverpool FC 2-0 FC Porto: Um sonho impossível

O FC Porto chegava a Anfield com o objetivo de obter um resultado que lhe conferisse a possibilidade de decidir a eliminatória no estádio do Dragão na próxima semana e vingar a pesada derrota por 5-0 da temporada passada. Em jogo estavam, também, muitos e muitos milhões.

No que diz respeito ao alinhamento inicial de cada equipa importa destacar o trio ofensivo da equipa inglesa composto por Salah, Firmino e Mané e a ausência de Robertson (lateral esquerdo titular) em detrimento de Milner.

No que concerne às opções de Sérgio Conceição é relevante destacar a titularidade de Maxi, a recuperação de Alex Telles, a utilização de Óliver no lugar de Herrera e, a já recorrente, ausência de Brahimi do onze inicial. Um onze que permitia alternar o 4x4x2, com Marega a juntar-se a Soares no eixo do ataque, e o 4x3x3 através da colocação de Otávio no corredor central e o desvio de Marega para o corredor direito.

A verdade é que acabou por ser um 5x4x1 a defender, com Maxi a colar-se aos centrais, Corona a assumir a lateral direita e Marega no lado esquerdo à frente de Alex Telles, e um 4x2x3x1 a atacar com Otávio nas costas de Soares.

No que ao jogo diz respeito, o Liverpool FC demonstrou ser superior e confirmou o favoritismo mas fica a ideia de que foi por pouco que o FC Porto não levou a água ao seu moinho. Um pouco mais de discernimento e o FC Porto podia ter tirado partido de uma das várias aproximações à baliza que teve e marcado um golo que lhe permitisse sonhar.

Os adeptos do FC Porto voltaram apoiar incessantemente a equipa
Fonte: FC Porto

Os comandados de Sérgio Conceição até entraram bem no jogo e colocaram em sentido o Liverpool FC com uma oportunidade clara logo a abrir. No entanto, na primeira vez que os ingleses chegaram ao último terço marcaram por intermédio de Keita (a bola ressaltou em Óliver e traiu Casillas). Cinco minutos volvidos e os fantasmas da temporada passada pairavam sobre Anfield. Depois disso, e até ao segundo golo, marcado por Firmino aos 25 minutos, o jogo teve sentido único.

O FC Porto não conseguia ligar mais do que dois passes seguidos e o Liverpool FC acercava-se perigosamente da baliza portista. A seguir ao segundo golo, dá-se um dos minutos mais decisivos da partida. Minuto 30. Nesse minuto Marega falha duas vezes na cara de Alisson e o árbitro e o VAR fazem vista grossa a um penalti claro após mão de Arnold na área. Assim, chegava o descanso.

Como é seu apanágio, o FC Porto entra bem no segundo tempo. Depois de um susto (golo invalidado a Mané por suposto fora de jogo), os azuis e brancos conseguiram várias aproximações à baliza dos ingleses mas sem nunca encontrarem os caminhos da baliza. Na última meia hora de jogo, os comandados de Jurgen Klopp baixaram a intensidade e o ritmo de jogo sem nunca perder o seu controlo. O FC Porto foi tentando assustar o Liverpool e até criou algumas boas chances mas mostrou sempre que este nível já não é para as equipas portuguesas. O apito final do árbitro chegou com uma ovação merecida dos adeptos portugueses à equipa.

Em suma, o Liverpool FC provou que é mais e melhor equipa do que o FC Porto e mereceu a vitória. Fica, no entanto, a sensação de que faltou apenas “um bocadinho assim” para que o dragões conseguissem o golo que manteria o sonho possível. Resta lutar.

Uma nota também para o trabalho da equipa de arbitragem. Fraco, muito fraquinho o trabalho do quarteto de árbitros espanhóis. Na Europa os grandes portugueses são pequenos e o FC Porto tem claras razões de queixa de Mateo Lahoz.

Onze inicial e substituições:

Liverpool FC – Alisson, Arnold, Lovren, Van Dijk, Milner, Fabinho, Keita, Henderson, Salah, Mané (Origi 73′) e Firmino (Sturridge 82′).

FC Porto – Casillas, Maxi (Fernando Andrade 77′), Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo, Oliver (Bruno Costa 73′), Otávio, Corona, Marega e Soares (Brahimi 62′)

Os 5 melhores jogadores no mundo do CS GO

O mundo do CS GO está constantemente em mudança, a começar pela forma dos jogadores e das suas equipas. De um mês para o outro, os resultados apresentados por uma equipa podem variar entre o muito bom e o péssimo, e a capacidade dos jogadores em mudar isso pode não ser suficiente, por mais qualidade que tenham. Consequentemente, os jogadores são os mais prejudicados com os altos e baixos, por isso é muito complicado um jogador manter, durante um ano, a sua performance individual no topo.

Durante o mês de janeiro, o TOP-20 oficial dos melhores jogadores do mundo, referente ao ano de 2018, foi revelado e, por isso, o TOP-5 que irei apresentar é com base nessa mesma lista. Vamos a isso.

Hamilton vs. Vettel: Quem é o melhor?

Este texto tem o potencial de incendiar a Internet e de ser alvo de ameaças provenientes de quem tem uma opinião contrária. Hoje em dia, não se pode ser fã dos dois pilotos: ou és fã do Vettel e membro ferrenho da Tiffosi, ou és fã do Hamilton, e és #blessed por seguir a equipa penta campeã de Formula 1. Eu não sou nem um, nem outro. Admito que gostava de ver a Ferrari campeã, mas pela simples razão de querer um pouco de variedade de campeões, não por os apoiar mais que a Mercedes.

Eles são os rivais perfeitos, são completamente opostos. Hamilton é um piloto cuja vida pessoal é muito pública. Conhece mil e uma celebridades, está cheio de tatuagens e brincos e colares e coisas caras para mostrar, o seu estilo de condução é mais agressivo e extravagante, e é o atual campeão, título que já venceu por cinco vezes na sua carreira. Vettel é um alemão calmo, que não tem redes sociais, que gosta de viver uma vida familiar sossegada, longe das câmaras, e cujo estilo de condução é mais o de controlar uma corrida a partir da frente, o que lhe trouxe quatro  campeonatos entre 2010 e 2013.

De 2010 a 2013, a Formula 1 pertencia a Vettel
Fonte: Formula 1

Um começou num carro de topo na Mclaren e, não fosse uma dose de inexperiência junto a algum azar, vencia o campeonato no seu primeiro ano como piloto. E não venham com a desculpa de que começou logo num carro bom, porque isso não deixa de fazer com que ele fosse um rookie e tivesse de lutar contra um bi-campeão mundial. O outro sacou uma vitória num Toro Rosso em 2008, e em 2009 já estava na luta pelo título, que acabou por chegar em 2010.

Para Vettel, usam a desculpa de que tinha o carro dominante, por isso foi fácil, mas apenas concordo com essa afirmação em 2011 e 2013, porque 2010 e 2012 foram dos campeonatos mais renhidos dos últimos anos, onde a grande rivalidade entre Vettel e Alonso foi até à última gota de suor. Mas concordo que em 2011 e 2013 o seu único rival era Mark Webber e o pobre do homem nem perto esteve.

Segundo ano na Formula 1, primeiro campeonato para Hamilton
Fonte: Formula 1

Quanto a Hamilton, dizem que sempre foi favorecido, que também só venceu em carros dominantes, o que é verdade de 2014 a 2017, apesar de ter um rival gigantesco em Nico Rosberg, mas foi 2018 que me fez mudar um pouco essa opinião. Fez-me perguntar “Afinal, quem é que é dominante? A Mercedes, ou Lewis Hamilton?

Os convocados da Liga das Nações e do Mundial Sub-20

As selecções de Portugal irão disputar duas competições praticamente em simultâneo no final da época: a Final Four da Liga das Nações e o Mundial de sub-20. Como tal, escolhas têm de ser feitas e existem jogadores que são elegíveis para ambas as equipas. Certamente, tanto Fernando Santos como Hélio Sousa terão boas dores de cabeça na escolha dos seus jogadores. Por isso, farei aqui um apanhado para lhes dar uma ajudinha.