A época está a acabar e, nesta altura, é sempre habitual fazer os mais variados balanços sobre a temporada. Com o FC Porto já campeão, muitos foram os golos que contribuíram para este desfecho, no entanto alguns foram mais belos ou artísticos do que outros. Desta forma, vou formular um top dos 5 golos que fizeram qualquer um levantar da sua cadeira e aplaudir.
Filipe Teixeira, atualmente com 39 anos, nasceu em França, no centro de Paris numa clínica do Parque dos Príncipes. Filho de pais emigrantes entrou no mundo do futebol na vinda para Portugal, mas quis o destino que ele voltasse ao Estádio que o viu nascer. Teve uma carreira promissora, com passagens por Portugal e Inglaterra, abalada por duas graves lesões em momentos cruciais do seu crescimento. Filipe não desistiu e, já depois dos 30, deixou a sua marca na Roménia e no mundo do futebol. Em mais uma entrevista Bola na Rede, entra em campo Filipe Teixeira, um jogador que é como o vinho do Porto: quanto mais velho melhor.
Foto de Raquel Fernandes
– Os primeiros passos da carreira no Felgueiras de Jorge Jesus e a chegada à Ligue 2 –
“Tive tudo encaminhado para assinar pelo Marselha”
Bola na Rede [BnR]: Nasces em França, filho de pais emigrantes, jogaste num pequeno clube da terra, mas é só quando vens para Portugal que começa a tua aventura no futebol?
Filipe Teixeira [FT]: Sim, mas só passados dois anos. Chego com 10, lembro-me que fui ver se existia escalões de formação no FC Felgueiras, mas não havia, era só a partir dos 12 anos. Cheguei a treinar durante uns meses com os mais velhos e fiz alguns torneios pela escola. Quando já tinha 12 anos finalmente entro no FC Felgueiras e faço praticamente toda a minha formação lá.
BnR: Com que idade assinas o teu primeiro contrato profissional?
FT: Assino aos 16 anos quando começo a treinar pelos séniores, na altura treinados pelo Jorge Jesus. Não jogava, apenas treinava com eles de vez em quando, mas tive de deixar os estudos para segundo plano. Aos 17 anos, aposta de Diamantino Miranda, Jorge Castelo e com ajuda do Rui Luís, que era o meu treinador no Felgueiras, começo a fazer uns treinos para colmatar saídas do plantel. Lembro-me bem, estava na bancada a assistir ao treino e precisavam de um jogador para de tarde, o meu treinador dos juniores sugeriu-me, fiz o treino e no fim disseram-me logo que queriam que eu continuasse. Fiquei contentíssimo.
BnR: Rapidamente começaste a ser titular e a jogar com regularidade na segunda Divisão portuguesa…
FT: Fui uma das apostas do Diamantino Miranda. Recordo-me que no meu primeiro jogo entro no decorrer da segunda parte, mas acho que de resto fui titular praticamente em todos os jogos.
BnR: Nesse ano entras na convocatória para representar Portugal no Europeu de sub-18 na Suécia, onde venceram a competição. Como foi lidar com o facto de teres sido campeão europeu e titular na Segunda liga com 17/18 anos?
FT: Para ser sincero, acho que não tive muita noção na altura (risos). Eu sempre gostei de futebol e o meu objetivo sempre foi tornar esta paixão no meu trabalho e acabou por acontecer naturalmente. Não tive tempo de assimilar tudo.
BnR: Entretanto deixas o Felgueiras por empréstimo e regressas a França para representar o Istres na Segunda Divisão Francesa.
FT: Assinei, mas antes tive tudo encaminhado para assinar pelo Marselha. Era um contrato de quatro anos, mas as coisas acabaram por não correr bem e assinei por empréstimo com o Istres.
BnR: Como surgiu o Marselha?
FT: O Marselha surge porque me observaram no Europeu de sub-18 na Suécia e no fim da época disseram-me que estavam interessados. Na altura o meu empresário tinha comprado o meu passe ao Felgueiras, ou seja, o negócio dependia simplesmente do seu aval. Estive duas semanas em Marselha a treinar com o plantel, mas devido a questões burocráticas e financeiras o negócio acabou por não se concretizar.
BnR: Acabas por ir para o Istres. Como é que lidaste com o facto de não teres assinado pelo um grande da Ligue 1 e acabar na Ligue 2?
FT: Eles aparecem nos últimos dias de fecho do mercado de transferências, assinei, mas já estava a pensar em ficar só seis meses. Como é óbvio fiquei descontente por não assinar com o Marselha, mas pronto, na altura era novo e a minha preocupação era jogar e tendo em conta as circunstâncias foi a minha segunda melhor opção.
BnR: Visto que nasceste em França e sabes falar a língua, a adaptação foi fácil?
FT: Nesse aspeto foi. O que não foi fácil foi o facto de aos 19 anos ter que ir para França sozinho e estar longe da família. Mas como falava a língua adaptei-me bem, foi uma boa experiência e acabei por ficar lá um ano.
Mais uma época futebolística que está a acabar e, como em anos anteriores, o Sporting CP tenta conservar o terceiro lugar, “o seu lugar” como ouvi alguns adeptos rivais dizer. Já os adeptos sportinguistas pouco mais têm a argumentar além da enorme História que o Clube conseguiu construir.
O problema da História é que esta ficou no passado e não nos garante vitórias para o futuro. Pode dar outro suporte ao clube, permitindo-lhe construir um futuro mais promissor que outros clubes menos ricos em passado glorioso, no entanto só com competência de quem dirige o clube e a entrega e identificação dos atletas que o representam, poderá continuar a construir e valorizar a sua história.
O passado glorioso, por si só não nos garante nada, por isso, de pouco nos vale andarmos a apregoar que somos um clube grande pelo passado que tivemos.
Depois temos a questão de comparação com a grandeza, a história, e as conquistas dos nossos rivais.Se a grandeza se mede pelas conquistas, uns serão maiores que outros, e se deixarmos de ganhar, comparativamente aos adversários, deixaremos de parecer tão grandes, podendo mesmo começar a ver outros aproximar-se (ainda que para isso tenham muito para ganhar).
🦁Sporting ainda não garantiu o 3.º lugar: precisa de um empate na última jornada, na Luz, para assegurar o último lugar do🥉pódio (ou que o SC Braga não ganhe ao FC Porto) pic.twitter.com/AKKGCo0WHb
Há uns anos a esta parte temos tido vários presidentes de clubes a tentar equiparar-se ao Sporting CP. CD Nacional, Marítimo SC e mais recentemente SC Braga, têm tentado implementar o “SoundByte” de serem do mesmo campeonato do Sporting CP. E a verdade é que os dois primeiros não se aguentaram a acompanhar o “nosso” campeonato, no entanto o terceiro tem crescido, principalmente em termos de qualidade futebolística, ficando apenas a faltar os títulos.
De qualquer forma, todos os clubes tentam construir a sua história e valorizá-la com títulos, pelo que, a manter este ritmo de conquistas, daqui a uns anos o Sporting CP pode ver algum dos pretendentes ao pódio aproximar-se.
A sorte do clube leonino é que os outros clubes sofrem do mesmo problema para conseguirem amealhar troféus. É que em Portugal há dois “eucaliptos” que deixam todos os que os rodeiam na seca. Portanto, não será fácil outro clube sequer aproximar-se do número de títulos conquistados e expostos no museu de Alvalade. No entanto, espero que o nosso presente não passe de ser o eterno terceiro para ser o eterno quarto, porque apesar de tudo, o terceiro ainda nos traz vantagens que o quarto não traz.
O Sporting está a 22 pontos do 1.º classificado (o já campeão FC Porto): igualou a sua maior distância pontual para a liderança neste campeonato – 19.ª jornada, após a derrota em Braga, com Silas
⚠O Sporting não termina a Liga a 20 + pontos do campeão desde 2012/13 (ficou a 36) pic.twitter.com/1ybZARBJo4
Custa estar aqui a defender que um clube como o Sporting CP, com milhares de sócios (agora menos alguns), esteja preocupado com um terceiro lugar que apenas dá acesso a uma Liga Europa que dá aos clubes pouco mais que peso no calendário. Custa estar preocupado em assegurar os primeiros dos últimos (o segundo lugar ainda dá possibilidade de acesso a uma Liga dos Campeões que possibilita acesso a muitos milhões de euros, essenciais à sobrevivência dos clubes portugueses). Custa perceber que para além do tão mal-amado fosso do estádio Alvalade XXI, vemos também aumentar o fosso entre nós e os outros dois crónicos vencedores do campeonato Português.
O terceiro é melhor do que o quarto? Não me parece. Mas infelizmente, como numa corrida de ciclismo (que também já deixámos de ter) encabeçamos agora o grupo perseguidor. Porque o grupo líder já vai longe e não parece possível de alcançar, pelo menos se mantivermos este percurso, esta liderança e esta mentalidade de nos contentarmos com um mal menor.
O Sporting CP não pode continuar a viver do passado. É imperioso voltar a ganhar, e de uma forma regular.
Ao longo da história do futebol inglês, houve alguns jogadores que tiveram o privilégio de jogar no Manchester United e num dos clubes mais históricos da capital de Terras da Sua Majestade.
Depois das provas nacionais de Basquetebol terem sido dadas como terminadas a 29 de abril, sem atribuição de um vencedor, os clubes começaram a preparar a temporada 2020/2021.
Dito isto, as equipas procuraram movimentar-se, renovando com jogadores importantes, treinadores e contratando peças para setores com maiores lacunas. Aqui iremos ver o que as equipas que almejam o título têm feito de forma a atacar o campeonato na época que se avizinha e as suas principais transferências.
A CRÓNICA: BIS DE GONÇALO RAMOS EM NOITE TRISTE NA VILA DAS AVES
O pré-jogo foi um festival de circunstâncias infelizes e da partida pouco se esperava, já que o CD Aves pouco treinou e ao SL Benfica já nada interessa em matéria de campeonato.
O único incentivo do embate era ver como poderiam aproveitar Vinícius e Pizzi para fugir na tabela dos melhores marcadores da Liga, alargando a vantagem sobre Paulinho. O português fez um, mas a grande figura acabaria por ser Gonçalo Ramos, jovem formado no Seixal a quem Veríssimo proporcionou a estreia nos A’s. Entrou aos 85 minutos e ainda foi a tempo de bisar.
Como se esperava, a partida ocorreu a ritmo de treino e as equipas apresentaram-se com algumas alterações, sendo a titularidade de Svilar um dos exemplos. O domínio pertenceu desde o primeiro instante aos encarnados que não demoraram a activar o placar: Pizzi baixou para receber, viu Rafa a aparecer em movimento diagonal e um passe longo magistral permitiu ao extremo abrir o marcador estavam passados quatro minutos.
A vantagem permitiu ainda mais ao Benfica relaxar com bola, com as oportunidades a sucederem-se naturalmente e com Sheytanov, guarda-redes búlgaro do Desportivo, a aproveitar as ocasiões para se evidenciar entre os postes – fez seis defesas ao longo de todo o jogo, surgindo como um dos destaques da partida.
Na entrada para o segundo tempo foi notória a vontade do Benfica em fechar a partida com mais golo, que conseguiu quando a mão de Bruno Morais interceptou um remate de Pizzi e o árbitro assinalou para a marca da cal, permitindo ao médio benfiquista assinar o seu 30º golo na temporada, aumentando a vantagem para 2-0. A juntar a um total de 17 assistências em todas as competições, confirma a sua melhor época da carreira.
Foram poucas as situações merecedoras de destaque até aos 85 minutos, quando Veríssimo ordena as entradas de Samaris e Gonçalo Ramos, jovem a quem poucos antecipariam tanto sucesso nos primeiros minutos de Primeira Liga: dois minutos depois, responde a livre lateral de Nuno Tavares – muito bem marcado, diga-se – para introduzir o esférico recorrendo a gesto técnico primoroso na baliza adversária; aos 93’, Jota parte com para o contra-ataque, descobrindo Dyego Sousa na zona central, que faz um compasso de espera e assiste o jovem para o 0-4, segundo golo que mereceu festejos de grande entusiasmo.
Foi um jogo competente dos encarnados, sem ser necessário recorrer a grande nota artística para vencer uma equipa adversária que muitas dificuldades teve na preparação do jogo. O esforço demonstrado por todos os jogadores do Aves merece também uma palavra, representando condignamente o emblema que levaram ao peito.
A FIGURA
Fonte: UEFA
Gonçalo Ramos – E que estreia do menino! Marcou, batalhou, mostrou-se muito activo nos minutos disponíveis e aproveitou da melhor forma toda a confiança do seu técnico. Mérito na procura dos espaços e no posicionamento em ambos os lances de golo, merecendo elogios substanciais a forma como finaliza no lance do 3-0.
O FORA-DE-JOGO
Fonte: CD Aves
CD Aves Futebol SAD – Chaves do autocarro desaparecidas, estádio fechado na chegada das equipas ao Complexo Desportivo – obrigando a intervenção da GNR, que foi forçou a entrada na instalações – a necessidade do presidente António Freitas pagar apólices de seguro e os testes de despistagem obrigatórios ao COVID-19, e ainda aos jardineiros, para que o relvado estivesse em condições: o comportamento da SAD avista, tendo como protagonistas Whei Zao e Estrela Campos, é uma afronta à história do clube e ao amor dos seus adeptos, impotentes perante a decadência. Um desastre.
ANÁLISE TÁTICA – CD AVES
Nuno Manta Santos iniciou em 4-4-2, com Banjaqui e Mangas nas asas do meio-campo, que apoiavam a parelha de ataque composta por Marius e Pedro Soares. A equipa nunca foi muito aventureira e percebeu-se desde logo que, dada a ausência de treinos, a equipa não estava preparada fisicamente para disputar a partida e ameaçar o Benfica. Aos 64 minutos entraram Varela, Cláudio Tavares e Touré, mudando a equipa para o 4-3-3, assistindo-se a um esforço inglório na pressão alta.
ONZE INICIAL e PONTUAÇÕES
Sheytanov (7)
Jailson (5)
Bruno Morais (4)
Diakhite (5)
Afonso Figueiredo (5)
Banjaqui (6)
Rúben Oliveira (5)
Reko (5)
Mangas (5)
Marius (5)
Pedro Soares (5)
SUPLENTES UTILIZADOS
Touré (4)
Claúdio Tavares (4)
Varela (4)
Veiga (-)
Bruninho (-)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Nada de substancial a apontar em relação às últimas partidas. Duas linhas de quatro, Chiquinho a deambular atrás de Vínicius e sempre disponível para as triangulações no último terço, principalmente com Pizzi e André Almeida no lado direito. Florentino e Gabriel assumiram as rédeas da zona intermediária e exploraram as rotinas habituais, com o português a receber muitas vezes entre os centrais.
Empate a nulo em Alvalade numa tarde calorenta que contrastou com o futebol gélido praticado no relvado.
A turma de Rúben Amorim partia para esta recepção a um Vitória FC em apuros na luta pela manutenção, sabendo que uma vitória garantia o terceiro lugar no pódio do campeonato e o passaporte para a fase de grupos da Liga Europa.
O jogo foi claramente de sentido único para o Sporting CP. Contam-se pelos dedos as vezes em que Vitória FC teve posse de bola, o que dificultou e muito a tarefa à jovem equipa que o Sporting CP colocou em campo. E apesar do autêntico “massacre” inflingido pelo Sporting CP, o certo é que os leões tiveram escassas oportunidades para fazer golo. Enfim, foi um jogo sem qualquer “história” que teve tanto de espectáculo como de tempo útil de jogo.
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) July 21, 2020
Notou-se claramente que a equipa setubalense tinha vindo para o “pontinho”, sem qualquer intenção de jogar futebol. E encontrou uma jovem equipa do Sporting CP, impaciente, sem ideias e com alguma falta de sagacidade, o parceiro ideal para a sua ladainha.
O jovem Tiago Tomás foi a grande novidade do onze do Sporting CP num jogo em que teve de medir forças com uma defesa sadina experiente e matreira focada em obter o empate. A turma de Alvalade soma, portanto, o segundo jogo sem ganhar e adia para a última jornada a decisão sobre o terceiro lugar da tabela classificativa.
Já o Vitória FC deve considerar-se orgulhoso pelo papel que veio desempenhar a Alvalade: o empate deixa a formação setubalense a depender apenas de si própria para alcançar a manutenção.
O jogo foi tão paupérrimo que o próprio árbitro, Nuno Almeida, teve imensa pressa em fazer soar o apito final: deu apenas quatro minutos de tempo de compensação num jogo que deve ter tido uns vinte de tempo útil.
Merece apenas realce o marco individual alcançado por Sebastián Coates: o jogo 200 de Leão ao peito.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/BnR
Sebastián Coates – Num jogo paupérrimo como o que acabámos de assistir é difícil de escolher “A Figura”. Ainda assim e face à pouca inspiração colectiva do Sporting CP, Coates foi dos poucos inconformados com o resultado, procurou puxar pelo colectivo e manteve-se imperial nas poucas incursões do Vitória FC ao meio campo do Sporting CP. O capitão leonino merecia outro resultado no seu jogo 200 de Leão ao peito.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/BnR
O jogo – Este duelo entre leões e sadinos foi provavelmente um dos piores jogos do campeonato. Um espectáculo triste em que apenas uma equipa jogou futebol enquanto a outra absteve-se de o fazer com recurso a um anti-jogo.
ANÁLISE TÁCTICA – SPORTING CP
O Sporting CP apresentou-se uma vez mais com o 3x4x3 que caracteriza Rúben Amorim. Francisco Geraldes, no meio campo, e Tiago Tomás na frente ofensiva foram as duas grandes novidades do onze leonino. Os leões tiveram posse de bola mais do que suficiente para vencer a partida. No entanto, e sobretudo durante os primeiros 45 minutos foram óbvias as dificuldades em criar ocasiões de perigo junto da baliza defendida por Makaridze. Os leões, em particular Acuña, procuraram insistentemente a profundidade de Tiago Tomás, apesar de o jovem avançado ter sido dos mais consistentes a procurar rasgos ou brechas na defesa contrária. Nas alas, o Sporting CP também não conseguiu causar desequilíbrios já que Plata e Nuno Mendes pouco se viram, e Ristovski, uma vez mais, mostrou não estar entrosado no novo esquema de Rúben Amorim. Acuña que assumira a marcação das “bolas paradas” mostrou-se também muito pouco inspirado.
No “miolo”, Matheus Nunes voltou a destacar-se na circulação de bola, enquanto que Francisco Geraldes jogou bem “entrelinhas” procurando fazer passes de ruptura. Todavia, ambos foram caindo de rendimento ao longo do tempo de jogo.
Rúben Amorim fez regressar, na segunda parte, Luciano Vietto para o lugar de Ristovski para dar mais criatividade ao ataque perante um Vitória FC cada vez mais enraizado no último terço do campo. O técnico leonino experimentou ainda um dueto entre Pedro Mendes e Tiago Tomás, mas sem sucesso, pois o Sporting CP continuou a não conseguir abrir a defesa do Vitória FC. Joelson que também havia entrando na segunda parte não conseguiu desequilibrar. A ilação a tirar é a de que o ataque leonino é curto e muito provalmente o Sporting CP terá de recorrer ao mercado para colmatar lacunas.
ONZE INICIAIS E PONTUAÇÕES
Luís Maximiano 6
Ristovski 3
Eduardo Quaresma 6
Coates 6
Plata 5
Acuña 5
Chico Geraldes 5
Wendel 5
Matheus Nunes 5
Nuno Mendes 3
Tiago Tomás 5
SUBS UTILIZADOS
Joelson 4
Pedro Mendes 3
Luciano Vietto 5
ANÁLISE TÁCTICA – VITÓRIA FC
O objectivo do Vitória FC para este jogo era bem claro: sair de Alvalade com um ponto. E o Sporting CP já sabia isso. Os sadinos adoptar um sistema de 5x4x1 assente num bloco defensivo muito baixo e desde muito cedo no jogo ficou encostada ao seu meio-campo a assistir os jogadores leoninos a trocar passes entre si. Não há muito para dizer sobre a fórmula ultra-defensiva de Lito Vidigal, aliada à boa exibição do guarda-redes Makaridze, para encarar o Sporting CP. O Vitória FC absteve-se de jogar e recorreu em excesso ao anti-jogo para garantir a sua continuidade na Primeira Liga. Pode dizer-se que foi eficaz.
O futebol é, cada vez mais, um negócio que move milhões e milhões de euros e que consiste na transferência de ativos de um clube para a outro a troco de um exagerado valor monetário. O que hoje é uma pechincha, há uns anos atrás era um balúrdio, e muitos defendem que isto é algo que apenas vem denegrir e desformatar o desporto rei.
Todos os clubes têm uma vasta equipa que analisa detalhadamente os jogadores antes de estes se tornarem em alvos de interesse, para que todas as contratações sejam o mais certeiras e proveitosas possíveis. São inúmeros os casos em que isto aconteceu e são vários os clubes que cresceram devido às boas contratações que fizeram.
Ainda assim, e como sempre acontece, nem tudo pode correr bem, e há vários jogadores que, por razões não tão positivas, também acabam por se destacar nos clubes por onde passam, e que por isso também não são facilmente esquecidos pelos adeptos.
Assim, fazemos hoje uma lista das cinco transferências menos bem sucedidas (flops) do futebol europeu, marcada por nomes que, por uma ou outra razão, deixaram muito a desejar tendo em conta aquilo que deles era esperado.
Esta terça-feira, o Sporting Clube de Portugal recebe o Vitória FC, num jogo a contar para a 33ª jornada do campeonato. Na presente época, o clube de Alvalade defronta pela segunda vez os sadinos, tendo vencido no Bonfim por 3-1.
O Vitória FC liderado por Lito Vidigal encontra-se numa posição delicada na tabela classificativa. Neste momento, faltando apenas disputar dois jogos, os sadinos somam 30 pontos, os mesmos do Portimonense. Por isso, é urgente pontuar, na luta pela manutenção.
Já o Sporting CP em caso de vitória confirma o terceiro lugar, que dará acesso à fase de grupos da Liga Europa. Rúben Amorim tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com exceção de Luiz Phellype devido a lesão. Assim, o treinador leonino deverá apresentar um onze semelhante ao que defrontou o FC Porto, na última jornada, no seu esquema de 3X4X3.
A equipa de Setúbal, liderada por Lito Vidigal, tem duas baixas: Guedes e Pires. Nesse sentido, deverá escolher o seu “onze” com algumas alterações, podendo mudar a sua estrutura para 4X3X3. O Vitória FC ocupa o 17º lugar da tabela classificativa, somando 30 pontos.
Nesta antevisão, trago-vos o momento do Sporting CP e de Vitória FC, e ainda, o confronto direto entre os dois emblemas. A estatísticas valem o que valem, mas a história tem o seu peso. O que irá acontecer esta terça-feira em Alvalade?
As saudades apertam. Quase cinco meses depois, a NBA está prestes a voltar a preencher as madrugadas que pareceram vazias durante demasiado tempo. O regresso entusiasma mas, ao mesmo tempo, assusta. Demasiados jogadores estão a abandonar e a desistir deste novo formato, que tem mais incertezas que certezas.
Todos os olhares dos adeptos de basquetebol convergem em Orlando. A cidade do sul dos Estados Unidos da América foi a escolhida para terminar a temporada da melhor liga de basquetebol do mundo. O plano que parecia perfeito, aos poucos está a tornar-se permeável, com problemas difíceis de resolver.
Foi garantido aos franchises a maior segurança possível. A Disneyland tornou-se a “bolha” e a muralha que supostamente permitia uma rotina sem o nome “Coronavírus” nas conversas paralelas. No entanto, já existem casos de basquetebolistas infetados do lado de fora da barricada, e alguns bem conhecidos, como é o caso de Russell Westbrook, estrela dos Houston Rockets.
Além da doença pandémica, outras polémicas prometem mexer com a organização. Montrezl Harrell e Zion Williamson abandonaram as instalações para resolver assuntos pessoais. Espera-se que em breve outros atletas sigam o mesmo caminho, e prova que as expectativas de pouco perigo não estão a ser cumpridas.
Contudo, parece que a única certeza é o regresso da NBA no dia 30 de julho. Os New Orleans Pelicans e os Utah Jazz são os primeiros a disputar a bola lançada ao ar pelo árbitro. Como já vimos nos mais variados desportos, não há público, e tudo vai ser diferente do espetáculo a que fomos habituados ao longo dos anos.
Entretanto, chegou uma boa notícia. Os 346 jogadores que se encontram em isolamento testaram negativo para o vírus, mas esperam-se três meses duros para manter esse número.
A dúvida permanece: Será possível terminar a temporada? Os EUA continuam a ser o país com mais casos diários da Covid-19, e há muito mais em causa do que encontrar um campeão. Até lá, continuamos ansiosos e com vontade de ver os trunfos que as equipas vão apostar na fase final da temporada, sem esperar outra interrupção, pois seria muito mau sinal.