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Azar de uns, sorte de outros

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Ricardo Moura era o grande favorito a vencer o Serras de Fafe, que se disputou faz hoje uma semana, mas uma pedra fixa no meio do primeiro troço da parte da tarde – Luilhas2 – fez com que o tricampeão de ralis tivesse de abandonar a prova quando liderava.

Com o abandono do açoriano, Pedro Meireles teve o caminho aberto para a vitória e acabou mesmo por obter a sua primeira conquista no CNR. Foi uma vitória ao segundo; o estónio Martin Kangur – Kanguru, como ficou conhecido entre os portugueses – ficou a apenas 1,3 segundos do vimaranense. Foi uma tarde de excelência para Kangur, que ainda assim respeitou todos os pilotos portugueses. Esta prestação não pode deixar de preocupar os pilotos nacionais, pois, nos troços que a grande maioria deles conhece melhor, viram um estreante quase ganhar a prova. Uma prova de que é preciso trabalhar melhor nos ralis nacionais a nível de promoção de pilotos, apesar de reconhecer que, para já, é quase impossível devido ao estado financeiro do país. Apesar disto, a falta de um troféu de iniciação com um carro menos potente é uma coisa que penso que tem de existir necessariamente, e a FPAK tem de o pensar obrigatoriamente.

Foi esta pedra que fez Ricardo Moura desistir:

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Mas a grande lista de inscritos e a competitividade da prova trouxeram coisas boas e coisas más. A sede de ralis de qualidade sentida pela população nortenha levou muita gente à estrada, mas o mau posicionamento em algumas zonas poderia ter causado grandes dissabores à organização da prova. Outro aspeto muito negativo foi para aqueles que não conseguiram ir até Fafe e quiseram acompanhar a prova online. O sistema que apresentava os tempos online era muito lento e não tinha capacidade para a quantidade de pessoas que quiseram seguir a prova deste modo. Algo a rever para a edição deste ano, quer a nível de qualidade quer de capacidade.

Dia 7 de março, o Nacional de ralis regressa com o Rali Cidade de Guimarães, uma prova que está a ser aguardada com grande expetativa por todos.

O renascido Luca Toni

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Aos 36 anos de idade, do alto dos seus 1,93 metros de altura, Luca Toni vive um dos momentos mais fulgurantes da sua já extensa carreira. Depois de uma ascensão meteórica, que o fez brilhar na Fiorentina (onde foi Bota de Ouro), ser campeão do Mundo pela Selecção italiana e jogar na primeira equipa do Bayern Munique, o avançado atravessou um período menos conseguido, para voltar agora a ser decisivo com a camisola do Hellas Verona.

Dia em que Luca Toni assinou pelo Hellas Verona.  Fonte: Serie A
Dia em que Luca Toni assinou pelo Hellas Verona.
Fonte: Serie A

Toni tem feito jus ao número nove que enverga na camisola do Hellas. Com 13 golos marcados no campeonato, é o terceiro melhor marcador da prova, tendo marcado em seis dos últimos oito jogos que realizou. A pontaria afinada do jogador transalpino tem sido fundamental para a equipa de Verona, que ocupa a sexta posição da Serie A, num ano em que regressou à primeira divisão do futebol italiano. Com sensivelmente um terço de campeonato já disputado, o Hellas Verona está na luta pelo último lugar de acesso à Liga Europa, ao mesmo tempo que vê o seu grande rival, Chievo, numa tentativa desesperada de evitar a despromoção.

O habitual 4-3-3 do Hellas, escalonado por Andrea Mandrolini, contempla o sérvio Jankovic e o tão nosso conhecido Iturbe na frente de ataque, no auxílio a Luca Toni. Tanto Jankovic como o argentino, emprestado pelo Futebol Clube do Porto, têm sido decisivos no excelente aproveitamento do camisola nove do Hellas.

Sem ser um jogador veloz, e com uma capacidade para ocupar espaços fora da área muito discutível, Luca Toni vale, essencialmente, pelo seu sentido posicional acima da média e pela capacidade de finalização. Faz parte daquele grupo de avançados de que muitos adeptos não gostam, porque o acham demasiado lento e desenquadrado com as dinâmicas da equipa, mas a capacidade goleadora acima da média permite que outros tantos adeptos vejam nele uma pedra fundamental.

Fora da selecção desde 2009, quando jogou a qualificação para o Mundial da África do Sul, Toni promete fazer ainda muitos golos em solo italiano, juntando a isso o seu festejo tão característico, durante o qual faz um gesto com a mão direita junto ao ouvido.

O habitual festejo de Luca Toni.  Fonte: The Guardian
O habitual festejo de Luca Toni.
Fonte: The Guardian

Já se sabe que em Itália os veteranos e experientes jogadores são mais valorizados do que em outras paragens, pelo que a carreira do avançado nascido em Pavullo Nel Frignano tem tudo para perdurar mais umas épocas.

Parabéns, Sport Lisboa e Benfica

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“Nascido na Farmácia Franco…”

No ano em que nasceu Salvador Dalí, em que Roosevelt foi reeleito presidente dos Estados Unidos e em que James Joyce conheceu a mulher da sua vida, eis que surgiu, num Portugal monárquico, numa Lisboa que vira Pessoa partir para Durban, o Grupo Sport Lisboa. No dia 28 de Fevereiro de 1904, depois de um treino matinal nos terrenos da CP entre a linha férrea Cais do Sodré-Cascais e as traseiras da casa de praia do Duque de Loulé, onde fica actualmente o Centro Cultural de Belém, 24 ex-alunos da Casa Pia reuniram-se na Farmácia Franco, na Rua de Belém nº20, para escrever a primeira página de história do meu clube de coração.

Acta da Fundação do Grupo Sport Lisboa Fonte: campeoesdofutebol.com.br
Acta da Fundação do Grupo Sport Lisboa
Fonte: campeoesdofutebol.com.br

“Criado por Cosme Damião…”

Dessa histórica reunião saiu a acta da fundação do Grupo Sport Lisboa, escrita por Cosme Damião, o homem-tudo do Benfica, que ao invés de querer ser presidente, preferiu sempre ser treinador. Símbolo imortal da alma benfiquista, Damião não desistiu nunca do Grupo Sport Lisboa, não tendo nunca deixado o clube cair. Fundador, técnico, jogador, dirigente, capitão e jornalista das águias, Cosme Damião é o homem que edificou o Benfica e o colocou nos carris que levariam o clube a ser um dos maiores do mundo.

“Eu visto de vermelho e branco…”

Na Farmácia Franco tudo ficou decidido. Foi aí que nasceram, enquanto nascia o Benfica, as camisolas berrantes. Vermelho e branco seriam as cores que carregaria quem vestisse o manto sagrado, e o emblema, esse, teria uma águia como símbolo e o lema “E Pluribus Unum” nele inscrito. Durante toda a história do Benfica, o vermelho-vivo dos que ostentavam a águia ao peito não deixou de encantar quem seguia o “glorioso”, de quem com ele ganhou tanto que nunca soube vulgarizar um sentimento para com um clube que de vulgar nada tem nem nunca teve.

“Benfica do meu coração”

Hoje o Benfica faz 110 anos e eu faço 20 anos, 9 meses e 4 dias de benfiquismo sem fim. 11 décadas passaram desde a mítica reunião em Belém e o Grupo Sport Lisboa – hoje Sport Lisboa e Benfica – está mais uma vez de parabéns. Uma nação gigantesca sopra mais uma vela de uma história incrivelmente rica, de feitos ímpares, de sobranceria tamanha. Mas a história do Benfica é de todos conhecida. Inexplicável é este amor, esta grandeza que, como Aimar disse, “não se compreende se não se está aqui dentro”. Mas desta família não duvido eu, nem nunca duvidei. Esta febre que me une ao clube que me faz verdadeiramente pulsar, que me faz verdadeiramente sentir o que jamais sentirei de outra forma não tem tinta que a escreva. Houvesse vínculo maior do que estar a soprar a 110ª vela do eterno gigante vermelho com Eusébio e Coluna, tão presentes como nunca deixaram de estar, e aquilo que uma vez Damião desenhou estaria errado, totalmente errado.

 

Parabéns, Sport Lisboa e Benfica.
Alberto Conceição
Sócio Nº154042
Adepto de sempre e para sempre

A minha previsão do final da época

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Depois de, no último texto, ter feito uma análise concreta, apesar de subjectiva, do que aconteceu até agora, vou aproveitar, desta vez, para tentar adivinhar como estará a liga no final da época regular.

No final da fase regular:

Most Valuable Player: Esta luta julgo que será até ao último jogo. Kevin Durant seria o MVP se a época acabasse hoje. Contudo, ainda há imensos jogos pela frente, e LeBron James começou a jogar muito melhor nos últimos jogos. Apesar de poder ser tarde demais, James esteve sempre em segundo lugar nesta corrida, mas, num ano normal em que Durant não tem de carregar os Thunder, por causa da lesão de Westbrook, seria MVP. Não consigo mesmo adivinhar quem será o MVP no final do ano.

Most Improved Player: Lance Stephenson, pessoalmente, é o jogador que mais merece este prémio. Lidera a liga em triplos-duplos; a nível de assistências, é o que tem mais na equipa; e é o segundo jogador com mais pontos e ressaltos dos Pacers. Visto que estamos a falar da equipa que está à frente da conferência, e Stephenson, até então, não foi considerado um grande jogador, o número um dos Indiana Pacers, em princípio, receberá este título.

Rookie of the Year: Se me perguntassem há duas semanas quem iria receber esta honra, sem gaguejar sequer, responderia Michael Carter-Williams. No entanto, Victor Oladipo tem subido muitíssimo de rendimento, e MCW, como é conhecido pelos fãs, tem feito o caminho inverso. Ainda há muito campeonato pela frente e muito ainda pode acontecer. Trey Burke, dos Utah Jazz, também pode vir a ter uma palavra nesta luta.

6th Man of the Year: No ano passado, os Portland Trail Blazers tiveram um dos piores bancos da história da liga, e este ano trabalharam imenso para o reforçar. E em Mo Williams fizeram uma aposta acertadíssima. O base suplente do irreverente Damian Lillard pode, claramente, receber tal título.

Defensive Player of The Year: No ano passado, este rótulo gerou alguma controvérsia, pois votaram num jogador que, julgo eu, nunca tinha estado nas cogitações ou, pelo menos, nunca tinha sido colocado como favorito. Na minha opinião, há dois favoritos: Roy Hibbert e Anthony Davis. Ambos podem ganhar e, sinceramente, tudo dependerá muito das votações, já que ambos são regulares defensivamente e ajudam os seus plantéis nas suas acções, constantemente.

Agora, de acordo com o que aconteceu até ao momento, e avaliando os plantéis das equipas de cada uma das conferências, estas são as minhas apostas para os playoffs. São apenas suposições, e pode acontecer algo que mude tudo. Não vou pôr a ordem das equipas porque, para descobrir, aí sim tinha de ter capacidades de vidente.

Ao fim de 82 jogos numa época regular, é para os playoffs que todas as instituições trabalham durante o ano todo. Fonte: http://t1.gstatic.com
Ao fim de 82 jogos numa época regular, é para os playoffs que todas as instituições trabalham durante o ano todo.
Fonte: t1.gstatic.com

 

Para a conferência Este:

  • Estas equipas vão, em princípio, sem se esforçarem muito.
    • Indiana Pacers
    • Miami Heat
    • Toronto Raptors
    • Chicago Bulls
    • Washington Wizards
    • Os últimos três lugares serão uma luta a cinco:
      • Brooklyn Nets
      • Charlotte Bobcats
      • Atlante Hawks
      • Detroit Pistons
      • Cleveland Cavaliers

Para a conferência Oeste, que é, indiscutivelmente, a conferência mais competitiva da liga é mais complicado. Contudo, aqui vão as minhas previsões:

  • Estas equipas vão, em princípio, sem se esforçarem muito.
    • Oklahoma City Thunder
    • San Antonio Spurs
    • Houston Rockets
    • Los Angeles Clippers
    • Portland Trail Blazers
    • Os últimos três lugares serão uma luta a quatro, quase de certeza. Porém, equipas como a dos Pelicans podem vir a ter uma palavra.
      • Dallas Mavericks
      • Golden State Warriors
      • Phoenix Suns (Se Goran Dragić voltar, rapidamente, da sua lesão)
      • Memphis Grizzlies

As maiores ausências nos playoffs serão, quase de certeza, as de Boston Celtics e Los Angeles Lakers, da conferência Este e Oeste, respectivamente.

Mais um whisky, se faz favor!

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Na passada quinta-feira viu-se um Porto com atitude e vontade de vencer durante 90 minutos. Presumo que tenha sido uma brincadeira de mau gosto…

Não estamos habituados a ver isto… Ou, antes, aquilo! Vi o jogo no café, pela televisão, mas não estava a acreditar. O Porto, na Alemanha, a impor o seu jogo? O seu futebol? A dominar? Não… Ri-me e mandei vir mais um whisky. O empregado já me conhece e deixou a garrafa. Porque desde que Paulo Fonseca entrou para comandar os Dragões que não se vê um jogo em que o Porto domine por completo contra uma equipa mais do que competente. Mas o forte marca-passo da equipa azul e branca, que não se deixou abalar por nada e que elevou o seu futebol a um nível de esforço e empenho nunca antes visto, ficou sempre ligado à terra por um pequeno fio a que chamámos “falhas defensivas”. Aquelas a que já estamos habituados. E essa foi a única razão que me impediu de acabar com o Red Label lá no café…

O Porto entrou a pressionar, mas as transições ofensivas não estavam a funcionar. Os alemães cobriam bem as alas, forçando o “deslocamento” da nossa posse de bola para o centro, onde não somos tão eficazes. Na primeira parte as melhores oportunidades surgiam quase todas através de cruzamentos antecipados ou passes em profundidade, pois quando chegávamos à linha de fundo já os defesas alemães eram senhores no seu domínio. O Frankfurt lá ia jogando, passando bem a bola nos segundo e terceiro terços do campo, sempre com movimentações rápidas, mas felizmente para nós as leituras de jogo de Fernando, Herrera e, de vez em quando, Maicon e Mangala incapacitaram os ataques mais perigosos. O golo do Eintracht surgiu de uma falha de marcação, e não de uma boa jogada.

Ghilas ganhou pontos na corrida pela titularidade Fonte: Maisfutebol
Ghilas ganhou pontos na corrida pela titularidade
Fonte: Maisfutebol

A segunda parte começou com o Porto a querer jogar difícil, com opções de passe que não eram as melhores, mas o 2-0 veio corrigir isso. O resultado era complicado, mas a prestação da equipa de Paulo Fonseca deu-me uma nova confiança ao ponto de acreditar em algo que precipitou o meu vaticínio em público: o jogo ia acabar 3-3. A entrada de Ghilas acrescentou o apoio ofensivo que a equipa precisava. Jackson Martinez não tem estado bem. Talvez precise de alinhar os seus chakras. Ele e o Mangala. Mas Ghilas permitiu que Jackson se libertasse de um lugar onde não só estava sozinho como também desorientado. O argelino estava com vontade de mostrar trabalho e marcar golos. Foi uma mexida muito bem conseguida e deixou uma ideia que talvez valha a pena reter: Jackson pode jogar muito melhor com Ghilas a segundo avançado, pois deste modo o posicionamento ofensivo nunca fica comprometido e um pode libertar espaço para o outro.

O resto da história já se conhece. O Porto empata, o Eintracht aproveita mais uma falha defensiva, e Ghilas encerra o resultado, tal e qual o que eu previ. Não foi confiança cega, apenas li o jogo e percebi que seria uma questão de tempo até o Porto marcar, pois o tal controlo emocional de que falei na semana passada esteve presente. A perder 2-0, não perdemos a confiança nem nos deixámos levar. Conseguimos o empate porque aqueles onze jogadores nunca deixaram de acreditar, e nem dois golos sofridos abalaram a confiança que, mais uma vez, não foi cega, mas apenas o resultado de uma leitura simples e directa.

Para terminar acrescento apenas que, mais do que o futuro de Paulo Fonseca, este jogo pode ter definido o futuro de Ghilas. Só espero que durante o próximo jogo não precise de mandar vir um sumo de laranja natural. Não há nada de errado com um whisky de vez em quando…

Carlos Mané: o novo prodígio de Alcochete

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Caro leitor,

É a primeira vez que dedico o meu espaço de opinião semanal a um jogador em particular. Por conseguinte, sinto-me na obrigação de justificar a escolha que tomei. Sou partidário da ideia de que uma equipa vale pelo seu todo. Nunca gostei de elogiar o jogador A e ostracizar o jogador B, pois, ao fim ao cabo, ambos pertencem à mesma equipa. Mas, num contexto em que a generalidade do colectivo rubrica boas exibições, não vejo razão para não me focar num jogador em particular quando este se tem vindo a evidenciar. E, a meu ver, Carlos Mané insere-se nesta última descrição.

É, provavelmente, a par de Slimani, o jogador sportinguista mais badalado das últimas semanas. As brilhantes prestações do jovem português têm feito correr tinta. Com uma técnica invejável, a fazer lembrar outros extremos que já passaram por Alvalade (Quaresma, Ronaldo ou Nani, por exemplo), que alia a uma velocidade fora do comum, Mané é hoje, contra as expectativas, um dos candidatos a dono de um dos lados do ataque leonino. De facto, num plantel que tem a seu dispor Capel – outrora um indiscutível -, Carrilo, Wilson Eduardo e, mais recentemente, Héldon, o jovem não era de todo uma presença esperada no onze sportinguista.

Carlos Mané tem-se vindo a evidenciar na equipa do Sporting  Fonte: Record
Carlos Mané tem vindo a evidenciar-se na equipa do Sporting
Fonte: Record

Contudo, engane-se quem pensa que a aparição em glória de Carlos Manuel Cardoso Mané é fruto do acaso. O português, com origens guineenses, está no Sporting Clube de Portugal desde os 7 anos de idade – um dado notável – e tem subido a pulso. Um verdadeiro self-made man, Mané fez parte, por exemplo, da equipa de juniores do Sporting que se sagrou campeã na época de 2011/2012.

Pessoalmente sou integralmente a favor da integração na equipa principal, e no onze, do novo prodígio da Academia. Apostar na “prata da casa” é o caminho a seguir para alcançar o sucesso desejado. Se por um lado é dada continuidade ao já longo legado de jogadores formados em Alcochete e catapultados para a ribalta pelo Sporting, por outro enfatiza-se uma política de baixo despesismo, fulcral num momento em que, lembre-se, o Sporting ainda passa por um período de restruturação financeira.

Penso que não restam dúvidas: Carlos Mané é o mais recente benjamim proveniente da Academia. Leonardo Jardim tem no jovem mais uma aposta ganha. Recorde-se que, por exemplo, o jovem internacional português foi basilar nas últimas duas vitórias leoninas: marcou contra o Olhanense o único golo da partida e consumou a remontada em Vila do Conde, com um golo que fica na retina. Com efeito, tudo leva a crer que Mané tem todas as potencialidades para se tornar um jogador de referência no panorama nacional, quiça até internacional. Para o bem do Sporting Clube de Portugal e da Selecção Nacional esperemos que assim suceda.

O trio europeu: o que esperar?

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As provas europeias chegam agora às suas fases decisivas e Portugal coloca as suas esperanças nos três resistentes. Na Taça CERS, o Turquel, que partia para a segunda mão dos quartos-de-final com uma vantagem de 5-3, foi derrotado pelo líder do campeonato italiano, Forte del Marmi, por 14-3 e acabou por ser eliminado. Já a Oliveirense falhou a qualificação para os quartos-de-final da Liga Europeia ao perder o jogo decisivo frente ao Réus por 8-5. Apesar de estarem eliminados, Oliveirense e Turquel lutaram até ao fim, fizeram grandes exibições e honraram Portugal.

A armada portuguesa é agora constituída por Benfica, FC Porto e Valongo, que vão lutar pela vitória frente ao trio espanhol na Liga Europeia, num duelo ibérico que promete. Até onde podem ir? O que podemos esperar de cada um?

O Réus é o próximo adversário do Benfica.  Fonte: reusdeportiu.cat
O Réus é o próximo adversário do Benfica.
Fonte: reusdeportiu.cat

O Benfica é quem tem maiores responsabilidades e quem gera maiores expectativas. A sua reputação assim o dita. O título de campeão europeu que carrega traz essa grande responsabilidade. Conquistar a competição outra vez não é algo descabido, pois as águias reforçaram-se para tal feito e as suas exibições dão esperança aos benfiquistas. O próximo adversário, o Réus, será provavelmente o teste europeu mais complicado até agora para este Benfica e a equipa lisboeta terá de ser séria se quiser passar este obstáculo. Além disso, o clube espanhol é conhecido pelas poucas condições que oferece às equipas adversárias e aos órgãos de comunicação estrangeiros, bem como pelas polémicas arbitragens a seu favor quando joga em casa. Mesmo assim, o Benfica tem tudo para passar.

 

O Porto medirá forças com o Liceo  Fonte: hockeyclubliceo.com
O Porto medirá forças com o Liceo
Fonte: hockeyclubliceo.com

O Porto disputará a eliminatória com o Liceo da Corunha. Para mim, a segunda formação mais forte do contingente espanhol e, como sempre, um dos favoritos. Bi-campeão europeu antes de o Benfica conquistar o troféu, o Liceo da Corunha quer agora ter de novo o título na sua mão. Independentemente da goleada que sofreu contra o Barcelona, o Porto já mostrou que é capaz de se bater com qualquer equipa e até venceu os culé em casa na segunda jornada da fase de grupos depois de uma grande exibição. Serão dois jogos difíceis e equilibrados em que a vitória pode pender para os dois lados.

Conseguirá o Valongo superar o Barcelona?  Fonte: FCBarcelona.com
Conseguirá o Valongo superar o Barcelona?
Fonte: FCBarcelona.com

O Valongo tem o desafio mais complicado, mas é quem tem menos pressão. O líder do campeonato não podia pedir melhor regresso à Liga Europeia e, depois de uma boa fase de grupos, irá jogar com o Barcelona. Os catalães são, para muitos, a melhor equipa do Mundo. Será um obstáculo difícil de ultrapassar, mas o Valongo não tem nada a perder. O Barcelona não é o bicho papão e deve ser encarado como um prémio merecido pela grande época que estes homens estão a fazer. Tudo o que vier a mais é bónus.

Em suma, o trio português tem duras batalhas pela frente, verdadeiros testes às suas capacidades, mas estes clubes já nos habituaram a mostrar que nada é impossível.

Águias voam rumo a Manchester – Entrevista a Rafael Ramos

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A equipa de Juniores do SL Benfica voltou a deixar marca na competição UEFA Youth League, desta vez frente ao Áustria de Viena. Por algum motivo, os encarnados estiveram em realce na fase de grupos e provaram mais uma vez o seu valor, após a vitória merecida nos oitavos-de-final por 4-1. Assim, a equipa visitante, que eliminou o FC Porto da competição, teve a vingança portuguesa.
Apesar do golo precoce da equipa austríaca e da vantagem que esta levou para a segunda parte, a equipa da casa apareceu com uma atitude dominante e, através do golo de Ricardo Carvalho, fez o 1-1. O golo do central foi o mote para os três que o sucederam; foi o acordar das águias. Desta forma, com uma vitória confortável, a equipa encarnada assegurou a sua presença nos quartos-de-final da Liga Jovem da UEFA.
O Benfica já provou ter cartas para jogar e vencer em competições internacionais. Resta agora saber se há alguma equipa capaz de o travar. Esperemos que não seja o Manchester City; queremos ver as águias a voar!

Rafael Ramos, lateral direito dos juniores Benfica.
Rafael Ramos, lateral direito dos juniores Benfica

O Rafael Ramos, lateral direito dos Juniores do SL Benfica, viveu na primeira pessoa o jogo de quarta-feira. Apesar de ter estado ao serviço do Sporting CP, durante sete anos, e de ter chegado recentemente ao plantel encarnado, confia totalmente na equipa onde está actualmente integrado e no futuro que esta poderá vir a traçar na competição da UEFA Youth League.

1 – O que destacas neste jogo com o Áustria de Viena?
Destaco claramente a união da minha equipa e a capacidade de sofrimento e de superação do grupo. Soubemos estar sempre juntos perante as adversidades e, assim, conseguimos dar a volta ao resultado e ganhar!

2 – Que benefícios pessoais e profissionais ganhas com a experiência de participar numa competição desta dimensão?
Esta competição é uma autêntica montra para todos nós que temos o sonho de ser profissionais de futebol a um alto nível. Muitos de nós, os Juniores de segundo ano, já estamos no último ano da formação e, por isso, esta competição é também uma forma de nos preparar melhor para o futebol profissional, porque estamos mais próximos de cenários de jogo de grandes competições.

3 – Que leitura fazes do futebol de formação português no contexto da formação futebolística europeia?
Acho que a formação portuguesa está muito bem vista a nível europeu, porque somos sempre muito respeitados pelas equipas adversárias em todos os jogos que disputamos. Olhando para trás, a nossa equipa conseguiu eliminar várias das melhores equipas de países da Europa: o PSG (da França), o Anderlecht (da Bélgica), o Olympiacos (da Grécia) e, a mais recente, o Áustria de Viena. Até o FC Porto, que não se qualificou na fase de grupos, na minha opinião, fez uma boa campanha e tinha, a meu ver, capacidades para estar a disputar estas eliminatórias. Por outro lado, nós agora estamos nos quartos-de-final, o que significa que nos posicionamos entre as oito melhores equipas europeias. Acho que está assim provada a grande qualidade da formação do Benfica, mas também a da formação portuguesa, uma vez que alguns de nós dedicaram parte do seu tempo de formação a outros clubes, antes de chegarem ao Benfica.

4 – Sabendo que o próximo adversário é o Manchester City, como vês o futuro do Benfica na competição?
Estando perante as oito melhores equipas da Europa, o nosso trabalho não vai ser fácil. A partir daqui, os jogos vão ser cada vez mais complicados… Mas nós já demos provas da qualidade do nosso trabalho e da nossa força como equipa. Por isso, penso que podemos continuar a sonhar em chegar à final e, quem sabe, ganhar a competição, até porque já fomos capazes de bater grandes equipas no nosso percurso, como já referi anteriormente. Por isso, é aproveitar ao máximo as oportunidades que temos nesta Liga dos Campeões sub-19 e, jogo a jogo, dar tudo para continuarmos a sonhar cada vez mais alto! Especificamente falando do Manchester City, acho que é uma grande equipa. Tem um conjunto muito forte, vai ser difícil batê-los. Contudo, penso que a nossa equipa tem qualidade para disputar o jogo e ganhar, mas, para isso, vamos ter de trabalhar muito. A equipa está toda em sintonia e estamos todos muito unidos. Certamente vai ser um jogo que vai apelar à nossa capacidade de superação.

Benfica 3-0 PAOK: Aceleração final foi o suficiente

Terceiro Anel

E pronto. Lá temos o Benfica nos oitavos-de-final da Liga Europa, tal como já se esperava. Efectivamente, a equipa portuguesa é superior ao PAOK de Salónica, equipa esforçada, com bons jogadores, mas que não conseguiu contrariar o maior poderio da águia.

Porém, há que dizer que o Benfica sentiu algumas dificuldades na partida desta noite, no Estádio da Luz. E isso também se pode explicar pelo facto de Jorge Jesus ter voltado a promover muitas alterações na equipa, em comparação com o jogo da passada segunda-feira, frente ao Vitória de Guimarães. Artur, tal como na Grécia, voltou a ser titular, sendo que Sílvio ocupou a faixa esquerda, assim como André Gomes regressou ao meio-campo encarnado, fazendo parceria com Rúben Amorim. Os sul-americanos Salvio e Cardozo também alinharam de início, com Jorge Jesus a pretender dar minutos e ritmo competitivo a estes atletas, depois das lesões que os apoquentaram. Djuricic foi a outra novidade no onze inicial do Benfica, realizando uma exibição em crescendo. E, de facto, acabou por ser este plantel do Benfica, repleto de soluções e de individualidades, a contribuir, e muito, para que se tornasse mais fácil eliminar o PAOK.

A primeira parte da partida não foi bem jogada, com o Benfica a apresentar-se com pouca imaginação, bastante previsível. Mesmo assim, pertenceram à equipa da casa as melhores oportunidades de golo, sendo que o PAOK também poderia ter marcado, na sequência de mais um enorme falhanço de Artur Moraes, um guarda-redes que continua a dar mostras de uma gritante falta de confiança. Na etapa complementar, a formação helénica entrou pressionante, disposta a reverter o rumo da eliminatória. Maduro desperdiçou uma excelente ocasião para o PAOK, mas, depois desse lance, o Benfica voltou a pegar no jogo e não mais permitiu veleidades ao conjunto de Salónica. Nessa altura, Jorge Jesus fez entrar Lima e Markovic, para os lugares dos já fatigados Cardozo e Salvio, respectivamente. E, lá está, mais uma vez, o plantel do Benfica, rico em alternativas e em qualidade, a permitir que o jogo virasse definitivamente para o lado encarnado. Aos 69 minutos, deu-se o lance que significaria o golpe de misericórdia para o PAOK. O ex-benfiquista Katsouranis derrubou Lima, que seguia isolado para a baliza da equipa grega. Falta indiscutível, cartão vermelho directo para Katsouranis, e o defesa-central helénico a despedir-se da Luz debaixo de muitas palmas, num fantástico momento de reconhecimento por parte dos adeptos do Benfica. Na transformação do livre directo, Gaitán voltou a provar que é um fora-de-série (ok, já não prcisávamos de mais provas), apontando um golo de grande classe, com um fantástico remate em jeito, pleno de intenção. A partir daí, o Benfica dominou a seu bel-prazer, voltando a marcar por duas vezes: primeiro, numa grande penalidade bem apontada por Lima, após mão de Maduro, e, logo de seguida, em mais um tento de Markovic, o seu segundo golo nesta semana, após bater Giakos, quando seguia isolado para a baliza.

Gaitan voltou a ser um dos melhores em campo Fonte: MaisFutebol
Gaitan voltou a ser um dos melhores em campo
Fonte: Maisfutebol

Resumindo, vitória talvez um pouco exagerada do Benfica, mas inequívoca. Os comandados de Jorge Jesus continuam a mostrar uma enorme solidez defensiva, sendo que aquilo que continua a sobressair, e de que maneira, é a forma como o plantel encarnado vai sendo alvo de uma grande rotação, situação essa que, até agora, ainda não originou maus resultados para os lados da Luz.

Na próxima eliminatória da Liga Europa, o Benfica irá defrontar o Tottenham, naquele que se espera que seja um enorme duelo, entre duas excelentes equipas.

 

A Figura
Gaitán – mais um golo magistral deste jogador argentino, que está a realizar, muito provavelmente, a melhor temporada desde que chegou a Portugal. Muito disponível em termos tácticos, bom sentido colectivo, técnica refinada, e muito mais. Apontou um golo de classe, à imagem do seu jogo rendilhado.

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O Fora-de-Jogo
Artur Moraes – neste momento, Artur é um guarda-redes sem confiança, tristonho, que parece estar na iminência de falhar em cada lance. Mais uma vez, desta feita ainda no primeiro tempo, ia comprometendo as aspirações do Benfica com um terrível falhanço. Ofuscado por Oblak, Artur pode estar a gozar os seus últimos meses no Benfica.

No meio está a dúvida

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A12

A vitória em Vila do Conde deixou dois leões de baixa para o jogo com o Sporting de Braga: Adrien e Montero viram o quinto cartão amarelo e não poderão, assim, defrontar a equipa minhota em Alvalade, no próximo sábado.

Para o lugar do habitual titular Montero, a escolha parece ser óbvia. Slimani posiciona-se como o substituto natural do goleador adormecido e prepara-se para reclamar a sua segunda titularidade no campeonato português. O argelino será o homem mais avançado do tridente ofensivo leonino, e é nele que estão depositadas as maiores esperanças dos adeptos sportinguistas de fazer abanar as redes dos bracarenses (pelo lado de dentro, por favor).

Já o lugar deixado em aberto no meio campo do Sporting com a ausência de Adrien – esse que me faz chorar de cada vez que olho para a convocatória da Selecção Nacional – levanta dúvidas acerca de quem o irá ocupar. Adrien é, até hoje, o único jogador do Sporting titular em todas as partidas desta época; sábado deixará de o ser. O seu substituto não é, assim, previsível.

As opções são várias, e as consequências na forma de jogar e na estratégia utilizada pela equipa do Sporting também. Vítor ou Gerson Magrão seriam os substitutos mais naturais do luso-francês; Carlos Mané ou Wilson Eduardo os que criariam mais alterações na forma de jogar da equipa. Qualquer um dos dois últimos obrigaria André Martins a recuar no terreno e a ocupar uma posição e desempenhar um papel que não são os mais apropriados para as suas características e para o futebol que tem apresentado ao longo da época.

 Vítor e Wilson são duas das opções para o meio campo leonino Fonte: Mais Futebo
Vítor e Wilson são duas das opções para o meio campo leonino
Fonte: Mais Futebol

Mané ou Wilson jogariam, provavelmente, como elemento mais ofensivo do meio campo, desempenhando um papel de segundo avançado, servindo como apoio constante a Slimani. A opção não seria má, caso o meio campo fosse constituído por William, Adrien e Mané/Wilson. O Sporting perderá certamente, neste jogo, muito do futebol apoiado que tem realizado ao longo da época, já que Slimani não é um jogador de “bola no pé” como Montero. O argelino pede cruzamentos e um futebol mais directo; Mané ou Wilson poderiam aparecer mais perto do ponta de lança, criando maior número na área, captando bolas que Slimani não conseguisse apanhar (Mané marcou em Vila do Conde, depois de um cruzamento que tinha como destinatário original Slimani) e ganhando segundas bolas mais facilmente. No entanto, esta opção não me parece viável num jogo sem Adrien, já que André Martins não é jogador para a posição “8” e, assim, este lugar continuaria por preencher (bem).

A aposta em Vítor ou Gerson Magrão parece-me, assim, a mais acertada para o encontro de sábado. A forma de jogar da equipa seria menos afectada e o meio campo leonino (sector da equipa onde as diferenças entre a má época passada e a boa época actual mais se fazem sentir) sofreria menos alterações. De entre estes dois jogadores, a minha aposta recairia em Vítor. O ex-Paços de Ferreira tem sido última opção no meio campo leonino, sendo, na minha opinião, inexplicavelmente pouco utilizado por Leonardo Jardim. Numa altura em que André Martins se encontra em claro decréscimo de forma, seria de esperar que Vítor tivesse mais oportunidades e minutos de jogo; no entanto, tal não acontece. Vítor pouco joga, sendo relegado para terceiro plano por um Gerson Magrão que pouco ou nada mostrou quando esteve em campo. Este afastamento de Vítor do relvado de Alvalade leva a crer que não será opção inicial para o jogo de sábado, devendo Leonardo Jardim apostar em Magrão para entrar no onze titular contra o Sporting de Braga.

 Magrão pouco mostrou em Alvalade Fonte: Zerozero.pt
Magrão pouco mostrou em Alvalade
Fonte: ZeroZero

As dúvidas são muitas, mas uma certeza se impõe: independentemente da decisão de Leonardo Jardim, o escolhido terá de deixar a pele em campo, porque o jogo de sábado é para ganhar.