O desporto está cheio de promessas de amor eterno. Acaba por ser poética a ideia de ver um jogador passar toda a carreira ligado a apenas uma equipa, mas isso está longe de ser fácil e tão linear como por vezes nos fazem parecer. Temos casos de atletas que se movem pelo dinheiro e pelo projeto, e outros que nos parecem ser colocados fora do plantel, mesmo não sendo da sua vontade sair, como foi o caso de Isaiah Thomas, por exemplo.
Neste TOP 5, tentei elencar os cinco basquetebolistas mais fiéis que já atuaram na história da NBA. A lista podia ser mais extensa, porque na melhor liga de basquetebol do mundo são muitos os exemplos de lealdade e liderança importantes ao franchise que defenderam.
A CRÓNICA: JOVANE DE PÉ QUENTE COM NUNO MENDES EM DESTAQUE
O Sporting CP procurava nesta noite isolar-se no 3.º lugar e pressionar o SC Braga, que só joga amanhã, em casa do FC Famalicão. O CD Tondela, por seu lado, procurava somar pontos na importante luta pela permanência, apesar de estar até ao momento numa zona tranquila da tabela classificativa. No Sporting CP Nuno Mendes estreou-se a titular, enquanto Mathieu e Plata foram também novidades em comparação com o jogo frente ao FC Paços de Ferreira. Já no Tondela mudou apenas duas unidades no seu onze: Jaquité e Murillo entraram para os lugares de João Pedro e António Xavier.
O Sporting CP começou com mais posse – como tem sido habitual – e também mais perigoso. E foi preciso esperar apenas treze minutos para ver o primeiro golo em Alvalade. Após uma boa jogada de Gonzalo Plata, a equipa da casa beneficiou de um livre direto à entrada da grande área. Na cobrança, Jovane Cabral fez novamente o gosto ao pé e com um remate potente e colocado, fez o primeiro da partida, onde Cláudio Ramos não teve qualquer hipótese de defesa.
Já aos 29 minutos, Nuno Mendes combina bem na esquerda com Jovane Cabral e conquista penalty. O esloveno Sporar assumiu a cobrança e não falhou, fazendo assim o 2-0 na partida. O CD Tondela só ameaçou aos 34 minutos, após um livre com uma bola longa colocada na grande área, com a bola a embater no poste da baliza leonina após um corte defeituoso de Mathieu. O Sporting chegava com justiça ao intervalo na frente do marcador. A melhor exibição até agora, bastante completa da equipa de Rúben Amorim, criando muitas dificuldades ao Tondela.
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) June 18, 2020
Na segunda metade, seria de esperar uma resposta do CD Tondela. Apresentou-se (bem) melhor face à primeira parte e tentou a espaços responder à desvantagem, ainda que de uma forma tímida, apesar de acabar a segunda metade com mais remates que a equipa da casa. O Sporting CP apresentou novamente algumas dificuldades em ter o jogo como controlado, depois de se encontrar em vantagem, possivelmente fruto da juventude que apresenta em campo e que foi caindo de produção ao longo do jogo.
Uma segunda parte com um ritmo baixo e poucas (ou nenhumas) oportunidades claras de golo. Apenas de salientar uma boa jogada por parte do esloveno Sporar para o Sporting CP e um remate do médio Jaquité para o CD Tondela que obrigou Maximiano a desviar por cima da baliza. O Sporting CP resolveu na primeira parte e adormeceu na segunda, mas fez o suficiente para sair de Alvalade, fruto também da incapacidade do CD Tondela, com mais três pontos.
A FIGURA
Fonte: Sporting CP
Nuno Mendes – Após a estreia com a principal camisola leonina, fez hoje a sua estreia como titular substituindo Acuña na ala esquerda. E que jogo! Com apenas 17 anos (faz 18 anos no dia de amanhã) apresentou-se sereno, confiante e com uma maturidade acima da média. Definiu bem os ritmos, sabendo quando devia de acelerar ou não, estando muito envolvido quer ofensiva, quer defensivamente. Procurou dar profundidade e esteve ligado ao lance que dá o 2-0 ao Sporting CP após boa combinação com Jovane Cabral. Uma exibição que deixa água na boca aos adeptos leoninos e que deixa assim bons sinais, sendo certo de que irá somar mais minutos no que resta jogar da presente época. Jovane Cabral merece também destaque, pelo golo (mais um) mas por tudo que fez e foi fazendo até final da partida.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Rafael Camacho – Não é por falta de oportunidades que o jovem leonino poderá ter razão de queixa. Tem sido aposta constante por parte de Rúben Amorim, mas vai também de forma constante demonstrando todas as suas lacunas. Mal posicionado em organização defensiva, lento na transição defensiva. Pouco critério, pouca assertividade, cruzamentos sem nexo. Enfim! Mais um jogo em que demonstra ser a peça mais fraca no atual contexto leonino e vai começando a ficar com pouco espaço de manobra e para continuar a somar erros. Ristovski (ou até mesmo Rosier, até pelo investimento que foi) podem começar a reclamar mais minutos. No Tondela, destaque pela negativa para a linha defensiva, que apresentou muitas dificuldades na partida.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
O Sporting CP apresentou-se novamente no seu 3x4x2x1. Gonzalo Plata, Jeremy Mathieu e Nuno Mendes entraram para os lugares de Luciano Vietto, Cristian Borja e Marcus Acuña. O Sporting CP começou melhor no jogo e resolveu cedo a partida. A equipa está melhor e mais segura nas ideias de Rúben Amorim que aos poucos parecem começar a assentar na identidade leonina.
Mas há ainda muito a melhorar, sobretudo nas equipas com blocos mais baixos e nas fases de criação e construção. Os médios acabam por participar pouco e por ter pouco espaço para aparecer e a equipa acaba por ser forçada a jogar por fora, tornando-se um pouco previsível no seu jogo e demonstrado a espaços, falta de opções e soluções. Há ainda espaço para melhorar também na parte em que é necessário fazer a gestão de jogo.
O Sporting CP tem apresentado alguma dificuldade na segunda metade das partidas e é necessário melhorar para evitar que ocorram futuras quebras de ritmo e rendimento. Mas foi no computo geral um Sporting CP competente e que vai assentando o modelo em cima de vitórias. Sexta vitória consecutiva em Alvalade a contar para a Liga NOS – o melhor registo desde janeiro 2019. O Sporting CP de Rúben Amorim continua invicto com três vitórias e um empate, sete golos marcados e dois sofridos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luis Maximiano (6)
Eduardo Quaresma (7)
Sebastian Coates (7)
Jeremy Mathieu (6)
Rafael Camacho (3)
Matheus Nunes (5)
Wendel (6)
Nuno Mendes (8)
Gonzalo Plata (6)
Jovane Cabral (8)
Sporar (6)
SUBS UTILIZADOS
Cristian Borja (4)
Stefan Ristovski (4)
Rodrigo Battaglia (4)
Francisco Geraldes (4)
Pedro Mendes (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
A equipa apresentou-se em 4x4x2 e o Tondela mudou apenas duas unidades no seu onze: Jaquité e Murillo entraram para os lugares de João Pedro e António Xavier. A equipa apresentou-se muito tímida na primeira parte, não fazendo qualquer remate à baliza leonina. Tardou em perceber a melhor forma de anular a equipa leonina e conseguiu equilibrar quando colocou mais médios no miolo, conseguindo também aproveitar os espaços que a equipa leonina dava entrelinhas.
Melhorou na segunda parte, ficou mais aguerrida e tentou chegar-se à frente. Acaba com mais remates na segunda parte, mas não foi o suficiente para conseguir assustar a equipa da casa, sempre com algumas tomadas de decisão precipitadas. Os lances de mais perigo surgiram quase sempre de bolas paradas. A equipa foi às costas de Pepelu que foi o melhor elemento dos forasteiros. Apesar da derrota, a equipa está confortável na tabela e irá continuar na luta (e confirmação) da manutenção.
O seleccionador nacional Fernando Santos acabou de renovar o contrato que o liga à Federação Portuguesa de Futebol até 2024, ou seja, até ao Campeonato da Europa que se irá realizar nesse ano.
Goste-se ou não do estilo do Senhor Engenheiro, a verdade é que a marca que ele deixou na equipa das quinas é absolutamente inquestionável. E por muito discutível que esta renovação por um longo período de tempo possa ser, existem vários parâmetros que devem ser avaliados. Por isso irei fazer aqui um top com cinco objectivos que Fernando Santos tem a cumprir até ao final do seu novo contrato.
Até nas equipas mais “afundadas” na tabela classificativa se encontram jogadores de inegável qualidade. Por vezes, a prestação individual não se traduz no alcance dos objetivos coletivos de um determinado conjunto. Quem não se lembra de admirar atletas de equipas “aflitas”? Que por uma ou outra razão, quer seja do ponto de vista técnico, tático, físico ou até de caraterísticas genuínas como a raça, o crer ou o espírito coletivo, nos fazem sonhar.
Atualmente, não se situa em posição de descida, mas é impossível desgostar dos “senhores do futebol” como Luiz Carlos (FC Paços de Ferreira) ou Diego Galo (GD Chaves), que passaram várias épocas a lutar pela permanência no mais alto escalão do futebol português.
Neste top, figuram jogadores do Portimonense SC e CD Aves, com potencial para rumar a outras paragens (com todo o respeito aos clubes que representam). Foram tidas em conta condicionantes como a idade, estatísticas e regularidade, mas sobretudo a qualidade.
Nos últimos três meses temos vivido algo de que não há memória no passado recente: uma pandemia mundial. O mundo inteiro parou, desde as mais variadas indústrias até ao desporto. Todas as competições desportivas foram canceladas ou adiadas. O Andebol não foi exceção e também sofreu o mesmo efeito. Campeonato Andebol 1 cancelado, Liga dos Campeões adiada e será jogada em moldes completamente distintos, Taça EHF cancelada, play-off de apuramento para o Mundial cancelado. O Mundo parou e o mundo do Andebol parou também.
A equipa alemã THW Kiel a festejar o título de acordo com o momento que vivemos
Todos temos noção que já existiam, antes da pandemia, inúmeros clubes que passavam por dificuldades financeiras: as deslocações são muitas, as despesas com as inúmeras equipas de formação, os apoios financeiros e os patrocínios são quase nenhuns. Muitas equipas tentam impedir que a vertente financeira afete os resultados desportivos, mas mais tarde ou mais cedo é inevitável, como no caso do histórico ABC.
Naturalmente, com a pandemia e com o cancelamento das competições, as condições destes e de outros clubes agravaram-se. Não há jogos, não há patrocínios, mas os gastos não desaparecem. A equação é muito simples e não afeta só clubes portugueses: no estrangeiro, mesmo antes da pandemia, sabíamos que o histórico RK Vardar estava em risco de desaparecer (felizmente já foi “salvo”), mas nos últimos dias foi o colosso polaco Kielce que anunciou que perdeu o seu principal patrocinador dos últimos 18 anos e que agora precisa de cerca de 600 mil euros para financiar o plantel na próxima época. De recordar que o Kielce foi vencedor da Liga dos Campeões em 2016 e que é um dos colossos do andebol europeu.
Por cá também temos recebido notícias do género. Há clubes a recusar a participação na Segunda Divisão (ACR Zona Azul, por exemplo), há clubes que tiveram de escolher entre a equipa sénior masculina e a equipa sénior feminina (NAAL Passos Manuel, que não vai competir nas provas seniores masculinas em 2020/21) e outros que procuram apoios financeiros, como CF Os Belenenses, para participar nas competições europeias.
Ora, alguns apoios já foram anunciados e algumas medidas já foram tomadas. O formato do Andebol 1 vai mudar na próxima época: as equipas vão passar de 14 para 16, mas a quantidade de jogos vai diminuir para 30, já que se vai jogar num formato todos contra todos, mas apenas numa fase, terminando a divisão em Grupos A e B.
Nuno Mendes foi a mais recente estreia no Sporting Clube de Portugal. O jovem formado na Academia de Alcochete entrou ao minuto 72 na vitória por 1-0 diante do FC Paços de Ferreira. O jovem lateral-esquerdo cumpriu o sonho de vestir a camisola da equipa principal, num jogo oficial, com apenas 17 anos.
O número 35 dos leões iniciou o seu trajeto no futebol ao serviço do FC Despertar, mas rapidamente deu nas vistas e rumou a Alcochete. Nuno Mendes cumpre a sua nona temporada de leão ao peito, tendo sido destaque na equipa sub-23, contabilizando 17 jogos, um golo e três assistências. O jovem leão é internacional pelas camadas jovens, somando 14 jogos por Portugal, entre o escalão sub-16 e sub-19.
Fonte: Sporting CP
No esquema de 3x4x3, sob a liderança de Rúben Amorim, atua normalmente Marcos Acuña pelo corredor esquerdo. No entanto, Nuno Mendes poderá vir a ter oportunidade de evoluir e ter minutos de competição.
Nuno Mendes é um lateral com bom sentido de posicionamento, forte na marcação e difícil de ultrapassar no um contra um. Incorpora-se bem no processo ofensivo e com qualidade nos seus cruzamentos, tendo ainda na velocidade um dos seus pontos fortes.
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) June 13, 2020
O jovem lateral-esquerdo é mais um dos talentos formados em Alcochete, sendo que tem contrato válido até 2021. Por isso, deverá ser um processo prioritário renovar com Nuno Mendes, prolongando o seu vínculo com o clube.
Ao jovem Nuno Mendes o que se pede é Esforço, Dedicação e Devoção, para conquistar a Glória. Aproveitando da melhor forma os minutos e as oportunidades que lhe forem concedidas, para poder evoluir e ajudar o Sporting Clube de Portugal, a conquistar vitórias e títulos.
O Benfica entrou em campo a saber que uma vitória daria, não só um ‘balão de oxigénio’ a Bruno Lage e ao plantel, mas também o primeiro lugar do campeonato. Depois de o FC Porto ter empatado ontem frente ao Desportivo das Aves, os encarnados deslocaram-se hoje ao terreno do Rio Ave.
O jogo começou com o Benfica a ter mais bola e a criar mais lances ofensivos. Ainda que sem grandes oportunidades de golo, a equipa da Luz conseguiu ter quatro cantos e cinco remates nos primeiros 15 minutos. O Rio Ave começou a ‘espalhar-se’ mais pelo campo e a conseguir parar grande parte das jogadas dos encarnados. Na zona lateral direita do campo, Taremi sofreu falta e permitiu à sua equipa ter um livre perigoso. Na sequência do lance, Nuno Santos cruza para a área e o iraniano marca num bom cabeceamento, após uma assistência infeliz de Dyego Sousa.
Até ao fim da primeira parte, o Benfica ia tentando furar a (bem organizada) defesa do Rio Ave e, aos 42 minutos, Rafa vê um golo ser-lhe anulado por fora de jogo de Dyego Sousa, depois de uma grande jogada de Taarabt no lado direito do ataque benfiquista.
A vantagem do Rio Ave manteve-se até ao recomeço da segunda parte, mas a equipa de Bruno Lage sofreu alterações. O técnico encarnado decidiu tirar Dyego Sousa e meter Seferovic. O impacto foi instantâneo: na sequência de um livre, o suíço faz um bom cabeceamento, mas bate com estrondo no poste da baliza defendida por Kieszek.
A primeira contrariedade para Carlos Carvalhal viria a acontecer aos 62 minutos, quando Al Musrati vê o segundo amarelo e consequente vermelho. Dois minutos depois, após um bom cruzamento de Nuno Tavares, Seferovic encosta para o fundo da baliza e reestabelece o empate. Como era expectável, contra dez jogadores, o Benfica foi crescendo e, oito minutos depois do empate, Nuno Santos faz uma entrada violenta sobre Pizzi e vê o vermelho direto.
Com nove jogadores, o Rio Ave baixou as suas linhas e focou-se apenas em defender o empate. O Benfica continuava a pressionar e a três minutos dos noventa, na sequência de um canto marcado por Pizzi, Weigl estreia-se a marcar com a camisola encarnada e coloca o marcador em 1-2, resultado que se manteve até ao apito final.
A FIGURA
Fonte: SL Benfica
Haris Seferovic – Teve um enorme impacto na equipa e a forma como entrou no jogo é prova disso: em 15 minutos cabeceia ao poste e marca o golo do empate. Ainda que Bruno Lage tenha optado por Dyego Sousa no onze titular, Seferovic mostrou que também conta para o treinador e promete dar luta aos dois avançados concorrentes (Dyego e Vinícius).
O FORA DE JOGO
Fonte: SL Benfica
Dyego Sousa – Al Musrati seria um forte candidato a fora de jogo, mas o prémio vai mesmo para Dyego Sousa. Bruno Lage deu-lhe a confiança necessária e colocou-o no onze inicial, mas o avançado brasileiro não aproveitou a ocasião e durante a primeira parte (substituído ao intervalo) pouco ou nada fez no ataque benfiquista.
ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC
Carlos Carvalhal montou (como é habitual) uma equipa organizada e consciente da ideia de jogo. Apesar de jogar contra o Benfica, o Rio Ave foi, durante a maioria da primeira parte, a melhor equipa em campo e isso traduziu-se na vantagem ao intervalo.
A primeira expulsão e o golo do empate pareciam que não tinha afetado a equipa, que continuava bastante determinada em campo. No entanto, a expulsão de Nuno Santos destabilizou por completo a equipa e permitiu que o Benfica jogasse nos últimos 30 metros do campo e chegasse ao golo da vitória.
O técnico do Rio Ave montou a sua equipa num 4-3-3 bem organizado e com os seus ataques baseados em Taremi e nos dois extremos, Nuno Santos e Diego Lopes. Pelas dificuldades que a equipa de Carlos Carvalhal colocou ao Benfica nos primeiros 45 minutos, era expectável que estas continuassem até ao final do jogo, não fossem as duas expulsões.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kieszek – 2
Diogo Figueiras – 2
Borevkovic – 2
Aderlan Santos – 2
Matheus Reis – 3
Lucas Piazon – 3
Al Musrati – 1
Filipe Augusto – 2
Nuno Santos – 2
Diego Lopes – 2
Taremi – 4
SUBS UTILIZADOS
Tarantini – 2
Nelson Monte – 1
Bruno Moreira – 1
Carlos Mané – 1
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Bruno Lage voltou ao seu esquema tático mais frequente, com Pizzi e Rafa nas alas e Taarabt no apoio ao ponta-de-lança. A equipa teve uns primeiros dez minutos com um caudal ofensivo, mas o resto da primeira parte mostrou em campo o Benfica dos outros jogos, com fraca construção de jogos, sem passes ‘a rasgar’ e a permitir ocasiões de perigo ao adversário, inclusive com um golo.
O técnico não gostou da exibição de Dyego Sousa e colocou Seferovic no seu lugar que, de facto, teve muito mais impacto no jogo do que o brasileiro. As duas expulsões ajudaram a equipa encarnada, que, a partir da expulsão de Nuno Santos, dominou por completo e deu a volta ao marcador.
A CRÓNICA: MESTRE DERROTA O APRENDIZ TRAÍDO PELO SUPLENTE
17 de junho de 2020 é uma data que ficará nos livros de história da Premier League. Já não se jogava uma partida no escalão máximo do futebol inglês em junho desde 1947. Passaram-se 101 dias desde que se jogou a 29.ª jornada, a última vez que as equipas inglesas jogaram diante dos seus adeptos. Contudo, o clássico entre Manchester City FC e Arsenal FC ia colocar um ponto final na 28.ª jornada – que tinha jogos em atraso. O Etihad foi o grande palco no dia que ditou o regresso da melhor liga do mundo.
Feita a introdução: Cityzens e Gunners defrontaram-se pela 199.ª vez na sua história.
A primeira parte ficou marcada pelo azar do Arsenal, que começou bem cedo: ao quinto minuto de jogo, Granit Xhaka torceu o pé no relvado e o técnico Mikel Arteta viu-se obrigado a mexer na equipa, colocando Dani Ceballos para render o suíço. A infelicidade não ficou por aqui. Aos 20 minutos, o defesa-central espanhol Pablo Marí lesionou-se no tendão de Aquilesdepois de fazer um sprint em que tentava acompanhar Kyle Walker. Arteta foi forçado a fazer uma segunda substituição fora dos planos. Fez entrar David Luiz para o lugar do espanhol, uma entrada que acabou por não ter um final feliz.
Nos últimos quinze minutos da primeira parte, o Man. City tentou tudo para inaugurar o marcador, mas Bernd Leno mostrou-se numa grande forma no regresso da Liga inglesa. O primeiro a testar o alemão foi Raheem Sterling que, após passe de Mendy, puxou a bola para dentro e tentou colocar a bola no segundo poste mas acabou por ser negado pelo alemão. No minuto seguinte, David Silva recebeu um belíssimo passe de Gabriel Jesus e obrigou Leno a testar a sua flexibilidade para evitar o golo inaugural.
Golo este que só acontece aos 45+2’, quando os jogadores já pareciam todos prontos para recolher ao balneário. E só acontece por causa de um erro grave de David Luiz na sequência dum passe algo banal de Kevin De Bruyne. O defesa-central brasileiro deixou fugir uma bola fácil porque a tentou controlar com a perna, mas falhou. Depois, Sterling viu-se isolado e teve todo o tempo que quis para fuzilar Leno – não perdoou.
A catástrofe chamada David Luiz não ficou por aqui. No início da segunda parte, aos 48 minutos, o brasileiro é ultrapassado pela velocidade de Riyad Mahrez e só o consegue parar fazendo uma falta disparatada dentro da grande área. O árbitro Anthony Taylor assinala, sem quaisquer dúvidas, penálti e cartão vermelho para David Luiz. Kevin De Bruyne converte o castigo máximo e está feito o 2-0.
O resto do jogo não teve grande história. Contra dez, Pep Guardiola deu instruções para que o jogo fosse encarado como um amigável de pré-época. Mandou a sua equipa abrandar e controlar o jogo, ensaiando jogadas e criando ainda situações de perigo, mas muito esporadicamente.
O jogo acaba dez para dez porque EricGarcía saiu de maca após ter sofrido uma lesão grave depois de um choque violento com o seu colega de equipa, Ederson. Já em igualdade numérica, Phil Foden ainda faz o gosto ao pé. Numa construção rápida do ataque dos Cityzens, o jovem jogador inglês aproveita o remate de Aguero e, na recarga, marcou o seu primeiro golo nesta edição da Premier League.
Com esta vitória, Manchester City reduz para 22 pontos a desvantagem que leva para o quase campeão Liverpool e segura o segundo lugar com ainda mais força, estando agora sete pontos à frente do Leicester. Já o Arsenal continua a ocupar o nono lugar da tabela classificativa.
Kevin De Bruyne – Mais um recital de Kevin De Bruyne. Não fazendo o seu melhor jogo da temporada, KDB apresentou-se em muito boa forma e merece o prémio de homem do jogo porque esteve envolvido em quase todos os lances de perigo criados pelo Manchester City. E só não está no terceiro golo porque já não estava em campo. Bastaram 70 minutos de jogo ao belga para resolver a partida com uma assistência e um golo. É sempre fantástico ver como trata a bola. Sempre que joga arrisca-se a ser homem do jogo. E hoje, não foi exceção. Que classe.
O FORA DE JOGO
Sai do banco, falha no gol, faz pênalti, é expulso, gol do City…
David Luiz – Uma catástrofe. O Arsenal até estava a olhar para o Manchester City olhos nos olhos e só não o conseguiu voltar a fazer depois da sua entrada. Aos 20 minutos, Arteta perde o jogo quando vê Pablo Marí a lesionar-se e se vê obrigado a colocar David Luiz no seu lugar. Aos 45+2’, falha uma receção fácil e permite o 1-0. Aos 48’, faz um penálti por culpa da sua lentidão e vê o vermelho direto, voltando a oferecer ao adversário um golo de bandeja.
Este foi, talvez, o pior jogo da carreira de David Luiz. Numa altura em que o seu regresso ao Benfica tem sido falado, os dirigentes das águias não deviam deixar de assistir, pelo menos, ao resumo deste jogo. Tão desastroso que pode levantar algumas questões relativamente à contratação do brasileiro.
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
Para defrontar o seu antigo treinador-adjunto, Pep Guardiola escolheu o já típico 4-3-3 no regresso da Premier League. Sempre cínico, o treinador catalão soube ler todos os momentos da partida. Não teve medo de abdicar da posse de bola nos primeiros vinte minutos, cansando o Arsenal. Isto permitiu aos Cityzens serem donos e senhores do último quarto de hora da primeira parte – onde, de resto, acabam por chegar ao golo.
Jogou a segunda parte quase toda contra dez e confortável com o marcador. Deu para ensaiar jogadas, tentar coisas novas e treinar jogo com bola.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ederson (6)
Kyle Walker (7)
Eric García (6)
Laporte (6)
Benjamin Mendy (6)
David Silva (6)
Gündogan (7)
De Bruyne (8)
Mahrez (6)
Gabriel Jesus (6)
Sterling (8)
SUBS UTILIZADOS
Bernardo Silva (5)
Phil Foden (7)
Fernandinho (-)
Rodri (6)
Aguero (6)
ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC
Para defrontar o mestre, o aprendiz Mikel Arteta levou uma equipa jovem e uma tática inteligente. Um 4-5-1 nos momentos defensivos, que rapidamente se transformava num ataque com dois pontas de lança ao ver Aubameyang à procura de zonas mais centrais na frente de ataque. Nos primeiros vinte minutos da partida, o Arsenal conseguiu superiorizar-se, trocando a bola com qualidade mas sem nunca ter conseguido criar uma efetiva situação de golo nos 90 minutos de jogo.
A superioridade do Manchester City acaba por se confirmar na falta de profundidade do plantel dos Gunners e no azar que a turma de Mikel Arteta teve com as lesões e com o jogo infeliz de David Luiz.
A CRÓNICA: PARTIDA EQUILIBRADA, MAS COM FALTA DE RITMO
Na partida relativa à final da Taça de Itália, que opôs o SSC Napoli á Juventus FC, a vitória sorriu aos “napolitanos”, após um encontro bastante equilibrado, mas sem o ritmo e espetacularidade a que estamos habituados. A partida acabou por ser decidida através de grandes penalidades, sendo que o Napoli não desperdiçou nenhuma das oportunidades.
A primeira parte foi disputada a um ritmo relativamente intenso, mas com escassas ocasiões claras de golo. Nos primeiros vinte minutos de jogo, a Juventus teve supremacia na partida, mas posteriormente, o Napoli foi tendo mais posse de bola e acabou por equilibrar a partida. A melhor oportunidade para a Juventus abrir o marcador surgiu aos 5 minutos de jogo. A pressão alta da Juventus resultou numa bola que sobrou para Ronaldo, que rematou colocado para um defesa segura de Meret. Numa altura em que o Napoli não tinha criado lances de perigo aparente, aos 25’ minutos de jogo, Insigne rematou ao poste direito da baliza de Buffon, através de um livre direto.
O segundo tempo desenrolou-se num ritmo mais lento, com o jogo a estar mais “partido” e muito disputado a meio campo. Ao longo da partida, o cansaço e a falta de competitividade era cada vez mais visível, e sucessivamente iam surgindo erros “básicos” de ambas as partes. Ao cair do pano esteve prestes a acontecer um golpe teatral a favor do Napoli, com uma primeira defesa de Buffon, e posteriormente a bola embateu novamente nos ferros da baliza defendida pelo histórico guarda-redes italiano, levando a partida a penáltis.
Alex Meret- Realizou uma exibição segura e correspondeu da melhor forma sempre que foi chamado a jogo, transmitindo confiança à sua defesa. Nas grandes penalidades foi decisivo, defendendo o primeiro penálti da Juventus. Menção honrosa para Buffon, que adiou a decisão do título para os penáltis.
O FORA DE JOGO
Maurizio Sarri will not be on the bench for Parma and Napoli.
Maurizzio Sarri- O técnico italiano não conseguiu manter a superioridade que a sua equipa teve no início da partida, perdendo influência ao longo do encontro. Geriu mal a equipa no desenrolar dos 90’ minutos, sendo infeliz nas alterações táticas realizadas e nas exibições dos jogadores que colocou em campo durante a partida, que em nada influenciaram positivamente a Juventus.
ANÁLISE TÁTICA SCC NAPOLI:
O Napoli apresentou-se num 4-3-3, com a linha defensiva baixa, tentando anular as transições rápidas da Juventus. Procurou atacar preferencialmente a partir de contra-ataque, explorando a velocidade e dinâmica do tridente ofensivo. O Napoli mostrou ser uma equipa sólida e bem organizada defensivamente, mas no setor ofensivo dependeu quase exclusivamente de rasgos de génio dos seus avançados, que acabaram por não aparecer.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES:
Alex Meret (7)
Giovanni Di Lorenzo (6)
Nikola Maksimovic (6)
Kalidou Koulibaly (6)
Mário Rui (6)
Diego Demme (5)
Fabián Ruiz (5)
Piotr Zielenski (6)
José Callejón (5)
Dries Mertens (5)
Lorenzo Insigne (6)
SUBS UTILIZADOS
Matteo Politano (6)
Arkadiusz Milik (6)
Allan (5)
Elseid Hysaj (6)
Eljif Elmas (-)
ANÁLISE TÁTICA JUVENTUS FC:
Maurizio Sarri apostou num sistema tático de 4-3-3 no processo ofensivo, com Ronaldo a descair frequentemente para a ala esquerda, Douglas Costa ocupava a lateral direita do ataque, enquanto Dybala se posicionava mais pela zona interior, quase como um “falso nove”.
Uma equipa bastante pressionante, procurando transições de ataque organizado a partir de trás. A defender, o sistema alterava-se para 4-4-2, com Douglas Costas a recuar para a linha média, mantendo-se na ala direita, Matuidi descaia para a lateral esquerda e o duo atacante foi constituído por Dybala e Ronaldo. Pjanic manteve-se como médio mais recuado, essencial na construção de jogo, posição que Bentancur ocupou após a sua saída.
Há momentos ingratos que tornam a nossa história num caso singular de tragédias repetidas, que de tão improváveis quase que merecem ser objeto de estudo. O FC Tirsense insere-se forçosamente nesta descrição, tendo em conta os anos negros que viveu no final dos anos noventa.
Aquele que é considerado o maior clube de Santo Tirso teve a sua primeira grande conquista na época 1967/68, ao alcançar pela primeira vez um lugar na principal divisão do futebol português. Viria a conseguir oito presenças na Primeira Liga (não seguidas), mas a sua última vez neste escalão representou o início de um período trágico no clube: quatro épocas consecutivas a descer de divisão.
Os jesuítas entraram a “todo o gás” na década de 90 sob o leme do Professor Neca, depois de conseguirem a sua terceira subida à Primeira Liga em 1989/1990. Os anos seguintes foram de oscilações entre o primeiro e o segundo escalão do futebol português, num período que, apesar de ligeiramente instável, parecia representar uma consolidação do Tirsense como um emblema destinado a competir nas divisões de elite em Portugal.
Contudo, mal sabiam os fiéis adeptos do clube de Santo Tirso que os piores anos do clube se seguiriam a esta aparente tranquilidade. A temporada de 1995/96 representa o início duma espiral negativa para o Tirsense que parecia não ter fim: com um 18º lugar (o último) na Primeira Liga, vêem-se relegados para o segundo escalão e, desde aí, foi sempre a descer de divisão durante quatro épocas contínuas, acabando por voltar a disputar os campeonatos distritais em 1999/00, mais de 30 anos depois.
Para agravar o registo, o Tirsense terminou mesmo na última posição em quase todo este período fatídico: além do 18º lugar na Primeira Liga em 1995/96, os jesuítas “conquistaram o mesmo feito” na época seguinte com um novo 18º lugar na II Divisão de Honra, assim como em 1997/98 na II Divisão B Zona Norte. Apenas na temporada 1998/99, na Série B da III Divisão, conseguiram fugir ao último lugar – ficaram em 15º -, mas nem assim se livraram de nova descida de escalão.
Esta queda a pique representa mesmo um recorde que nenhum clube quer ter: mais descidas de divisão consecutivas. Ainda assim, o Tirsense partilha esta indesejada “distinção” com dois clubes alemães, SV Lohhof e FC Kempten, mas o emblema português foi o único a ter quatro descidas consecutivas começando este processo na primeira divisão do seu campeonato.
Como seria de esperar, um dos motivos apontados para este rol de acontecimento foi uma grave crise financeira que assolou o clube, motivada por erros de gestão. Na altura, o Tirsense construiu um plantel de luxo, onde passaram nomes como o brasileiro Paredão, que viria a jogar pelo Chelsea, Tueba que veio do SL Benfica, entre outros. O então presidente do clube, Alcindo Reis, atirou as culpas para a arbitragem, ao declarar, no ano de 1999, que “o Tirsense tem sido violentado e prejudicado sistematicamente nas últimas três épocas. O sistema, que, de facto, existe, quis arrumar com o Tirsense. Fomos prejudicados vergonhosamente pelas arbitragens, com coisas incríveis. Por isso, o futebol português é uma vergonha, uma coisa que não é séria”.
20 anos depois deste período negro da sua história, o clube de Santo Tirso – atualmente a competir na distrital – continua a lutar para se esquecer destes anos e não repetir os erros do passado. Tem ainda, sem dúvida, um longo percurso pela frente se quiser voltar à glória de outrora e proporcionar à sua grande comunidade de devotados adeptos a felicidade de voltar a ver o seu clube de coração entre os grandes do futebol português. Já merecem.