O jogador austríaco, de apenas 23 anos, é uma figura incontornável do Bayern München e o nome maior da atrevida seleção da Áustria. Titular pelo clube desde 2011, Alaba é considerado por muitos o melhor defesa esquerdo do mundo e o melhor jogador polivalente da atualidade (pode atuar como lateral, central, médio ala, médio defensivo, médio centro ou extremo).
Alaba é internacional desde 2009 e já leva 11 golos pela sua seleção. Esta temporada já leva um total de 24 jogos e mais de 2000 minutos, tendo apontado três golos. Com uma média de 42 jogos por época, o defesa do Bayern tem já com tenra idade um currículo invejável: A nível internacional: um Campeonato do Mundo de Clubes, uma Liga dos Campeões e uma Supertaça Europeia. A nível nacional: quatro Bundesligas, três DFB Pokal e dois DFL- Super Cup.
Com isto tudo, posso dizer que David Alaba é um dos nomes a ter em conta na corrida para o futuro melhor jogador do mundo.
Não venho discutir a vitória do Sporting no sábado. Os nossos vizinhos da 2.ª circular ganharam merecidamente; aliás, foram os únicos que quiseram ganhar. O jogo teve uma arbitragem má: penáltis por assinalar, critério de amostragem de cartões pouco ou nada coerente, enfim, toda uma panóplia de decisões que passou ao lado de Jorge Sousa e dos seus assistentes. Apesar disso, isto não serve de desculpa para Rui Vitória, nem para ninguém.
Não serve de nada, mas relembra uma coisa que há muito não se vê no campeonato português: um sumaríssimo. Quando o Benfica ganhava por uma bola a zero, à entrada da área, Slimana agrediu Samaris. Uma acção que passou despercebida aos árbitros e à maioria dos espectadores, que só depois, nas redes sociais, puderam ver o lance. O lance é descabido, é uma agressão sem nexo, sem intenção de jogar a bola. Slimani é um bom ponta-de-lança, mas, eticamente, não merece o respeito do mundo do futebol. Sim, sei que já estão a listar todas as acções que aconteceram do lado do Benfica nos últimos anos, mas tenham calma. Eu não disse que este caso era único; esta é apenas a amostra mais recente para uma série de casos que acontecem em (quase) todas as jornadas da Primeira Liga aos Regionais. E isto só me faz perguntar: isto passa impune?
A necessidade de aplicar tecnologias ao futebol para ajudar os árbitros nunca foi tão urgente. O rugby tem-se mostrado como o melhor exemplo. Neste caso é escandaloso se Slimani passar impune. O mais provável? O mais provável é passar. A primeira liga portuguesa deixa passar imensos casos que deveriam ser alvo de análise posterior por uma espécie de tribunal de arbitragem. Não digo cada caso singular, cada falta que não foi assinalada; não sou assim tão meticuloso. Mas há uma grande necessidade de castigar quem viola de forma grave a conduta de jogo. Para mim, Slimani tem de ser alvo de suspensão. Sê-lo-ia na Premier League: os imensos casos de Diego Costa justificam esta analogia. Para mim também seria de castigar, fortemente, todos os que simulam penáltis. É um acto de desrespeito para com o árbitro, a alegria dos adeptos e a equipa adversária; e se no futebol se perde o respeito perde-se tudo.
Até fica mal a um génio essas ideias de simulações, mortal Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
É obrigatório e necessário castigar casos que levem o futebol para um espectáculo de saltos acrobáticos dentro da grande área e de socos ao acaso. A alegria de jogar só porque sim, de desfrutar do relvado, de dar sempre a mão ao jogador que caiu… Isso há muito que desapareceu. O jogo tornou-se num mercado, num importante pedaço da economia. Digo-o e reforço-o citando o grande ex-jornalista Eduardo Galeano: “A medida que el deporte se ha hecho industria, ha ido desterrando la belleza que nace de la alegría de jugar porque sí. En este mundo del fin de siglo, el fútbol profesional condena lo que es inútil, y es inútil lo que no es rentable.”.
Concordo com Galeano. Gostava de ter nascido uns anos antes e ter assistido a esta pureza do desporto e não a esta arte de enganar e de agredir na sombra. Espero que haja um sumaríssimo a Slimani. Espero que as simulações comecem a ser severamente castigadas, e isso começa também no balneário. Quero justiça no futebol independentemente do clube, independentemente do dono do clube. Eu sei, é utópico, e não, não acredito que lá chegaremos, mas continuarei a clamar por isso, porque se o povo não clamar por justiça clamará por quê?
Ponto prévio: devo assumir que a quase totalidade dos benfiquistas que conheço não retirou mérito algum à vitória do Sporting, afirmando que a equipa leonina foi superior, se deu mais ao jogo e procurou a vitória que acabou por conseguir de forma justa. Gosto de ter amigos assim, gosto de discutir futebol e “a bola” com pessoas que sabem esgrimir as suas ideias e convicções de forma clara; ontem um benfiquista disse-me que gosta de Rui Vitória, e que é uma pena que o treinador benfiquista não se consiga libertar do peso da herança – recheada de títulos – de Jesus, porque quando isso acontecer a equipa passará a ter outra atitude em campo. Apesar de não concordar, entendi o que quis dizer, e acabámos a conversa com o desejo de que o Benfica volte a ser um clube que dê luta aos leões de Jesus.
Este texto não vai para essa maioria, não vai para aqueles que sabem ver o que se passa dentro de campo; mas vai, sim, para aqueles que – com as frases feitas e a incapacidade de admitir o óbvio – não têm a capacidade e a inteligência de ver para além da cor da camisola que usam. Este texto vai para os muitos prodígios Guedes que vêem coisas onde não as há. Dizer que a melhor equipa ficou pelo caminho é um insulto à capacidade intelectual de X milhões de benfiquistas (no lugar do X coloquem um número de 5 a 20, tanto faz), repetir uma segunda vez é uma afronta aos seis anos de Jesus na Luz, anos em que a equipa encarnada ganhava regularmente – e com alguma facilidade – jogos frente ao rival; afirmá-lo ainda uma terceira vez é um sinal claro de que Guedes devia ter ido com Gaitán (As melhoras, Nico, és um dos melhores jogadores da nossa Liga) ao hospital fazer exames ao seu crânio, porque algo tem que não estar bem com o jovem jogador do Benfica.
O Sporting mereceu a vitória de forma categórica e isso é inegável. Depois do golo de Mitroglou, o único remate com perigo por parte do Benfica foi por Eliseu, de fora da área, quando decorria o minuto 75… Agora diz-me, Gonçalo, 69 minutos sem rematares com perigo à baliza e merecias ganhar o jogo? Aos nove minutos de jogo o teu colega Júlio César já perdia tempo na reposição da bola em campo, e ainda assim foste a melhor equipa? Viste um puto Gélson fazer “gato-sapato” do teu colega Eliseu inúmeras vezes, e ainda assim achas injusto teres ficado pelo caminho? Por falar em justiça, viste a joga do João Mário? Encheu-te as medidas? É que a mim sim!
Gonçalo, reconheço-te velocidade e até algum flair, mas precisas de modéstia e até de capacidade de raciocínio para singrar na vida e no futebol.
Guedes, claramente deves ter visto um jogo diferente deste que a foto representa Fonte: Sporting CP
Agora, Guedes, podes dizer “Ah, e tal, e o penálti que levou o meu capitão para o Hospital da Luz?”. A minha resposta é: “Tens razão, Gonçalo, é penálti, sim, senhor!”. Também podes referir a agressão do Slimani ao Samaris, e que o nosso Super-Sli devia ter sido expulso nesse lance… A minha resposta será que é verdade; poderia e deveria ter sido expulso. Mas sabes o que te direi a ti, Gonçalo, e a todos os Guedes desta vida? Porque não pedes o vídeo-árbitro? Porque é que são aqueles que, supostamente, utilizam a táctica do barulho que andam aqui numa caminhada solitária pelo deserto a pedir algo que vai acabar com esses mesmos lances? Porque é que não vais com o teu mister Vitória até Alvalade e falas com Bruno de Carvalho para dar o teu apoio a essa causa? Ou porque não vais mesmo ter com o teu presidente e pedes para falar sobre a introdução dessa tecnologia no futebol português?! Eu sei que ele disse uma vez que “um clube que desculpa as derrotas e as vitórias dos outros com erros de arbitragem é sinal de clube pequeno” mas, depois de perderes pela terceira vez em três meses com o Sporting, algumas políticas têm que ser repensadas, não? Tens medo de ser apelidado de calimero? Não tenhas, porque só estás a tentar o melhor para o futebol português, e isso é de louvar.
É que a mim dava-me um jeitão que a vídeo-arbitragem chegasse a Portugal, confesso. Acabar-se-ia com os casos Capela, com os penáltis por marcar e mal marcados, com as simulações e com os treinadores que entram em campo e empurram jogadores do meu clube. Só neste derby, e para além do que já falámos, gostava de que um vídeo-árbitro tivesse visto a falta de Jardel sobre o Adrien aos 52 minutos e que seria o segundo amarelo, ou então que visse o penálti do Samaris antes dos 90′, o que poderia dar a vitória sem necessidade de cansar os jogadores com mais meia hora de jogo. Era tão bom, porque escusava de te cansar a ti e aos jogadores do meu Sporting antes de duas viagens muito longas e que esperemos que se traduzam em duas vitórias europeias.
Desejo-te toda a sorte do mundo, Guedes, ressalvando que percas sempre contra a equipa que foi “a pior em campo” no passado Sábado, mas acima de tudo espero que consigas fazer pelo futebol nacional aquilo que o meu presidente tenta – sem sucesso – há mais de dois anos.
Se precisares de ajuda, tenta falar com o Pedro Guerra; ele, com toda a exposição mediática que (infelizmente) tem, de certeza que consegue ser uma ajuda de peso para a nossa causa.
21 de Novembro de 2015, 18h05 GMT, Manchester. Há um mês, era impossível sonhar-se com isto. A grandeza do clube estava recheada de feitos incríveis, com vitórias inolvidáveis que deixaram a marca em adeptos espalhados pelo globo. A década de 70, sobretudo. A Champions de 2005, depois. A mística, sempre. Mas chegar ao Etihad, ao terreno de um dos grandes favoritos ao título e que em casa costuma destroçar os seus adversários, e estar a ganhar 3-0 volvidos 30 minutos de jogo é algo que não cabia nas (sempre grandes) ambições do comum adepto do Liverpool em meados de Outubro do ano passado.
Mas aconteceu. Os reds entraram com tudo, com toda a crença que adquiriram sob o comando de Jürgen Klopp, de quem desconfiaram primeiro (dois empates consecutivos do alemão nos primeiros jogos em Anfield Road), mas a quem concederam, depois, autorização para acreditar nas próprias capacidades. E isso ficou bem reflectido na forma como a equipa entrou no jogo, pressionando, a toda a largura do terreno, a saída de bola dos citizens… aliás, foi assim que chegaram ao primeiro golo, intimidando o adversário com a crença de que este iria falhar, Coutinho pressionou Sagna, ganhou espaço e assistiu Firmino, que cruzou para o auto-golo de Mangala.
A dupla brasileira não ficaria por aqui e, outra vez alimentados pela crença, foram em busca de bolas que pareciam perdidas. Firmino acreditou até ao fim e assistiu, de uma forma brilhante, Coutinho para o 2-0, que retribuiria o favor no 3-0. Nos festejos, ninguem deixou de reparar na união do grupo a emergência de um líder em Martin Skrtel, que pareceu pedir concentração face aos perigos que a descontracção pudesse trazer.
A dupla brasileira destruiu a defesa do City Fonte: Facebook do Liverpool
A equipa viria a sofrer um golo, por Aguero, e a marcar outro, perto do final, pelo capitão, mas a história estava feita e o efeito Klopp perfeitamente explicado em apenas meia hora: um feito incrível, conseguido em tão pouco tempo, sustentado pela capacidade de Klopp de fazer os jogadores acreditarem neles mesmos. O exemplo maior é o de Firmino, que foi forçado pelo alemão a acreditar nele mesmo e a confiar mais no seu técnico, que, apesar da tinta escorrida pela imprensa inglesa, sentou Benteke no banco. O brasileiro respondeu, justificando, em cada golo da primeira parte do encontro com o City, o investimento por ele feito, contando com a colaboração de Coutinho, que já acreditava nele mesmo, mas andava farto de ser o único.
Skrtel e Sakho emergiram como autenticos líderes do balneário, algo que a equipa parecia acusar desde a saída de Steven Gerrard. Aí, Klopp também tem dedo, porque não potencia só qualidades técnicas, mas também pessoais, e as de liderança, tão precisas num clube com o peso histórico do Liverpool, foram tomadas por quem merece esse estatuto.
Nem tudo são rosas, ainda. O Liverpool continua a sofrer muitos golos para uma equipa de top 6 da Liga inglesa, e falta-lhe saber mandar no jogo quando se encontra em desvantagem ou tem a absoluta necessidade de abrir as hostilidades (lacunas mais evidentes na zona de construção do meio-campo, mesmo contando com as descidas de Coutinho). Falta, aos reds, a arrogância de quem se acha grande. Porém, Klopp já pode mostrar dois exemplos (3-1 em Stamford Bridge e 4-1 no Ethiad) do quão grandes os seus jogadores podem ser. Eles não duvidarão. Porque, agora, acreditam no seu líder, e porque, há um mês, era impossível sonhar-se com isto.
Pedro Sousa é um jogador dotado de um talento nato raro, um jogador que poderia estar facilmente no pódio deste top 10 tenistas portugueses, se conseguisse pôr em prática todo o seu talento. Mas a questão é que apenas a espaços conseguiu impor o seu potencial e demonstrar aquilo que eu estou a afirmar. Essa grande irregularidade valeu-lhe, até ver, “apenas” o 199.º lugar do ranking ATP como melhor classificação. Não que seja mau, mas para a qualidade que Sousa apresenta em certos momentos (estou a lembrar-me de um jogo no antigo Estoril Open – atual Portugal Open -, em 2011, em que o desconhecido e franzino português forçou o gigante Juan Martin del Potro a um terceiro e decisivo set; ficou 2-6 6-3 3-6 para o argentino) é manifestamente pouco. Agora, aos 27 anos de idade, o jogador natural de Lisboa tenta aos poucos recuperar a sua posição no ranking mundial, após uma lesão no pulso. Tenistas portugueses
O Casemiro talvez você não conheça, a aldeia donde ele vinha nem vem no mapa.
Assim começa a música de Sérgio Godinho, que não é sobre o jogador do Real Madrid, mas quase podia ser. O Casemiro também é quase um desconhecido ao pé de estrelas como Ronaldo, Bale ou Benzema, mas a verdade é que jogou a titular nos últimos sete jogos, dando a ideia de ser uma peça fundamental para Benítez. Por isso, quando, antes do clássico de sábado, o treinador lhe disse que ia para o banco, Casemiro estranhou a decisão, mas esperou para ouvir as razões.
Punha o ouvido atento, via as coisas por dentro, que é uma maneira de melhor pensar, via o que estava mal e como é natural, tentava sempre não se deixar enganar.
Benítez, tal como explicou aos jornalistas no final do jogo, disse aos seus jogadores que a sua intenção ao colocar um meio campo apenas com Kroos e Modric era apertar o Barcelona, recuperar a bola em zonas mais adiantadas e conseguir manter a sua posse.
Mas o Casemiro, que era fino de ouvido, tinha as orelhas equipadas com radar, ouvia o tipo muito sério e comedido, mas lá por dentro com o rabinho a dar a dar.
A explicação parecia estranha porque, sentado no banco, Casemiro não via o Real apertar, bem pelo contrário. E tudo ficou ainda mais estranho quando viu, por volta dos dez minutos de jogo, o Barça trocar 36 passes à vontade, com a bola a passar pelos 10 jogadores de campo, num lance em que os catalães tiveram a posse de bola ininterruptamente durante mais de um minuto e meio e que acabou no golo de Suárez.
O Casemiro, que era tudo menos burro, tinha um nariz que parecia um elefante. Sentiu logo que aquilo cheirava a esturro, ser honesto não é só ser bem-falante.
Casemiro em ação frente ao Bétis Fonte: Facebook Oficial de Casemiro
As explicações de Benítez não convenceram Casemiro. Muitas equipas decidem reforçar o meio campo quando defrontam o Barcelona, mas o Real Madrid fez o contrário. Benítez, a jogar em casa contra o Las Palmas e o Levante, por exemplo, achou que era necessário um meio campo a três, com Casemiro como médio mais defensivo, mas contra o Barcelona achou que bastavam Kroos e Modric.
Não sei se o Real é mais forte com Casemiro ou não (Ancelotti, no ano passado, venceu o clássico de Madrid apenas com Modric e Kroos no meio), o que digo é que Benítez não foi coerente com as suas próprias escolhas e deixou a sensação de que escolheu a equipa que o público queria e não aquela que acha ser a mais forte. Assim, não admira que, sentado no banco, Casemiro fosse cantarolando o refrão da música de Sérgio Godinho:
E dizia ele com os seus botões: Cuidado Casemiro, cuidado Casemiro, cuidado com as imitações. Cuidado minha gente, cuidado minha gente, cuidado justamente com as imitações.
Concluindo, Benítez não escolheu o onze em que mais acreditava e só há uma coisa pior do que ter Benítez como treinador: é ter Benítez como treinador a fazer algo em que nem ele próprio acredita.
A moral deste conto, vou resumi-la e pronto, cada um faz o que melhor pensar, não é preciso ser Casemiro para ter sempre cuidado para não se deixar levar.
Após disputar 148 jogos pela selecção da Nova Zelândia – 110 deles como capitão de equipa -, na qual venceu por 131 vezes, o bicampeão mundial e três vezes considerado Melhor Jogador do Mundo, Richie McCaw anunciou a retirada da modalidade: ”Este anúncio serve apenas para dizer que vou pendurar as botas, é o fim dos meus dias como jogador de rugby. Queria que as pessoas soubessem que o meu último jogo como profissional foi a final do Campeonato do Mundo pelos All Blacks há algumas semanas. Chegou ao fim uma parte importante da minha vida ”
O nova-zelandês, de 34 anos, competiu durante 15 anos, tendo acumulado vários troféus e distinções colectivas e individuais. Entre os principais troféus colectivos conquistados, conta com dois Campeonatos do Mundo com a camisola da selecção All Black, dez títulos do Tri Nations/The Rugby Championship e quatro títulos de campeão do Super Rugby pelos Crusaders. A nível individual destaca-se a eleição de Melhor Jogador do Mundo em 2006, 2009 e, finalmente, 2010.
McCaw despede-se dos relvados com o título de campeão
Com um estilo de jogo aguerrido, o antigo número 7 da selecção da Nova Zelândia nunca foi um atleta consensual, havendo várias acusações de jogar à margem da lei, não existindo, no entanto, dúvidas do seu perfil de líder de equipa, sendo mesmo considerado um dos melhores capitães de sempre do mundo do desporto.
Este domingo, o estádio de São Luís recebeu um jogo grande, um jogo que deu para relembrar os velhos tempos de glória do Farense.
Apesar do resultado ter sido negativo para os leões de Faro, a equipa, orientada por Jorge Paixão, mostrou uma grande atitude dentro de campo, obrigando mesmo o Braga a jogar o prolongamento, onde acabaria por marcar o único golo da partida, através de uma grande penalidade.
O jogo foi muito disputado a meio campo, tornando-se muito físico com o desenrolar da partida. O Farense mostrou que tem um bom coletivo e um grande avançado, que trabalhou durante os 120 minutos. Rambé foi incansável na maneira como disputava cada bola, na esperança de conseguir que a sua equipa desequilibrasse.
Como já disse anteriormente, apesar do resultado não ter sido aquele que os adeptos do Farense desejavam, a exibição que os leões do Algarve realizaram perante uma das melhores equipas da primeira liga portuguesa mostrou que esta equipa está viva e com vontade de voltar novamente ao patamar mais alto do futebol nacional.
Sentiu-se de novo o calor do futebol na cidade de Faro, sentiu-se o cheiro a primeira liga. Espero que este jogo e que o ambiente que se viveu dentro do São Luís seja o tónico que esta equipa necessitava. Uma equipa que, apesar de apresentar qualidade, falha por vezes em coisas que lhe são fatais.
Foi um dia de festa para os adeptos do SC Farense
É com esta mentalidade que se tem de continuar o trabalho que se está a realizar, e é também com esta mentalidade que o povo de Faro tem de continuar. São Luís tem de voltar a ser o Inferno que era antigamente, aquele lugar onde até José Mourinho já disse que temeu jogar, aquele lugar onde as equipas visitantes tinham de comer relva para conseguir ganhar ao Farense, acima de tudo, tem de ser uma fortaleza.
E não foi só dentro de campo que hoje se viu um bom espetáculo. Os South Side boys, que mais uma vez mostraram que são uma das melhores claques a nível nacional, proporcionaram uma noite cheia de apoio aos jogadores que envergavam o símbolo do Farense ao peito. A forma como cantam desde o início até ao fim do jogo, a forma como empurram a equipa nos bons e nos maus momentos, tudo isso faz a diferença
Por tudo o que o Farense foi no passado, por tudo aquilo que já passou num passado não muito distante, pelo amor que o povo de Faro sente por este clube e pela vontade que tem de o voltar a ver na primeira divisão, esperemos que este jogo volte a acontecer brevemente, mas que desta vez não seja para a taça, mas sim para a primeira Liga Portuguesa.
O Campo da Mata, nas Caldas da Rainha, engalanou-se para a recepção do clube local, segundo classificado do Grupo F do Campeonato Nacional de Seniores, ao primodivisionário Estoril, em jogo da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal. Foi muito o público que assistiu, numa tarde chuvosa, a um jogo não muito bem jogado, também fruto do estado do relvado, em que a luta se sobrepôs à técnica.
O treinador da equipa estorilista, Fabiano Soares, não brincou em serviço e fez alinhar grande parte dos habituais titulares, perante um Caldas muito aguerrido e que nunca deu uma bola que fosse por perdida. Os canarinhos revelaram ter a lição bem estudada, já que os centrais Yohan Tavares e Mano controlaram quase sempre o matador do conjunto oestino, o brasileiro Diego Zaporo, que já leva seis golos na conta pessoal na actual temporada. A fase inicial do desafio foi marcada pelo equilíbrio, até que aos 22’, no primeiro lance de real perigo para uma das balizas, o Estoril apontou o golo decisivo através de um cabeceamento de Dieguinho. Galvanizado por jogar em casa, o Caldas SC tentou chegar-se perto das redes estorilistas, mas normalmente mais com o coração do que com a cabeça, pese embora fosse notória a excelente organização táctica dos comandados de Ricardo Moura. Nalguns lances de bola parada os alvinegros ainda causaram frisson, mas ficou sempre a sensação de que o Estoril tinha a situação bem controlada.
Luta no relvado e muito público na bancada, eis o espelho da partida Fonte: Joel Ribeiro
No segundo tempo a toada de jogo manteve-se. Imensos duelos a meio-campo, um Estoril mais experimentado não entrando em grandes correrias, a juventude e bravura dos caldenses a não deixar morrer a partida. E para a indefinição do resultado final muito contribuiu o penálti falhado pelo médio estorilista Mattheus, filho de Bebeto, que permitiu a defesa de João Guerra aos 66’. O Caldas entusiasmou-se a partir desse momento e tentou um assalto final à baliza de Georgemy – substituiu o habitual titular Kieszek – mas faltou sempre alguma clarividência no último terço do terreno, situação que foi piorando com o desgaste físico dos jogadores.
Em suma, vitória do Estoril que acabou por se revelar natural, apesar da equipa do Oeste ter lutado muito para chegar ao prolongamento. Numa ronda da Taça de Portugal em que algumas das principais equipas do futebol nacional ficaram pelo caminho, o Estoril conseguiu o seu objectivo perante um Caldas que justificou a posição que ocupa no seu campeonato, tendo todas as condições para realizar uma excelente época, sendo de destacar os muitos jovens do seu plantel, alguns deles formados no clube.
No final da partida, o técnico Fabiano Soares afirmou ao Bola na Rede que a equipa acalenta o sonho de chegar à final da Taça de Portugal – o Estoril apenas por uma vez chegou ao Jamor, tendo perdido por 8-0 frente ao Benfica, em 1944 – não esquecendo a vaga na Liga Europa que uma vitória na competição/simples presença na final poderá oferecer. Porém, o treinador brasileiro pautou sempre o discurso pela calma e prudência, deixando ainda elogios para o Caldas. Já o seu congénere dos alvinegros, Ricardo Moura, mostrou-se muito satisfeito com o rendimento dos seus jogadores, convocando as suas tropas para a deslocação a Alcanena, no próximo fim-de-semana.
A Figura :
Festa da Taça – A muita chuva que caiu nas Caldas da Rainha não impediu um excelente ambiente no Campo da Mata. Muitos adeptos do Caldas, excelente apoio ao Estoril, festa na zona envolvente do recinto desportivo. Regresso ao passado de um clube prestes a completar 100 anos e que marcou presença na Primeira Divisão entre 1955 e 1959.
O Fora de Jogo:
Estado do relvado – As difíceis condições climatéricas tiveram a sua influência no relvado do reduto caldense. Muita lama, terreno irregular, dificuldades acrescidas para os jogadores num jogo que muito devido a esse factor se tornou de enorme luta.
Ao terceiro dérbi, chegou a terceira vitória. O saldo do Sporting esta época frente ao Benfica só não é imaculado porque as águias lograram ontem o primeiro golo do jogo e também o seu primeiro frente a Rui Patrício esta época.
O golo de Mitroglou, quando muitos adeptos ainda entravam no estádio, deixou uma nuvem de nervosismo em Alvalade, mas essa “nuvem” nunca foi de pessimismo. E nunca o foi porque a equipa teve mais uma vez atitude, personalidade, um estádio inteiro do seu lado e o mais importante: uma lógica de pensamento, um conjunto de ideais pelos quais o grupo e o treinador se regem e dos quais não prescindem.
Quando à ideia se junta uma equipa como a dos “leões”, é tudo muito mais fácil. O Benfica não fez mais nenhum remate perigoso durante todo o encontro e, pela terceira vez esta temporada, perdeu a luta do meio campo para o Sporting. E perdeu-a porquê? Porque William e Adrien, com o auxílio precioso de Bryan Ruiz e João Mário, são facilmente superiores a qualquer esquema de meio campo que Rui Vitória possa apresentar esta época. O Sporting de Jorge Jesus é a “besta negra” do Benfica este ano e a chave mestra tem estado sempre no mesmo sítio: meio campo. Na Supertaça ainda foi sem William, nos “bailados” da Luz e de ontem à noite já foi com esta nova “orquestra”. Jorge Jesus tem uma ideia bem definida sobre o que quer do Sporting; o mesmo não se pode dizer de Rui Vitória: em três derbies, entrou com três modelos diferentes no meio campo e o resultado foi sempre o mesmo, negativo! E a falta de ideias de Rui Vitória não se resume ao campo: neste momento, é tão enriquecedor e produtivo ouvir uma conferência de imprensa de Rui Vitória como ouvir uma intervenção de Pedro Guerra na televisão…
O resumo da época do Sporting e, particularmente, de Slimani, até agora… Fonte: Sporting Clube de Portugal
Contudo, a cara feliz e o rugido bem forte do Sporting esta época não são apenas obra e graça do “mister” Jorge Jesus. Os jogadores, obviamente, também contam, e o Sporting tem um plantel com bastante qualidade. Mesmo sem o castigado Naldo, com Aquilani e Teo Gutiérrez no banco, e ainda com Carrillo (aquele que muitos consideravam, erradamente, que era o melhor jogador da equipa) no sofá, os “leões” estiveram muito bem e foram completamente superiores frente ao eterno rival. Paulo Oliveira e Ewerton estiveram mais uma vez imperiais, mas o meu destaque vai para três homens que jogam do meio campo para a frente: Adrien, João Mário e Islam Slimani. Os dois médios pegaram na batuta da equipa na Supertaça e não mais a largaram, tendo sido poderosamente “reforçados” com o regresso de William Carvalho, no mês de setembro. Têm jogado à bola como gente grande e mostrado que, neste setor, podemos estar tranquilos. Temos um dos dois melhores do país, de forma inequívoca.
No ataque, temos a “besta” que tem sido o “joker” da temporada leonina. Vou ser repetitivo em relação a textos recentes, mas neste caso tem de ser. Eu vejo Slimani a jogar e interrogo-me sobre onde é que o argelino vai buscar energia para tanta correria e tanta garra que emprega em todos os jogos. Se é verdade que nestas vertentes houve um “upgrade” em relação ao Slimani da primeira época, não é menos verdade que a maior subida de rendimento foi a nível técnico. Pasmem-se, ontem este senhor até fez um cruzamento de letra! Está cheio de confiança pelos golos que tem apontado (oito em 16 jogos), é um dos principais baluartes do clube e é uma das imagens de marca do grupo: a sua atitude contagia toda a equipa a segui-lo e os adeptos veem isso. Slimani é idolatrado pelos adeptos leoninos e vê-lo a festejar golos no topo Sul tem sido cada vez mais recorrente.
O avançado e o setor de meio campo têm sido mesmo os trunfos mais visíveis do Sporting este ano. E, quando reparamos que Adrien, João Mário e William vieram todos da Academia de Alcochete, parece que o rugido leonino soa ainda mais alto… Nota final para o selecionador Fernando Santos: nos jogos particulares onde o maior objetivo é ganhar dinheiro, até prefiro que não leve muitos jogadores do Sporting. Mas, no Europeu de 2016, parece-me que Adrien e Gelson Martins poderão ter uma palavra a dizer. Se Gonçalo Guedes vai à seleção, existe alguma razão plausível para um jogador com mais qualidade (Gelson) não ir?