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Romain Bardet e Sunweb: A escolha acertada?

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A paragem forçada no ciclismo competitivo permitiu que houvesse maior foco nos rumores de transferências para a próxima temporada e, entre os grandes nomes da modalidade, uma troca de equipa parece muito bem encaminhada, Romain Bardet deverá deixar a AG2R La Mondiale e seguir carreira na Team Sunweb.

No conjunto francês, desde que se tornou profissional, em 2012, Bardet desfrutou de muitos sucessos nestas nove épocas, entre os quais se contam três etapas, uma camisola da montanha e dois lugares no podium final da Geral no Tour de France. Com ele, também a equipa cresceu e se tornou muito mais respeitada na cena internacional.

Por outro lado, os últimos anos têm sido de estagnação (e até retrocesso) para Bardet e, se o atleta já admitiu ter tido alguns problemas de motivação, não é menos verdade que a AG2R sofreu perdas importantes no departamento de desempenho desportivo e que alguns problemas se foram tornando claros, como é bom exemplo o facto das suas bicicletas não de qualidade World Tour, especialmente no que diz respeito ao contrarrelógio.

Será Bardet o próximo Sunweb a brilhar em provas de três semanas?
Fonte: Giro d’Italia

Já a Sunweb, órfã de Dumoulin, procura relançar o ataque às provas por etapas e têm aqui a oportunidade de o fazer com um ciclista de créditos firmados. Não será fácil, no entanto, com Oomen e Kelderman perto da saída e um plantel que parece estar cada vez mais orientado para provas de um dia.

Contudo, uma nova geração de talentos – com Arensman, Brenner e Hirschi à cabeça – pode crescer com o francês e tornar-se num forte núcleo de apoio nas Grandes Voltas. Além disso, o conjunto alemão é conhecido pela sua obsessão pelo detalhe na preparação dos ciclistas e nesse campo Bardet enquadrar-se-á de forma perfeita e poderá, finalmente, usufruir de uma estrutura que partilhe o seu foco no planeamento do trabalho dos atletas.

Devo dizer que na primeira vez que tomei nota desta possibilidade fiquei um pouco cético, já que a Sunweb está mais talhada ao desenvolvimento de jovens corredores, e o foco nos sprints e clássicas parece ser mais adaptado e capaz de dar resultados face ao orçamento da equipa. Mas, após uma reflexão mais aprofundada, julgo que esta acabará por ser uma boa movimentação para ambas as partes e que este poderá ser o impulso que Bardet necessita para revitalizar a sua carreira.

Foto de Capa: AG2R La Mondiale

Artigo revisto por Joana Mendes

SL Benfica | Os 5 melhores golos frente ao Sporting CP no século XXI

A última jornada do campeonato 2019/2020 promete ser escaldante não só na luta pela permanência como na disputa pelos “lugares europeus”. Se por um lado o SL Benfica já não joga por nenhum objetivo, por outro encontra-se o Sporting CP a precisar de um ponto para assegurar o terceiro lugar e, consequentemente, a entrada direta na fase de grupos da Liga Europa.

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Mas um dérbi é um dérbi e com ele traz sempre grandes momentos, incluindo grandes golos. Ainda que já tenham sido marcados golos espetaculares ao longo da história deste clássico do futebol português, neste artigo vou mostrar-vos os cinco melhores golos das águias aos leões este século.

5 opções para o eixo defensivo do Sporting CP em 20/21

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Quando faltam apenas duas jornadas para terminar a época desportiva de 2019/2020, os adeptos leoninos depois de verem os seus objetivos fracassados, já só pensam na próxima época. A verdade é que tem sido já uma constante. O Sporting CP desde cedo que se vê longe dos seus objetivos e tem – em teoria – mais tempo para preparar a sua próxima época. Apesar disso são cometidos os mesmos erros, ano após ano, com um planeamento e uma gestão duvidosa que hipotecam toda a época desportiva.

Neste artigo – e nos próximos que irei lançar – vou procurar analisar potenciais reforços para a equipa leonina, tendo em vista alguns fatores: o baixo orçamento leonino; potenciar jogadores; investir a médio/longo prazo.

Ou seja: o Sporting CP terá de contratar com pouco dinheiro, sem gastar verbas avultadas e com isso as contratações terão de ser certeiras. O facto de potenciar jogadores permitirá não só o rendimento desportivo, mas também o rendimento financeiro para tentar a médio/longo prazo alavancar o clube com uma estratégia bem definida.

Neste primeiro capítulo vou abordar o eixo defensivo central.  O Sporting CP conta neste momento com Eduardo Quaresma e Seba Coates como as duas peças-chave e que creio terem todas as condições para se manter na próxima época. Tiago Ilori e Luís Neto devem sair, permitindo algum retorno financeiro. Gonçalo Inácio será um central para ir rodando ou na equipa B e “fazendo a ponte” para a equipa A, ou numa equipa da Primeira ou Segunda Liga.

Com isto irei apresentar algumas soluções para a equipa leonina tendo em vista a necessidade de colmatar a saída de Jérémy Mathieu – que dava muito ao Sporting CP com bola e algo essencial neste sistema de Rúben Amorim – mas também nomes que podem melhorar as opções do plantel leonino fazendo o plantel assim ficar mais equilibrado e preparado para qualquer adversidade, sem contar também com o possível ingresso de Feddal.

Petit, o salvador das descidas

Armando Gonçalves Teixeira, mais conhecido no mundo do futebol como Petit, foi um reconhecido jogador português com uma carreira notável, principalmente ao serviço do SL Benfica e do Boavista FC, clube onde se retirou e onde começou o seu percurso como treinador ainda no Campeonato de Portugal.

Com a subida administrativa dos axadrezados à Primeira Liga em 2014/15, Petit manteve-se no leme da equipa e conseguiu a árdua tarefa de manter a equipa no principal escalão do futebol português – tendo em conta as invulgares condições da promoção -, com a conquista de um respeitável 13.º lugar na tabela classificativa.

Na temporada seguinte, assistimos ao início do mito “Petit, salvador das descidas”. Apesar de iniciar a temporada ainda no Boavista, “questões pessoais”, como alegou na última conferência de imprensa ao serviço das panteras negras, levaram-no a pedir a demissão na 11.ª jornada. Duas semanas mais tarde, é apresentado no CD Tondela que se encontrava a apenas quatro pontos acima da linha de água. Uma série de cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota nos últimos jogos da época salvavam milagrosamente a equipa de uma descida de divisão que parecia certa.

Petit repete a história e inicia a temporada 2016/17 ao comando da equipa que “salvou” na época anterior, mas, mais uma vez, acaba por abandonar o comando técnico com o campeonato a decorrer e assina pelo Moreirense FC, mais um emblema aflito na luta pela permanência. O treinador português consegue, novamente, trazer a orientação e o reforço anímico necessários para a inversão do panorama e um Moreirense invicto nas últimas seis jornadas garante a permanência na Primeira Liga.

Por esta altura, já se consolida a crença de Petit como o mestre em evitar descidas. O treinador nascido em França, mas com dupla nacionalidade, faz jus ao título e, na época seguinte, após uma passagem falhada pelo FC Paços de Ferreira, volta ao clube de Moreira de Cónegos para evitar nova despromoção anunciada. Em 2018/19 mais do mesmo: rende o treinador Claúdio Braga num CS Marítimo que vinha de dez jogos sem vencer. Consegue garantir a manutenção da equipa com um 11.º lugar, mas fica aquém das suas próprias expetativas aquando a sua apresentação nos Barreiros, em que assumiu a ambição de terminar nos quatro/cinco primeiros lugares da tabela classificativa.

Agora que estamos prestes a terminar uma época de futebol atípica, Petit já garantiu (mais uma vez) a permanência da Primeira Liga da equipa que assumiu (novamente, mais uma vez) com a época a decorrer, o Belenenses SAD. O seu percurso como treinador na Primeira Liga não deixa dúvidas em como Petit é um verdadeiro “salvador de descidas” quando assume, com a temporada em andamento, o leme de equipas aflitas na luta pela manutenção, algo que tem provado de ano para ano. Resta saber se o treinador tem a consistência e os dotes necessários para conduzir com sucesso uma equipa desde o início até ao fim da época, ou até para comandar equipas naturalmente candidatas a outros objetivos mais ambiciosos, como lugares europeus.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

10 jogadoras em destaque da Primeira Liga de Futebol Feminino

Na antecâmara da época 2020/21, olhamos para o futebol feminino e focamo-nos em dez jogadoras da última temporada da Liga Feminina que se destacaram nas suas equipas.

É preciso reconhecer, no entanto, que a escolha destas dez atletas não reflete total justiça, uma vez que, infelizmente, ainda não é possível ter acesso a todos os jogos do principal escalão feminino em Portugal.

A força do coletivo como a chave para a vitória do campeonato nacional

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O jogo desta segunda-feira contra o Moreirense FC fez lembrar um daqueles à moda antiga, que nos primeiros dez minutos já se adivinhava uma goleada azul e branca, só não se sabia se era para cinco ou para seis. Por muito que a equipa já fosse campeã e estivesse a jogar sob um clima de festa, tornando o cenário mais descontraído, a segunda parte foi talvez a melhor dos dragões esta temporada. A equipa trocou a bola de forma coerente, quebrando facilmente as linhas do Moreirense FC, saindo frequentemente com perigo na transição enquanto todos pareciam motivados para dar mais.

Presenciaram-se momentos de magia, como o passe magistral de Luís Diaz, num golo soberbo, em que a bola em 40 segundos passa por nove jogadores, com apenas 15 passes até chegar a Tiquinho Soares. Verificou-se a criatividade de Otávio e a importância que teve e tem no modelo de Conceição, mas presenciou-se um dos momentos mais caricatos, no bom sentido, no Estádio do Dragão: o golo de livre de Marega. Até o próprio sabe o quão improvável aquilo foi, devido às limitações técnicas, e até porque é raro vê-lo a atirar fora de área. O que é certo é que ficou marcado para a história.

Por falar em história, um dos principais momentos que simboliza o campeonato é na festa dos jogadores no relvado, quando se sentaram nas cadeiras do estádio e representaram o papel de adepto, ao som de “Perra”. Para o portista é um orgulho enorme ver uma equipa unida desta forma, sem esquecer a importância do 12.º jogador. O FC Porto foi campeão nacional precisamente por essa união, claramente visível dentro do balneário.

Repare-se que quando a situação estava em apuros, Sérgio Conceição foi o primeiro a acusar o plantel de falta de união e vontade, no momento em que pôs o lugar à disposição. Desde o encontro contra o Benfica no Estádio do Dragão, a história reverteu-se e os azuis e brancos rapidamente conseguiram recuperar os sete pontos de atraso e chegar ao primeiro lugar do campeonato. Podiam não ser as melhores exibições possíveis, mas as mudanças eram visíveis, os resultados favoráveis e notava-se a equipa toda a bordo no mesmo barco, a remar apenas para uma direção. Para o 29.

Durante a paragem do futebol, houve um fator que poderá ter sido crucial para a conquista do título e pouco foi abordado. Trata-se do “FC Porto em Casa”, um direto transmitido nas redes sociais do clube, orientado por Miguel Marques Monteiro e Rui Cerqueira, jornalistas do Porto Canal. Essas transmissões traziam de volta uma série de craques que passaram pelo clube, que de certa forma, podem ter um papel fundamental naquilo que é a passagem dos valores do FC Porto para os atuais atletas. Isto porque alguns desses atletas chegaram a participar e certamente muitos deles acompanharam os programas.

O momento em que se sentiu a equipa mais focada no objetivo foi na pós-retoma, mesmo com dois desaires nos primeiros três encontros, que podiam ter enviado o Benfica novamente para a liderança. Contudo, os encarnados passaram por uma série de jogos sem vencer e os dragões aproveitaram para alargarem a vantagem pontual. Os azuis e brancos acumulam de momento seis vitórias seguidas desde o tal empate na Vila das Aves, com destaque para uma evolução gigantesca na qualidade de jogo. Desde o retorno do futebol, o conjunto de Sérgio Conceição sofreu apenas quatro golos em nove jogos e marcou 23. Manteve também a baliza inviolável por seis vezes nessas partidas e não sofreu qualquer golo em casa.

O FC Porto é um justo campeão da liga portuguesa e destacou-se a léguas do maior rival por se demonstrar a equipa mais consistente e, de um modo geral, a equipa que ao longo do tempo, corrigiu ou escondeu melhor os seus erros. A barreira defensiva dos portistas foi exímia durante a maior parte da temporada e a equipa foi-se tornando cada vez mais prática e eficiente dentro de campo, ao ponto de nestes últimos encontros as jogadas de perigo saírem com uma naturalidade tremenda.

Além desse fator, o coletivo evidenciou-se e foi a chave para a conquista do troféu. Sérgio Conceição sempre deu a entender que não havia intocáveis, todos tinham de dar o litro durante os treinos e durante os 90 minutos e a felicidade dos jogadores era evidente. Quando o grupo está unido é mais forte e as relações entre os jogadores parecem muito positivas, de acordo com a maneira como festejam os golos, como interagem uns com os outros e principalmente por se esforçarem de igual modo, mesmo que sejam menos vezes opção do treinador.

Os números falam por si e o melhor marcador do FC Porto no campeonato é a resposta. Geralmente, há um ou dois jogadores que se destacam dos outros e apresentam números bem superiores a nível de golos aos que o elenco portista apresentou este ano. Até há bem pouco tempo, o melhor marcador da equipa no campeonato era Alex Telles e agora é Marega com “apenas” doze golos apontados, à frente dos onze do lateral brasileiro. De seguida, vem Tiquinho Soares com dez e Zé Luís com sete. Em 73 golos marcados, estão aqui concentrados 40 golos, logo ainda há mais 33 distribuídos pelo resto da equipa. Em todas as competições, Tiquinho, Marega e Alex Telles estão presentes no topo, mas destaque para Luís Diaz, pois contribuiu, e de que maneira, ao longo da época, sendo o segundo melhor marcador do plantel em todas as provas.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Andebol: Chegou o fim do 7×6?

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Há quatro anos, houve uma atualização dos regulamentos do Andebol, com a adição de novas regras e a alteração de outras já existentes. Uma das principais mudanças efetuadas na altura, foi a possibilidade de substituir o guarda-redes por um jogador de campo, criando, assim, a possibilidade de jogar em superioridade numérica no ataque. Ao longo dos anos, várias equipas têm utilizado essa opção tática e algumas até se tornaram especialistas nesse momento do jogo, como o FC Porto e a Seleção Nacional.

A regra, no entanto, ainda não é unânime. Recentemente, o jornalista especializado da EHF e da revista alemã Handballwoch, Bjorn Pazen, realizou um questionário que colocava em causa a regra em questão. Foram 39 os treinadores inquiridos, sendo que 30 estavam a favor do fim do uso da regra. Entre os treinadores questionados estavam Filip Jicha, do Kiel, e Chema Rodriguez, novo do treinador do SL Benfica, mas, por coincidência (ou não), não estavam nem Paulo Jorge Pereira, nem Magnus Andersson, dois dos melhores utilizadores dessa vertente tática.

O presidente do comité de instrutores e métodos da IHF, Dietrich Spaten, vai “examinar de perto esses argumentos dos treinadores”. Aos nomes acima referidos, ainda faziam parte do questionário nomes como: Ljumobir Vranjes, Xavier Pascual, Manolo Cadenas, Talant Dujshebajev, David Davis e Raúl González.

Os principais argumentos dos treinadores contra a regra são: dois minutos já não é uma penalização; o jogo tornou-se mais lento/menos dinâmico; remates a balizas vazias não são atrativos; o andebol em geral está a tornar-se menos atraente; a ideia/o estilo básico de jogar andebol mudou negativamente; as opções/variantes táticas reduziram; menor oportunidade de variantes táticas defensivas.

Quem ainda está a favor da regra, considera que esta é mais uma opção tática.

Mesmo o FC Porto e a Seleção Nacional, que são dois dos casos que mais e melhor utilizam esta vertente, utilizavam-na em certos momentos dos jogos, mas nunca na maioria deles. Ou seja, era mais uma opção tática para ser utilizada em determinados momentos do jogo diferentes, tal como é, por exemplo, a opção de jogar com um ou dois pivots.

A verdade é que esta tática aumenta o risco de sofrer golo para quem a utiliza, logo a equipa tem de ser mais eficaz no ataque, procurando sempre a melhor opção e procurando realizar os ataques com a melhor qualidade possível. No meu ponto de vista, o facto das equipas poderem utilizar esta vertente como mais uma opção tática traduz-se numa maior imprevisibilidade do jogo e, consequentemente, numa maior qualidade do jogo.

Foto de capa: FC Porto Sports

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Sporting CP | A manobra do hit de verão

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“Mais uma voltinha, mais uma viagem/ fim de semana é para ganhar coragem”: Sérgio Godinho, eterno intérprete da música portuguesa e sportinguista, afirmou que a vida era feita de pequenos nadas. Sendo ele adepto de um clube ao qual se alvejam textos trocistas, comentários escabrosos e piadas que começam a causar irritação pela repetição (a do ano após ano, evidentemente), adivinhou e imbuiu-se do seu jeito premonitório para transmitir a mensagem nas famosas entrelinhas – portentosas no tempo do salazarismo – e vingar a sede que a massa adepta do Sporting CP (com ele incluído) tem para vencer.

Com a promessa de que farei a graça pela última vez, explano o trecho da canção, falando (escrevendo!) “sportinguez”: “mais um aninho, mais uma espera/ o verão serve para alimentar a quimera”. O título está em falta e não é minha intenção repetir que o Sporting CP, ultimamente, se faz de pequenos nadas. Esta lírica – tal como a arte, o objeto da poesia está nos olhos de quem a lê – pode ser alavanca e matéria esperançosa para a mudança. A parceria na lírica, a melodia e a interpretação está ao seu encargo. “Dar Rumo ao Sporting”!

A temporada atual está a esgotar-se. O campeão está encontrado, as faixas encomendadas. O Sporting, símbolo da solidariedade, uniu-se ao FC Porto. Luta, com o SC Braga, pelo terceiro posto na tabela classificativa. (mensagem inicial do videoclipe)

A época começou mal, Bruno Fernandes colocava água na fervura, mas rapidamente tudo esquentava. Ele saiu do puzzle disperso. Encontrou-se Acuña, Vietto e Coates (no qual recaíam a maioria das responsabilidades por não existir um tampão na zona central do terreno). Wendel ressuscitou com a chegada de Amorim. Com o técnico português, a equipa melhorou. Vi pressão aquando da saída de bola adversária, triangulações bem desenhadas e a busca pelo espaço vazio, velocidade, jogadas ensaiadas, meio campo com músculo superior, posse de bola, mais remate, três centrais e corredores vagos, juventude aguerrida e com potencial. (primeira parte da música).

O jovem técnico quer afinar a música leonina
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A promoção das renovações de contratos: Coates, Vietto, Acuña e Wendel são essenciais no Sporting de Amorim e na peleja pelos objetivos a que a equipa se proporá. São as peças mais experientes, com mais tarimba tanto nacional como internacionalmente dentro do plantel e são as únicas capazes de capitanear um grupo em que a jovialidade impera. Além disso, servirão de inspiração e fontes de onde a nova casta pode bebe: a confluência, a mistura do sangue novo com aquele que, aliado a si, se pode regenerar. (refrão)

A compra de jogadores: A manobra 2020/2021 tem tudo para ser… aquilo a que nos habituaram. Raramente se acerta numa transferência e, quando se acerta, a venda posterior é feita por uma pechincha. Quem procuramos, prefere os rivais. Quem vem, entra automaticamente no quarto dos flops e despe-se. Aliás, o Sporting atingiu o cúmulo rapidamente: por exemplo, mesmo com Slimani, Bryan Ruiz e Téo Gutiérrez, a turma leonina conseguiu e fez o esforço de não se sagrar campeã nacional. A compra, analogamente ao patamar de azar/incompetência, necessita de uma reformulação. Comecemos, primeiramente, por jogar no Euromilhões… (segunda parte da música).

A venda de jogadores:  Eduardo, Borja, Doumbia, Rosier, Ristovski, Ilori, Neto e Rafael Camacho não podem incluir o estágio sequer. Já não existe pachorra (falo por todos, evidentemente) para aturar tanta incapacidade, tanta inaptidão, tanto conformismo nas movimentações, tanta irracionalidade com ou sem bola, tanta falta de tudo. (terceira parte da música).

A aposta nos jovens: o tão imponente pódio devemo-lo aos miúdos. Os reforços de 2019/2020 dificultaram ao máximo essa tarefa. Os miúdos, a mando de Amorim, vieram acalmar o incêndio. Nuno Mendes é tão límpido como água. Eduardo Quaresma necessita de amadurecer com Coates e outros de companhia equânime. Matheus Nunes não engana e é o jogador que defrontou o FC Porto. Joelson precisa de confiança e de perder o medo. Tiago Tomás, o mais verde e talvez por faltar um ponto de lança puro (!), seja o mais envergonhado. (mensagem final e síntese).

Um hit de verão que rebusca os momentos finais da época anterior e que introduz a vindoura. Estreia brevemente, nos noticiários e redes sociais perto de si.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Jorge Jesus | O mister está de volta

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Recentemente, foi anunciado o retorno de Jorge Jesus ao futebol português, neste caso, para representar novamente o SL Benfica. Após um trajeto curto, mas de enorme sucesso, ao serviço do Flamengo, o técnico português regressa a uma casa onde conquistou dez títulos e praticou um futebol que deixou saudades na maioria dos adeptos encarnados.

Apesar da sua saída para o rival Sporting CP, em 2015, provocando uma acesa disputa, troca de palavras e acusações durante uma época inteira, parecia desde há uns tempos evidente o interesse de Luís Filipe Vieira em trazer o técnico português novamente para o comando das águias.

Na primeira passagem, Jorge Jesus praticou um futebol ofensivo, de pressão alta, com muita organização e detalhe nos vários momentos de jogo, além de ser visto também como um treinador de excelência nos processos de treino.

Conquistou três campeonatos e perdeu outros três, ainda que, sejamos francos, para um FC Porto com plantéis de qualidade muito superior aos de hoje em dia (com nomes como Falcao, Hulk, James, Moutinho, Helton, Otamedi, Alex Sandro ou Danilo).

Além disso, conduziu o Benfica a duas finais europeias, algo que merece realce tendo em conta que o Benfica se encontrava há 23 anos arredado destes palcos. Na Liga dos Campeões, atingiu por uma vez os quartos de final da prova, porém, em cinco edições conseguiu apenas por essa vez passar uma fase de grupos, algo que, certamente, pretenderá mudar e melhorar nesta nova passagem.

Concomitantemente, valorizou bastante alguns jogadores, o que permitiu avultados ganhos em transferências para o clube da Luz (David Luiz, Fábio Coentrão, Javi Garcia, Matic, Witsel, Enzo, Di Maria, Rodrigo, entre outros).

Com eleições em outubro, a aposta em Jorge Jesus fica patente como um ato de “all in” por parte do presidente Luís Filipe Vieira, sobretudo depois de, em 2015, ter prescindido do treinador para iniciar um projeto com moldes diferentes, essencialmente com a aposta em jovens da formação, dando a entender, atualmente, que errou ao mudar a política.

Ainda assim, parece-me que Jorge Jesus deverá ter aprendido com erros do passado (por exemplo, os casos de João Cancelo e Bernardo Silva), podendo olhar agora de uma forma distinta para alguns jovens de enorme potencial nos quadros do clube e enquadrá-los na equipa a curto/médio prazo, caso entenda que estes reúnem as qualidades e funções exigidas para o seu modelo de jogo muito específico e rigoroso (Tiago Dantas, Gonçalo Ramos, Paulo Bernardo, Úmaro Embaló, entre outros).

No entanto, com a vinda do técnico, é previsível um investimento forte do SL Benfica no próximo mercado de transferências, certamente com muitas entradas e saídas no plantel encarnado, como já tem sido ultimamente noticiado, de forma a criar um impacto e mudanças imediatas. Com o elevado investimento em vista, o objetivo poderá, finalmente, passar pelo tal “Benfica Europeu” muito falado nos últimos tempos, mas que, na prática, não se concretizou.

Pelas reações dos últimos dias, a conclusão que se retira é uma certa divisão nos adeptos relativamente a esta contratação. Alguns, muito felizes com o regresso e convictos de que será o homem certo para elevar a qualidade de jogo da equipa, assim como para exigir um plantel mais forte e profundo. Outros, não esquecendo todos os episódios com o eterno rival Sporting, após a sua saída, estão contra esta contratação, por considerarem uma afronta aos valores e identidade do clube e, ainda, com receio de que a história de sucesso não se repita desta vez.

Em suma, creio que será uma contratação e um regresso que elevará a qualidade de jogo do Benfica e, consequentemente, do futebol português. O tempo dirá se foi uma boa ou má escolha, mas a expetativa para perceber qual será o futuro do Benfica, se a águia voltará a voar bem alto, é muito grande nas hostes encarnadas, e não só.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

BnR LIVE: As 5 revelações brasileiras da Liga c/Gustavo Manduca

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Em mais uma emissão de BnR TV, o convidado do programa de hoje foi Gustavo Manduca. O italo-brasileiro, falou-nos um pouco sobre a sua carreira. Comentou o regresso de Jorge Jesus ao Benfica e falou-nos da sua opinião quanto às escolhas dos comentadores residentes Jorge Faria de Sousa e Pedro Diniz.

O tema do programa foram as revelações brasileiras no nosso campeonato. Constaram nomes conhecidos como Carlos Vinicius e Otávio, mas houve espaço para muitas novidades. A discussão prolongou-se com o nosso convidado a deixar algumas revelações quanto a antigos namoros que teve referentes a jogadores que atualmente atuam na liga portuguesa.

Com João Filipe Brandão, Jorge Faria de Sousa, Pedro Diniz e Gustavo Manduca.