O jogador que ocupa a posição denominada “número 10”, como médio ofensivo, já foi muito importante. Hoje, quase não existe.
O futebol evoluiu, e o século XXI passou uma borracha sobre os clássicos “camisolas 10”. Ainda assim, surgiram outros jogadores, a jogar noutras posições de meio-campo, que assumiram a batuta dos seus clubes e das suas seleções.
Difícil destacar só alguns, mas vejam as minhas escolhas e embarquem numa viagem por cinco nomes que durante o século XXI fizeram ou ainda fazem as delícias dos amantes de futebol.
Foi nos courts do complexo, denominado por Monte Carlo Ténis Club, que se disputou, após um ano de interregno por conta da pandemia, o torneio de Monte Carlo. Esta prova que é das mais conceituadas sob terra batida conta já com mais de 100 edições, o que a torna uma das mais tradicionais e prestigiadas, logo após os torneios do Grand Slam e do ATP Finals, também conhecido por “Masters”.
Naquela que seria a segunda competição desta série de provas, logo depois de Miami, título arrecadado pelo polaco e número 16 Mundial, Hubert Hurkacz, era de esperar uma grande prova e um vencedor distinto face ao que se passara na contenda Norte-Americana.
Entre o elenco desta edição figuravam nomes como Rafael Nadal, que já vencera no “pó de tijolo” monegasco em onze ocasiões, mas que chegava ao principado sem qualquer encontro disputado na presente temporada sob terra batida, superfície na qual tem sido rei e senhor nos últimos anos, bem como o melhor que tinha feito, dado ter sido o único torneio no qual havia marcado presença na presente temporada datava do Open da Austrália, no qual cedera nos ¼ de final perante Stefanos Tsitsipas.
O grego, que buscava o seu primeiro título Masters 1000 e que atuava no seu local de residência, visto morar no principado desde que abraçou o profissionalismo, tentaria fazer a festa na sua segunda casa! O número um, incontestado do ranking, o sérvio Novak Djokovic, já vencedor por uma vez desta competição também era parte deste fantástico lote de “estrelas” no qual estava também incluído o detentor em título, o transalpino, Fabio Fognini que por esse motivo tinha vários pontos a defender após essa surpreendente conquista em 2019.
PARTICIPAÇÃO LUSA NO PRINCIPADO TERMINOU DEMASIADO CEDO
🎾 | Grande vitória de João Sousa
O tenista português bateu Thiago Monteiro, o 6° cabeça de série do qualifying do Masters 1000 de Monte Carlo por 7-5 e 6-2.
O vimaranense jogará agora o jogo decisivo de acesso ao quadro principal frente ao vencedor do duelo Fabbiano vs Coria. pic.twitter.com/DBatGe7jVt
O único tenista luso a marcar presença nesta semana de competição em Monte Carlo foi o vimaranense, atualmente fora dos 100 primeiros da hierarquia mundial, razão que o levou a ter de passar pela fase de qualificação, João Sousa.
O atleta que já confessou estar a atravessar uma crise de resultados e por conseguinte de confiança até começou por dar boas indicações, pois derrotou o esquerdino brasileiro, Thiago Monteiro por dois parciais sem resposta. Refira-se que o tenista do nosso país irmão está atualmente numa posição sólida dentro do top 100 do ranking ATP, pelo que parecia que Sousa não teria grandes dificuldades no encontro que daria acesso ao quadro principal. Contudo e diante de um adversário, atrás de si na tabela individual masculina, o vencedor de três trofeus na “nata” do ténis mundial ficou pelo caminho, frente ao italiano Tomas Fabbiano cedendo por duas partidas a zero: 7-6 e 6-4.
Com a derrota no encontro de acesso ao quadro principal no Mónaco as atenções do atleta que reside em Barcelona, viram-se agora para o ATP 250 de Belgrado, no qual disputará esta segunda feira a entrada no quadro principal tendo levado de vencido o tenista Norte-americano, Brian Nakashima na primeira ronda do qualifying.
A APARIÇÃO DA CHUVA LOGO AO SEGUNDO DIA E AS PRIMEIRAS SURPRESAS
Não foi necessário esperar muito, apenas dois dias, para as primeiras gotas de água se abaterem sobre o complexo monegasco, situação que condicionou e muito o normal desenrolar da segunda jornada. Mesmo com cinco horas de atraso, face ao inicialmente previsto, lá foi possível contemplar a fantástica bola amarela, bem como se pode assistir, ainda que sem publico nas bancadas, à queda de alguns protagonistas de quem era esperado mais.
O australiano, Alex de Minaur, número 25 da tabela, foi eliminado pelo espanhol, Alejandro Davidovich Fokina, que vinha de semanas menos bem conseguidas, com De Minaur a ser completamente dominado em todos os aspetos pelo tenista de ascendência balcânica. Já Ugo Humbert, francês que estava às “portas” de regressar ao top 30 caiu aos pés do australiano John Millman, fora dos 40 primeiros da hierarquia, com o gaulês a ceder por duplo seis três em pouco mais de uma hora e vinte minutos.
Esta manhã, foi anunciada a demissão do técnico português José Mourinho, após um ano e cinco meses no cargo. Através das redes sociais, o Tottenham Hotspur FC revelou também a saída oficial da equipa técnica – João Sacramento, Nuno Santos, Carlos Lalin e Giovanni Cerra. Ryan Mason, antigo médio inglês, é o substituto provisório do “Special one”, no qual assume o comando técnico já hoje ao orientar a sessão de treino.
Agora, qual foi o motivo desta decisão? Existem duas justificações a circular neste momento: a entrada do Tottenham FC na Superliga Europeia ou a série de maus resultados (a nível nacional e internacional). De acordo com Fabrizio Romano (jornalista de grande renome), Mourinho foi demitido pela seu trabalho ineficaz pelos Spurs e nada tem a ver com a polémica Superliga.
Analisando a sua passagem pela formação londrina, identificamos facilmente que a turma de Mourinho se depara de uma fase menos boa. Depois do empate a duas bolas com o Everton FC, o Tottenham HFC ocupa o sétimo lugar com 50 pontos (14V, 8E e 10D), estando assim atrasado na corrida às competições europeias. Na FA Cup, o clube londrino foi eliminado pelo Everton FC na quinta ronda da competição, num jogo que ficará certamente na memória dos adeptos britânicos (Everton 5- 4 Tottenham). A Liga Europa foi o cúmulo, diria eu. Depois de vencer na 1ª mão o GNK Dínamo de Zabreg por 2-0, o clube croata e Mislav Orsic escreveram na história uma reviravolta totalmente inesperada (3-0). Um jogo inesquecível para as duas formações por razões distintas.
The Club can today announce that Jose Mourinho and his coaching staff Joao Sacramento, Nuno Santos, Carlos Lalin and Giovanni Cerra have been relieved of their duties.#THFC ⚪️ #COYS
Ao serviço do Tottenham, José Mourinho totalizou 44 vitórias, 19 empates e 23 derrotas em 86 jogos. Desta vez, o “Special One” fez história pela negativa, sendo que foi a primeira vez na sua carreira que deixou um clube de mãos vazias, sem troféus. A meu ver, trata-se de uma ação precipitada e um pouco injusta, a menos de uma semana da final da Taça da Liga de Inglaterra (frente ao Manchester City FC).
Aos 58 anos de idade, este é o terceiro clube da Premier League em que é despedido (Chelsea FC – 2007 e 2015; Manchester United FC – 2018 e Tottenham FC – 2021). A qualificação para a Liga dos Campeões e a conquista de troféus eram dois dos objetivos iniciais do clube para Mourinho. Um deles, é quase certo o seu fracasso e o outro foi impedido cedo de mais.
Agora, a pergunta que se coloca à mesa é: qual é o próximo destino do “Special One”? O futuro é incerto e só o tempo o dirá.
Mau feitio ou talvez apenas má vontade, quando Leauty decide agarrar-se à bola e fazer golo de belo efeito à passagem do minuto 35, longos dias de apreciações e estudos acerca da estabilidade defensiva do SL Benfica caíram por terra e expuseram realidade que nos permite distinguir, com toda a certeza, muitos dos fatores que comprometeram os resultados desta temporada ao insucesso.
Ainda assim, os 715 minutos que Helton Leite conservou a invencibilidade são registo digno de destaque na secção dos recordes do Museu Cosme Damião, colocando o nome ao lado de Bento, Júlio César ou Ederson – e esta fase, que durou praticamente mês e meio, será o único apontamento positivo duma época condenada ao fracasso desde agosto.
Numa tentativa de tentar conhecer melhor qual a dimensão dos feitos defensivos dos encarnados, enumeramos cinco das mais memoráveis retaguardas do clube da Luz, quartetos ou quintetos que permitiram açambarcar condições ideais para as linhas atacantes puxarem a si a fama das mais gloriosas noites .
Entendível num clube que formatou a sua abordagem tática ao culto do golo e de correntes estéticas mais atrevidas, encarando o jogo como espaço de entretenimento supremo e a obtenção da vitória com recurso ao 5-4 em vez do 1-0 – filosofia bem explícita na famosa frase de Bella Gutmann: «Não me desgosta nada que o adversário marque três ou quatro golos desde que a minha equipa marque quatro ou cinco… Primeiro, marcar golos. Depois, tentar não os sofrer. Eis a filosofia do meu futebol».
Nestes pressupostos, elegem-se cinco conjuntos de operários prontos ao sacrifício da fama em prol dos objetivos coletivos, apoiando na estatística o critério das escolhas.
Digam o que quiserem o Sporting CP e, em concreto, o seu treinador, Rúben Amorim, são alvos a abater. Como aqui já foi dito, o “sistema tarda, mas não falha”. No entanto, chegamos a um ponto em que a vergonha foi posta de lado no sentido de valer tudo para abater os leões. Apesar de o Sporting CP jogar limpo, a Comunicação Social e os órgãos de disciplina arrastam sempre mais casos e polémicas para o seio do clube.
Na sequência da sua expulsão em Alvalade no jogo frente ao FC Famalicão, poucos dias depois, o Conselho de Disciplina (CD) da FPF não se fez de rogado e penalizou o jovem técnico leonino com 15 dias de suspensão. Este órgão de disciplina disciplina tem mantido uma inédita e rancorosa senda persecutória ao Sporting CP na sequência da derrota judicial sofrida no caso Palhinha.
A raiva é tanta que este CD mal pôde esperar para decretar de “peito cheio” uma sanção pesadíssima a Amorim por proferir as palavras “conseguiram o que queriam”, já que as ofensas ao alegadamente ditas pelo mesmo foram contestadas. A celeridade em aplicar uma sanção com este grau de severidade ao treinador leonino é, de facto, ímpar neste campeonato.
Defronte do FC Famalicão, Rúben Amorim foi expulso e consequentemente suspenso por 15 dias Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Por outro lado, este CD já nem se preocupa em disfarçar a dualidade de critérios na abordagem a casos susceptíveis de sanção disciplinar. Na mesma semana, assistimos a uma atitude gravíssima do treinador do Rio Ave FC e não foi sancionado com a mesma severidade.
Esta dualidade de critérios do processo disciplinar anda de mão dadas com a dualidade de critérios da arbitragem, resultado da pressão iniciada pelo FC Porto com o seu movimento “Basta”. Parece óbvio que o clube nortenho goza de um estatuto de impunidade no órgão de disciplina da FPF.
Assim, o castigo de Rúben Amorim é uma anedota uma vez comparado com o que se passou durante uma época inteira no banco do FC Porto com Sérgio Conceição e restante entourage a serem useiros e vezeiros em atitudes que envergonham qualquer verdadeiro adepto de futebol. É que não é apenas pela (falta de) qualidade técnica que sujeitos como Sérgio Conceição e até Jorge Jesus não têm lugar nos grandes clubes europeus.
Sérgio Conceição foi apanhado no seio de uma polémica diante do Portimonense SC Fonte: Bola na Rede
Aliás, nós, Sportinguistas, aguardamos com curiosidade o castigo de Sérgio Conceição, que ainda está por sair, referente ao caso de Portimão. O treinador portista, escondido atrás do seu staff, vociferou insultos e ameaças em tom de provocação a Paulo Sérgio, treinador dos algarvios. Diga-se desde já que muita sorte teve o “treinador sem medo” em terem impedido que Paulo Sérgio, antigo forcado de Vila Franca de Xira, lhe pusesse as mãos em cima.
Voltando a Rúben Amorim, o primeiro jogo em que não pôde comparecer no banco leonino saldou-se numa importante vitória para os Leões frente ao SC Farense no difícil São Luís. O técnico leonino já provou que além de ser um grande treinador é também um líder carismático que com certeza irá usar este castigo para incentivar os seus jogadores.
Sejamos positivos. A tecnologia existente permite a Rúben Amorim dar “à distância” indicações a Emanuel Ferro bem como as palestras aos seus jogadores antes do apito inicial e durante o intervalo. Por outro lado, não sei até que ponto não fará bem substituir a presença de um Rúben que nos últimos jogos tem mostrado impaciência e intranquilidade pela figura mais serena do seu adjunto, Emanuel Ferro, numa fase crucial para a conquista do título.
Uma coisa é certa: no que depender do CD da FPF o Sporting CP não será campeão no fim desta época. Quanto a nós, sportinguistas, apesar de jogarmos com handicap neste campeonato, há que confiar no trabalho feito por esta equipa e respectivo staff técnico que nos trouxe até aqui, algo que os rivais nunca sonharam.
A ideia já não é de agora e é até muito simples: uma liga elitista, ao estilo americano, sem subidas nem descidas e com um playoff. Uma espécie de NBA ou NFL do futebol, onde só os mais ricos vão ter lugar cativo. Ontem, a Superliga Europeia deixou de ser algo vindo de um futuro distante e passou a ser uma realidade. Quinze clubes fundadores vão avançar para dar início a uma competição que vai mudar o futebol… para pior.
A última década trouxe um novo SC Braga ao panorama futebolístico nacional. Se a temporada 2009/2010 mostrou uma equipa minhota capaz de lutar pelo título de campeão, sendo que nas apostas da Primeira Liga estava longe de ser considerado favorita, terminando no segundo lugar do campeonato, o ano seguinte foi de afirmação europeia, onde os Gverreiros apenas caíram na final da Liga Europa frente ao FC Porto de André Villas-Boas. No caminho para o jogo decisivo de Dublin, a equipa então treinada por Domingos Paciência eliminaria até o SL Benfica de Jorge Jesus.
Tudo isto trouxe uma motivação ao clube bracarense e o sonho de se tornar um dos grandes do nosso futebol. Apesar do desejo ainda se encontrar por concretizar, a verdade é que este novo SC Braga veio trazer bons jogadores e encontros memoráveis ao nosso futebol.
Entre estes jogos frente aos três grandes, escolhemos cinco jogos inesquecíveis entre bracarenses e o Sporting CP, próximo adversário e atual líder da prova. Os jogos entre ambos têm tido emoção, polémica e foram muitas vezes decisivos para a conquista de troféus.
Está tudo em aberto no Super Rugby Aotearoa. Com as vitórias de Highlanders e Chiefs, a incerteza cresce no que toca aos participantes na final do torneio. Das cinco franquias que compõem a competição, os Hurricanes são a única que está praticamente afastada do derradeiro jogo que decidirá o Super Rugby Aotearoa.
O primeiro embate da jornada opôs Highlanders e Blues, sendo que estes últimos, após um bom começo de época, têm vindo a demonstrar uma tremenda queda de rendimento, ao somar três derrotas nos últimos quatro jogos. Por outro lado, os Highlanders conseguiram a sua segunda vitória em três partidas, colocando, deste modo, a franquia de Dunedin na disputa pela segunda posição na tabela, lugar que dá acesso à final.
Os Highlanders foram superiores à franquia de Auckland em muitos aspetos do jogo, nomeadamente na leitura do breakdown, na tomada de decisão (quer ao pé, quer à mão) e na capacidade de cobrir espaço.
Os comandados de Leon McDonald mostraram-se muito lentos na defesa e muito faltosos ao longo do jogo. Além do mais, foram múltiplas as falhas de cobertura do eixo mais profundo do terreno, algo que Mitch Hunt e Josh Ioane conseguiram aproveitar para colocar o adversário sob pressão e ganhar metros.
Já os Highlanders mostraram-se muitos compactos em termos defensivos. Além de uma line speed veloz, a franquia de Dunedin teve em Billy Harmon e Kazuki Himeno duas peças fulcrais no jogo no chão (só estes dois jogadores conseguiram seis turnovers). No que toca ao aspeto ofensivo, os Landers foram capazes de concretizar as oportunidades de que dispuseram.
Já do outro lado do país, mais precisamente em Hamilton, os Chiefs selaram um triunfo importante diante dos Crusaders, podendo mesmo ambicionar chegar ao primeiro lugar, o que garantiria uma final disputada no seu próprio estádio.
Apesar da vitória e do domínio exercido sobre os Crusaders em termos de território e de posse, os Chiefs desperdiçaram muitas ocasiões de ensaio, quer por alguma precipitação na hora de decidir, quer por alguma lentidão no cleanout. Tal não se passou com os Crusaders: a franquia de Christchurch pontuou nas poucas vezes em que chegou aos 22 metros adversários.
Se com bola os Chiefs não foram eficazes, sem a oval em seu poder, a equipa de Clayton McMillan mostrou-se disciplinada e conseguiu conter muitas das ameaças da linha de três quartos adversária, sendo que os Crusaders apenas conseguiram quebrar a linha da vantagem em duas ocasiões, aspeto do jogo no qual Will Jordan se destacou.
Na reta final do jogo, um fora de jogo da defesa dos Crusaders permitiu a Damian McKenzie somar os três pontos da vitória. Ainda com um minuto por jogar, Naitoa Ah Kuoi conquistou o turnover da vitória.
Por último, Billy Harmon e Anton Lienert-Brown foram, na minha opinião, os jogadores da jornada. O flanquador dos Highlanders dominou por completo o breakdown, ao recuperar a oval em quatro ocasiões. Já o centro dos Chiefs, mostrou-se, mais uma vez, explosivo no ataque à linha da vantagem, tendo percorrido 78 metros com a bola em seu poder. Como se tal não bastasse, realizou ainda dois offloads, um deles digno de nota.
O FC Porto venceu o CD Nacional por um a zero. O único golo do encontro foi marcado por Mehdi Taremi ainda na primeira parte.
A equipa de Sérgio Conceição poderia ter começado muito mal o encontro. Zaidu cometeu grande penalidade sobre Camacho, mas Marchesín levou a melhor na marca dos onze metros. A equipa da casa não marcou e, aos 20 minutos, pagaram caro a pressão dos avançados portistas. Mehdi Taremi fez o primeiro do encontro e deu uma maior tranquilidade à equipa, que, até ao intervalo, não voltou a sofrer um grande susto dos madeirenses.
Na segunda parte, Kenji Corré fez um pequeno aviso a Marchesín ao rematar em zonas mais interiores aos 54 minutos. A partir daí, percebeu-se que estava nas mãos da equipa da casa tentar inverter o resultado. A verdade é que não surgiram mais oportunidades flagrantes de golo e Toni Martínez acabou mesmo por fazer o segundo golo, posteriormente anulado por fora de jogo.
Com este resultado, o CD Nacional permaneceu no último lugar do campeonato. Já o FC Porto alimenta ainda uma pequena esperança nas contas do título.
Sistema tático do FC Porto – Este jogo foi a prova de que nem sempre é necessário um 4-4-2 com Marega e outro ponta de lança para jogar com equipas mais recuadas no terreno. É verdade que o CD Nacional não jogou com um esquema de três centrais, mas jogar com Marega no onze não era o mais indicado para este tipo de jogos, e o 4-3-3 com Taremi na frente funcionou na perfeição.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Zaidu – Jogo com uma nota muito negativa para o lateral esquerdo nigeriano. Apesar de mostrar alguns problemas físicos, ainda mostra alguma inconsistência sendo capaz do melhor e do pior em diferentes jogos. Olhando para o caso de hoje, não acrescentou nada ofensivamente e ainda cometeu uma grande penalidade sobre Camacho no início do encontro.
ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL
A equipa de Manuel Machado apresentou-se num 4-3-3 com Azouni e Alhassan como médios mais recuados e Éber Bessa a fazer ligação ao tridente ofensivo. O jogo foi muito baseado nas dificuldades que os três homens da frente, através da velocidade, poderiam criar à defesa portista. Camacho foi um dos melhores exemplos por ter conquistado uma grande penalidade frente a Zaidu. Por outro lado, tínhamos Brayan Riascos, que, apesar de ser o ponta de lança, colocava-se algumas vezes na linha entre Mbemba e Manafá para explorar algumas debilidades defensivas sempre que era explorado o jogo mais direto.
Com a entrada de Kenji Corré ainda na primeira parte, o principal perigo vinha nas investidas do extremo sempre que puxava da ala para zonas interiores. Nos minutos finais, o CD Nacional parecia mais o FC Porto da primeira parte. Laterais bem abertos nas alas e quatro jogadores ofensivos para tentar bater os três centrais do FC Porto em busca do empate. Era o tudo ou nada.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
António Filipe (4)
Rúben Freitas (5)
Pedrão (5)
Rui Correia (6)
Lucas Kal (5)
Larry Azouni (6)
Ibrahim Alhassan (6)
Éber Bessa (4)
João Camacho (7)
Brayan Riascos (6)
Marco Matias (-)
SUBS UTILIZADOS
Kenji Corré (6)
Rúben Micael (6)
Bryan Róchez (5)
Mabrouk Rouai (-)
Nuno Borges (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
A equipa de Sérgio Conceição apresentou-se num 4-3-3 com Grujic numa zona mais recuada sendo que Uribe e Sérgio Oliveira posicionavam-se numa zona mais ofensiva do meio-campo até como forma de pressão da linha mais defensiva do CD Nacional. Essa pressão, juntamente com o tridente ofensivo do FC Porto (Taremi, Luis Díaz e Corona) foi essencial para o primeiro golo do encontro. Olhando para a dinâmica posicional da equipa, podemos destacar Tecatito Corona e Luís Díaz por estarem muito versáteis no posicionamento dentro de campo (não aparecendo totalmente abertos nas alas para dar espaço aos laterais), sendo que o mexicano muitas vezes colocava-se no meio campo com vista a tentar fazer chegar a bola ao último terço do terreno. Também se viu alguma vezes Tecatito no lado esquerdo do ataque, algo que é costume na equipa portista. Sérgio Oliveira também muitas vezes partia do meio-campo mais defensivo na primeira fase de construção para depois se colocar na zona mais ofensiva.
Mehdi Taremi não era um ponta de lança de apoios nem de jogar de costas para a baliza. Procurava sempre movimentações constantes de profundidade e de desmarcação diante os centrais. Na 2ª parte, destaque para a saída de bola que mostra uma imagem de marca deste FC Porto. Bola para Sérgio Oliveira e grande parte da equipa (incluindo Pepe) sobem para junto da área contrária com o objetivo de o central ganhar a bola e criar perigo. Os minutos finais significaram um 4-4-2 com a entrada de Marega e Toni Martínez. Diogo Leite também entrou e formou um esquema de três centrais face à última investida ofensiva do CD Nacional.
A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE SEM JOGO ONDE VALEU O GOLO PERTO DO INTERVALO
Num duelo entre duas equipas que atravessavam um belo momento de forma, mas também de aflição devido aos lugares ocupado da tabela classificativa da Primeira Liga, o FC Famalicão recebeu o Portimonense SC num encontro que se esperava aceso.
Depois de duas boas oportunidades de golo, uma para cada equipa, o jogo teve dificuldade em arrancar. Um choque entre Willyan e Patrick William na área de do Portimonense SC levou a que ambos os jogadores tivessem de ser assistidos. Enquanto o central do Famalicão conseguiu recuperar, o jogador do Portimonense nem por isso e teve de abandonar o terreno de jogo deitado em maca. Logo aos 13 minutos, o técnico Paulo Sérgio viu-se obrigado a efetuar alterações. O Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação ao jogador do Portimonense SC, Willyan!
Ao quarto de hora de jogo, a ação arrancou mesmo. A primeira grande ocasião partiu de Beto, mas Luiz Júnior disse “presente” e impediu o golo inaugural da partida. No entanto, aparentou ser a única, porque as paragens de jogo continuaram. No meio destas paragens todas, Beto teve, novamente, mais uma oportunidade flagrante de golo, mas Patrick William voltou a impedir alterações no marcador.
A cinco minutos do final de uma primeira parte sem grande história para além dos momentos mortos, depois de um cruzamento onde Rúben Vinagre colocou a bola no coração da área algarvia, Anderson teve na cabeça a oportunidade famalicense de inaugurar o marcador, mas o esférico passou por cima da trave da baliza de Samuel Portugal.
A chave de ouro para fechar a primeira parte apareceu vinda diretamente do Portimonense. Costuma-se dizer que à terceira é de vez, em bom português. Depois de alguma confusão entre Anzai e um defesa do FC Famalicão, Beto rematou para o fundo das redes da baliza de Luiz Júnior naquele que foi um dos últimos lances de ataque nos primeiros 45 minutos (e seis de compensação).
Voltou-se do intervalo e ambas as equipas demonstraram um ritmo muito diferente daquilo que foi demonstrado na primeira parte. As oportunidades começaram verdadeiramente a surgir no decorrer da segunda parte e o guarda-redes a mostrar mais trabalho e a impedir golos cantados foi Luiz Júnior.
A capacidade ofensiva que o FC Famalicão tinha vindo a demonstrar até então, sob o comando de Ivo Vieira, não se demonstrou no decorrer deste encontro. Apesar de ainda conseguirem chegar algumas vezes à área algarvia, o critério pecava por escasso. Mesmo com as alterações feitas pelo treinador para colocar mais armas no ataque, não se viam resultados suficientes para conseguirem inverter o resultado.
No que tocava ao Portimonense SC de Paulo Sérgio, os algarvios aproveitavam a sua capacidade de partir o jogo nas transições ofensivas rápidas apontadas à área famalicense. As oportunidades e aproximações à área não eram assim tantas comparativamente ao FC Famalicão, mas o perigo criado era substancialmente maior.
Os últimos minutos só deram FC Famalicão para lá da linha do meio-campo, com o Portimonense num constante momento de ação defensiva. Já nenhum elemento no banco de suplentes de ambas as equipas conseguiam estar sentado, mas o árbitro Luís Godinho apito para o final da partida. O Portimonense SC voltou para casa com os três pontos na bagagem e uma vitória por 1-0 frente ao FC Famalicão, num encontro que acabou por ter apenas verdadeiramente 45 minutos de jogo jogado.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Beto – Levou à letra o ditado português “à terceira é de vez”. Numa primeira parte onde foram mais as paragens do que as oportunidades de golo, Beto teve nos seus pés as três ocasiões de inaugurar o marcador e valeu-se da última para conseguir concretizar. Um dos grandes jogadores das fileiras do Portimonense SC e o verdadeiro influenciador do ataque algarvio.
O FORA DE JOGO
#FCFPSC ⏸️ 45′ Intervalo
FC Famalicão 0-1 Portimonense SC
— Futebol Clube de Famalicão (@FCF1931_Oficial) April 18, 2021
Paragens no jogo – Na ânsia de se ver um jogo aguerrido entre as equipas, as inúmeras paragens no decorrer da primeira parte quebraram totalmente o ritmo e aquilo que se queria ver. Foram mais as paragens do que as oportunidades de golo.
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
O onze apresentou-se em campo num 4-2-3-1, com a linha defensiva montada por Diogo Queirós e Patrick William na zona central e Rúben Vinagre e Diogo Figueiras a ocupar as laterais.
No meio-campo, montado por cinco jogadores no setor, Gustavo Assunção e Pepê foram os escolhidos para atuar no miolo com o objetivo de fazer a ligação de jogo entre os setores, sendo os elementos mais recuados. Gil Dias, Ugarte e Iván Jaime ocuparam o restante do meio-campo para dar profundidade ao ataque do FC Famalicão e para ajudar o homem da frente, Anderson.
Depois do primeiro par de substituições, Ivo Vieira retirou Gustavo Assunção do jogo e, consequentemente, Ugarte ocupou a posição do capitão do FC Famalicão ao lado de Pepê.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Luiz Júnior (6)
Rúben Vinagre (6)
Diogo Queirós (5)
Patrick William (6)
Diogo Figueiras (6)
Pêpê (5)
Ugarte (6)
Gustavo Assunção (5)
Iván Jaime (6)
Gil Dias (5)
Anderson (6)
SUBS UTILIZADOS
Jhonata Robert (5)
Alexandre Guedes (6)
Neto (6)
Fernando Valenzuela (5)
Kraev (6)
ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC
Com o melhor onze à sua disposição, e mesmo tendo sido obrigado a fazer uma alteração logo no início do encontro devido à lesão de Willyan, Paulo Sérgio montou a equipa para jogador num 4-2-3-1 bastante compacto aquando dos momentos defensivos, moldável num 4-3-3 com os laterais bastante subidos nas transições ofensivas.
Samuel Portugal continuou a ocupar o seu lugar na baliza, com Moufi, Lucas Possignolo Maurício e Fali Candé a comporem a linha defensiva. No meio-campo, Ewerton e Dener seriam os elementos mais recuados aquando dos momentos defensivos, mas, em ataque, Pedro Sá juntava-se aos colegas de setor.
Beto, Anzai e Aylton eram os homens da frente, aquando das transições ofensivas e, nos momentos defensivos, Anzai e Aylton recuavam ao meio-campo na ajuda ao setor. Beto mantinha-se como homem mais avançado no terreno.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Samuel Portugal (6)
Fahd Moufi (6)
Lucas Possignolo (6)
Maurício (6)
Fali Candé (6)
Anzai (7)
Ewerton (6)
Willyan (6)
Dener (6)
Aylton Boa Morte (6)
Beto (7)
SUBS UTILIZADOS
Pedro Sá (6)
Lucas Tagliapietra (5)
Henrique (5)
Fabrício (6)
Anderson (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Famalicão
BnR: O que faltou ao FC Famalicão para conseguir arrecadar pontos deste encontro, dado não ter transparecido a prepotência ofensiva que tem vindo a demonstrar desde que Ivo Vieira assumiu o comando da equipa?
Ivo Vieira: No fundo a pergunta dá a resposta. Era uma questão de fazer golos, porque a equipa chegou ao último terço. Se calhar cruzou pouco e devia ter cruzado mais. Chutou pouco e devia ter chutado mais. Tivemos duas ou três bolas na primeira parte e não quisemos arriscar e eu gosto que corram o risco. Que sejam atrevidos. Tivemos muito volume de jogo ofensivo no último terço, mas não criámos o suficiente. Faltou-nos essa eficácia e vincar mais o nosso jogo ofensivo.
Portimonense SC
BnR: As transições ofensivas bastante rápidas do Portimonense SC tiveram uma grande influência naquilo que foi o jogo e o resultado. Acha que foi o fator mais importante nesta vitória da sua equipa? Aproveito também para questionar sobre Willyan e se já se sabe algo sobre o estado do jogador.
Paulo Sérgio: Sobre o Willyan, ele está no hospital em Braga. Está a ser observado e esperamos que não seja nada de maior. Nós todas as semanas treinamos isso e o ataque posicional. Durante o jogo estamos em ambas as situações. É trabalho semanal. De facto, nós sabíamos que uma das possibilidades era o FC Famalicão tentar a posse para meter qualidade no jogo e nós treinámos para tirar partido disso. As transições e o ataque à profundidade foi determinante. A equipa sabe melhor agora o que fazer no jogo do que sabia há uns meses atrás.