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Os desenvolvimentos no seio da SAD do Sporting que originarão problemas em toda a estrutura

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Segundo apurou esta redacção junto de fontes próximas a vários processos que decorrem em Alvalade, dentro de pouco tempo teremos oficialização de alguns temas que deixarão todos os quadrantes de futebol português muito mais descansados e optimistas quanto ao futuro deste desporto nacional.

Poderemos adiantar já alguns pormenores que chegaram à nossa mesa de trabalho, e que aqui deixamos.

Segundo se apurou, o treinador Jorge Jesus já avisou a estrutura do Sporting que abandonará o cargo no final da temporada, uma vez que não lhe estão a ser dadas todas as condições que ele esperava. O treinador sente-se enganado por não haver aposta na formação como há noutras paragens, também não lhe deram condições para poder ganhar o campeonato com avanço de 20 pontos do segundo classificado, e porque também não lhe foram garantidas as condições ideais para orientar a equipa a partir do banco de suplentes.

Apurou-se também que a equipa de futebol do Sporting vai ser toda remodelada, uma vez que os jogadores do plantel vão ser dispensados por não apresentarem qualidade suficiente para representarem o clube. Assim, vão ser colocados a leilão em que serão vendidos pela melhor oferta.

Posto isto, Bruno de Carvalho diz que não quer ficar atrás e também vai deixar o lugar à disposição uma vez que não se revê no papel que um presidente do Sporting deverá ter no futebol nacional. O ainda presidente do Sporting não sente ter perfil para ter que aceitar ordens de outros clubes, ou ter de ouvir e calar, ou mesmo ver o seu clube ser maltratado e continuar com sorriso nos lábios e aceitar convites para almoços e jantares com pessoas que querem mal ao seu clube.

E assim, a partir da próxima época de futebol, tudo voltará ao paraíso que se havia tornado o futebol português, antes deste Sporting se ter sequer atrevido a querer ter voz e decisão em qualquer quadrante.

Finalmente o Sporting voltará aos tempos áureos em que lutava para ir à Liga Europa, e em último caso ainda conseguia um 7º lugar muito honroso.

O sétimo lugar de 2012-2013 nunca poderá ser esquecido Fonte: Sporting CP
O sétimo lugar de 2012-2013 nunca poderá ser esquecido
Fonte: Sporting CP

(Juro que até aqui nenhuma informação foi retirada de nenhum jornal ou respectiva televisão “sensacionalista” português.)

Quero por isso, deixar os meus parabéns aos que querem o futebol Português como sempre esteve, com as manias e manhas, os tiques que o caracterizam e tornam único no mundo.

Parabenizar os que constantemente declamam Confúcio, com o celebre pensamento “Quando o sábio aponta para a Lua, o idiota olha para o dedo.”, pensamento que quererá servir para rotular de idiotas a quem eles se dirigem, e que olham para aquele seus, tão sábios, dedos que apontam para tudo e todos a tentar desviar atenções de assuntos que não lhes interessa discutir.

Mas quem deve ficar bastante feliz são aqueles que se dizem do Sporting, e que se sentiam felizes com participações honrosas, em que nos classificávamos com categoria entre o 3º e 7º lugares, e ficavam resignados pensando que o próximo ano poderia ser melhor. Esses sim poderão achar que o que foi acima descrito será o seu mundo ideal.

Eu entendo que hoje em dia se estão a criar gerações que têm tudo o que querem sem sequer se preocuparem e esforçar para terem alguma coisa. Chegam, dizem que querem, e têm, simples.

O problema é que estas gerações, quando chegarem ao mundo real, vão querer e não vão ter. Ou se quiserem ter, terão que se esforçar, que se sacrificar, lutar, para poderem ter só a possibilidade de vir a conseguir o que querem. Normalmente é assim que funciona.

Vejo miúdos que se dizem os maiores Sportinguistas jamais inventados, e que não aceitam um não como resposta, ou que criticam todos os que não lhes dão o que eles idealizaram como seu gosto e vontade.

Esses Sportinguistas chegam, e exigem que o seu clube seja o maior, o mais forte, que vai certamente ganhar o próximo jogo, deixando sempre no final da frase uma alusão ao aparelho sexual masculino. Isto não é amor ao clube, e fé no mesmo. É querer impor a sua vontade, e se não lha conseguirem dar vir fazer birra de seguida.

É que, se o seu clube, que ele mandou ganhar por si, pelo seu ego, e porque se quer pavonear para os outros com as glorias de jogadores que se esforçaram no campo de futebol, não conseguir ganhar, aparece logo com a birra de que a culpa é dos jogadores que não se esforçaram, dos jogadores que não são suficientemente bons para representar o clube que ele apoia. No fundo, que todos são maus. E no final sempre deixa uma nova alusão ao aparelho sexual masculino. São tiques.

Estes tipos que acreditam que antes do jogo aquela equipa pode ganhar até ao Barcelona, e no fim acha que aqueles jogadores nem ao Damaiense ganhavam, não são adeptos de nada. São só adeptos de si mesmos, e das suas vontades.

E no último jogo que o Sporting empatou vi um dos capitães da equipa a ter que ir pedir calma aos adeptos, e ter que os lembrar que continuam em primeiros. Isto deixa-me confiante porque vejo que os jogadores continuam a acreditar no seu valor. Mas estes mesmos jogadores, já em casa, vão pensar que viram desconfiança na cara e nas atitudes da sua massa adepta, e poderão pensar que se calhar não vale tanto a pena representar um clube que não os apoia nos momentos menos bons.

Fonte: Bola na Rede
A massa adepta deste clube não tem rival em Portugal
Fonte: Bola na Rede

Podem dizer que eles têm é que correr porque lhes pagam. Pagam, mas talvez haja alguém que paga mais, ou até o mesmo, e os apoie mais. E por muito que sejas profissional e te esforces por fazer bem o teu trabalho, se não estiveres motivado e feliz, de pouco te adianta o profissionalismo. E não me venham com a conversa do amor à camisola que isso facilmente se esfuma ao lado dos milhões que circulam no mundo do futebol. Mas se mesmo assim quiserem agarrar-se ao amor à camisola, apoiem quem lá está que sempre se torna mais fácil alimentar esse propalado amor. Não se esqueçam que entre amor e ódio está uma linha muito ténue.

Se os Sportinguistas se acham os melhores adeptos do mundo, demonstrem-no agora e não a votar em concursos online. Ou então demonstrem-no das duas formas, votando mas principalmente apoiando.

Que dizer se não estivéssemos em primeiro lugar? Se calhar talvez não criticassem tanto a equipa, não sei.

Mas tenho a certeza que estes mesmos adeptos, mantendo o seu perfil de bipolaridade, festejarão e elevarão a equipa ao altar mais alto nas vitórias e colocá-la-ão no buraco mais fundo em caso de insucesso. Por isso, caso esta equipa tenha o sucesso que todos desejamos, lá nos encontraremos todos a festejar.

E chamem-me iludido, mas vou acreditar até ao fim, mesmo que até tenhamos que passar pelo segundo lugar em alguma jornada. Se quem está em segundo e em terceiro acredita, porque não acreditar quem está em primeiro?

Para nota final: Quem ouve muitos dos nossos rivais, como o do Confúcio e um dos amantes exacerbados do vinho que ultimamente tem estado muito em voga, até parece que só o sporting está na eminência de perder pontos. Podem perder, mas aposto que os adversários também os perderão, até porque não jogamos muito menos que eles, jogamos? “Ah, o Sporting vai ter jogos difíceis”… E os outros não têm jogos difíceis? Podem ser menos difíceis, mas são difíceis. E espero que não os tornem menos difíceis do que o esperado. Just Saying

Foto de Capa: Bola na Rede

Rio Ave FC 0-0 SC Braga: Outra vez – O Jamor é já ali

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Eis que chegou um dos jogos mais importantes para as duas equipas que sucedem ao pódio na tabela da Liga e que, fazendo jus ao facto, melhor praticam futebol por cá. Com o passaporte para o Jamor em jogo e com o Braga a partir em vantagem com a vitória garantida pela margem mínima na primeira mão da eliminatória, foi a equipa da casa a assumir o jogo durante os primeiros quinze minutos, demonstrando mais ímpeto ofensivo e vontade de assumir o controlo inicial, muito em proveito das boas iniciativas atacantes, destacando-se o trabalho do Brasileiro Bressan.

O começo forte do Rio Ave, desde já habitual na equipa de Pedro Martins, acabou por se atenuar com a intrusão táctica da equipa do Braga, que, mais lentamente, demorou a perceber aquilo que o desafio exigia. Digamos que, de uma forma concisa, os Minhotos foram obrigados a controlar a posse para desacelerar os movimentos do adversário, impondo um domínio suficientemente constante e que se prolongaria durante o restante tempo da primeira parte, o que provocou, aos poucos, o aumento claro da profundidade do jogo do Rio Ave, que, apesar da boa organização dos seus blocos na pressão, sentia dificuldades no aproveitamento dos espaços e na construção de ataques. Foi, por isso, ao Braga que pertenceram as melhores hipóteses para finalizar, com especial foco para o remate ao poste de Pedro Santos, revelando-se uma equipa mais ansiosa pela resolução da eliminatória do que o Rio Ave, que se encontrava em desvantagem.

Rafa é a principal peça deste Sporting de Braga Fonte: SC Braga
Rafa é a principal peça deste Sporting de Braga
Fonte: SC Braga

A correr atrás do prejuízo, cabia aos Vila Condenses a aposta mais forte para a segunda parte. A espectável entrada de uma peça mais criativa para quebrar o jogo consumou-se com a chegada de Heldon, logo após o intervalo. Os primeiros minutos, bastante repartidos, trouxeram oportunidades para ambas as partes, mas muito por culpa da contensão defensiva do Braga; com Vuckevic a colar na linha defensiva e a abdicar da presença em terrenos mais altos, o jogo tornou-se mais dividido e a disputa pela posse aumentou. A entrada de Postiga e de Guedes para a frente do ataque do Rio Ave não abriu grandes alternativas, até porque, no outro lado, era incomparável a evidente capacidade de fazer chegar a bola com perigo através do trabalho de dois homens: Rafa e Pedro Santos. Bem sei que tudo o que se torna repetitivo cansa, mas mais uma vez é de anotar a qualidade deste rapaz, que tanto oferece a esta equipa do Braga, tanto pelo que faz quando está perto da área como pela inteligência que incute no estilo de jogo de uma equipa que, se sabe jogar muito bem futebol, em parte o deve a ele. Em muitos momentos em que o Rio Ave se encontrava por si, era Rafa que, num meio campo com menor expressão ofensiva, tinha as iniciativas que ajudaram a equilibrar os fluxos da partida.

Um golo bastava para empatar a eliminatória, mas, apesar dos bons momentos que registou no jogo, acabando, inclusive, perto de conseguir marcar, o Rio Ave não foi capaz de facturar uma única vez. No somatório total, o Braga foi mais forte. Teve um percurso interessante ao longo da prova e fez o esperável numa eliminatória promissora. E, muito embora aprecie a coragem de Pedro Martins em todos os jogos que disputa, o Braga provou ser uma equipa mais experiente nos momentos em que é necessário sê-lo.

A Figura:

Vuckevic – Gosto deste médio. Creio que a sua maior valia se encontra na capacidade de pisar diversas partes do meio-campo. Ataca bem e defende de igual forma – apesar de não ser esse o seu papel principal. Hoje provou-se isso.

O Fora-de-Jogo:

Pedro Martins – Continuo a ser um admirador do treinador do Rio Ave, mas continua a ter lacunas nos jogos preponderantes. Pedia-se uma equipa mais esclarecida ofensivamente e, de preferência, com vocação ofensiva durante toda a partida. Se assim não foi por alguns momentos, isso deve-se ao demérito próprio. Podiam ter ganho o jogo. O facto de o meio campo ser coesão, o facto de haver profundidade a mais… Percebo a ideia, mas perdeu qualidade táctica com as substituições.

Foto de capa: SC Braga

Cerca de 15 anos depois, a história pode-se repetir…

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É importante recordar o passado, para poder projectar o futuro!

A época de 1999/2000 começa com o Porto como grande candidato ao título, o Benfica com uma enorme crise financeira e o Sporting a ressacar por um título de campeão nacional…

Nos primeiros jogos da época, percebe-se claramente que Giuseppe Materazzi não consegue levar a turma leonina ao topo da tabela e a sua passagem em Alvalade culmina com uma humilhação na Europa, onde os leões tombam frente aos “semi-profissionais” noruegueses, “os Vikings”.

Augusto Inácio entra para o comando da operação “ataque ao título”, que poucos acreditavam ser possível… Mas o grande ponto de viragem dá-se em Janeiro, quando Mbo Mpenza, César Prates e André Cruz são contratados como reforços de Inverno. Nesta altura, o Sporting estava um ponto atrás do Porto na luta pelo título.

E eis que a magia acontece em Alvalade: a equipa passa a jogar à bola e a ter um patrão que sabe e comanda as operações dentro de campo, de seu nome André Alves da Cruz.

O Porto estava a perder gás e quando defrontou os leões no Estádio de Alvalade, se perdesse, perderia também a liderança… O jogo estava empatado a zero e Beto Acosta sofre falta à entrada da área. André Cruz, bem ao estilo dos seus tempos áureos no Milan, coloca a bola no relvado e só tem olhos para a redondinha e para a baliza… Parte para a bola e PAU! Bola na gaveta… Vítor Baía nem esboça reacção e a bola entra ao ângulo superior direito da baliza dos dragões… Era o primeiro de quinze golos do jogador brasileiro pelas cores leoninas em duas épocas e meia. O Sporting acabou por ganhar 2-0.

Os golos de livre do brasileiro que ajudaram o Sporting a acabar com um jejum que já durava há 18 anos Fonte: www.andrecruz50.blogspot.com
Os golos de livre do Brasileiro que ajudaram o Sporting a acabar com um jejum que já durava há 18 anos
Fonte: andrecruz50.blogspot.com

André Cruz, defesa-central, foi adquirido ao Torino, tendo realizado nessa época 23 jogos onde apontou 5 golos…

E se, à Baliza, o Sporting tinha o “monstro” Schmeichel, na frente dele tinha um “patrão” que pouco trabalho permitia ao “grande dinamarquês”.

De cada livre que o Sporting tinha a seu favor, das duas, uma: ou dava golo marcado pelo brasileiro ou era de grande perigo. Cada falta que o Sporting sofria perto da área para o pé esquerdo do brasileiro era meio-golo. Já desde o tempo de Krassimir Balakov que o Sporting não tinha um exímio marcador de livres… E André Cruz foi talvez o último grande mestre dessa arte em Alvalade… Desde então ninguém conseguiu fazer esquecer esse grande senhor.

No Sporting, em dois anos e meio, venceu dois campeonatos, duas Supertaças e uma Taça de Portugal. Isto para um clube que em 18 anos pouco, ou quase nada, ganhou. Deixou o clube português em 2002; contudo, o seu nome ficará para sempre na história do clube pelos seus livres directos que tantas felicidades deram aos adeptos.

E, cerca de 15 anos depois, a história pode-se repetir… Diferentes intervenientes, mas a história repete-se. O Sporting está claramente a ressacar por um título de campeão nacional. Bruno Carvalho, Jorge Jesus, Adrien Silva, William Carvalho, Rui Patrício, Slimani e tantos outros estão prontos para neste sábado se libertarem da proximidade de rivais e partirem rumo ao título de campeão nacional.

Foi num jogo grande que o Sporting deu a volta à malapata… E este ano está provado que com as equipas grandes somos fortes!

Quando ninguém acreditava ser possível, o Sporting deu um pontapé na crise e aliou uma rigorosa direcção a uma equipa técnica vencedora e uma equipa fantástica a uma curva belíssima.

Sim, hoje e até sábado “estamos em primeiro”! E lá vamos continuar…

Foto de Capa: leaodaestrela.blogspot.com

‘Podcast’ – BnR Modalidades, Ep.2

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No segundo episódio do nosso podcast do BnR Modalidades, falamos da NBA.

Neste programa abordamos os Golden State Warriors e a sua equipa, em especial o Stephen Curry, será ele o melhor de sempre? Serão os Warriors capazes de bater o recorde dos Bulls? Falamos ainda das equipas que têm surpreendido e das desilusões.

Quem vai ser o campeão e que chega à final?

A moderação é do Rodrigo Fernandes os comentários são do André Albuquerque e do Nuno Raimundo.

Top 10: As mentiras de Luís Filipe Vieira

[tps_title]10.º “Vocês já me conhecem um pouco, não sou homem de protagonismo. Sou discreto.” (2003)[/tps_title]

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Fonte: SL Benfica

Um homem discreto que, desde que chegou à Presidência do Benfica, se dedica a promessas utópicas e à mentira compulsiva. Luís Filipe Vieira é o primeiro a aparecer quando o clube acumula resultados positivos e o primeiro a desaparecer quando a crise se agrava, deixando que sejam outros dirigentes a tomar a palavra.

Je suis Slimani

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O rendimento de Islam Slimani tem sido decisivo para a boa prestação do Sporting no campeonato. O argelino é – vê-se à distância – um homem de trabalho, o que explicará, em larga medida, a sua notável evolução (tanto técnica como táctica) desde 2013, ano em que chegou ao nosso país, portador de um registo goleador mediano. Slimani tornou-se, aos 27 anos, num avançado (muito) competente, capaz de aliar a sua disponibilidade física – lutando por cada lance como se fosse o último – a uma aperfeiçoada capacidade de finalização, por terra e pelo ar. Não rejeito os bons jogadores e, como tal, confesso que veria com bons olhos o ingresso no Benfica de cinco/seis elementos que integram o actual plantel leonino: Slimani seria um deles, tal como outros, capazes de se tornarem úteis e mais-valias. Apenas a título de curiosidade: André Carrillo integra este lote pessoal.

Islam Slimani é somente um jogador de futebol – e não um criminoso –, no entanto, todos (os que queremos) sabemos o que se passou a 21 de Novembro, no Estádio de Alvalade, em jogo da quarta eliminatória da Taça de Portugal: Slimani agrediu Samaris, no início da segunda parte, num encontro em que o Sporting venceu o Benfica (por 2-1), após prolongamento, com um golo do argelino. O lance capital, aparentemente congelado no tempo, ocorreu nas costas do árbitro Jorge Sousa (e do médio grego), tal como se comprova pelas imagens televisivas – um exemplo que, de resto, poderia auxiliar a causa pelo vídeo-árbitro de Bruno de Carvalho, caso, obviamente, os seus critérios de verdade desportiva não fossem tão selectivos.

: Islam Slimani merece estar presente n’ “o jogo do título”; Fonte: Facebook oficial de Islam Slimani
Islam Slimani merece estar presente no “jogo do título”
Fonte: Facebook Oficial de Islam Slimani

Dois dias depois, o Benfica fez aquilo que lhe competia – uma opção que é, simultaneamente, um direito e um dever –, depositando uma queixa no Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, em defesa do seu jogador e do cumprimento das regras do jogo e da competição. Foi aberto um inquérito, nos moldes previstos na lei, para apuramento dos factos, mas, três meses depois, nada mais se soube ou aconteceu. Em Portugal, a justiça – a desportiva e a outra – é lenta e, vezes demais, inconsequente. Neste caso, o Benfica foi duplamente prejudicado: em campo e fora dele. Bem recentemente, o português Hugo Almeida, agora ao serviço do Hannover da Liga alemã, agrediu um colega de profissão e, instantaneamente, foi suspenso por três jogos – exemplar!

O acto de Slimani justificava expulsão e suspensão. No entanto, não me parece que tal, a acontecer neste momento, faça algum sentido. A falta de poder decisório, em tempo útil, de um órgão federativo, desvirtuou a eficácia da pena (e o seu factor dissuasor) e, sobretudo, alterou a proporcionalidade do castigo – um jogador que agride em Novembro, no primeiro terço da época, não pode ser suspenso mais de três meses depois, num contexto decisivo, à entrada para o último terço do campeonato.

Escrevo este texto antes do Sporting-Benfica, de 5 de Março, e afirmo: não acredito em teorias da conspiração. Espero, todavia, que o bom senso que resta aos nossos agentes desportivos prevaleça. Não posso concordar com a prescrição ou a impunidade, porém, neste caso, qualquer decisão anterior ao dérbi resultará, inevitavelmente, numa nova corrente de suspeição, capaz de alterar, directamente, a verdade desportiva. Como benfiquista, rejeito que o meu clube seja prejudicado uma terceira vez, passando directamente de vítima a réu, apenas e só, por incompetência de terceiros.

Quero ganhar em Alvalade; quero ser tricampeão. Mas com todos lá dentro, no relvado. Quero que Slimani vá a jogo. Não lhe retirem este prémio na melhor época da sua carreira – afinal, assistirá em posição privilegiada, como poucos podem, a uma vitória do Benfica.

Adenda: com o texto concluído e pronto a ser publicado deparei-me com as notícias das possíveis suspensões de Jardel e Eliseu. Não haverá, por esta altura, muito mais a dizer, a não ser que, pelos vistos, alguém procura corrigir um erro, cometendo outros dois. O que disse sobre Slimani neste texto aplica-se por inteiro aos jogadores do Benfica – e nem discuto existe, de facto, matéria para a sua suspensão. Enfim, que se passará nas cabeças de certos dirigentes federativos? É isto defender e dignificar o futebol português?

O favorito Fenerbahçe SK

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Na passada sexta-feira, em Nyon, o Sporting de Braga esteve presente no sorteio dos oitavos-de-final da Liga Europa, onde ficou a conhecer o seu próximo adversário nas competições europeias, o Fenerbahçe. Assim, o atual quarto classificado da Liga Zon Sagres, e única equipa portuguesa presente no sorteio, irá defrontar a única equipa turca na competição, o atual líder à condição, liderado pelo português Vítor Pereira.

Num sorteio em que já se previa que o Braga era das equipas mais desejadas pelos adversários, dado o seu menor favoritismo a continuar na competição, foi a equipa de Istambul a “sorrir”, enaltecendo ainda mais as suas fortes pretensões europeias para esta época, dado que grande parte da sua massa associativa acredita que pode ser desta que o Fenerbahce poderá obter o seu primeiro título europeu.

Constituída por oito jogadores que já pisaram o solo português, seis pelo FC Porto (Fabiano, Abdoulaye, Bruno Alves, Souza, Raúl Meireles e Diego), um pelo Sporting CP (Nani) e um pelo SL Benfica (Markovic), o conjunto de Istambul sofreu apenas uma derrota nos presentes 32 jogos desta temporada, onde, com um orçamento de 40 milhões, vive uma realidade bem mais diferente do clube português, pois este elevado investimento clarifica bem o grande objetivo que é a conquista do 20.º título turco.

Na passada segunda-feira, deu-se o jogo do título na Turquia, onde o anterior segundo classificado, Fenerbahçe, recebeu e venceu o Besiktas naquele que é também um dos maiores dérbis do país euro-asiático. Como é sabido em Portugal, Vítor Pereira encara estes jogos com a maior seriedade possível, de tal forma que a equipa da casa entrou a marcar aos três minutos de jogo, com um lance estudado de bola parada e, após um jogo completamente controlado, fixou o resultado final aos 82 minutos pelo português Nani, num jogo em que a equipa de Ricardo Quaresma não soube aproveitar as oportunidades de golo e atestou o velho ditado “quem não marca sofre”.

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Vítor Pereira volta a mostrar o seu talento
Fonte: Fenerbahçe SK

Depois deste jogo, que não deve diferir muito do jogo com o Sporting de Braga em termos de dificuldade, vimos uma equipa experiente com a escola de Vítor Pereira. Um futebol agressivo e direto, em que os médios interiores fixam a subida dos laterais, que são apoio constante na frente de ataque, e em que os extremos, principalmente Alper Potuk, gostam de se exibir livres e soltos, aparecendo constantemente sozinhos em diferentes zonas interiores do terreno. O jogador alvo é o avançado fixo, Van Persie ou Fernandão, e os dois centrais experientes, Bruno Alves e Kjaer, constantemente “queimam” linhas de passe, permitindo que a equipa se encontre constantemente no meio campo adversário e várias vezes nas zonas mais avançadas do terreno.

Em termos defensivos, o Fenerbahçe apresentou uma defesa subida e, à margem do que já se verificava no Vítor Pereira do Porto, defende em 4-3-3. Com um médio mais ofensivo, Diego, o Fenerbahçe apresentou um 4-2-3-1 em situações de ataque, com Alper e Volkan a desempenharem funções de avançados interiores e a aparecerem sistematicamente no apoio a Van Persie, criando oportunidades de golo na grande área.

Pontos fortes:

– Com duas torres defensivas, Van Persie e outros jogadores de elevada estatura, o Fenerbahçe torna-se uma equipa perigosa e a ter em conta em bolas paradas, com vários lances estudados e desmarcações bem interessantes.

– O futebol direto e com qualidade que a equipa turca apresenta permite que tanto os dois laterais ou o jovem Ozun Tufan apareçam nas costas dos laterais, contando com vários jogadores na área adversária.

– A criatividade e qualidade de desmarcação de Alper, que parece ser o “mal-amado” de Vítor Pereira, são capazes de decompor qualquer defesa e, caso ele não jogue, a mesma qualidade e entendimento com Van Persie acontece com o português Nani.

– A elevada estatura e agressividade de Topal, Souza e da restante defesa dominam o jogo aéreo, limitando uma construção mais temporizada e iniciada a partir do meio-campo, como muitas vezes se verifica pelos “guerreiros do Minho”.

Pontes fracos:

– Longe vão os tempos em que Bruno Alves era mais rápido que a maioria dos adversários e, a par da restante linha defensiva, torna-se uma equipa de processos defensivos lentos, o que, jogando com linha defensiva alta, possibilita sucessivas oportunidades nas costas da defesa, mesmo ao jeito do futebol praticado pelo Sporting de Braga.

– Os laterais, principalmente Erkin (diga-se de passagem, ataca bem melhor do que defende), sobem constantemente, e, por vezes, as compensações não são feitas a tempo e pecam pela falta de apoio dos extremos, o que, com contra-ataques rápidos por Rafinha ou Pedro Santos, podem causar o caos na equipa de Istambul.

– O futebol agressivo praticado pelo Fenerbahçe pode ser um aspeto favorável ao Sporting de Braga, isto porque os jogadores vivem demasiado as emoções e nem sempre a sua experiência na teoria se desenvolve na prática, podendo acabar menos um jogador ou com muitos jogadores amarelados.

Paulo Fonseca conhece bem o trabalho de Vítor Pereira até porque, para além de o ter defrontado, foi o sucessor do seu trabalho desenvolvido no Futebol Clube do Porto e sabe bem como deve encarar estes jogos. O Fenerbahçe é claramente favorito, mas, como é sabido, o clube português gosta de causar surpresas e penso que vai ser uma eliminatória bastante equilibrada e que a primeira mão deve deixar tudo em aberto para a restante eliminatória.

Sporting CP atinge número redondo na Liga

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Esta semana vou optar por destacar o feito que o Sporting CP alcançou no Futsal português, no passado fim-de-semana, ante a equipa dos Leões de Porto Salvo, no qual os (legítimos) aspirantes a campeões nacionais nesta época esmagaram, sem apelo nem agravo, a equipa dos arredores de Lisboa por concludentes 8-1, ultrapassando os 100 golos em jogos a contar para a Liga Sport Zone, ao fim de 18 jornadas. É, de facto, um registo extraordinário, sobretudo se levarmos em conta que, para além de ser, obviamente, o melhor ataque, é simultaneamente a melhor defesa de todas as 14 em competição, com apenas 16 golos sofridos (contando que já estão disputados 18 jogos, a média é inferior a um golo por jogo). Apesar de todos estes dados impressionantes, o Sporting não está, atualmente, na liderança isolada do campeonato, pois o SL Benfica também está a fazer uma época bastante regular, embora não tão espetacular como o seu rival. Encontram-se empatados na liderança, com 49 pontos fruto de 16 vitórias, um empate e uma derrota, mas com vantagem para os encarnados em virtude da vitória no clássico da primeira volta, por 2-1.

Mas o que me levou mesmo a escrever o artigo foi a vontade em enaltecer o grande fulgor apresentado pela equipa leonina, que já nesta época logrou vencer a Taça da Liga. Para a enorme pujança ofensiva têm contribuído bastante os dois jogadores italo-brasileiros contratados este Verão, nomeadamente o Rodolfo Fortino e o Diego Cavinato, que, aliados à grande qualidade já existente no plantel, como por exemplo Diogo, Pedro Cary, Fábio Lima ou Caio Japa, transformaram o Sporting num autêntico rolo-compressor capaz de devorar cada adversário.

Uma das contratações mais importantes no Sporting, Rodolfo Fortino Fonte: Sporting cp
Uma das contratações mais importantes no Sporting, Rodolfo Fortino
Fonte: Sporting CP

A consistência defensiva deve-se à contratação de um guarda-redes com créditos firmados, não só em Portugal, onde defendeu a baliza do Benfica, mas também na Europa, ao ter no currículo uma UEFA Futsal Cup ao serviço dos cazaques do Kairat Almaty. Tal como em termos atacantes, a contratação de Marcão, aliada à qualidade já existente nos defensores leoninos, permite estes resultados muito interessantes. Basicamente, a contratação cirúrgica destes elementos, que acrescentam muita qualidade ao plantel do Sporting, transformou a equipa leonina para melhor esta época, garantindo uma equipa mais forte e empenhada em devolver a hegemonia em termos nacionais ao Sporting Clube de Portugal. Para já, essa missão está a correr bem, pois conquistaram o único título disputado até ao momento. Será que vão conseguir conquistar os próximos? É uma questão complicada, que pode começar a ser desvendada daqui a duas semanas, quando houver mais um clássico, na 20.ª jornada do escalão principal. Embora esta fase inicial não decida nada, é importante para ver como é o comportamento da equipa de Nuno Dias perante adversários de maior valor.

Foto de capa: Sporting CP

Grão a grão…

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Não enche o Sporting o papo. Papo que também é conhecido por campeonato. Vamos em primeiro e a lutar em apenas uma competição. Em vinte e quatro jogos, temos dezoito vitórias, cinco empates e uma derrota. Temos a defesa menos batida do campeonato; temos o segundo ataque mais concretizador da prova. O que é que não temos então para vencer o título?

O empate de ontem é um pouco incompreensível, na minha opinião. Sem tirar mérito ao Vitória de Guimarães e ao seu treinador, não entendo o resultado. Atacámos bem, não fomos perfeitos na defesa mas o objetivo foi cumprido-ou não teríamos trazido mais um ponto para casa- e o meio campo habituou-nos ao costume e a uma atitude e raça que faz jus aos valores do Sporting CP.

Mostrou determinação, esforçou-se para mudar o rumo do jogo (com um William Carvalho mais atacante com que fiquei agradada), mas faltou a glória. Glória que nos poderá custar caro.

A equipa do Sporting é das mais completas dentro e fora do campo (aos iluminados que poderiam falar do Presidente, estou mesmo a falar do nosso 12° jogador- a massa adepta) e mesmo assim parece que há uma força que acaba por nos fazer recuar (e não estou a falar de arbitragens). Não entendo. É a mentalidade? É a motivação? Temos que nos mentalizar que não somos uns quaisquer, que temos o direito e o dever de lutar pelo título!

A Teo pede-se que contra o Benfica volte a mostrar a veia goleadora dos encontros anteriores Fonte: Sporting CP
A Teo pede-se que contra o Benfica volte a mostrar a veia goleadora dos encontros anteriores
Fonte: Sporting CP

Motivar que não é o cansaço que nos vai fazer recuar, mas que é o sangue, suor e lágrimas que se deixa no estádio que nos vai fazer chegar ao objetivo.

Sinceramente, estou com fé para ganhar o campeonato. Já só desejo que seja desta vez que vá para a avenida da minha cidade, em Maio, e gritar que o Sporting é campeão. Aos preocupados, não vou intoxicar ninguém com o pó do cachecol, não vou esperar mais catorze anos para festejar mais um campeonato.

Acho que chegou a nossa vez, a nossa fase: a altura em que mostramos o porque de sermos leões guerreiros; não toupeiras dentro de buracos.

É esta a nossa oportunidade! Vamos mostrar o porquê de sermos os melhores adeptos. Os das vitórias e derrotas, os das vozes roucas aos noventa ou cento e vinte minutos! Mostrar que se os jogadores acreditam, nós acreditamos mais! Somos uma roldana que faz as outras mexer,

O que é que nos faz falta?

Acho que nada. Vamos mostrar aos outros o que lhes falta para serem como nós, para mostrar que grãos lhes faltam para encher a galinha desta vez. Somos Sporting, sempre!

E que ninguém nos tire isso. Por isso, atiremo-nos ao resto do saco e amealhemos os grãos que nos restam ganhar.

O enigma Talisca

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Nesta época, um dos assuntos de discussão quando o tema é o plantel do Benfica é o brasileiro Talisca. E o brasileiro é a prova de como o futebol é o momento: se há um ano atrás alguém pusesse o mosqueteiro em causa era logo linchado, tal era a qualidade que o brasileiro mostrara no 1.º terço da Liga, com boas perspectivas de um negócio de milhões, a trica Jesus/Mourinho e a inevitável pressa em endeusar qualquer um, no típico imediatismo futeboleiro. E, no Benfica, isto acontece muito. No entanto, hoje, muitos o levariam ao aeroporto e embrulhado num laçarote, quando o tema é a venda, tal é a gritante falta de rendimento do jogador. Falta de rendimento ou de constância do brasileiro. No Benfica é assim: 8 a 80. Ora se defende o indefensável, ora não se tem paciência para aquilo para que se devia ter… E isto vê-se do seguinte modo: tanto Jesus como Vitória tentaram encaixar o jogador no 11. A mando sabe-se lá do quê ou de que ordens. Mas na ânsia de dizer bem, de se ser mais papista que o papa e da demissão de se analisar a equipa, li a incompreensível defesa deste jogador a jogar a 8. Argumento? Pois era só com ele que marcávamos! Sem sequer questionar o porquê da pouca qualidade mostrada… Cá está a defesa do indefensável. E pouca exigência, digo eu…

Quanto a mim, o brasileiro é apenas fruto da típica política de aquisições na Luz: comprar por atacado a ver se cola. Isto sabendo que o brasileiro joga como segundo avançado e que ainda viria Jonas (mais Djuricic). E depois, perante a famosa política de valorização de activos, meteu-se o jogador à força fora de posição, prejudicando a equipa! Ora a 8, ora a 7. Porquê?! Mesmo na era de JJ… Mas até o “cérebro” percebeu a tempo o erro. E Rui Vitória não resistiu, cometendo-o também. A questão é: forçado por quem?

Talisca tarda em impor-se no 11 titular do Benfica; Fonte: #SLBenfica
Talisca tarda em impor-se no 11 titular do Benfica
Fonte: SLBenfica

Acontece que eu sou fã das capacidades de Talisca. É um jogador inteligente, que domina bem o último terço de terreno, sobretudo a zona central. Remata bem e colocado. Passa com acerto e com qualidade a média distância. Sabe dar profundidade ao jogo, mas consegue criar desequilíbrios com os seus dribles. Quando Talisca joga solto no campo é de facto outra loiça. Outro jogador. Em Moreira de Cónegos, para a Taça da Liga, com Jiménez e o brasileiro na frente, a ideia deu frutos, com o ex-Bahia a abrir o livro da sua qualidade e como que a mostrar que é um desperdício andar a pensar em vendas, empréstimos ou metê-lo a 8 ou nas faixas. E note-se que nesse jogo alinhou bastante tempo no meio campo, mas ante uma equipa partida e a perder por três golos de diferença, logo sem apresentar dificuldades, permitindo que o brasileiro jogasse mais à frente, no apoio ao ponta de lança. E vê-se; quando Talisca está liberto dos rigores da posição 8 transforma-se. Marca golos, mostra técnica exímia e qualidade de passe. Quem o viu nesse jogo não pode sequer pensar na sua saída. Só pode pensar no modo como o encaixar, a bem do colectivo, sem inventar!

Talisca tem um problema. Ou melhor, dois em um: Jonas é imprescindível (primeiro problema) e por causa disso Vitória não abdica do 4x4x2 (segundo problema), sendo certo que o raio de acção do ex-Valência é menor, na finalização é mortífero, jogando também um pouco mais à frente. Talisca podia alinhar na posição de Jonas, mas não é tão forte, sendo que o ideal seria um 4x3x3, num vértice mais avançado. Só que, aqui, Jonas e Talisca não caberiam e o ex-Valência não joga como homem de ataque a solo. A meu ver, Jonas e Talisca são então jogadores diferentes, mas que lutam para o mesmo lugar. Quando muito, pode fazer de Pizzi, que não é o extremo típico no Benfica actual, uma espécie de interior, com liberdade para vaguear pelo campo, mas sempre com um 6 e um 8 nas costas.

Foto de Capa: SL Benfica