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GP Portugal: “Sir” Lewis Hamilton assina Tratado de Portimão

A CORRIDA: VAI ACIMA, VAI ABAIXO, LEWIS NO CENTRO E MAX POR DENTRO

Com Valtteri Bottas (Mercedes) na pole para o segundo GP Portugal, no traçado de Portimão, partida limpa por parte do pelotão e, à parte de Carlos Sainz (Ferrari) e Lando Norris (McLaren), ambos a ganhar uma posição, poucas alterações na ordem de corrida. À partida para a segunda volta, Kimi Räikkönen (Alfa Romeo), que havia ganho duas posições no arranque, envolve-se num incidente com o colega de equipa Antonio Giovinazzi e é forçado a abandonar, trazendo para pista o Safety Car. Boa partida também para Daniel Ricciardo (McLaren), a subir de 16º para 13º.

No recomeço, Bottas temporiza na perfeição o arranque e deixa para trás Lewis Hamilton (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull), com o holandês a passar por fora o britânico na primeira curva para assumir o segundo posto. Norris a fazer também progresso, trocando posições com Sergio Pérez (Red Bull) e Sainz para se colocar no 4º lugar. Os pneus médios pareciam nesta altura ser os ideais, já que Sainz e Esteban Ocon (Alpine), ambos em macios, iam perdendo posições para a concorrência. Mais para trás no pelotão, os dois Williams de George Russell e Nicholas Latifi e os dois Haas de Mick Schumacher e Nikita Mazepin, juntamente com Yuki Tsunoda (AlphaTauri), iam lutando pelo 15º lugar.

À entrada para a 11ª volta, Hamilton recupera o 2º posto para Verstappen usando o DRS na recta da meta e defendendo a posição na curva seguinte. A corrida começava a estabilizar, com o Top 3 a construir uma vantagem de nove segundos para a concorrência, liderada agora pelo segundo Red Bull de Pérez.

Numa corrida que se antevia de apenas uma paragem nas boxes, os pilotos em pneus macios entravam, à volta 17, na sua janela inicial de paragem. A tendência de todas as equipas parecia, no entanto, ser de estender o primeiro “stint”, todos aguardando a primeira paragem para seguir o exemplo.

Mudança na liderança da corrida no início da volta 20, com Hamilton a passar Bottas. O britânico era, nesta altura, o piloto mais rápido em pista. Foi preciso esperar pela volta 22 para a primeira paragem nas boxes da corrida, com Sainz a parar para pneus médios e Tsunoda a colocar pneus duros. Incentivo dado, mais quatro pilotos a parar logo de seguida mas nenhum deles a fazer parte do Top 5. Para isso, foi preciso esperar pela volta 26, altura em que Charles Leclerc (Ferrari) troca de médios para duros, presumivelmente o conjunto de pneus que levaria até à bandeira de xadrez.

A janela inicial de paragem dos pilotos em pneus médios abria à passagem da volta seguinte, colocando o foco da corrida no Top 6, todos nessa mistura de borracha, e que era composto por Hamilton, Bottas, Verstappen, Pérez, Ricciardo e Fernando Alonso (Alpine). Ao grupo juntava-se Lance Stroll (Aston Martin), que continuava também no seu primeiro conjunto de pneus, neste caso macios. Uma boa prestação do canadiano até esta altura, que seguia em 7º, a sete segundos de Alonso. Hamilton liderava e, apesar de a troca de pneus tardar, continuava a deter as voltas mais rápidas da corrida.

A Red Bull decide, no fim da volta 35, tentar o golpe sobre a Mercedes e pára Verstappen para pneus duros. A Mercedes responde de imediato, parando Bottas também para pneus de lista branca, e o finlandês reemerge das “boxes” ainda à frente do holandês. No entanto, na travagem para a curva 5, Verstappen “mergulha” por dentro e assume o 3º lugar provisório, que, sem incidências, se tornaria 2º após a paragem do seu colega de equipa Pérez, temporariamente líder da corrida após a paragem de Hamilton na volta 37. Um Safety Car, nesta altura, traria grande retorno não só para o mexicano mas também para Ricciardo e Alonso, ainda por parar nas boxes.

O Safety Car acabou por não chegar e o trio seria efectivamente forçado a parar, apesar de Pérez, conhecido pela sua exímia gestão dos pneus Pirelli, demorar bastante mais que o McLaren e o Alpine. Enquanto Bottas, agora em 4º lugar, recebia uma mensagem de encorajamento por parte do seu chefe de equipa Toto Wolff, Ocon passava Sainz por fora na curva 1 para subir a 7º e Mazepin, já uma volta atrás, atrapalhava o líder Pérez sob bandeiras azuis. Talvez fruto da mensagem recebida, Bottas fazia a volta mais rápida da corrida na 46ª passagem pela linha de meta.

Depois de perder a liderança para Hamilton na volta 51, Pérez é finalmente chamado às boxes para colocar pneus macios e cai para 4º, enquanto Alonso passa Ricciardo para assumir o 9º posto e Mazepin se vê penalizado em cinco segundos pelo transtorno causado a Pérez.

Com pouco mais de dez voltas para o final, Bottas comunica perda de potência no seu Mercedes e perde o contacto com Verstappen depois de uma série de boas voltas que havia compactado o Top 3. Schumacher ataca Latifi na cauda do pelotão, Giovinazzi passa Vettel para subir a 12º e os espanhóis Sainz e Alonso vão batalhando pelo 8º lugar, com o veterano da Alpine a levar a melhor sobre o “Júnior” da Ferrari.

Nos minutos finais da corrida, a pressão de Schumacher surte efeito sobre Latifi, com o alemão a subir a 17º, e “corrida às boxes” por parte da Mercedes (com Bottas) e Red Bull (com Verstappen) em busca do ponto extra para a volta mais rápida. 1:19.865 para Bottas na volta 65, suplantado provisoriamente por uma volta de 1:19.849 para Verstappen logo de seguida e a fechar a corrida, para vencer esta batalha particular. Pensava Verstappen e a Red Bull, até a FIA declarar inválida a volta do holandês por exceder os limites da curva 14 e atribuir o ponto a Bottas.

À margem do drama da “mini-Qualificação” das últimas duas voltas, o grande vencedor foi mesmo Lewis Hamilton. 97ª vitória da sua carreira e segunda em Portimão, esta bastante mais suada que a primeira e que deixa o britânico oito pontos à frente de Verstappen no campeonato. Resultado que significa, também, que o jovem holandês continua sem conseguir “desfazer o nó” e estrear-se a liderar a tabela de pontos, apesar da aparente maior competitividade da Red Bull em 2021.

De Portugal, o “circo” da Fórmula 1 salta de imediato para a Catalunha, onde se irá disputar a quarta ronda do campeonato já na próxima semana.

Foto de Capa: Fórmula 1

NFL Draft 2021: 3 dias felizes

NFL DRAFT SÃO 3 DIAS E 259 ESCOLHAS

Com o fim de mais um NFL Draft, foram várias as equipas que aproveitaram para reforçar setores específicos do seu “plantel”.

Com Trevor Lawrence, a equipa de Jacksonville conseguiu um quarterback talentoso e que pode revolucionar o franchise nos próximos anos. Mais ainda, as aquisições de Tyson Campbell e Andre Cisco nas rondas seguintes, acrescenta dois atletas com bastante potencial.

No caso dos Atlanta Falcons, a escolha de Kyle Pitts vai acrescentar ainda mais poder de fogo a Matt Ryan (importante numa altura em que se fala de uma possível troca de Julio Jones). Miami selecionou Jaylen Waddle (wide receiver) na primeira ronda, e Jevon Holland e Liam Eichenberg foram duas adições que podem ter um impacto imediato.

Olhando para os Baltimore Ravens, Odafe Oweh, edge rusher escolhido no fim da primeira ronda, pode ser uma adição de peso tendo em conta as suas habilidades físicas, bem como Ben Cleveland, guard de Georgia, escolhido na 3.ª ronda.

Jeremiah Owusu-Koramoah era um atleta que tinha bastante interesse à entrada para o Draft e acabou por ser escolhido pelos Cleveland Browns, um dos locais ideais para confirmar o seu potencial. O mesmo aconteceu com Christian Barmore (New England Patriots), Kyle Trask (Tampa Bay Buccaneers) e Kellen Mond (Minnesota Vikings).

Falando da equipa que acolheu o Draft, os Browns apostaram em reforçar a sua defesa, e acertaram em grande parte das escolhas, com vários atletas de potencial que podem contribuir desde cedo (casos James Hudson ou Tommy Togiai.

Os Pittsburgh Steelers podiam, e deviam, ter melhorado e fortalecido a sua linha ofensiva, de forma a protegerem o seu quarterback, mas acabaram por optar por outros atletas e reforçar outros pontos – Najee Harris (running back) é um exemplo.

O conjunto de Seattle apenas dispôs de três escolhas, fruto da troca por Jamal Adams, e a última pode ter sido a melhor. Stone Forsythe, tackle de Florida, será importante para proteger Russell Wilson.

Em São Francisco, os 49ers começaram bem o Draft e escolheram Trey Lance, e importa destacar também Aaron Banks, guard que terá o importante papel de proteger Lance ou Jimmy Garoppolo.

Também é importante mencionar a “exibição” dos Dallas Cowboys, muito criticados na época transata pela sua incapacidade defensiva, e que reforçaram esse capítulo, escolhendo Micah Parsons, visto por muitos como o melhor jogador defensivo, Kelvin Joseph (cornerback) ou Jabril Cox (linebacker), por exemplo.

Foto de Capa: NFL

 

FC Vizela 1-1 CD Feirense: Muito querer, pouco poder

A CRÓNICA: EMPATE JUSTO, MAS DE SABOR AMARGO

O jogo prometia ser interessante e acabou por ter duas partes intensas, mas distintas. Na primeira, as equipas mostraram porque lutam pela subida; na segunda, foram os nervos a tomar conta das incidências e baixar a qualidade. As duas equipas procuraram sempre a vitória, mas tiveram de se contentar com o empate.

Os minutos iniciais pareciam trazer um CD Feirense mais expedito, mas o domínio inicial dos “fogaceiros” rapidamente se dissipou. De forma muito serena, o FC Vizela tomou conta do jogo e foi com naturalidade que, ao minuto 23, chegou à vantagem. O mérito vai para Raphael Guzzo que principiou a jogada e finalizou após alguma confusão na área de Bruno Brígido. Antes, Cassiano já tinha deixado dois avisos, que faziam prever o golo inaugural para a equipa da casa.

A partir da meia hora o jogo ficou mais partido, mas o Feirense continuou a revelar muita dificuldade para ultrapassar a linha defensiva caseira. No entanto, o futebol beneficia quem é eficaz e foi isso que os visitantes conseguiram ser. Foi já em cima do apito para o intervalo, numa das raras vezes que conseguiram chegar com perigo à área do FC Vizela, que chegou ao empate. Boa iniciativa de Feliz pela direita e a bola a sobrar para João Tavares.

Inspirada pelo golo ao cair do pano, a equipa da Feira regressou melhor dos balneários. A reviravolta esteve perto logo ao minuto 50, através de um remate potente de Fábio Espinho que encontrou a barra da baliza de Igor. Nos minutos seguintes o jogo perdeu qualidade e acabou por ser a disciplina a estar em evidência. Num espaço de menos de 10 minutos, ambas as equipas ficaram a jogar com menos um elemento. Primeiro foi o Vizela a ver, o recém-entrado, Francis Cann ser expulso à passagem do minuto 57, depois de uma pisadela ao central Ícaro Silva. Depois, Fábio Espinho viu dois amarelos em 3 minutos (o primeiro por simulação) e a deixou a sua equipa também a jogar com dez.

A partir das expulsões o jogo ficou ainda mais partido, ainda que sempre numa toada mais agressiva e muito menos interessante do que no primeiro tempo. A querer somar os três pontos, as duas equipas não se resguardaram e continuaram a procurar o golo da vitória. Com a ansiedade à mistura, o duelo tornou-se muito anárquico, num típico caso de “mais com o coração, do que com a cabeça”. Mesmo com algumas oportunidades de parte a parte, o golo não chegou para nenhum dos lados. O resultado foi um empate, que não serve as pretensões nem de FC Vizela, nem de CD Feirense.

 

A FIGURA

Qualidade na primeira parte – O Feirense entrou melhor, mas acabou por ser o FC Vizela a mostrar mais capacidade durante o primeiro tempo. Ainda assim, as duas equipas mostraram alguns pormenores que provam porque estão nos primeiros lugares da tabela.

 

O FORA DE JOGO

Nervos na segunda parte – Já se esperava um jogo mais quente entre duas equipas com muito a ganhar… e a perder. Mas se na primeira parte essa intensidade se traduziu num bom duelo, na segunda foram os nervos a tomar conta dos jogadores. Muitos erros, muitas faltas, duas expulsões e um espetáculo que foi perdendo qualidade.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

A equipa de Álvaro Pacheco dispôs-se no já habitual 4-1-4-1, a beneficiar dos elevados níveis de versatilidade dos seus jogadores. Na primeira parte, a linha defensiva teve muito mérito em controlar as iniciativas dos homens do Feirense, com Raphael Guzzo a tomar o papel de organizador na primeira fase do ataque. Sobretudo na segunda parte a equipa não conseguiu imprimir a organização que tanto gosta.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo (7)

Koffi Kouau (6)

Matheus (7)

Aidara (6)

Kiki (5)

Marcos Paulo (6)

Raphael Guzzo (8)

Samu (7)

Tavinho (6)

Kiko Bondoso (6)

Cassiano (6)

SUBS UTILIZADOS

Francis Cann (0)

Ofori (5)

Ericson (-)

André Soares (-)

 

 ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE

O Feirense apresentou um esquema base em 4-4-2, com Fábio Espinho nas costas do avançado Platiny. Na primeira parte, a turma de Rui Ferreira revelou muita dificuldade em ligar o meio campo com o setor avançado, o que tornou avançado brasileiro numa presa fácil para a defesa do Vizela.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Brígido (7)

Diga (6)

Gui Ramos (6)

Ícaro (7)

Zé Ricardo (6)

Latyr Fall (6)

João Tavares (7)

Marcus (5)

Feliz (7)

Fábio Espinho (4)

Platiny (3)

SUBS UTILIZADOS

Mica (5)

Fabrício (5)

Paraíba (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Vizela

BnR: Concorda que as expulsões trouxeram uma certa anarquia ao jogo que acabou por prejudicar a sua equipa? Qual foi a influência disso para o resultado final?

Álvaro Pacheco– Tivemos de retirar o Samu do corredor central, que desequilibra muito bem com movimentos de rotura. Mas não nos descaracterizamos e conseguimos ligar sempre o jogo e chegar ao último terço com perigo. É num momento desses que surge a falta que dá origem à expulsão do Fábio Espinho. Defensivamente impediu que fossemos tão agressivos na nossa pressão. Tivemos de manter as linhas mais juntas e tivemos de ficar mais à espera do adversário. Mas sobretudo nunca nos destabilizamos. E estar com menos um jogador, contra uma equipa tão forte e tão bem organizada e por isso é que estou a dizer isto com um sorriso tão grande.

 

CD Feirense

BnR: A equipa esteve por cima tanto no início da primeira como da segunda parte, mas foi revelando alguma falta de acutilância no último terço, por exemplo o Platiny esteve algo apagado. Acha que esta falta de eficácia pode ser comprometedora numa fase final em que cada pormenor conta?

Rui Ferreira – Não concordo. O Platiny foi incansável, faz um trabalho importante na conquista de espaços. E há que atribuir mérito ao FC Vizela, às substituições que fez que de certa forma provam que estávamos a crescer no jogo. Tivemos as oportunidades que bateram no ferro. E fico satisfeito pela entrada na segunda parte, pela toada ofensiva. E dou mérito ao que fez o adversário, em vez de demérito ao que fizemos.

GP Espanha: O grito de revolta de Jack Miller

A CORRIDA: O HINO AUSTRALIANO TOCA EM JEREZ

As luzes apagaram-se e a quarta corrida do ano da categoria MotoGP, o GP Espanha, começou. Desta vez, foi o Circuito do Jerez a receber os 22 melhores pilotos do mundo na modalidade. Durante a qualificação, Fabio Quartararo foi o mais rápido e garantiu o lugar na pole position e, este domingo, não vacilou e acabou por vencer.

Na partida, Jack Miller voou e conseguiu a liderança. Atrás do australiano, rodaram Morbidelli e Bagnaia, aproveitando a largada menos conseguida do francês. Esta grelha durou poucas voltas, visto que o piloto da Yamaha foi, aos poucos, ultrapassando os três da frente e voltou à liderança.

As primeiras voltas ao circuito foram marcadas por algumas quedas. Brad Binder (por duas vezes), Álex Rins e Andrea Bastianini sentiram o solo e ficaram de fora das decisões. Depois de uma fase mais difícil, o asfalto aqueceu com as lutas dos lugares cimeiros da classificação.

Quando parecia que o líder, Fabio Quartararo, estava confortável, a incerteza de um vencedor invadiu Jerez. O francês começou a perder tempo e, sem surpresas, Jack Miller aproveitou e passou para a frente da corrida. Como uma bola de neve, Quartararo caiu para as últimas posições devido a problemas nos pneus. No final, terminou em 13.º e perdeu a liderança do campeonato.

Quem tinha razões para sorrir era a Ducati, com o primeiro e o segundo classificados a sair das suas fileiras. Quando a bandeira de xadrez saiu do paddock, o pódio escreveu-se em italiano e com um vencedor australiano. Jack Miller venceu, seguido do colega de equipa, Francesco Bagnaia e, a fechar o pódio, ficou Franco Morbidelli.

Miguel Oliveira terminou em 11.º lugar depois de partir de 16.º. Assim, o português aproveitou as oportunidades que lhe foram dadas para subir na classificação. Na classificação geral, o falcão de Almada ocupa o 17.º posto com nove pontos conquistados nas primeiras quatro etapas.

As malas da MotoGP agora seguem para o novo destino. No dia 16 de maio, o icónico circuito de Le Mans recebe a quinta etapa do Campeonato do Mundo. O líder mudou e, mais que nunca, esperam-se corridas com emoção e muita tensão entre os pilotos.

Foto de Capa: Ducati Corse

Estoril Open 2021 #4 | Finalistas inéditos no torneio

Está a ser um Estoril Open recheado de surpresas e estamos mais perto da reta final. Já são conhecidos os dois finalistas: Alberto Ramos Vinales e Cameron Norrie (foto de capa). Ninguém estava à espera que chegassem tão longe no torneio – Ramos era o sétimo cabeça-de-série e Norrie nem estava no top 8. Antes da grande final que vão disputar hoje, no Dia da Mãe, vamos recordar os trajetos e respetivos jogos nas meias-finais deste Estoril Open.

CAMERON NORRIE: À PROCURA DO PRIMEIRO TÍTULO ATP

É um jogador que está na terra batida. Antes de disputar o maior torneio de ténis realizado em Portugal, Norrie chegou aos quartos-de-finais do ATP de Barcelona e foi eliminado por um senhor do ténis e deste court: Rafael Nadal.

Não é a primeira vez que Norrie disputa o ATP de Estoril. Em 2018, Norrie chegou aos oitavos-de-final, foi eliminado por Roberto Carballes Baena.

Na primeira ronda da edição do Estoril Open deste ano, o tenista britânico derrotou o melhor tenista português de todos os tempos, João Sousa. Tal já foi dito no primeiro artigo, foi um jogo em que o português não estava no seu melhor nível e encontrou um britânico muito forte.

Na segunda ronda, Norrie defrontou e derrotou Pedro Martinez, num encontro que durou quase 3 horas (2h59m). Foi um dos jogos mais longos da prova e demonstrou a resistência de Norrie.

Nos quartos-de-finais, Norrie encontrou o segundo cabeça-de-série deste Estoril Open e um dos melhores jogadores em terra batida: Christian Garin. Para muitos, Garin ia chegar à final da prova. Porém, Norrie demonstrou que, apesar de ter tido um jogo muito complicado, ainda tinha forças para levar a melhor contra o chileno.

Wham, Bam and Thank You Cam 💥@cam_norrie defeats Chile’s Cristian Garin 3-6 7-5 6-3 to make his 2nd semi-final of 2021!#EstorilOpen pic.twitter.com/1ppDfRhJRY

— Tennis TV (@TennisTV) April 30, 2021

Nas meias-finais, Norrie defrontou um dos jogadores mais experientes do ténis e um antigo campeão de Grand Slam, Marin Cilic. Depois de um 2020 muito aquém das expectativas, Cilic tem tido exibições agradáveis em 2021 – meias-finais no ATP de Singapura e oitavos-de-final no ATP de Miami.

Neste encontro, esperava-se um encontro muito equilibrado e foi o que aconteceu. No primeiro set, os dois tenistas sofreram break: Norrie no seu primeiro jogo de serviço e Cilic no seu terceiro. A partir daí, não houve mais nenhuma quebra e foi decidido no tie-break. Norrie, novamente, foi o primeiro a perder o serviço, mas foi o que mais sorriu no final do set.

O segundo set foi, tal como o primeiro, bastante equilibrado. Tanto Cilic como Norrie tiveram várias oportunidades para quebrar o serviço, mas o adversário conseguia resistir. Porém, no último jogo de serviço antes do tie break, Cilic não aguentou e perdeu tanto o set como o jogo.

O croata fez uma prova incrível neste Estoril Open, a demonstrar que ainda não perdeu a sua magia, e fez 16 ases neste jogo! Agora, Norrie vai jogar a sua segunda final de ATP – perdeu a primeira, na edição de 2019 do ATP de Auckland. O britânico é um dos jogadores com mais vitórias em 2021 (18), apenas atrás de Tsitsipas, Rublev e em igualdade com Sinner.

 

Through to his second career ATP final ✌️@cam_norrie‘s 2021 campaign gets even better as he defeats Cilic 7-6(5) 7-5 to book his place into the #EstorilOpen final! pic.twitter.com/YOVTq0N6ao

— Tennis TV (@TennisTV) May 1, 2021

ALBERTO RAMOS-VINALRES: O ESPANHOL ESTÁ EM GRANDE FORMA

Alberto Ramos está numa grande forma: registra 15 vitórias em terra batida em 2021. O espanhol de 33 anos está a ter um ano incrível e foi recompensado com a sua décima final da carreira e a segunda neste ano – perdeu o ATP de Córdoba, frente a Carreno Busta. Ramos é um jogador que se adapta muito bem na terra batida.

Tal como Cameron Norrie, Ramos não está a ter a sua primeira participação no Estoril Open. A primeira vez foi em 2013 – a competição era denominada como Oeiras Open – e Alberton Ramos foi eliminado por Stan Wawrinka, nos oitavos-de-final. A segunda participação do espanhol ocorreu em 2015 e foi eliminado por Nick Kyrgios, nos 16-avos de finais.

Na primeira ronda, Ramos defrontou Fernando Verdasco, um dos jogadores mais experientes do ténis, com 37 anos. Num duelo 100% espanhol, Ramos não teve muita dificuldade e derrotou o compatriota com apenas 1 hora e 11 minutos de jogo.

Na segunda ronda, o espanhol derrotou Pierre Herbert, um tenista que só tinha vitórias frente ao espanhol, mas eles nunca se tinham defrontado em terra batida. O primeiro set durou menos de 30 minutos, mas o segundo foi muito equilibrado e foi apenas decidido no tie break, com o espanhol a sorrir no final do encontro.

Nos quartos-de-final deste Estoril Open, Ramos voltou a defrontar um francês, desta vez foi o Corentin Moutet. O francês já estava a fazer uma grande prova: eliminou Marcos Giron e o primeiro cabeça-de-série da prova, Dennis Shapovalov. Apesar disso, Ramos não teve medo e derrotou o Moutet em menos de 2 horas.

4th semi-final of 2021 👏@albertramos88 defeats Moutet 6-4 6-3 to continue his fine form this season and move into the last 4#EstorilOpen pic.twitter.com/GiuGq1BgIY

— Tennis TV (@TennisTV) April 30, 2021

Nas meias-finais deste Estoril Open, Ramos voltou a ter um encontro 100% espanhol na prova, defrontou Alejandro Davidovich Fokina. O jovem tenista espanhol tinha chegado às meias-finais da edição do Estoril Open de 2019 e queria chegar à final este ano. Era o terceiro jogo entre os dois tenistas espanhóis na prova, ambos tinham uma vitória. A maioria das pessoas pensavam que o jovem espanhol ia chegar à final, mas não foi isso que aconteceu.

No primeiro set, Davidovich quebrou o serviço de Ramos logo no início, mas acabou por ser a única vez em que o jovem tenista conquistou um jogo nesse set. Albert Ramos quebrou todos os serviços de Fokina. No segundo set, Ramos voltou a ser o primeiro a ser quebrado, mas, tal como aconteceu no primeiro set, Davidovich Fokina não aguentou a pressão e foi quebrado nos seus dois últimos jogos de serviço. Um encontro que prometia muito mais, mas acabou por terminar em menos de 1 hora e 20 minutos de jogo.

🔟 career ATP finals for @albertramos88!

The more experienced Spaniard prevails 6-1 6-4 vs Davidovich Fokina and will face Norrie tomorrow for the Estoril title 🏆🇵🇹#EstorilOpen pic.twitter.com/v4zt9eK5aT

— Tennis TV (@TennisTV) May 1, 2021

 

 

SL Benfica | 5 possíveis dispensas no final da época

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O investimento de quase 100 milhões de euros por parte do SL Benfica para a presente época fez com que os adeptos benfiquistas sonhassem com bons resultados e muitas conquistas. O treinador, Jorge Jesus, prometeu “dar o litro” e jogar o triplo, mas os resultados obtidos pela equipa têm ficado aquém do esperado. É preciso pensar nas opções que tem à sua disposição e avaliá-las para chegar à conclusão de quem é fundamental e de quem é que pode ser dispensado.

Tendo em conta as últimas apostas do treinador e a exibição dos jogadores, decidi eleger cinco jogadores que considero dispensáveis para a próxima época.

Só um Leão de raça pode vencer o “velho sistema” | Sporting CP

Estrelinha? Enquanto os rivais, em particular o FC Porto, resumirem o sucesso do Sporting CP àquela palavra, nunca irão compreender e muito menos superar o esforço, dedicação e devoção empregues pelos Leões em cada partida disputada.

O jogo frente ao SC Braga a contar para a 29ª jornada do campeonato foi adjectivado por todos como decisivo para as contas finais do título. Afinal, o Sporting CP visitava o adversário que tem sido considerado, em tom de provocação aos líderes do campeonato, como o que melhor “pratica futebol”. Era mais que óbvio que, no entender do velho sistema, o Sporting CP tinha de perder a invencibilidade na cidade dos Arcebispos. Aliás, o presidente do FC Porto já tinha dado o mote, uns dias antes, quando afirmou que o clube nortenho seria campeão “se tudo corresse normalmente”. Falava-se mesmo que o Sporting CP iria ter uma “pedreira” no sapato.

Os astros começaram logo a alinhar-se com a nomeação de um árbitro do Porto, Artur Soares Dias, para dirigir o encontro. E tudo parecia encaminhado para a possível derrota dos Leões quando, aos 18 minutos, Gonçalo Inácio é expulso por duplo amarelo. Uma expulsão vergonhosa tendo em consideração que, momentos antes, o árbitro não dispôs do mesmo critério para expulsar o jogador SC Braga pela entrada assassina sobre João Palhinha.

Já na segunda parte, Coates é derrubado por Raul Silva na grande área minhota e Soares Dias diz que “não há nada”. De facto o (des)critério deste Sr. Árbitro, que todos gostam e dizem que é muito valorizado nos jogos europeus, foi bastante claro: para o Sporting CP, cinco cartões em nove faltas e, para o SC Braga, quatro cartões em 22 faltas. Ainda pouco satisfeito, Artur Soares Dias ainda mostrou o cartão amarelo a Adán, que viu o 5º (algo inédito para um guarda-redes dos “três grandes”), e a membros da equipa e do staff técnico do Sporting CP que se encontravam no banco de suplentes.

O que é certo é que Rúben Amorim fez ecoar no Municipal de Braga um verdadeiro recital defensivo que anulou por completo a ofensiva minhoto, com um verdadeiro protagonismo de Coates e Adan. Os bracarenses foram incapazes de definir na grande área muito devido ao bloco baixo dos Leões. Após os 60 minutos de jogo e com o marcador a zeros, o jovem técnico foi audaz na forma como mexeu no xadrez leonino apostando nas entradas de Tiago Tomás, Matheus Reis e Matheus Nunes, libertando Nuno Mendes para aparecer no ataque.

Em Braga, Gonçalo Inácio teve uma má entrada na partida e foi expulso em 18 minutos
Fonte: Bola na Rede / Carlos Silva

A grande oportunidade surgiu pela ala direita e Matheus Nunes, assistido por Pedro Porro, atirou para dentro da baliza adversário deixando estatelada a defesa bracarense. O SC Braga acusou animicamente o tento leonino e foi incapaz de reagir, deixando bem a descoberto o “mito” que se criou à volta do seu treinador e da sua equipa.

Já aqui tinha dito que o crer e a união deste grupo de trabalho conseguem superar todas as adversidades. E este jogo foi prova viva disso. Também disse que no que depender das “instâncias” que governam o futebol português, o Sporting CP não será campeão e, por isso, está condenado a jogar com um handicap em relação aos rivais, com o seu jovem treinador a ser perseguido.

Lembro-me aquando da visita ao FC Famalicão, após o golo anulado a Coates no último momento do jogo, que ouvi muitos especialistas do futebol asseverarem que o Sporting CP perdia por não ter influência nas instituições que gerem o futebol e as arbitragens. Chamem-me o que quiserem, mas eu não troco vitórias sofridas com “sangue e suor” como a de Braga, por jogos facilitados ou por penáltis encomendados.

Logo no dia seguinte, assistimos em Moreira de Cónegos a uma situação paradoxal. Insultos a árbitros, agressões a um jornalista, etc. Vimos um sujeito que é treinador de futebol completamente descontrolado e frustrado com o resultado. O mesmo que há umas semanas queixava-se que o país não apoiava o FC Porto nas competições internacionais (como se se tratasse de uma obrigação). Todavia, quando o resultado não lhe interessa, atira-se a tudo e todos para branquear as más prestações da sua equipa, como se houvesse uma obrigação dos árbitros e adversários em terem que deixar o FC Porto a ganhar, seja a que custo for.

Para culminar somos ainda brindados com uma “entrevista” de Pinto da Costa, que nem sequer vou adjectivar.

Há mais de 40 anos que vale tudo para aqueles lados. Mas como o escândalo foi tal (até na imprensa internacional teve repercussão), o órgão de disciplina da FPF teve que passar uma “multinha” e acabou por aplicar-lhe uma suspensão de 21 dias. Apenas mais seis dias que Rúben Amorim!

Tudo isto me leva a crer, na minha modesta opinião, só um Leão de Raça dentro das quatro linhas pode vencer este velho sistema que domina o futebol português. Mais do que nunca, o Sporting CP tem de ser campeão!

O que mudou, dragões? | FC Porto

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Na última segunda-feira, o FC Porto deu um “murro no estômago” nas suas aspirações ao bicampeonato, após ter deixado 2 pontos em Moreira de Cónegos. Desta forma, o Sporting CP aumentou a sua vantagem para os 6 pontos, algo confirmado depois das respetivas vitórias na presente jornada, deixando a turma de Alvalade mais perto da conquista da liga portuguesa.

Abstraindo este artigo de toda a confusão que se passou no pós-jogo, que é totalmente reprovável, e das questões de arbitragem, a exibição dos dragões foi insuficiente e é algo que já tem vindo a ser recorrente neste tipo de jogos. Ou seja, pode-se dizer que o árbitro errou ali e acolá, mas a verdade é que o FC Porto não fez uma partida em que se possa afirmar que o resultado é injusto, porque a produtividade ofensiva dos azuis e brancos pouco perigo conseguiu criar. Não estamos a falar aqui do domínio do desafio, da posse de bola, do número de remates, mas sim na efetividade de oportunidades de golo, da aproximação à baliza contrária.

Sérgio Conceição já vai no 4.º ano seguido no comando técnico do FC Porto e o seu sistema tático pouco ou nada variou, nos seus princípios de jogo. A maior mudança tem sido na matéria-prima à sua disposição e aí é que tem sido o grande fator de diferenciação da qualidade de jogo dos dragões de ano para ano, que tem vindo a piorar. Não está aqui em causa, a raça, o querer, o acreditar, porque é evidente que os jogadores dignam a camisola que vestem, a respeito desse capítulo. Porém, comparando, essencialmente, com o primeiro ano de Sérgio Conceição, a temporada de 2017/2018, as exibições do FC Porto tem decaído a olhos vistos e a assertividade e a firmeza das suas performances não são tão evidentes, como mostram os resultados.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

As culpas podem recair todas sobre o técnico bicampeão, mas quem o fizer não está a ser justo, porque a composição de um plantel não é só da sua competência, é também da estrutura de futebol. Muitos adeptos utilizam o argumento de que os jogadores são a sua imagem, o que não é totalmente mentira, mas também não é totalmente verdade. Veja-se um exemplo, os laterais do FC Porto, na 1.º época sob a sua liderança, eram Ricardo Pereira e Alex Telles. Agora, são Manafá e Zaidu. Um dos pilares da tática dos dragões é movimentar os seus extremos para zonas interiores e assim libertar a ala, para que os seus laterais possam explorar a profundidade e tirar cruzamentos, algo que a primeira dupla era muito forte. No caso da segunda dupla, podem ter características físicas muito admiráveis, mas a técnica dos cruzamentos não são os seus fortes, pelo que retira muito da eficácia do jogo do FC Porto.

Outro fator diferenciador é no leque de avançados. Tiquinho Soares podia não ser um avançado de excelência, mas algo em que era especialista era no jogo aéreo, que vai um pouco de encontro com o ponto anterior, sendo que essa sua característica aumentava as possibilidades de o FC Porto concretizar oportunidades de golo, tanto em jogo corrido, como em bolas paradas. Atualmente, analisando mais a dupla atacante, nem Taremi nem Marega possuem competência nesse momento, pelo que é outro aspeto técnico que os portistas já não tiram tantos frutos e que antes era uma das principais ameaças da formação da invicta.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Tudo isto são conclusões que se puderam constatar da última partida, mas não só. Deste modo, após observar-se que muita coisa continua igual ao início, não se pode descurar que a qualidade do plantel tem vindo a descair e isso tem-se refletido, tanto nas exibições, como nos resultados.

Sporting CP 2-0 CD Nacional: Jovane serve de desbloqueio

A CRÓNICA: SPORTING X NACIONAL, UM JOGO DE EXTREMOS

Esta podia ser a derradeira luta por objetivos. Embora completamente antagónico (e daí o título desta crónica), tanto Sporting CP como CD Nacional subiam a relvado determinados a arrecadar pontos neste duelo. A vontade de vencer por vezes supera a teoria de um plantel mais forte e este campeonato já nos provou isso por diversas vezes. Restava que rolasse a bola para ver se hoje era um desses dias.

O Nacional entrou mais atrevido do que aquilo que inicialmente se poderia pensar (sim, daí o início desta crónica). A grande oportunidade até surge para os madeirenses. Aos cinco minutos, Camacho decide ameaçar a fortaleza leonina, mas valeu ao Sporting um desvio. Ficava então o primeiro aviso do conjunto de Manuel Machado.

A dinâmica ofensiva entre Rúben Micael (mais eficaz sem bola do que com ela) e Riascos parecia estar a surpreender os leões e, mais do que isso, estava até a causar bastantes dificuldades defensivas aos de verde e branco.

Ao longo do tempo, o conjunto de Rúben Amorim começou a crescer na partida. O Sporting teve grandes oportunidades, mas António Filipe mostrava-se inspirado esta noite. Não faltaram, por isso, remates nesta primeira parte. Foram muitas as ameaças e até se festejou golo do Sporting, mas foi invalidado por fora-de-jogo.

Por sua vez, o Nacional ia apresentando uma postura bastante pragmática, com os seus jogadores a não pouparem nas faltas (algumas cirúrgicas, outras nem tanto). Depois da entrada muito forte do conjunto de Manuel Machado, o Sporting conseguiu impor o seu jogo, nem sempre eficaz, é verdade, mas voltou aos balneários a justificar a superioridade no marcador.

A segunda parte começou nos mesmos moldes da primeira. O Nacional voltou a entrar bem, com um bloco defensivo mais coeso. Os madeirenses estavam a conseguir anular uma das mais-valias deste Sporting, o jogo pelos corredores. Restava o Sporting continuar a apostar na construção no centro do terreno e, apesar de estar pressionante e a impor a posse, não estava, por outro lado, a conseguir materializá-la em muitas oportunidades na frente de ataque.

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Aos 67′, Alhassan é expulso por segundo amarelo. Reduzido a dez unidades, o Nacional acabou por abdicar do pendor ofensivo. O Sporting começa a carga, vendo-se ainda empatado e agora a jogar em superioridade numérica. Aos 70′, António Filipe nega uma grande oportunidade de Paulinho que surge depois de passe exímio de Pote. Os leões estavam a pressionar muito e essa pressão acabou por surtir efeito. Jovane entra bem do banco e faz a assistência pelo lado esquerdo para o primeiro da noite em Alvalade marcado por Feddal.

Mas aquilo que parecia difícil até aqui, acabou por se tornar fácil depois da entrada de Jovane. Depois do período regulamentar, Jovane é derrubado na área por Rui Correia. Assinalado penálti a favor dos leões convertido pelo próprio. Jovane saltou do banco e acabou por ser decisivo nesta vitória verde e branca. Jogo a jogo, ataque cardíaco a ataque cardíaco, este Sporting está cada vez mais próximo do título.

 

A FIGURA
Sporting
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Jovane – Como já o disse, saiu do banco para ser decisivo nesta vitória leonina. Sofre a falta que dá a expulsão, faz uma assistência e um golo de pénalti. Pénalti esse que o próprio sofre em mais uma das suas investidas na área madeirense. O Sporting estava a precisar de irreverência na frente de ataque e, aliás, até como já o fez algumas vezes, Jovane disse “presente” e ajuda assim a equipa na conquista de mais três pontos.

O FORA-DE-JOGO

Manuel Machado – Tendo em conta as caraterísticas defensivas de Alhassan, e ainda o rumo que o jogo tomava, o Sporting naturalmente iria pressionar alto até chegar ao golo da vitória. Alhassan já tinha, depois do primeiro amarelo, algumas faltas assinaladas e, dendo em conta a experiência, o técnico poderia e deveria ter acautelado esta questão e substituído o jogador antes da expulsão.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O onze de Rúben Amorim conta com três mudanças. Maximiano entra para o lugar de Adán. Neto substitui Gonçalo Inácio e Daniel Bragança “faz a vez” de João Mário.

O Sporting apostou essencialmente no jogo entre linhas. Uma das razões para isto foi o bom trabalho de Camacho que acompanhou muito bem Nuno Mendes e Witi, do lado oposto, a não permitir que Porro criasse desequilíbrios. Uma estratégia inteligente, mas não inovadora, tendo em conta a “dependência” do pendor ofensivo destes dois atletas no estilo de jogo leonino.

O Nacional tentou pressionar ainda na primeira fase de construção. O Sporting, ultrapassando esse primeiro bloco, acabava por conseguir ter mais espaço. O adiantamento de muitas unidades do Nacional permitia por vezes mais espaço nas costas para o Sporting conseguir aproveitar, nomeadamente no espaço entre os defesas e os médios. Após a expulsão e entrada de Jovane, os leões começaram a ter mais caudal ofensivo.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Maximiano (6)

Feddal (8)

Coates (7)

Nuno Mendes (5)

João Palhinha (6)

Nuno Santos (6)

Luís Neto (6)

Paulinho (6)

Pedro Porro (5)

Pedro Gonçalves (7)

Daniel Bragança (6)

SUBS UTILIZADOS

Jovane Cabral (8)

Plata (-)

Matheus Nunes (-)

Matheus Reis (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Manuel Machado é obrigado também a trazer uma novidade, visto que Pedro Mendes está emprestado pelo Sporting. Brayan Riascos salta então para o onze inicial da equipa madeirense.

Manuel Machado acabou por surpreender a armada leonina com a dinâmica ofensiva. As deslocações de Camacho, que partia da direita e depois aparecia livre no lado oposto, enquanto simultaneamente Rúben Micael cobria o lado direito e Riascos o corredor central, estavam a surpreender o setor mais recuado do Sporting.

Embora este Nacional contasse com uma linha defensiva de cinco, quando se via sem posse, formava um 5-2-1-2 com Rúben Micael a pressionar muito os homens mais recuados do Sporting. De facto a estratégia no setor mais avançado estava a resultar, mas a defesa do Nacional não estava a conseguir corresponder. Foram vários os erros a nível posicional que expuseram por várias vezes as fragilidades desta equipa madeirense. Depois da expulsão, o Nacional abdicou das projeções ofensivas.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

António Filipe (8)

Pedrão (5)

Azouni (5)

Alhassan (4)

Camacho (6)

Rúben Micael (5)

Witi (6)

Ruben Freitas (5)

Rui Correia (4)

Júlio César (5)

Brayan Riascos (5)

SUBS UTILIZADOS

Eber Bessa (6)

Nuno Borges (5)

Bryan Rochez (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: O Sporting hoje não conseguiu jogar tanto pelos corredores laterais como gosta de o fazer. Pergunto-lhe quais foram as principais dificuldades que sentiu face a isto e tendo em conta que a alternativa foi apostar no jogo entre linhas?

Rúben Amorim: Depende de onde os adversários pressionam. Nós tivemos muitas bolas entre linhas. Tivemos muitas vezes o Pote e o Nuno nessas zonas. Demos alguma largura pelo lado esquerdo porque o Pote vai para o meio e o Porro fica um pouco sozinho. Depois o Plata entrou e levou a bola para a frente. Nós tentamos tudo. Não vendo o jogo, não sei se atacamos mais pelos corredores ou não do que nos outros jogos. Tenho de ver ainda. Acho que fizemos um jogo bastante completo. Falhámos na finalização, podíamos ter feito golos logo na primeira parte, que podia abrir o jogo. O que interessa é fazer golos, ter oportunidades, não sofrer. Mais uma vez, não sofremos golos. É uma vitória inteiramente justa e agora é seguir para o próximo jogo.

CD Nacional: Rúben Micael sai ao intervalo e até fez parte da dinâmica ofensiva que surpreendeu o Sporting nos minutos iniciais, que cobriu o lado direito quando o Camacho partia dessa zona para o lado oposto, com Riascos no corredor central. O que é que estava a faltar para aquilo que idealizou e que levou à substituição?

Manuel Machado: Do ponto de vista global resultou muito bem. Não quero estar a repetir-me mas até aos 65 minutos, aquilo que procurámos era manter o resultado a zero e tentarmos um contra-ataque. Isso funcionou perfeitamente. Relativamente à alteração, ela tem vindo a ser feita de forma recorrente. O Rúben entrou para a posição 10 e, como viu, não alterámos o esquema tático. E quando troquei o Rúben pelo Bessa, ele entrou exatamente para a mesma posição. Só alteramos o modelo quando ficámos com menos um jogador. Aquilo que aconteceu não tem que ver com a alteração tática. O Bessa até entrou muito bem. Teve que ver com a gestão de esforço que este jogos múltiplos nos obrigam a fazer. O Rúben é mais experiente, o Bessa mais dinâmico. Temos utilizado este tipo de critério já em jogos anteriores com algum sucesso. Neste passaria pelo mesmo e eu iria voltar a dizer.

Tribuna VIP: Sporting CP: O Clube mais trabalhador

Dia 1 de Maio. O Dia Mundial do Trabalhador. Jogo do Sporting CP contra o Clube Nacional da Madeira. É um jogo, numa data histórica, entre a equipa que mais tem trabalhado esta época e a equipa que mais tem de trabalhar para sair do último lugar.

Desde as 17h30 que a envolvente do Estádio José Alvalade se vestiu de verde e branco. Centenas de adeptos quiseram marcar presença e apoiar a sua equipa.

Quando tanto mal se diz dos adeptos, eis que são eles que abrilhantam, mais uma vez, o ambiente e que apoiam a equipa. Como disse Feddal, nas redes sociais, a recepção dos adeptos, após o jogo de Braga, foi “muito linda”, e hoje, de certeza, considera-a fenomenal.

Apito inicial e vimos um Sporting CP que queria mandar no jogo. O Nacional queria, com uma marcação cerrada homem a homem, contrariar o ascendente leonino e tentar explorar os possíveis erros dos jogadores do Sporting.

Um jogo que começava com um remate perigoso de Camacho com Maximiano, de regresso à baliza, a demonstrar que estava atento.

E quase de seguida, ao minuto seis, uma jogada de envolvimento do ataque leonino, com Nuno Santos a centrar e Paulinho a ser pontapeado, na perna, pelo defesa Júlio César. Penálti que ficou por assinalar.

Do resto da primeira parte os destaques são para as 18 faltas do Nacional contra as quatro do Sporting. Os 70% de posse de bola dos Leões. E os dois lances de Paulinho, o golo anulado, ao minuto 35, por fora de jogo de Pote, e a bola ao poste, ao minuto 47, num remate, colocado e potente, à entrada da grande área.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ao intervalo Manuel Machado queria dar mais força ao ataque do Nacional e trocou Rúben Micael por Éder Bessa.

E a troca deu logo resultado ao minuto 46. Éder Bessa aproveitou uma falha de Coates mas, isolado em frente a Maximiano, não conseguiu marcar. Fica a nota para a excelente acção de Max.

Um jogo com nota dominante do Sporting mas algo desinspirado, até que, ao minuto 62, Rúben Amorim tomou uma decisão corajosa. Rúben quer o Sporting campeão e mostrou bem isso. A saída de um médio defensivo para a entrada de mais um extremo. Palhinha cedia lugar a Jovane e o meio campo ficava a cargo de Daniel Bragança e Pote. Daniel Bragança fez grande parte da sua formação na posição seis e, por isso, podia ocupar o lugar de Palhinha, libertando Pote para acções mais ofensivas.

Agora com dois extremos, Nuno Santos e Jovane, o ponta-de-lança Paulinho e um médio atacante Pote, o Sporting começava a forçar o Nacional a recuar no terreno e as oportunidades iam-se sucedendo.

Nuno Santos, Jovane e Porro foram tentando, até que, ao minuto 67, Alhasan repete o cartão amarelo, que já tinha visto ao minuto 23, na 1.ª parte. Ao minuto 70 Paulinho não consegue marcar e começa o espectáculo Jovane. É caso para dizer que o Sporting estava sob o “batuque” de Jovane Cabral.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ao minuto 79 Jovane quase enganava o guardião do Nacional, mas a bola saiu ao lado. Ao minuto 83 Jovane recebeu a bola, de Nuno Santos, assistindo Feddal para o primeiro golo dos Leões. Ao minuto 91 Jovane sofreu falta, para penálti, e converteu o mesmo no 2 a 0.

Está quase! Mas não foi só o futebol que trabalhou.

O futsal voltou a brilhar na Croácia e venceu por 5-2 ao Inter Movistar. Depois de perder as finais de 2011, 2017 e 2018, esta final pode dar o segundo título de campeão Europeu, após vitória em 2019. Segunda-feira o embate é com o Barcelona e todos desejamos a vitória leonina.

O basquetebol do Sporting bateu o Vitória de Guimarães e vai jogar com o Benfica as meias-finais do play-off do Campeonato Nacional.

O hóquei em patins venceu por 3-2 em Valongo e vai, também, disputar as meias-finais do play-off do Campeonato Nacional. Os jogos serão com o Óquei de Barcelos.

O futebol feminino venceu o Condeixa por 2-0 e mantém a liderança no Campeonato Nacional.

Texto da autoria de Bruno de Carvalho,
antigo Presidente do Sporting Clube de Portugal