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Mais um passo nesta caminhada para recordar | Juventus FC X FC Porto

Liga dos Campeões, oitavos-de-final 2.ª mão: terça-feira, 20h00, 9 de março de 2021
ANTEVISÃO: O SONHO ESTÁ CADA VEZ MAIS VIVO

Depois da estrondosa demonstração de crença por parte do FC Porto na 1.ª mão, chega, agora, a prova de fogo para continuar a alimentar o sonho de vencer a competição milionária. Estamos agora perante uma Juventus FC a ver o seu legado ferido, pode ser o segundo ano consecutivo em que são eliminados por equipas, que, apesar do mérito e história, não têm poderio financeiro dos italianos.

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No campeonato, as comparações são inevitáveis e até importantes para perceber o momento que as equipas estão a passar. Neste patamar as equipas estão equiparáveis, a Juve está no terceiro lugar da Serie A, com 21 golos sofridos e 51 marcados, já o FC Porto está em segundo lugar no campeonato português com 22 golos sofridos e 47 marcados.

Na primeira mão, os portistas surpreenderam pela maneira como pressionaram a saída de bola da la vecchia signora, permitindo marcar o primeiro golo muito cedo na partida. Ninguém esperaria ver o FC Porto a dominar grande parte do jogo, impedindo em diversas ocasiões investidas do ataque italiano. Os portistas têm aqui a oportunidade de continuar a frenética prestação nesta edição da competição, e alimentar o sonho da nação portista.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. A Juventus FC é a melhor defesa do campeonato italiano.
  2. Nas seis vezes em que os conjuntos se enfrentaram o FC Porto só ganhou uma vez à Juve, precisamente na primeira-mão desta eliminatória.
  3. O melhor resultado dos dragões em casa da Juventus foi um empate em 2001.
  4. Morata é o melhor marcador da Juventus FC na competição com seis golos, Sérgio Oliveira surge com o mesmo estatuto no FC Porto com três golos.
  5. FC Porto e Juventus FC venceram a competição em duas ocasiões.
  6. Nesta edição, o FC Porto só sofreu uma derrota fora de casa, na fase de grupos contra o Machester City.
  7. A Juventus FC só conheceu o sabor da derrota em casa numa ocasião, contra o Barcelona FC.
  8. Os pupilos de Sérgio Conceição não conhecem a derrota, nesta edição, há seis jogos seguidos.
  9. Juan Cuadrado, que esteve de fora do primeiro jogo por lesão, é o jogador com mais interações para golo na competição com 5 assistências.
  10. Se a passagem aos quartos-de-final se confirmar, o FC Porto tornar-se-á a equipa com mais presenças nesta fase da competição, fora dos cinco principais campeonatos da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França).

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Sérgio Oliveira (FC Porto) – O médio portista está a fazer uma época incrível, e a juntar às prestações está-se a descobrir uma veia goleadora que até agora estava escondida. No entanto, este tipo de jogos são feitos para brilhar, a maneira como permite a equipa “respirar” em momentos de pressão é fundamental e no jogo de hoje será essencial uma vez que a Juventus FC será obrigada a pressionar o clube português para recuperar a desvantagem.

Cristiano Ronaldo (Juventus FC) – É inevitável falar de Ronaldo. Aos 36 anos o português continua no auge das suas capacidades e é sempre um perigo para as defesas adversárias, e persegue ainda a sua sexta medalha na competição. CR7 é sinónimo de golo, o astro é veterano em proporcionar reviravoltas na liga dos campeões, no entanto, deverá estar acompanhado pelo colega da seleção Pepe.

XI’S PROVÁVEIS

Juventus FC: Szczęsny, Cuadrado, Bonucci, De Ligt, Alex Sandro, Adrien Rabiot, Rodrigo Bentancur, Federico Chiesa, McKennie, Álvaro Morata e Cristiano Ronaldo.

Treinador: Andrea Pirlo

“Para nós é como se fosse uma final e para o FC Porto também”.

FC Porto: Marchesín, Manafá, Pepe, Mbemba, Zaidu, Tecatito Corona, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Otávio, Taremi e Marega.

Treinador: Sérgio Conceição

“Vamos fazer um jogo à imagem do que somos como equipa e tentar ganhá-lo. Vamos com tudo para conseguir a qualificação”.

PREVISÃO DE RESULTADO: FC Porto 1-1 Juventus FC

Belenenses SAD 0-3 SL Benfica: Encarnados metem a terceira

A CRÓNICA: TUDO RESOLVIDO EM DEZ MINUTOS

O SL Benfica derrotou esta noite o Belenenses SAD, no Estádio Nacional, por três golos sem resposta e somou a terceira vitória consecutiva. Num jogo onde tudo ficou resolvido na segunda parte, Seferovic (2) e Lucas Veríssimo fizeram os golos da vitória encarnada.

Com a pressão de vencer do seu lado, o SL Benfica assumiu as despesas do jogo nos minutos iniciais. Com uma alteração no modelo tático da equipa, os encarnados foram dominando a posse de bola, mas o Belenenses SAD ia criando as principais ocasiões de perigo.

À passagem do minuto 23, Pizzi teve a primeira oportunidade de golo para os visitantes, mas Kritsyuk foi rápido ao sair da baliza e defendeu. Foi o início dos melhores dez minutos das “águias” no primeiro tempo, com Seferovic também a falhar duas ocasiões flagrantes de golo.

O avançado suíço ia mostrando muita frustração pela sua fraca prestação. Tanto na finalização, como no passe, Seferovic parecia apagado do jogo e o SL Benfica ressentia-se. Quem aproveitou foi o Belenenses SAD, que continuou perigoso nos contra-ataques, colocando em sentido a defensiva encarnada e o guardião Helton Leite. Ainda assim, quando o árbitro apitou para o intervalo, o marcador assinalava uma igualdade a zero.

Na 2ª parte, os encarnados entraram a todo o gás e resolveram a partida em apenas nove minutos. Seferovic por duas vezes (55’ e 58’) e Lucas Veríssimo (65’) fizeram a rede balançar e confirmaram a superioridade dos comandados de Jorge Jesus.

Com esta vitória, o SL Benfica soma 45 pontos e mantém-se no quarto lugar da Primeira Liga. Já o Belenenses SAD soma 22 pontos e está no 12º lugar da tabela classificativa.

A FIGURA

Seferovic desbloqueou o jogo para o SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Haris Seferovic – Com dois golos marcados em apenas três minutos, o avançado suíço resolveu um jogo que se começava a tornar muito difícil para o SL Benfica.

O FORA DE JOGO

Belenenses SAD foi derrotado pelo SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Apagão ofensivo do Belenenses SAD na 2ª parte – Nos segundos 45 minutos, a equipa de Petit foi bastante inoperante em termos ofensivos e não conseguiu esboçar uma reação à desvantagem.

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD apresentou-se no seu tradicional 3-4-3 no momento do ataque. Miguel Cardoso, Varela e Cassierra formavam o tridente ofensivo, com Silvestre Varela a assumir o papel de “joker”, o elemento menos posicional e que tanto aparecia num dos flancos, como no corredor central.

A dupla Yaya-Cafú foi determinante para o sucesso inicial do Belenenses SAD, ao serem capazes de conter o meio-campo encarnado durante grande parte do primeiro tempo. Contudo, o momento decisivo aconteceu no regresso do intervalo, quando essa mesma dupla “de choque” deixou de ter capacidade para aguentar as investidas dos visitantes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritsyuk (7)

Diogo Calila (7)

Gonçalo Silva (7)

Tomás Ribeiro (6)

Rúben Lima (6)

Tiago Esgaio (6)

Sithole (7)

Phete (7)

Miguel Cardoso (6)

Varela (7)

Cassierra (7)

SUBS UTILIZADOS

Afonso Sousa (7)

Afonso Taira (6)

Francisco Teixeira (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se em 4-2-3-1, com Pizzi e Weigl a compor a linha intermédia e Everton, Waldschmidt e Rafa no apoio a Seferovic. No momento defensivo, os encarnados passavam a ter duas linhas de quatro, com Waldschmidt e Seferovic a constituir a primeira linha de pressão.

O SL Benfica jogou maioritariamente em ataque organizado e pressionou alto, tentando condicionar o Belenenses SAD na sua primeira fase de construção. Na primeira parte, a equipa de Jorge Jesus procurou sobretudo o jogo entrelinhas, ainda que sem grande sucesso. Na segunda parte, a equipa jogou mais na profundidade e explorou com frequência o jogo pelos corredores laterais e foi daí que surgiram dois dos três golos.

A menos de dez minutos do fim, Jorge Jesus fez entrar Jardel e Gilberto, passando o SL Benfica a jogar no sistema de três centrais, que os encarnados têm utilizado algumas vezes durante a época.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (7)

Diogo Gonçalves (8)

Lucas Veríssimo (8)

Otamendi (7)

Grimaldo (8)

Rafa (7)

Pizzi (6)

Weigl (8)

Everton (6)

Waldschmidt (5)

Seferovic (8)

SUBS UTILIZADOS

Chiquinho (4)

Gilberto (-)

Jardel (-)

Taarabt (5)

Pedrinho (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Petit, a dupla Yaya e Cafú esteve em grande plano no primeiro tempo ao conseguirem aguentar o meio-campo do SL Benfica, no entanto no segundo tempo acabou por cair um pouco. A entrada do Taira e do Afonso Sousa foram para tentar ter mais pendor ofensivo nessa zona do campo, ou para refrescar e tentar conter o ascendente do SL Benfica?

Petit: Foi para refrescar, e uma coisa que nós notamos e que vimos da primeira para a segunda parte, foram os duelos. Perdemos muitos duelos na segunda parte, não fomos uma equipa que chegava perto do portador da bola, não conseguimos ganhar esses duelos e por isso é que não tivemos tanta bola, não tivemos tantas transições. Tentámos mudar com o Sousa, dar mais frescura, ele é um jogador que gosta de ter bola, de ir para o espaço entrelinhas, e o Taira é um jogador experiente e que consegue ter bola, mas depois de estar 2-0, o Benfica conseguiu gerir melhor o jogo, teve mais um golo de bola parada onde nós também somos fortes, e esta segunda parte fica marcada por esses dois lances que dão os dois golos ao Benfica.

 

SL Benfica

BnR: O SL Benfica apresentou-se em 4-2-3-1. A ideia era explorar o espaço entrelinhas, antecipando que o Belenenses SAD iria apresentar-se com o bloco baixo e a defender com muitos homens?

Jorge Jesus: A ideia era essa, mas não conseguimos. Não conseguimos jogar entrelinhas, principalmente os nossos alas e o nosso segundo avançado nunca conseguiram ganhar vantagem quando a bola entrou entrelinhas. Esse foi um dos grandes problemas da 1ª parte, nós andámos só à procura do jogo entrelinhas e não demos profundidade ao jogo. Foi um dos temas que falámos ao intervalo e melhorámos, e se vocês se lembram os primeiros dois golos da equipa foram criados em dois movimentos de profundidade. Claro que um é um cruzamento mas o outro não é, é um passe na vertical do Diogo e foi isso que fez a diferença, na minha opinião, da segunda parte para a primeira.

Rescaldo da autoria de Frederico Seruya e Leonardo Bordonhos

FC Internazionale Milano 1-0 Atalanta BC: Vitória à líder coloca azuis de Milão a seis pontos do rival

A CRÓNICA: JOGO POUCO ESPETACULAR QUE SERVIU OS INTERESSES DOS DA CASA

O jogo que fechou a jornada 26 da Primeira Liga Italiana foi também o cabeça de cartaz, que colocou frente a frente duas das melhores equipas do campeonato, FC Internazionale Milano e Atalanta BC:. De um lado o líder isolado e do outro uma das equipas que melhor futebol joga em Itália e possivelmente na Europa.

Ainda assim, a primeira parte não se veio a revelar digna do nível destes dois conjuntos uma vez que foram 45 minutos sem grande história e com poucos motivos de interesse. Algumas boas jogadas de parte a parte mas o perigo quase não existiu. Destaque apenas para dois lances de bola da parada da equipa forasteira que quase deram golo não fossem as intervenções da defensiva do FC Internazionale Milano.

A segunda parte foi um pouco melhor, com mais oportunidades para as duas equipas, essencialmente para a equipa de Bérgamo. Isto porque aos 54 minutos, Skriniar, depois de um pontapé de canto, foi ao encontro da bola perdida dentro da área do adversário e colocou a redondinha no fundo das redes da baliza defendida por Sportiello. A partir aí, a equipa de Antonio Conte remeteu-se mais a missões defensivas e foi a equipa de Gasperini a tentar restabelecer a igualdade no marcador. Não conseguiu, apesar de duas boas oportunidades para o fazer, e por isso a equipa de Milão somou mais três pontos e fez o seu trabalho na luta pela conquista do campeonato, estando agora a seis do rival da cidade. A Atalanta BC mantém-se assim no quinto posto e continua a lutar pela Liga dos Canpeões, competição na qual ainda está inserida.

 

A FIGURA


Milan Skriniar – Num jogo que não se destacou pela qualidade apresentada pelas duas equipas e pelas oportunidades criadas, a figura do jogo teria de ser entregue ao homem que fez a diferença no marcador e que deu três pontos ao seu FC Internazionale Milano. O defesa eslovaco acreditou que a bola perdida na área podia dar para ele e com um remate certeiro fez o único golo da partida.

 

O FORA DE JOGO


Gian Piero Gasperini – Num jogo frente ao atual líder do campeonato pedia-se alguma cautela mas sem nunca esquecer o atrevimento e a qualidade característicos na equipa de Bérgamo. Neste contexto, Ilicic talvez devesse ter sido titular, uma vez que é o elemento mais esclarecido da turma da Atalanta e aquele que consegue conferir mais qualidade à equipa no momento ofensivo. Para além disso, Muriel, o melhor marcador, começou a partida no banco e a sua presença no 11 inicial poderia representar uma ameaça maior à baliza de Handanovic, especialmente por ser um jogo em que as oportunidades seriam, à partida, poucas.

  

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

A equipa de Antonio Conte apresentou-se no típico 3-5-2 que peiviligia muito as ações ofensivas essencialmente dos seus laterais, Hakimi e Perisic. A defesa constituída pelos três pilares habituais Skriniar, de Vrij e Bastoni, e o meio-campo a ser preenchido por Vidal, Barella e Brozovic. O primeiro mais defensivo, o segundo mais como médio de transição e o croata a ser o homem mais adiantado dentro da rotina criada por estes três. Na frente os dois matadores da equipa: Lautaro Martínez e Lukaku, responsáveis por materializar o bom futebol praticado pelo conjunto de Milão. Este foi um jogo em que todo o plantel teve de saber sofrer uma vez que depois do golo marcado a equipa adversária tentou restabelecer a igualdade e aqui talvez tenham sido importantes os cinco defesas que taparar todos os caminhos para a sua baliza.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Handanovic (7)

Skriniar (9)

De Vrij (7)

Bastoni (7)

Hakimi (6)

Barella (6)

Brozovic (6)

Vidal (5)

Perisic (6)

Lukaku (6)

Lautaro Martínez (5)

SUBS UTILIZADOS

Eriksen (6)

Alexis Sanchéz (5)

Gagliardini (6)

D’Ambrosio (-)

Darmian (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC

 A equipa de Bérgamo também apostou numa defesa a três, como é de resto habitual, mas optou por um meio campo com quatro elementos, dois mais defensivos e dois mais ofensivos, no apoio ao avançado. Nas linhas dois homens muito rápidos e muito rotinados a percorrerem todas as laterais. Neste quadro apareceram assim Djimsiti, Romero e Tolói no setor mais recuado, com Freuler e de Roon à sua frente. Gosens e Maehle a fazerem todas as linhas e na frente Pessina e Malinovsky, no apoio ao colombiano Zapata, o segundo melhor marcador da equipa orientada por Gasperini. A partir deste esquema tático tudo se desenvolve e a equipa da Atalanta faz, como se sabe, um grande trabalho essencialmente ofensivo e coloca grandes dificuldades aos adversários. Para a segunda parte, com a entrada de Ilicic a equipa melhorou substancialmente a sua produção ofensiva e, apesar de não ter conseguido o golo, esteve mais perto da baliza de Handanovic.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Sportiello (5)

Toloi (5)

Romero (6)

Djimsiti (5)

Maehle (4)

De Roon (5)

Freuler (5)

Gosens (6)

Malinovsky (4)

Pessina (5)

Zapata (5)

SUBS UTILIZADOS

 Ilicic (6)

Muriel (5)

Miranchuk (5)

Pasalic (5)

Palomino (4)

Força da Tática: O CD Santa Clara de Daniel Ramos

O CD Santa Clara já conta com a terceira participação seguida no primeiro escalão e está a fazer uma época bastante regular, militando na 7.ª posição da Primeira Liga. Orientada pelo mister Daniel Ramos, a equipa açoriana tem ideias de jogo bastante vincadas, valoriza muitos jogadores e pratica um futebol simples e eficaz. Observei vários jogos deste conjunto de modo a perceber um pouco as suas dinâmicas e o resultado foi este. Venham daí.

Onze Base

Sendo uma equipa bastante rotativa e um plantel com boas opções, a equipa de Daniel Ramos sofreu muitas mudanças ao longo do campeonato. Por isso, escolhi o que considero ser mais forte de acordo com as ideias da equipa técnica.

GR: Marco Batista

DD: Rafael Ramos

DC: Fábio Cardoso

DC: Mikel Villanueva

DE: Mansur

MC: Hidemasa Morita

MC: Anderson Carvalho

MO: Lincoln

AC: Cryzan

AC: Carlos Jr.

EE: Allano

Um 4-3-3 no papel que sofre várias mutações em campo, como vou mostrar nos quatro momentos do jogo que vou mostrar (exceto bolas paradas).

A luta contra o tempo de Pepe e Corona | FC Porto

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A horas de se iniciar a segunda mão dos oitavos de final que vai opor Juventus FC e FC Porto, surgiram duas dores de cabeça a Sérgio Conceição, mas o problema é que são duas dores de cabeça negativas – Pepe e Corona.

É certo que nenhum treinador gosta de ter dores de cabeça, mas quando a dor de cabeça é na escolha de um jogador para uma posição tendo em conta a quantidade e qualidade dos atletas disponíveis, torna-se numa dor de cabeça positiva.

Neste caso, o problema é mesmo a possível ausência de dois jogadores e a forma como Sérgio Conceição vai montar a equipa para defrontar um gigante italiano que está totalmente focado na conquista da Liga dos Campeões.

Pepe e Tecatito Corona têm agitado a nação azul e branca nas últimas horas. As suas ausências no encontro são uma forte possibilidade. Não seria qualquer jogador que significaria uma ausência de peso para este FC Porto, até porque o plantel está longe de convencer na globalidade. Mas a verdade é que se trata de dois dos jogadores mais influentes dos dragões.

Começando por falar em Pepe, este é nada mais que o capitão de equipa. A importância que tem no balneário azul e branco é notável e, dentro das quatro linhas, mostra como a idade é apenas um número. A experiência e a qualidade do ainda internacional português costuma ser decisiva em jogos desta dimensão, visto que Pepe está mais que habituado a competições como a Liga dos Campeões. Até ao momento, participou em mais de metade dos minutos disputados pelo FC Porto na Liga Portuguesa onde marcou um golo. Entre exibições melhores ou piores, está sempre ali alguém em quem a defesa portista confia.

Relativamente a Tecatito Corona, basta dizer que é o maior desequilibrador em termos ofensivos do FC Porto. Juntando a isto o compromisso defensivo que tem vindo a aprimorar nos últimos anos, trata-se de uma pedra fulcral neste FC Porto. E que jeito dá para uma equipa que precisa de segurar o resultado, a bola e causar estragos sempre que estiver na zona mais ofensiva do terreno. Os dados desta época no campeonato mostram a influência do internacional mexicano na equipa portista. São dois golos e uma participação na maioria dos jogos. Não é capitão da equipa, mas é inegável a importância de Tecatito na equipa de Sérgio Conceição.

Caso estas duas ausências se confirmem na hora antes do apito inicial, iremos ter um onze reinventado e que vai perder sem sombra de dúvida qualidade. Relativamente à possível ausência de Pepe, acredito num FC Porto a colocar Diogo Leite ao lado de Mbemba (que em princípio está de regresso) e, em caso de se apresentar com três centrais, colocar Sarr, apesar de o central francês estar claramente numa má fase.

Diogo Leite é um jovem da formação, mas já com uma liderança invulgar para a sua idade. Segundo Pepe, é mesmo o melhor central português a atuar em Portugal. Mas fica-se a perder para Pepe? Claramente que sim.

Já com a possível ausência de Tecatito Corona, muito provavelmente veremos Otávio e Luis Díaz nas alas. Luis Díaz não seria titular com a presença de Corona, mas assim provavelmente entraria no onze. Também não estranharia a entrada de um jogador como Fábio Vieira até numa perspetiva de maior contenção, até porque não imagino de todo a estreia a titular já de Francisco Conceição. Olhando para estas possíveis opções, percebemos também como a equipa portista fica a perder face à ausência do seu número 17.

As horas vão passando e cada minuto que passa é vital para decidir se Pepe e Corona vão subir ao relvado da Juventus Stadium. É uma luta contra o tempo.

Balanço dos Atletas no Europeu de Atletismo Indoor | Sporting CP

Terminaram os europeus de pista coberta, e mais uma vez a comitiva portuguesa era composta por uma forte representação leonina, mais concretamente sete atletas em dezasseis. No entanto, o Sporting CP ainda se fez representar por mais dois atletas de outras nacionalidades.

A grande maioria, sendo estreantes, não teriam grandes aspirações a medalhas, no entanto, tendo qualidade para estarem presentes neste palco, poderiam sempre surpreender, até porque os recordes são para ser batidos, sejam eles europeus ou mesmo pessoais.

Havia, contudo, alguns atletas que pelos resultados que vinham tendo mostravam poder ambicionar uma medalha. Logo à partida, Patrícia Mamona que já em 2017 tinha conseguido a medalha de prata, e Auriol Dongmo que vinha para esta competição com a melhor marca europeia do ano.

A verdade é que, terminado este torneio, passamos a contar com mais duas campeãs europeias nas nossas fileiras. São elas Patrícia Mamona e Auriol Dongmo. Ainda assim, quero deixar referencia a todos os outros atletas que deram também tão boa conta de si e merecem ser mencionados, pelo que deixo a seguir um pequeno resumo da campanha de cada um.

Só a vitória interessa | Belenenses SAD x SL Benfica

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Primeira Liga, jornada 22: segunda-feira, 20h15, 8 de março de 2021
ANTEVISÃO: EM BUSCA DE UNS IMPORTANTES TRÊS PONTOS

O Belenenses SAD recebe o Sport Lisboa e Benfica em jogo a contar para a 22ª jornada da Primeira Liga, e procura dar continuidade à senda de bons resultados que tem obtido, ou melhor, procura manter-se longe das derrotas. Nos últimos cinco jogos, a equipa liderada por Petit regista quatro empates e uma vitória, e procura pontuar frente a um SL Benfica que tem estado aquém das expectativas esta temporada.

É DIA DE DÉRBI DE LISBOA! A EQUIPA DE PETIT PRECISA DE PONTOS E PODE VER NO MAU MOMENTO DO SL BENFICA UMA HIPÓTESE DE CONSEGUIR UM RESULTADO POSITIVO. APOSTA EM BET.PT!

Por sua vez, a equipa de Jorge Jesus necessita de pontuar sob pena de ver os seus rivais diretos distanciarem-se. O FC Paços de Ferreira já jogou esta jornada e, de momento, encontra-se a um simples ponto de alcançar os encarnados na tabela classificativa, pelo que se torna imperial para o SL Benfica conquistar os três pontos neste jogo.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O SL Benfica ganhou 15 dos últimos 20 jogos disputados frente ao Belenenses SAD a contar para a Primeira Liga, sendo que a única vitória da equipa da casa data de outubro de 2018, por duas bolas a zero. Existiram ainda quatro empates.
  2. Nos últimos dez jogos para a Primeira Liga, o Belenenses SAD apenas perdeu dois, tendo empatado cinco e vencido três.
  3. O SL Benfica é a equipa com mais cruzamentos bem sucedidos na Primeira Liga esta temporada (86) e é uma das que mais marcou a partir deste tipo de lances. São seis golos de cruzamento, tantos como o FC Porto e o CD Nacional.
  4. Em caso de derrota ou empate, esta será a maior sequência do SL Benfica sem vencer fora de casa para a Primeira Liga desde 2001.
  5. O Belenenses SAD é bastante perigoso na cobrança de bolas paradas. Cinco dos seus últimos sete golos surgiram de livre, sendo que quatro foram finalizados de cabeça.
  6. O Belenenses SAD é a equipa que tem pior taxa de aproveitamento de remates/golo, transformando em golo apenas 6% dos remates enquadrados com a baliza adversária.
  7. O melhor marcador dos encarnados é Haris Seferovic com nove golos em 18 jogos, enquanto para a equipa de Belém, Mateo Cassierra é o marcador de serviço com quatro golos em 20 jogos.
  8. Pizzi marcou no último jogo para a Primeira Liga frente ao Rio Ave FC e já não marca em duas jornadas consecutivas desde julho de 2020.
  9. O treinador do Belenenses SAD, Petit, perdeu todos os jogos que realizou frente ao SL Benfica enquanto treinador, totalizando onze derrotas.

10. Pizzi já realizou 6 assistências para golo frente ao Belenenses SAD, sendo que só o CD Nacional sofreu mais com o último passe decisivo de Pizzi.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Mateo Cassierra é a maior ameaça para o SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Mateo Cassierra (Belenenses SAD) – Cassierra é o melhor marcador da equipa do Belenenses SAD e é um dos jogadores que a equipa do SL Benfica terá de ter mais em conta. Internacional sub-20 pela Colômbia, Mateo Cassierra já conta com quatro golos na tabela dos melhores marcadores da Primeira Liga.

 

Seferovic é o principal marcador do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Seferovic (SL Benfica) – O avançado suíço, não sendo um ponta de lança dotado com poderes divinos, tem sido dos mais regulares desta temporada na equipa encarnada, sendo o melhor marcador das “águias” na Primeira Liga.

Leva nove golos na sua conta pessoal e procurará, com certeza, aumentar este registo. A verdade é que Seferovic tem faro de golo e tem aparecido nos momentos em que a equipa precisa, saltando muitas vezes do banco.

 

XI’S PROVÁVEIS

Belenenses SAD: Stanislav; Diogo Calila; Tomás Ribeiro; Henrique Buss; Gonçalo Silva; Rúben Lima; Cafú Phete; Sithole; Silvestre Varela; Miguel Cardoso; Mateo Cassierra.

Treinador: Petit

“Vamos com a mesma vontade de disputar os três pontos, com intensidade e a respeitar o adversário, mas queremos dar continuidade aos bons resultados”.

 

SL Benfica: Hélton Leite; Diogo Gonçalves; Lucas Veríssimo; Otamendi; Grimaldo; Weigl; Taarabt; Pedrinho; Rafa; Pizzi; Seferovic.

Treinador: Jorge Jesus

“Mesmo estando em primeiro, preocupávamo-nos em ganhar todos os jogos. Agora veja ao contrário! A pressão é maior”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: Belenenses SAD 0-2 SL Benfica

A duas matrioskas do Europeu

Sempre ouvi dizer durante o meu percurso académico que a história não se repete, mas se o caminho da seleção portuguesa feminina não se está a repetir então é puro destino. Espero que acredites no destino, caso contrário não sentirás da mesma maneira do que eu a última parte da afirmação anterior. Enfim, mas a última decisão para Portugal antes de mais um Campeonato da Europa, desta vez de 2022, será novamente no longínquo Leste Europeu, agora na Rússia.

Em 2017, as jogadoras portuguesas ficaram em 2.º lugar em igualdade pontual com a Finlândia – situação contrária a esta qualificação em que as finlandesas lideraram o grupo. O lugar em que a seleção tinha ficado dava direito a disputar um play-off para ainda sonhar com o tão inédito Europeu nos Países Baixos, o primeiro para as portuguesas. A verdade é que depois de um nulo em Portugal e de mais um no tempo regulamentar em Cluj, na Roménia, as decisões ficaram adiadas para o prolongamento.

Ana Borges, com a magia feita pelos seus pés, conseguiu ter a possibilidade de ficar numa excelente posição para passar para Andreia Norton fazer o 0-1, que praticamente punha Portugal no Europeu. As romenas ainda empataram a partida, mas as portuguesas tinham já comprado a passagem de avião para os Países Baixos. Ainda me lembro de em plena aula estar a viver esta bonita história do Futebol Feminino português.

Em 2021, novo cenário de play-off para a seleção portuguesa depois de voltar a ficar em 2.º lugar na qualificação. O local é diferente agora, contudo, só queremos que o desfecho final seja o mesmo e que a seleção portuguesa marque, pela segunda vez consecutiva, presença num Europeu, mas agora o de 2022.

Curry, Sabonis e Simons: os vencedores dos concursos | NBA All Star

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Num ano atípico, a NBA decidiu colocar os três concursos realizados no fim-de-semana do All Star na mesma noite. Ao contrário dos outros anos, o All-Star apenas se jogou numa noite. O concurso de habilidade e o de três pontos foram realizados antes do jogo entre as estrelas e o de afundanços foi concretizado no intervalo do jogo.

O entretenimento não está apenas no jogo entre as estrelas, e é isso que torna o All-Star tão especial. Também há bons momentos nos concursos!

Habilidades: Sabonis levanta o troféu na segunda tentativa

Ao contrário dos outros anos, o concurso de habilidades contou apenas com 6 participantes – costumam ser 8 jogadores. Luka Doncic, Chris Paul, Nikola Vucevic, Domantas Sabonis, Julius Randle e Robert Covington foram os jogadores que participaram na edição deste ano.

Dos 6 jogadores, o nome de Covington foi uma surpresa. Além de ser o único que não é all-star neste ano, é aquele que tem menos skills. Por isso, a sua eliminação na primeira ronda não foi nada surpreendente.

Doncic e CP3 eram os principais favoritos para conquistar o prémio, e até tiveram “folga” na primeira ronda. Porém, para tristeza de muitos fãs, ambos desiludiram no concurso. O basquetebolista esloveno nem tirou a sua camisa de treino e parecia que nem levou o concurso muito a sério, ao contrário de Sabonis que acabou por vencer o duelo. O outro grande nome para a conquista do prémio, Chris Paul, não soube aproveitar a vantagem que tinha sobre Vucevic e falhou um lay-up antes do lançamento de três pontos.

A final do concurso de habilidade foi 100% europeia. Sabonis, da Lituânia, contra Vucevic, do Montenegro. Apesar de o lituano ter marcado presença na final do ano passado, ninguém estava à espera de ver estes dois jogadores no derradeiro duelo.

Foi bem disputado, com alguns falhanços no lançamento atrás da linha de três pontos, mas a vitória acabou por ser de Sabonis. O basquetebolista da Lituânia levantou o troféu que lhe escapou por um triz no ano passado.

PRIMEIRA RONDA

Domantas Sabonis – Julius Randle

Nikola Vucevic – Robert Covigthon

Não jogaram: Chris Paul e Luka Doncic

SEGUNDA RONDA

Luka Doncic – Domantas Sabonis

Chris Paul – Nikola Vucevic

FINAL

Domantas Sabonis – Nikola Vucevic

Foto de Capa: Portland Trail Blazers

Portugal de luxo em fortes Europeus Indoor | Atletismo

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Os Campeonatos Europeus em pista coberta decorreram de 4 a 7 de março e o atletismo português saiu dos mesmos com nota bastante positiva. Três medalhas, três de Ouro e cinco finalistas no total (mais uma presença na final, mas sem direito a diploma de finalista) ajudam a ter uma boa percepção da grande prestação das cores nacionais. Mas há mais.

A nível geral, foram uns Campeonatos com bastante emoção, até em provas onde os vencedores se consagraram com resultados algo banais para os padrões habituais. Outros elevaram o nível e o número de marcas líderes europeias e líderes mundiais que saíram de Torun acabaram por surpreender quem vaticinava que estes seriam uns campeonatos mais fracos do que o habitual.

A EXCELENTE PRESTAÇÃO PORTUGUESA

Ouro para Auriol Dongmo. Ouro para Pedro Pablo Pichardo. Ouro para Patrícia Mamona. Quarto lugar de Francisco Belo. Quinto lugar de Carlos Nascimento. No que diz respeito ao número de medalhas e finalistas, era precisamente esse o número que tinhamos apontado, embora tenhamos apontado para apenas duas das medalhas serem de Ouro. Nascimento bateu o seu recorde pessoal nos 60 metros; Belo bateu primeiro o recorde pessoal (21.04 metros) e, depois, o recorde nacional indoor, com enormes 21.28 metros; e Patrícia Mamona aumentou o seu recorde nacional em pista coberta no Triplo.

Em relação às medalhas de Ouro, o caminho para elas foi diferente. Auriol Dongmo entrou como favorita, cumpriu os mínimos na qualificação, e fez logo uma grande lançamento, ao segundo ensaio na final do concurso do Peso (19.21 metros). Ainda assim, um totalmente inesperado recorde nacional sueco de Fanny Roos ao quinto ensaio (19.29 metros), virava o concurso e colocava a sueca em primeiro. No entanto, Auriol demonstrou uma grande frieza e, logo de seguida, ainda no quinto ensaio, respondeu com 19.34 metros, conseguindo com essa marca alcançar o Ouro.

Foi um grande concurso de Auriol, que pode não se ter aproximado do seu recorde nacional, mas teve quatro lançamentos válidos e todos eles acima dos 19 metros! Na cerimónia de entrega de medalhas, a atleta não conseguiu evitar as suas emoções, sentindo o hino, como já pouco estamos habituados a ver.

Pedro Pablo Pichardo teve um concurso totalmente oposto. O português saltou logo a 17.30 metros no primeiro ensaio e se quisesse poderia, de imediato, ter voltado para a caminha. Os outros três saltos válidos que fez chegariam na mesma para o Ouro, mas foram mais curtos que o inicial, não conseguindo, ainda, bater o recorde nacional de pista coberta, que pertence a Nelson Évora, com 17.40 metros. Ainda assim, isto são Campeonatos, não se ligue muito a marcas, pois o mais importante foi feito. Medalha de Ouro para casa e esperamos que seja a primeira de muitas medalhas internacionais de Pichardo com as cores portuguesas.

Os outros elementos do pódio (Alexis Copello e Max Hess), ao menos, passaram os 17 metros. Mas Copello (Prata) ficou a…26 centímetros de Pichardo, o que demonstra bem a superioridade do português!

Por fim, Patrícia Mamona foi o Ouro menos esperado. Não que a portuguesa não tivesse já mostrado um bom momento de forma semanas antes em Madrid (14.21m). Ela estava bem e isso dava para perceber, mas havia a espanhola Ana Peleteiro – que tinha sido a campeã em Glasgow – e havia a grega Paraskevi Papachristou, que é a atual campeã europeia ao ar livre e que já tinha saltado a 14.60 metros este ano, na mesma arena dos campeonatos. Na Qualificação, a atleta portuguesa pôs todas em sentido ao fazer, logo ao primeiro salto, 14.43 metros, a um cm do seu recorde nacional em pista coberta e melhor marca da qualificação.

Na final, Mamona começou muito forte, logo a 14.35 metros, subindo para 14.38 metros ao segundo ensaio, mostrando que estava consistente (o seu salto válido mais curto foi a…14.29 metros!), mas foi o seu terceiro salto, a 14.53 metros, um novo recorde nacional indoor, que lhe viria a dar a vitória na prova. Mas com sofrimento…a alemã Neele Eckhardt alcançou um recorde pessoal, ao terceiro ensaio, a um cm de Patricia…e Ana Peleteiro (que ficou com a Prata) saltou no último ensaio também a 14.52 metros!

Assim, a distância do primeiro ao terceiro posto foi de apenas um centímetro (!), mas, felizmente, para as cores nacionais quem saltou mais longe foi mesmo Patrícia Mamona, que alcançou o seu primeiro título europeu em pista coberta (havia sido Prata em Belgrado), depois de ter sido campeã ao ar livre em Amesterdão, em 2016.

Além dos já citados grandes resultados de Francisco Belo e Carlos Nascimento, houve outros resultados pessoais de enorme valia. Mariana Machado bateu o recorde pessoal e sub-23 nacional (8:59.39) e marcou presença na final dos 3.000 metros (embora sem o diploma de finalista, por não ter ficado entre as oito primeiras). Também nos 3.000 metros, Samuel Barata bateu, por larga margem, o seu recorde pessoal na distância, finalizando em 7:53.39. Na velocidade, Rosalina Santos também sairá satisfeita por, na sua estreia em grandes competiçoes internacionais, ter conseguido chegar às semi-finais dos 60 metros.

Grandes campeonatos para Francisco Belo, cada vez mais elite mundial
Fonte: European Athletics

É verdade que, talvez, fosse esperado mais de algumas prestações, dado o que esses atletas já nos mostraram no passado (Marta Pen Freitas e Ricardo dos Santos à cabeça), mas era complicado pedir melhor, sabendo das limitações dos referidos atletas na preparação para estes Campeonatos, bem como sabendo que o principal foco da temporada está lá mais para a frente.

No geral, Portugal foi o segundo país a conquistar mais Medalhas de Ouro (apenas atrás da Holanda) e foi nono no que diz respeito ao total de medalhas, tabela que foi dominada pela Grã-Bretanha (12), seguida da Polónia (dez) e da Holanda (sete). Portugal conseguiu ainda alcançar o maior número de pontos da história de participações nestes campeonatos (33) e igual o número máximo de medalhas (também foram três em Valência, em 1998), mas desta feita só com Ouros!