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Antevisão GP Portugal: Um Pastel de Nata para Bottas!

A ANTEVISÃO: PORTIMÃO PARECE TERRITÓRIO DA MERCEDES

O Autódromo Internacional do Algarve está de regresso ao calendário da Fórmula 1 para a terceira corrida do ano e novo GP Portugal. Nesta edição, o equilíbrio do início da temporada parecia manter-se, até chegar a qualificação.

Após nos treinos livres a liderança das três sessões ser dividida entre Valtteri Bottas (Mercedes), Lewis Hamilton (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull), a qualificação mostrou a equipa de Brackley mais forte na entrada para domingo.

No entanto, na qualificação, o finlandês fez Hamilton ter de esperar mais uma corrida antes de atingir a pole position número 100, qualificando-se em primeiro, apenas 0,007 segundos à frente do britânico. Os Mercedes parecem estar a lidar muito melhor com os pneus médios, com os quais começarão a corrida. Isto poderá fazer toda a diferença face ao que foi demonstrado pelos RedBull nos mesmos “sapatos”.

Com aparentes problemas de motor e dificuldade em lidar com o vento intenso que se fez sentir na última sessão de qualificação, Max Verstappen não foi capaz de na Q3 ir para além de um terceiro lugar, começando lado a lado com o seu colega de equipa, Sergio Perez.

Desta feita não existe a separação estratégica das últimas corridas, no entanto, ambas poderão tentar “sacrificar” um dos pilotos em prol do resultado, caso o ritmo em corrida seja equilibrado. Este tipo de decisões em corrida poderão fazer toda a diferença perante o equilíbrio que se tem feito sentir, contudo, a Mercedes parece estar um passo à frente.

Os Ferrari parecem ser os “melhores dos restantes” neste fim-de-semana, desta feita com Carlos Sainz a mostrar que já aprendeu bem o que o monolugar pode oferecer, com uma excelente qualificação em quinto lugar. Ao espanhol segue-se a equipa que deu o maior salto comparativamente às corridas anteriores, a Alpine, com Esteban Ocon a mostrar um excelente ritmo em particular nas sessões de sábado, e a qualificar-se em sexto, muito acima de Fernando Alonso, que ficou pelo 13º lugar.

Outro dos homens que foi capaz de superar o colega de equipa de forma contundente foi Lando Norris. O jovem da Mclaren não mostrou o ritmo alucinante de Imola, no entanto, qualificou-se na sétima posição, enquanto Ricciardo mostrou dificuldades durante quase todo o fim-de-semana, ficando pela Q1, e começando em 16º. O carro de Ricciardo é bastante mais forte do que os outros ao redor dele no fundo da tabela, por isso será de esperar que em ritmo de corrida seja capaz de se aproximar novamente dos pontos, tão importantes na batalha do pelotão.

Após Norris começa Charles LeClerc, que parecia o homem da Ferrari mais rápido, mas não conseguiu fazer melhor que Sainz. No entanto, o começo em oitavo lugar, dá à Ferrari o favoritismo até agora pertencente à Mclaren, no que toca a liderar o pelotão. O obrigatório AlphaTauri dentro do top 10 pertence a Pierre Gasly, que a começar em nono pode tentar quebrar o enguiço das últimas corridas. O francês tem um excelente ritmo de corrida, e o potencial de atrapalhar as equipas à sua volta.

O top 10 é fechado por alguém que não chegava à Q3 desde Silverstone 2020, falo claro de Sebastian Vettel (Aston Martin). O alemão, tetracampeão, finalmente se mostrou confortável no monolugar verde. Pode este ser o começo do reaparecimento de Vettel como um dos mais fortes pilotos da grelha.

Fora dos homens da Q3, há algumas surpresas, para além das já mencionadas. George Russell conseguiu a sua melhor qualificação de sempre pela Williams, com um 11º lugar, que por pouquíssimo não lhe deixou ir à Q3. O britânico mais uma vez a retirar tudo o que aquele monolugar tem para dar, e quem sabe, no caso de um pouco de caos mais à frente, conseguir os primeiros pontos pela lendária equipa britânica. Há também a destacar a saída de Lance Stroll na Q1, o canadiano não foi capaz de ter uma volta limpa, mesmo quando o colega de equipa mostrou que o carro conseguia.

O asfalto de Portimão ainda não se está a comportar da forma mais confortável para os pilotos, continuando a ser bastante escorregadio, com Lewis Hamilton a comparar até às condições de 2020. Se tal acontecer, há uma forte probabilidade de os homens que saem de macios, como Sainz, criarem problemas nas primeiras voltas. A partir desse ponto, os Médios deverão ser o melhor pneu de corrida, e se o que esta sessão demonstrou se traduzir, os Mercedes aparentam estar mais confortáveis numa volta.

A batalha do pelotão será interessante também, em particular devido á intromissão da Alpine na batalha entre a Mclaren e a Ferrari. Contudo, o favoritismo deverá recair sobre os italianos, em particular por terem os dois carros mais próximos um do outro, já nas posições pontuáveis.

Foto de Capa: Mercedes AMG

Os 5 jogadores em maior destaque na Segunda Liga

A Segunda Liga está a entrar numa fase decisiva. Apesar de estar praticamente consumada a subida de divisão do GD Estoril Praia, há ainda cinco outros emblemas a lutar também pelo acesso à Primeira Liga. Chega então uma boa altura para analisar os cinco atletas que se têm apresentado a melhor nível nesta edição da prova.

Inter Movistar FS 2-5 Sporting CP: Mais uma exibição de gala

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A CRÓNICA: EFICÁCIA OFENSIVA VALE TRIUNFO

Pela frente, o Sporting CP tinha o gigante Inter Movistar FS. Os espanhóis contam com um currículo inigualável em termos europeus, “somente” cinco vezes campeão desta competição, já não contando com a grande figura do emblema madrileno nos últimos anos, o português Ricardinho, mas na mesma com um plantel e qualidade temíveis.

O cenário da gloriosa época 2018/19 repetia-se, com o Inter mas meias-finais e com a possibilidade de voltar a encontrar o Kairat Almaty na final. Sendo que, o clube representante do Cazaquistão apenas joga a partir das 19 horas na outra semi-final, contra o FC Barcelona.

A última vez que existiu os dois confrontos iguais… acabou com a vitória do Sporting CP, em 2019.

A primeira parte foi disputada a um ritmo alucinante, em 20 minutos onde ambas as equipas atingiram o limite de cinco faltas, algo que os Leões atingiram sensivelmente a dez minutos do intervalo, algo que não trouxe efeitos práticos, dado que nenhum atingiu a sexta falta, que iria oferecer um livre de dez metros sem barreira ao rival. Tirando esse aparte, a metade inicial trouxe três golos, um primeiro do goleador leonino nesta fase final, Cavinato, autor do terceiro golo na conta pessoal, contando também com a ajuda do guarda-redes espanhol Herrero, num lance onde o guardião podia claramente ter feito melhor.

O Inter empatou num lance de bola parada, boa finalização de Borja após uma desatenção da defesa verde e branca. Poucos segundos volvidos, Guitta arriscou num remate do meio campo, contando com a ajuda preciosa do jogador Interista Borja, desviando o esférico em direção à baliza.

Mérito para o guardião brasileiro pela forma como arriscou e petiscou, sendo vital no papel ofensivo ao criar um 5×4 momentâneo, que tantos desequilíbrios criou ao adversário e foi brilhante entre os postes. Como se costuma dizer “quem tem Guit(t)a tudo pode”. A parte final iniciou da mesma forma que a primeira, ritmo altíssimo e intensidade máxima, contando o Sporting com um golo a abrir, com Taynan a dobrar a vantagem no encontro.

Esse era um conforto ilusório no marcador, pois dois golos não é nada no futsal, mas sempre dá para gerir melhor e mais tranquilamente. Alguns minutos mais tarde, novamente através de uma bola parada, neste caso um pontapé de canto, a bola desviou em Tomás Paçó e voltou a devolver a vantagem mínima no marcador, algo que felizmente não durou muito tempo.

Pany Varela, numa jogada individual magnífica, fuzilou Jesus Herrero e devolveu a vantagem de dois tentos ao emblema nacional. O clube Interista apostou no guarda redes avançado, papel que coube ao brasileiro Pito, pivot que tem uma qualidade indiscutível mas é um jogador conflituoso, sempre envolvido em confusões e com atitudes infelizes, “pegado” com os jogadores leoninos mas algo que pode ser justificado com o calor do jogo e da competição.

O modo como foi defendida a vantagem com guarda-redes avançado do Inter foi soberba, aproveitando um erro do adversário para ampliar nos segundos finais, golo de Erick Mendonça a trazer o 5-2 final. Mais uma vez, o Sporting está apurado para a final, esperando pelo encontro de mais logo para conhecer o seu rival no encontro decisivo, agendado para segunda-feira às 19 horas. Mais uma exibição de gala e uma final europeia para os leões, a sua quinta e o regresso após a ausência em 2020.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede)

Guitta – Que exibição monumental do guardião brasileiro. Para além da segurança e eficácia entre os postes, foi decisivo ao avançar no terreno oportunamente para criar superioridade nos ataques da equipa e além disso ainda apontou um golo após um remate de longa distância, contando com o desvio em Borja, decisivo para o golo que na altura valeu o 2-1 ao Sporting.

O FORA DE JOGO

Golos sofridos de bolas paradas – A prestação leonina até agora tem sido incrível, mas é preciso ter um pouco mais de cautela na forma como se defende as bolas paradas. Todos os quatro golos concedidos vieram de bolas paradas e esse pormenor pode fazer a diferença numa final. É o único aspeto a apontar aos comandados de Nuno Dias, tudo o resto tem sido perfeito.

 

ANÁLISE TÁTICA – INTER MOVISTAR FS

A tática não foi a errada para este jogo, mas os erros individuais e a falta de eficácia, a meias com a inspiração de Guitta impediram um resultado mais positivo e o objetivo de chegar à final. Mesmo na quadra os jogadores sentiram essa frustração, com Pito a ser o expoente máximo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jesús Herrero (5)

Cecilio (6)

Boyis (6)

Saldise (6)

Eric (6)

SUBS UTILIZADOS

Trípodi (6)

Pola (C) (6)

Raya (6)

Iacovino (6)

Borja (6)

Fernando (6)

Pito (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Mais um jogo taticamente exímio do Sporting, marcou quando tinha que marcar e defendeu muito bem a sua vantagem. No entanto quem olhar apenas para o marcador final pode pensar que foi um jogo fácil para os leões. Não foi de todo o caso, mas foi um triunfo muito merecido e mais uma final na próxima segunda.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (9)

João Matos (C) (8)

Taynan (8)

Alex Merlim (8)

Cavinato (8)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Paçó (8)

Zicky (8)

Erick (9)

Pany Varela (9)

Pauleta (8)

Foto de Capa: UEFA

Antevisão GP Espanha: Alguém vai conseguir parar Quartararo?

A ANTEVISÃO: YAMAHA VOLTA A ESTAR NA FRENTE, MAS DUCATI ESPREITA ALGO EM JEREZ

O circuito de Jerez, em Espanha, não abria desta vez o campeonato, mas era o terceiro na temporada a receber o mundial de MotoGP. Fabio Quartararo tinha dominado em 2020, mas esperava-se mais alguma competição nesta temporada. Sem esquecer que foi nesta pista que Marc Marquez perdeu a época transata devido a uma queda.

Na sexta-feira, as KTM de fábrica estiveram muito bem – algo estranho de se ver ultimamente, exceto no GP de Portugal. Brad Binder foi primeiro no FP1 e Miguel Oliveira ficou em sétimo lugar nas duas sessões de treinos livres desse dia. Apesar do domínio laranja na primeira sessão, Francesco Bagnaia (Ducati) foi dominador no FP2 seguido por Fabio Quartararo (Yamaha) e Aleix Espargaró (Aprilia Esponsorama).

A manhã de sábado em Jerez não trouxe boas notícias às KTM de fábrica que tinham estado tão bem na sexta. Brad Binder e Miguel Oliveira viram os seus tempos combinados levarem-nos para a Q1, juntamente com outros pilotos com pretensões a estar na Q2 (Marc Marquez e Franco Morbidelli, por exemplo). Takaaki Nakagami (LCR Honda) foi surpresa ao liderar o FP3, mas continuava Quartararo logo a seguir e depois Stefan Bradl.

Ainda de registar duas quedas aparatosas, que felizmente não ofereceram qualquer mazela aos pilotos. Na curva 7, Marc Marquez (Repsol Honda) teve uma queda muito grave. Por precaução, o espanhol foi avaliado no hospital e considerado “apto” para competir naquilo que resta deste Grande Prémio. Binder também não teve uma queda muito bonita durante a manhã.

A quarta sessão de treinos livres mostrava um domínio por parte da Yamaha de fábrica com Fabio Quartararo a ficar na liderança, mas a vir logo de seguida o colega de equipa Maverick Viñales. Alex Rins (Suzuki) a ficar com o último lugar do pódio no FP4. Contudo, nova queda para um dos piloto da Repsol Honda e desta vez para Pol Espargaró. O número 44 teve uma queda muito semelhante à de Marquez e na mesma curva. Dia horrível para a equipa que viria a ter mais uma prestação complicada na Q1, depois de ficarem fora dos dois primeiros lugares.

Já se sabia que íamos ter uma primeira qualificação muito intensa e depois de muitos terem passado pelos dois lugares da frente. Quem ficou com os bilhetes para a Q2 foram Franco Morbidelli (Petronas Yamaha STR) e Brad Binder.

Miguel Oliveira e por muito pouco não ficou à frente do colega de equipa, mas a sua volta acabou por ser anulada por ter ultrapassado os limites da pista. Acredito que uma saída de lugares mais atrás pode ser um estimulo tanto para a corrida do piloto português como para o resto da temporada.

Entrávamos na zona decisiva para saber quem ficaria com a pole position e não houve assim grandes novidades. Jack Miller (Ducati) começou a aproveitar muito bem a linha que o colega de equipa, Francesco Bagnaia, ia trançando à sua frente e conseguiu ficar na terceira posição de forma muito inteligente. Subindo no top três foi o segundo lugar para Franco Morbidelli, que esteve incrível nestas duas sessões de qualificação, e Fabio Quartararo ficou com o primeiro lugar.

Em suma, poucas surpresas naquilo que foi esta qualificação, mas acredito que neste GP de Espanha as duas Ducati vão fazer muita pressão às duas Yamaha que vão partir na primeira linha do grid. Fabio Quartararo vai ter aqui, muito provavelmente, o grande teste da temporada, pois, no GP de Portugal não teve a pressão de início ao fim, apenas a de Alex Rins. Vai ser um Grande Prémio muito interessante de se acompanhar.

Sporting CP x CD Nacional: Mais um jogo, mais uma final

Primeira Liga, Jornada 30: sábado, 20h30, 1 de maio de 2021
ANTEVISÃO: LÍDER INVICTO RECEBE UM NACIONAL MOTIVADO

O Sporting CP recebe neste sábado o CD Nacional em jogo a contar para a 30.ª jornada do campeonato. Depois da vitória inesperada obtida em Braga, os Leões querem, pelo menos, manter a vantagem de seis pontos face ao segundo classificado FC Porto quando faltam apenas cinco encontros para o final desta edição da Primeira Liga.

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Por sua vez, a equipa comandada por Manuel Machado terá pela frente a missão espinhosa de pontuar em Alvalade, numa altura em que se encontra precisamente no último lugar da tabela classificativa e quando a manutenção parece uma realidade cada vez mais distante. No entanto, a turma insular está motivada, depois de ter derrotado o Vitória SC na última jornada.

Na equipa leonina, estarão de fora Antonio Adán, Gonçalo Inácio e Tiago Tomás, todos devido a suspensão. O jovem central foi expulso em Braga logo aos 18 minutos, pelo que o guarda-redes espanhol e o avançado levaram o 5º amarelo na competição, estando indisponíveis neste encontro para Rúben Amorim. O brasileiro Tabata continua indisponível devido a lesão, sendo provável que não volte a entrar em campo na presente época.

Do lado do Nacional, destaque para as ausências de Francisco Ramos, Lucas Kal e Marco Matias, todos a contas com problemas físicos. Principal esperança de golos para os madeirenses, Pedro Mendes não poderá jogar por estar emprestado pelo Sporting CP.

Na primeira volta, os Leões venceram num jogo muito complicado, tanto pela viagem até à Madeira, como pelas péssimas condições do relvado naquele dia. Nuno Santos e Jovane Cabral, que tinha saltado do banco, marcaram os golos que garantiram um triunfo fulcral na Choupana.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Sporting CP já conquistou 73 pontos no atual campeonato, quando faltam cinco jogos por realizar. Na época passada, terminou com 60 pontos.
  2. Irão defrontar-se a melhor defesa, com 15 golos sofridos, e a pior defesa, que já leva 47 golos sofridos, em igualdade com o CD Tondela.
  3. O Sporting CP não contará com dois jogadores bastante regulares: Adán, o seu único totalista até então, bem como Tiago Tomás, que tinha participado em todos os 29 jogos na Liga.
  4. Em casa frente ao CD Nacional, o Sporting CP venceu 18 dos 23 jogos que disputou. Registam-se ainda quatro empates e uma vitória dos madeirenses, na época 2004/05.
  5. O último jogo entre ambos em Alvalade foi na época 2018/2019, com uma vitória por 5-2 da equipa da casa. Marcaram Bas Dost, Bruno Fernandes e Mathieu.
  6. Manuel Machado ainda só venceu uma vez no seu regresso ao Nacional, precisamente no último jogo, derrotando o Vitória SC por 1-0 no Estádio da Choupana.
  7. Será um jogo especial para Luís Neto, que reencontrará finalmente a equipa que representou na época 2011/12.
  8. O Sporting CP tem uma média de posse de bola de 57,6% na Primeira Liga. Por sua vez, o Nacional apresenta 48,6%.
  9. No que toca à eficácia de passe, os Leões acertam 81% dos passes, já os alvinegros 76,2%.
  10. O melhor marcador do confronto é Manuel Soeiro, que marcou oito golos em apenas dois jogos. Neste século, Liédson apontou seis golos em 14 partidas.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nuno Mendes – O jovem leonino foi dos poucos que voltou em grande forma da paragem de seleções e tem realizado boas exibições pelo Sporting CP nos últimos jogos, saindo sempre como um dos mais inconformados. Poderá ser pela ala esquerda que os Leões poderão criar mais situações de perigo, aproveitando as combinações entre o lateral e Nuno Santos.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Bryan Rochez – É um dos principais agitadores do ataque do Nacional, já tendo apontado golos a Benfica e FC Porto esta época em duas competições diferentes. Aproveitando a ausência de Pedro Mendes e a má forma de Bryan Riascos, o hondurenho será a principal arma ofensiva da equipa comandada por Manuel Machado.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP: Luís Maximiano, Neto, Coates, Feddal, Nuno Mendes, João Palhinha, João Mário, Porro, Pedro Gonçalves, Nuno Santos e Paulinho.

Treinador: Rúben Amorim

“A vitória é a prioridade. Temos de ser muito concentrados, não facilitar em nada”.

CD Nacional: António Filipe, Pedrão, Rui Correia, Júlio César, Witi, Alhassan, Azouni, Éber Bessa, Rúben Freitas, Camacho e Rochez.

Treinador: Manuel Machado

“Vamos ter pela frente uma equipa que faz da competência a sua referência”.

Previsão de Resultado: Sporting CP 1-0 CD Nacional

ATP 250 Estoril Open 2021 #3 | Um dia de surpresas

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A ronda dos Quartos de Final da sexta edição do Millennium Estoril Open prometia grandes duelos. Quanto mais não fosse, porque ainda contavamos com dois dos três primeiros cabeças-de-série em prova, o chileno Christian Garin, segundo nessa lista e Ugo Humbert, terceiro maior favorito a conquistar o torneio, após o mais cotado, o canadiano Denis Shapovalov ter “caído” de forma inesperada no dia anterior. Reforçar que as previsões pareciam indicar, algo que se cumprira, que a chuva não estragaria o dia!

GARÍN CEDE LOGO AO PRIMEIRO TESTE

Foi a abrir a programação do court central que chegou a vez do chileno Christian Garin  defrontar o britânico e número 50 mundial, Cameron Norrie, que afastara João Sousa logo de entrada. Saliente-se que o sul americano cumpriria o seu primeiro encontro no Clube de Ténis do Estoril. O atleta, que adquiriu nacionalidade britânica, mas que nascera em Joanesburgo, África do Sul, vinha de atingir esta fase da prova na pretérita semana no ATP 500 de Barcelona, capitulando aí para o futuro vencedor da prova na cidade condal Rafa Nadal. Era de esperar que o inglês , que estava no melhor momento da carreira, desse bastante “água pela barba” ao tenista sul-americano, especialista em terra!

O duelo iniciou-se com bastante nível tenístico e com ambos a igualarem-se. Até que o chileno de 24 anos, fruto de uma maior agressividade bem como de uma maior consistência de fundo do court fez a primeira quebra de serviço ao sexto jogo. Desde aí, ainda que com Norrie a  ameaçar com maior insistência, o natural da capital S. Tiago lá foi passando incólume nos seus jogos, triunfando no primeiro parcial por 6-3, decorridos 41’.

A segunda partida começava e o nível bastante alto ia-se mantendo, sendo que ambos iam optando por longos embates principalmente nos jogos de serviço do chileno. Contudo foram estando a par, até ao cinco igual, embora agora fosse o tenista mais velho, Norrie, quem ia estando mais competente. Com Garin a servir ao 11º jogo dar-se-ia o único break deste segundo parcial, com o tenista que nascera na África do Sul a capitalizar a oportunidade, arrecadando este set do meio por 7-5, ao cabo de 61 minutos.

Com a duração da disputa a ganhar forma, pois os relógios já haviam dado por duas ocasiões a volta ao ponteiro das horas, a mesma parecia afrouxar em termos de intensidade. Assim, o atleta que ocupa um lugar bem perto do Top 20 parecia estar a caminhar-se rumo às meias finais, dado que foi ele a quebrar primeiro. Contudo, o jogador de nacionalidade britânica nunca se deixou abalar, ripostando de imediato, sendo que voltaria a repetir a dose ao sexto jogo, granjeando nesse momento uma liderança que duraria até ao cumprimento à rede, ou como quem diz até ao final da partida, conquistando-a pelo score de 6-3.

Deste modo e ao fim de aproximadamente  2h30m de ténis de alto nível estava operada a eliminação do tenista mais credenciado a atingir esta fase do torneio.

UM DUELO DE TORRES QUE SOUBE A POUCO

O segundo embate da jornada colocava frente a frente dois verdadeiros “armários”. De um lado, Marin Cilic, croata de 1.98m, que na ronda anterior pôs termo a uma grande semana de Nuno Borges, com o antigo número três mundial vencedor de Majors e detentor de uma Taça Davis no seu palmarés. Enquanto que, do outro lado da rede, com 2.03m estava o sul-africano, que já militara nos dez primeiros da tabela ATP, bem como havia marcado presença na final do US Open. Kevin Anderson foi, por constrangimentos físicos relegado para o posto 105 da hierarquia mundial, apesar de já ter somado pontos que o faziam saber que, mesmo saindo derrotado, voltaria ano e meio depois a retomar uma posição no Top 100.

O duelo até começou com pontos de break para ambos os lados. No entanto, o tão aguardado duelo de serviços ia sendo mesmo a matriz numa primeira partida na qual as oportunidades de desequilíbrio não voltaram a aparecer. De modo que, a decisão seria mesmo tomada pelo sempre imprevisível tie-break, algo que era uma constante nos confrontos entre os dois gigantes. Aí, foi o sexto pré-designado a revelar maior confiança, tal como maior competição ao mais alto nível, visto que Anderson nos últimos tempos mal tem conseguido realizar encontros no circuito principal, com o croata a superiorizar-se nesse jogo decisivo por 9-7, isto apesar de o mais alto ter disposto de ponto de set.

Com o sul-africano a denotar por várias vezes dificuldades em servir forte, principalmente na reta final do primeiro parcial, visto sentir dores na zona das costas, seria forçado a ficar por aqui, sendo que anunciava a sua retirada do encontro ainda antes de ver o segundo parcial iniciar-se. Assim sendo Cilic seria o adversário de Norrie na meia final, sendo que de seguida se ficaria a conhecer o elenco da outra contenda.

Foto de Capa: Estoril Open

FC Porto 3-2 FC Famalicão: Vitória portista coloca pressão em Leões

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A CRÓNICA: INÍCIOS DE CADA METADE A DAREM VITÓRIA AOS DRAGÕES

Com apenas cinco partidas para o fim da Primeira Liga 2020/2021, o título está cada vez mais longe para o FC Porto, especialmente depois de na última jornada ter-se deixado empatar contra o Moreirense FC, enquanto que o Sporting CP conseguiu batalhar para deixar para trás o SC Braga. À jornada 30, os Dragões receberam o FC Famalicão na esperança de manter ainda a chama viva.

Já os famalicenses estão a fazer uma boa recuperação sob a alçada de Ivo Vieira, mas não estão ainda livres da luta pela manutenção. Apenas três pontos separam os minhotos do Boavista FC, 16.º classificado, que disputa playoff com o terceiro da Segunda Liga. Apesar do bom momento, o FC Famalicão vem de um empate na última jornada contra o CD Tondela, numa partida em que liderava por dois golos a zero.

O FC Porto começou o jogo claramente por cima, e não demorou a chegar ao primeiro golo. Aos 9′, Tecatito Corona encontra a desmarcação de Mehdi Taremi entre Riccieli e Figueiras, e o iraniano, já na área, toca de cabeça para Toni Martínez. O avançado, sem qualquer oposição direta por parte da defesa famalicense, fuzilou a bola para o fundo das redes do adversário. Estava feito o primeiro da partida.

Os Dragões continuaram com maior controlo da partida, mas mais pela sua transição defensiva que a organização ofensiva. Com muita posse, mas inconsequente, os azuis e brancos destacavam-se pela forma como pressionavam a saída de bola do FC Famalicão, que teve grandes dificuldades em criar jogo da forma que Ivo Vieira deseja nas suas equipas.

Ainda assim, quase no final dos primeiros 45′, num dos poucos ataques dos minhotos, Iván Jaime ganha uma falta à entrada da área. Ivo Rodrigues, ex-FC Porto, remata com peso, jeito e medida para a baliza defendida por Marchesín, que não se mexeu, apesar da bola entrar quase ao meio da baliza. A primeira parte acabou assim com o marcador empatado a um golo.

A segunda metade começou na mesmo linha, com o FC Porto por cima da partida. A equipa teve uma primeira oportunidade aos 54′, com um remate de Uribe depois de boa jogada de Toni Martínez, mas foi aos 60′ que fez mexer o placard do resultado. Diogo Queirós faz falta sobre Mehdi Taremi dentro da área famalicense, e Nuno Almeida aponta para a marca de grande penalidade. O próprio assume a marcação, e consegue enganar Luiz Júnior e voltar a colocar os azuis e brancos na frente da partida.

O FC Famalicão tentou reagir, com as entradas de Heriberto e Kraev, e, apesar de ter melhorado ligeiramente, continuava sem conseguir chegar à área de Marche com perigo. Com poucas oportunidades para cada lado, foi através de um livre lateral que o FC Porto fechou praticamente com as contas da partida. Otávio levanta para junto da baliza, e Marko Grujic salta mais alto que a concorrência e cabeceia a bola com força e precisão para o 3-1.

Ainda assim, o FC Famalicão ainda agitou a partida nos minutos finais, com um golo de Anderson aos 90+1′. O avançado aproveitou alguma confusão na área portista, com vários ressaltos, e empurrou a bola para o fundo da baliza de Marchesín. Os famalicenses forçaram o empate no minutos finais, com alguma aproximações perigosas em sucessivos cantos, mas sem sucesso.

Sem impressionar em demasia, o FC Porto saiu triunfante da partida frente ao FC Famalicão com uma vitória por 3-2.

 

A FIGURA
FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mehdi Taremi – o iraniano fez duas funções ao longo dos 82 minutos que realizou, a de extremo interior a partir da esquerda na primeira metade, e a de segundo avançado na segunda, e mostrou a sua qualidade em cada um destes. Jogou e fez jogar, com assistência para Toni Martínez abrir o marcador, e o penálti ganho e convertido. Fez ainda boas combinações no resto da partida, estando sempre disposto a dar apoios à equipa para esta progredir no campo.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ataque famalicense – o FC Famalicão quase nunca foi capaz de importunar a defesa portista, com Iván Jaime a falso nove a ficar demasiadas vezes isolado, e os extremos com pouca facilidade em desequilibrar. O ataque estava também com alguma falta de profundidade, com nenhum jogador a fazer desmarcações para além da defesa portista.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Contrariamente àquilo que se pensava antes do apito inicial, o FC Porto alinhou num sistema que variava entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1, e não o de dois avançados mais utilizado pela equipa técnica liderada por Sérgio Conceição e representada por Vítor Bruno na partida frente ao FC Famalicão.

Assim, Taremi fazia o papel de avançado interior a partir da esquerda, com Toni Martínez como avançado puro na frente, e Francisco Conceição mais encostado à linha no flanco direito. Otávio era o médio mais avançado, funcionando tanto como “10” ou médio interior dependendo do posicionamento dos restante médios. Estes eram Uribe e Grujic, com os dois a revezarem-se a descer para o meio dos centrais na primeira fase de construção.

Com este sistema, o FC Porto, com mais bola, tentava ligar através de jogo interior, mas a pouca dinâmica no meio-campo e com Taremi fazia com que a circulação de bola fosse feita essencialmente entre os centrais e o médio que recuava mais.

Contudo, na segunda metade, entrou Luis Díaz para o lugar de Francisco Conceição, e a equipa voltou ao habitual 4-4-2. O FC Porto ganhou mais verticalidade e passou a jogar com uma maior urgência de chegar ao último terço contrário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Tecatito Corona (-)

Mbemba (6)

Diogo Leite (6)

Manafá (5)

Matheus Uribe (6)

Marko Grujic (7)

Francisco Conceição (6)

Otávio (6)

Mehdi Taremi (8)

Toni Martínez (6)

SUBS UTILIZADOS

Zaidu (5)

Luis Díaz (6)

Sérgio Oliveira (6)

Moussa Marega (-)

Fábio Vieira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Ivo Vieira lançou a sua equipa para o campo no seu habitual 4-3-3. Como também tem sido normal, o meio-campo era composto por Gustavo Assunção como pivô, Pêpê Rodrigues e Ugarte como interiores. Sem bola, o brasileiro aproximava-se bastante da linha defensiva, com os restantes a estarem responsáveis pela pressão.

Com bola, o português era o interior que mais se aproximava do trinco, devido à sua maior capacidade de retenção e passe, aliado também à forte resistência à pressão. Ugarte avançava um pouco mais, posicionando-se numa zona onde podia receber de frente e partir numa progressão perigosa. Ainda assim, os famalicenses tiveram bastantes dificuldades nesta fase de saída de bola, com poucas saídas com sucesso em organização ofensiva.

Na frente, os dois extremos, Ivo Rodrigues e Gil Dias, mantinham-se bastante abertos, para permitir aberturas com variações do flanco de jogo, esticando a defesa portista ao máximo. Devido a isso, os laterais não se projetavam muito no ataque, e quando o faziam não era incomum vê-los a aparecer mais por dentro, tentando arrastar marcações dos médios portistas. Iván Jaime, a atuar como falso nove, teve sempre bastantes dificuldades em ter jogo nos pés, onde consegue fazer a diferença, e acabou por não ser feliz.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (6)

Diogo Figueiras (4)

Riccieli (6)

Diogo Queirós (5)

Carvin Verdonk (5)

Gustavo Assunção (6)

Manuel Ugarte (6)

Pêpê Rodrigues (6)

Ivo Rodrigues (6)

Gil Dias (6)

Iván Jaime (5)

SUBS UTILIZADOS

Heriberto (5)

Kraev (5)

Valenzuela (5)

Anderson Oliveira (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

O FC Porto não compareceu na conferência de imprensa.

FC Famalicão

Não foi possível fazer perguntas ao técnico do FC Famalicão, Ivo Vieira.

CD Tondela 0-2 SL Benfica: “Pré-Clássico” vitorioso ao ritmo de Everton

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE DE BOM NÍVEL BASTOU

O fim de tarde frio e ventoso no Estádio João Cardoso não impediu o SL Benfica de levar de vencida o CD Tondela, num jogo que teve duas partes distintas. Com Everton em grande, sobretudo nos primeiros minutos, os comandados de Jorge Jesus foram “perdendo gás” com o passar do tempo, mas cumpriram com o exigido: a vitória.

Como seria de esperar, o Benfica começou a querer mandar o jogo e impor o seu “rendilhado” para chegar à área adversário. Do lado do Tondela, imperava um bloco baixo, mas sempre pronto a lançar os rápidos extremos, Rafael Barbosa e Salvador Agra.

Ainda antes de batermos o minuto dez, Seferovic desperdiçou uma oportunidade clamorosa de golo. Todavia, no ataque seguinte, interveio uma voz de comando para mostrar como se faz. O capitão Pizzi, depois de uma boa incursão de Everton pela esquerda, apareceu ao segundo poste para finalizar com classe, adiantando o Benfica no marcador.

Os “encarnados” continuaram a sufocar os beirões, criando oportunidade atrás de oportunidade. Aos 19 minutos, um nome começou a ganhar forma como destaque do jogo: Everton. Depois de assistir, o extremo brasileiro marcou um golo de grande categoria, colocando a bola fora do alcance de Trigueira. Será que “Show Cebolinha” chegou finalmente à Primeira Liga Portuguesa?

Até ao intervalo, o denominador comum manteve-se o mesmo: uma bela exibição das “Águias”. Os homens do Tondela foram tentando explorar o contra-ataque, sobretudo através de Rafael Barbosa, mas nunca incomodaram verdadeiramente o setor recuado adversário.

A segunda parte trouxe Mario González com vontade de ser figura de destaque, mas para azar do avançado espanhol, Helton Leite decidiu roubar-lhe o protagonismo. Duas defesas de alto nível mantiveram o Benfica com a dupla vantagem com que saiu para o intervalo, depois de uma entrada em falso na etapa complementar.

O Benfica melhorou o nível exibicional (ainda que sem nunca alcançar o apresentado na primeira parte), mas só aos 78 minutos os “encarnados” voltaram a dispor de uma boa oportunidade. Todavia, o remate de Pizzi passou ligeiramente acima da barra e não fez jus à bela jogada construída por Chiquinho, pela direita.

Até final, Cervi teve um cara-a-cara com Trigueira, mas foi o guardião dos tondelenses quem levou a melhor. O Benfica venceu em Tondela com base numa primeira parte inspirada e, assim, mantém-se nas lutas do cimo da tabela.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Everton – Um golo e uma assistência coroaram a bela exibição do extremo em Tondela. Muito mais interventivo na primeira parte do que na segunda (como, de resto, a equipa do Benfica), mostrou-se pela primeira vez a alto nível desde que chegou a Portugal.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: CD Tondela

Mario González – O goleador do Tondela dispôs de várias boas chances para finalizar com sucesso, mas nunca o conseguiu. Ora por mérito de Helton Leite, ora por demérito do espanhol, o certo é que não foi capaz de cumprir com a sua maior obrigação: marcar golos.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

Pako Ayestarán apostou no 4-3-3 habitual, alterando apenas um dos extremos em relação à equipa-tipo dos tondelenses: Murillo, por lesão, deu lugar a Salvador Agra, que havia perdido o estatuto de titular há algumas jornadas, para Rafael Barbosa. Destaque ainda para o muito espaço concedido entre a linha média e a linha mais recuada, sobretudo na primeira parte, o que permitiu ao Benfica jogar com maior à vontade perto da área de Trigueira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Trigueira (5)

Bebeto (5)

Yohan Tavares (5)

Ricardo Alves (5)

Filipe Ferreira (5)

Jaume Grau (6)

João Pedro (6)

Roberto Olabe (5)

Salvador Agra (6)

Rafael Barbosa (6)

Mario González (5)

SUBS UTILIZADOS

Telmo Arcanjo (5)

Enzo Martínez (5)

Tomislav Strkalj (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Jorge Jesus voltou a apostar no 4-4-2, face à ausência de Otamendi e à impossibilidade de formar o habitual trio de centrais. Everton assumiu-se desde cedo como a grande figura da tarde/noite em Tondela, ao passo que Rafa e Waldschmidt estiveram algo desaparecidos. Mais atrás, mérito para a boa partida de Gabriel, que teve oportunidade dada a ausência de Weigl e marcou mais pontos na luta pela titularidade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (7)

Gilberto (6)

Lucas Veríssimo (5)

Jan Vertonghen (6)

Alex Grimaldo (6)

Gabriel (6)

Pizzi (6)

Everton (7)

Rafa Silva (5)

Luca Waldschmidt (5)

Haris Seferovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Chiquinho (6)

Pedrinho (6)

Franco Cervi (5)

Diogo Gonçalves (5)

Morato (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Tondela

BnR: O que falou com os jogadores ao intervalo que motivou a boa entrada da equipa na segunda parte?

Pako Ayestarán: É difícil falar durante o jogo, mas tentei dizer ao Ricardo Alves o que pretendia. A nossa linha média e a linha recuada estavam muito distantes, por isso ao intervalo tentámos corrigir alguns posicionamentos. Os nossos homens de trás estavam apenas a controlar o Seferovic, o que deixou muito espaço para outros homens do Benfica.

 

SL Benfica

BnR: Vimos o Gabriel a juntar-se, por vezes, aos dois centrais, no momento da saída a jogar. Foi uma tentativa de fazer com que a equipa estivesse mais confortável na saída, uma vez que tem jogado recentemente com três centrais?

Jorge Jesus: A pergunta é interessante, mas sempre fizemos isso. Seja qual for o sistema, normalmente fazemos isso: uma saída a três. São rotinas que os jogadores têm normalmente, treinam para isso, mas o Gabriel fez isso mais vezes na primeira parte. Na segunda saímos mais vezes com dois jogadores.

As 5 equipas que mais surpreenderam em 2020/2021

Depois de ter reflectido sobre as cinco equipas que me desiludiram mais durante esta época – e podiam até ter sido mais – proponho agora o mesmo exercício, mas em sentido contrário: cinco conjuntos que me surpreenderam pela positiva. O mais que provável campeão português integra, “obrigatoriamente”, esta lista.

Vitória SC 2-0 Moreirense FC: Primeiro o trabalho, depois a gestão

A CRÓNICA: A HISTÓRIA QUE NÃO MUDA 

A primeira parte na cidade de Guimarães iniciou-se com um espírito diferente do Vitória SC reconhecido nesta segunda volta da Primeira Liga Portuguesa.

O desempenho da equipa na partida animou os adeptos, sendo que o Promocode Betmotion pode potencializar ainda mais a experiência nos próximos confrontos. E atenção que, em cinco passos, qualquer pessoa pode garantir estas vantagens.

A equipa de Bino Maçães entrou no dérbi vimaranense decidida a acabar com as intrigas que existiam em relação à visita no Estádio Dom Afonso Henriques, colocando logo na primeira parte dois golos nada amigáveis.

As oportunidades surgiram desde cedo para a equipa da casa, começando com o avançado colombiano, Óscar Estupinan, a tentar descobrir os caminhos até à baliza de Pasinato. No entanto, o marcador é apenas estreado pelo jogador mais novo da formação vitoriana e, até, da partida. Com 18 anos, André Amaro estreia-se a marcar pela equipa principal, após um excelente cruzamento de Rochinha.

A formação do Vitória SC não para de dar cartas no jogo e apenas quatro minutos depois, André Almeida choca a cidade de Guimarães com um golaço de fora da grande área para uma defesa não concretizável para o guarda-redes brasileiro.

Contrariando a dominância da formação vitoriana, a segunda parte trouxe consigo um Moreirense mais atrevido e sem medo de entrar no meio-campo vitoriano.

Apresentando uma tentativa de estrear a baliza de Bruno Varela, a equipa de Vasco Seabra viu-se forçada a explorar todo o tipo de opções. No entanto, o Vitória SC demonstrou-se destro e habilidoso a tratar da sua defesa. Aos 60’, David Simão procura Yan através de um passe em profundidade, sendo intersetado por Varela na entrada da baliza vitoriana, deixando um Yan queixoso na área. Apesar da revolta do banco de Moreira de Cónegos, o árbitro assinala apenas posição irregular.

O marcador mantém-se inalterado após o apito final dado por Vítor Ferreira. A história prevalece e Moreirense demonstra a dificuldade que ainda permanece para marcar um golo no Dom Afonso Henriques.

 

A FIGURA

Formação do Vitória SC – a formação vitoriana exibiu a espada empunhada por D. Afonso Henriques. Os “meninos” A. Amaro e A. Almeida foram verdadeiros balões de oxigénio e estiveram irrepreensíveis face a um Moreirense FC amorfo. A irreverência foi a pedra de toque e a chave que arrombou a fechadura deste embate em formato derby. Resta segurar as pérolas e continuar a apreciação….

O FORA DE JOGO
Fonte: Bola na Rede / Diogo Cardoso

Moreirense FC – a primeira parte amorfa e de reduzida entrega comprometeu as aspirações dos cónegos no embate com o eterno rival. E, na segunda metade, quando se esperava uma resposta no sentido contrário, permaneceu a incontinência ofensiva. Ainda bem que não houve candidatura a um possível lugar de campanha europeia….

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

No desaire frente ao CD Nacional, o técnico gizou um 3-4-3: eixo defensivo composto por uma linha de três centrais onde constou o até aí ausente Sílvio; meio campo com notório reforço em quantidade e pulmão (Pepelu e A. André eram apoiados por Rúben Lameiras e F. Sacko e serviam de suporte à liberdade criativa levada a cabo por Edwards e A. Almeida, companheiros na frente de ataque de O. Estupiñán.

Hoje, diante do Moreirense FC, observa-se o regresso à linha de quatro defesas (Suliman rende Jorge Fernandes, Sílvio é deslocado para a esquerdo e F. Sacko recua um terço no terreno); G. Mensah constitui a surpresa na tela pintada por Bino Maçães, surgindo como uma espécie de médio interior esquerdo; no terço mais ofensivo, Rochinha dizia outra vez presente e relegava M. Edwards.

Na primeira metade, os vimaranenses aproveitaram a pouca concentração e a ausência do encurtamento de espaços e movimentos interiores por parte do Moreirense FC. A subida das linhas permitiu o facto de não conceder a discussão da partida ao adversário. Pepelu e A. André dominaram o meio-campo e ganharam a maior parte dos duelos disputados, Rochinha e Mensah reuniram sempre em si a preocupação de respeitar as primeiras fases de construção, Sacko ocupava a profundidade de modo incessante e Estupiñán desgastava a defesa.

A segunda parte debruçou-se apenas e só no controlo da partida. O Vitória SC dadivou o adversário com posse de bola e iniciativa de pauta de jogo, investindo em situações de contra-golpe de potencial perigo. As substituições não alteraram, no objetivo previamente definido, quase nada e a gestão de esforços resultou na perfeição.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

B. Varela (7)

F. Sacko (7)

E. Suliman (7)

A. Amaro (8)

Sílvio (6)

A. André (7)

Pepelu (7)

G. Mensah (7)

A. Almeida (8)

O. Estupiñán (6)

Rochinha (7)

SUBS UTILIZADAS

B. Duarte (4)

R. Lameiras (4)

Quaresma (4)

Janvier (4)

Mumin (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Defronte do FC Porto, o Moreirense FC adotou uma estratégia nomeadamente utilizada em jogos grandes: um 3-4-2-1 com Walterson e Abdu Conté responsáveis pela realização dos flancos integralmente, enquanto que o quadrado disposto no centro do terreno (D. Simão – F. Pacheco – F. Soares – Yan) se ocupava, defensivamente, da manutenção da coesão e da pressão imediata sobre o portador da bola e de, ofensivamente, servir e triangular com o solitário R. Martins.

No D. Afonso Hneriques, Vasco Seabra erigiu um 4-4-2: no setor mais recuado, brotou a novidade Afonso Figueiredo em detrimento de A. Conté; no meio, a ausência de F. Soares obrigou a uma linha com preocupações dirigidas para a contenção: estava destinado o seu papel a Yan, o único jogador com características semelhantes às suas e capazes de levitar em certos momentos da partida.

Durante os 45 minutos iniciais, o Moreirense FC foi incapaz de suster as investidas vimaranenses. Até nas bolas paradas defensivas, parâmetro que prima pelas boas prestações, os cónegos caíram na armadilha e sofreram o tento inaugural junto do primeiro poste. A demanda insistente pela profundidade, pelas costas da defesa e pelo invocar de entrelinhas possibilitava a quase sempre assídua antecipação adversária.

Na segunda metade, esperava-se uma transformação emocional do Moreirense FC: com uma desvantagem de dois golos, era expectável a entrada com o máximo ímpeto de modo a reduzir distâncias desde cedo. Só com a entrada de F. Soares se começou a segmentar o critério aquando das situações ofensivas. Mesmo assim, reinou o caráter inofensivo dos cónegos…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

M. Pasinato (6)

L. Rosic (6)

Ferraresi (6)

A. Ba (5)

A. Figueiredo (5)

A. D’Alberto (4)

F. Pacheco (6)

A. Soares (5)

D. Simão (5)

Yan (5)

R. Martins (6)

SUBS UTILIZADAS

Walterson (4)

F. Soares (6)

A. Conté (4)

Franco (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR: Como o mister disse, a primeira parte primou pela boa exibição e a segunda pela gestão de esforços e do próprio resultado. A chave do triunfo esteve no facto de ter marcado dois golos num período de tempo pouco espaçado?

Bino Maçães: Não, é sempre, nós temos visto neste campeonato a dificuldade de vencer jogos, o primeiro que marca normalmente tem essa vantagem e vence. Temos o exemplo do jogo contra o Nacional, onde eles marcaram cedo e nós tivemos muita dificuldade depois a entrar nas linhas. Importante para a equipa que estava a passar por uma instabilidade. O adversário tem qualidade e sabíamos que daria trabalho para entrar nos espaços. Mas sim, os golos na primeira parte foram importantes para gerir os resultados.

Moreirense FC

BnR: Filipe Soares e A. Conté são jogadores preponderantes na manobra ofensiva do Moreirense FC 2020/2021. A não entrada dos mesmos no onze quebrou algumas rotinas já gizadas com eles e acabou por esvair a retirada de pontos ao adversário?

Vasco Seabra: Não, nós se colocamos outros jogadores é porque confiamos neles. O Filipe e o Abdu são jogadores importantes para as equipas, dai os minutos, mas muito mais que isso foi uma entrada em equipa que não aconteceu da melhor forma. Já entramos em campo com esses jogadores e também não correu bem de igual forma. Queremos jogadores frescos, foi por isso. E não é por essas análises pessoais que levamos pontos daqui.

Rescaldo de opinião de Ana Beatriz Martins e Romão Rodrigues