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CS Marítimo 1-2 SC Braga: Regresso às vitórias à boleia de Trincão

A CRÓNICA: VITÓRIA TIRADA A FERROS NO CALDEIRÃO DOS BARREIROS

Havia curiosidade para ver em que forma se apresentava o SC Braga depois do embate com os escoceses do The Rangers FC, encontro esse que viu os guerreiros vergados perante os comandados de Steven Gerrard, ditando o afastamento do emblema português da Liga Europa.

Rúben Amorim fez apenas uma alteração relativamente ao onze que jogou na última quarta-feira, com João Novais no lugar de João Palhinha que começou o jogo no banco de suplentes.

Do lado dos maritimistas mais mexidas relativamente à equipa que foi derrotada no Jamor no fim-de-semana passado, com o treinador José Gomes a colocar quatro caras novas no onze. Cinco minutos bastaram para que o prodígio Trincão fizesse o gosto ao pé, depois de uma boa combinação com Ricardo Esgaio no corredor direito. Foi precisamente por esse lado que os visitantes foram criando perigo com os jogadores que estiveram no primeiro golo em particular evidência.

Numa primeira parte bem disputada, o golo cedo permitiu ao Sporting de Braga uma maior tranquilidade na abordagem ao jogo, com a equipa a procurar construir pacientemente a partir de trás, e a saber os momentos certos para acelerar uma vez vencida a primeira linha de pressão dos insulares, o que resultou em várias aproximações perigosas à baliza defendida pelo iraniano Amir.

Na segunda-parte, José Gomes tirou Bambock e lançou Jorge Correa, com o argentino a revelar-se decisivo ao marcar o golos o empate para os insulares, num lance em que empurrou de cabeça para o fundo das redes depois de defesa incompleta de Matheus.

O Sporting de Braga estava melhor na partida e continuava a criar oportunidades frente a um CS Marítimo que mostrou sempre muitas dificuldades no momento em que tinha a bola.

Com o aproximar do apito final, sentiram-se pernas cansadas do lado dos bracarenses, contudo não deixando de acreditar que podiam trazer a vitória na bagagem. O golo a partir de um pontapé de canto já depois da hora ao minuto noventa e sete apontado por Paulinho, o seu décimo nesta edição da Primeira Liga, acaba por trazer justiça ao resultado em que a vitória assenta bem ao Sporting de Braga por aquilo que fizeram ao longo de todo o jogo.

 

A FIGURA

Fonte: SC Braga

Trincão – Está num grande momento de forma e hoje somou mais uma boa exibição ao serviço do emblema que vai representar até ao final da época. O futuro reforço blaugrana é mesmo um craque e apontou o primeiro golo da partida. A sociedade com Ricardo Esgaio revelou-se muito produtiva com os lances mais perigosos a surgirem do corredor direito. A forma como trata a bola é um regalo para os olhos e a sua entrega ao jogo sem medo de assumir o protagonismo, reforçam a convicção de que estamos perante uma futura estrela do futebol nacional.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: CS Marítimo

Bambock – Combativo na primeira parte, viu o cartão amarelo e acabou por ser o sacrificado ao intervalo quando José Gomes procurava dar a volta à contenda.

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

O Marítimo entrou em campo distribuído num 1-4-3-3, que procurava pressionar à frente e assim condicionar a primeira fase de construção do Sporting de Braga. Muitas vezes não foram bem sucedidos nessa tarefa, e frequentemente vimos os homens de Braga a aparecerem libertos no corredor, uma vez vencida essa pressão dos insulares. Rúben Ferreira foi quem mais sofreu no corredor esquerdo, com muitas dores de cabeça fruto das investidas de Trincão e Esgaio que em superioridade causaram muito perigo. A alteração ao intervalo foi feliz, com Jorge Correa a marcar o golo, contudo foi pouco aquilo que fez em termos de produção ofensiva hoje o conjunto orientado por José Gomes.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Amir (7)

Bebeto (6)

Zainadine (6)

Rene (6)

Ruben Ferreira (5)

Edgar Costa (5)

Bambock (5)

Diego Moreno (5)

Daizen Maeda (6)

Nanu (5)

Joel (5)

 

SUBS UTILIZADOS

Jorge Correa (7)

Erivaldo (5)

Getterson (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Rúben Amorim apostou novamente no seu esquema 1-3-4-3 privilegiando uma construção a partir de trás com os centrais a trocar a bola entre si. O golo cedo permitiu maior tranquilidade na gestão do jogo. Bem organizados defensivamente e sobretudo utilizando o corredor direito para atacar, a equipa do Sporting de Braga foi sempre quem mais fez por ganhar o jogo. O golo do empate não trouxe alterações ao modo de jogar da equipa que continuou a ser paciente na construção. A fé no processo e a alma de guerreiro foram fatores que determinaram o vencedor de hoje, numa vitória que se ajusta face aquilo que produziram as duas equipas.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

David Carmo (6)

Raúl Silva (6)

Bruno Viana (6)

Ricardo Esgaio (7)

Sequeira (6)

Fransérgio (6)

João Novais (6)

Trincão (8)

Ricardo Horta (6)

Paulinho (7)

SUBS UTILIZADOS

Palhinha (6)

Galeno (6)

Abel Ruiz (-)

 

Foto de Capa: SC Braga

 

Estoril-Praia SAD 2-0 UD Vilafranquense SAD: Ribatejanos tarde despertaram

A CRÓNICA: Vilafranquense acordou tarde

 

No Estádio António Coimbra da Mota, o Estoril-Praia SAD recebeu a UD Vilafranquense SAD num jogo a contar para a 23.º jornada da Segunda Liga. O jogo começou equilibrado. A equipa do Ribatejo sedou a iniciativa de jogo à equipa do Estoril.

O Vilafranquense SAD apareceu nesta partida muito recuado no terreno e sempre à procura dos contra-ataques e da profundidade dos seus avançados (sobretudo Isidoro). O Estoril Praia SAD assumiu o jogo com bola e procurou desequilibrar a defesa adversária.

As oportunidades na primeira parte foram escassas, mas o Estoril chegou ao golo ao minuto 33. Curiosamente o golo surge num contra-ataque da equipa da linha. Chiquinho recuperou a bola na ala direita, deu para Careca que acelerou e cruzou para o interior da área. O central do Vilafranquense SAD Dirceu falhou a interceção e no coração da área Rafael Barbosa rematou colocado e bateu Josviaki.

Uma primeira parte totalmente dominada pelo Estoril. O Vilafranquense fez apenas um remate aos durante toda a primeira parte (e apenas aos 40 minutos). A equipa comandada por Armando Evangelista esteve muito apagada.

Na segunda parte o Estoril foi mantendo o controlo do jogo com bola e chegou mesmo ao segundo golo, na sequência de um penalty convertido por Daniel Bragança. Depois do 2-0 o Vilafranquense SAD foi crescendo no jogo e esteve muito perto de diminuir a diferença. Os últimos 20 minutos pertenceram totalmente à equipa de Armando Evangelista, mas o resultado manteve-se até final. Um bom jogo de futebol no António Coimbra da Mota.

 

A FIGURA

Fonte: Estoril-Praia SAD

Rafael Barbosa – Grande jogo por parte do jogador da formação do Sporting CP. A partir da ala esquerda o jogador de 23 anos causou sempre muitas dificuldades à defensiva ribatejana. Marcou o primeiro golo, esteve envolvido no desequilíbrio que gerou o penalty e foi decisivo na dinâmica ofensiva da equipa.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Liga Portugal

Kikas – Jogo muito apagado do jovem avançado emprestado pelo Belenenses SAD . Poucas foram as vezes que conseguiu causar desequilíbrios na defesa dos estorilistas. Saiu ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁTICA: Estoril-Praia SAD

A equipa comandada por Pedro Duarte enfrentou este jogo num esquema de 4-3-3. No meio campo o habitual triângulo com Tembeng como o pivot mais defensivo e Daniel Bragança e Lucas Marques como os médios mais adiantados.

O triângulo era muito dinâmico podendo um dos médios mais adiantados recuar para junto de Tembeng e dar mais liberdade ao outro médio (habitualmente Daniel Bragança). Outra das dinâmicas dos homens do centro do terreno eram as derivações para os corredores permitindo aos alas, Rafael Barbosa e Chiquinho, procurar o espaço interior. Na frente Careca surgiu como a referência central (esteve muito bem a segurar a bola).

Defensivamente a equipa do Estoril Praia SAD defendia com uma linha de três médios mais perto dos centrais.

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Daniel Ferreira (6)

Joãozinho (7)

Lucas áfrico- (6)

Lucas (6)

João Diogo (6)

Tembeng (6)

Daniel Bragança (8)

Rafael Barbosa (8)

Lucas Marques (6)

Chiquinho (5)

Careca (7)

SUPLENTES

Juninho-(6)

Gonçalo Santos-(6)

Miguel Crespo- (-)

ANÁLISE TÁTICA: UD Vilafranquense SAD

A equipa ribatejana entrou na partida com um esquema de 4-4-2, com Isidoro (mais fixo) e Kikas (mais móvel e a derivar muitas vezes para as alas) como os pontas de lança. Na defesa o lateral esquerdo Furlan subia muito mais no terreno enquanto que Izata, o defesa direito, ficava sempre mais recuado perto dos centrais. Defensivamente a equipa aproximava-se de um esquema de  4-5-1 ou 4-4-1-1, com Kikas a descer para uma posição mais recuada.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Josviaki- (5)

Dirceu-(4)

Sparagna-(6)

Diogo Izata-(5)

Filipe Oliveira-(6)

Gustavo Tocantins-(6)

Isidoro-(7)

Ceitil-(5)

Ulisses-(6)

Furlan-(7)

Kikas- (3)

SUPLENTES

Wilson-(5)

Korzun-(5)

Kady-(5)

 

BnR na Conferência de Imprensa

UD Vilafranquense SAD

BnR: O que é que pretendia com a entrada do Wilson logo aos 45 minutos (saída do Kikas) e se esta alteração esteve diretamente relacionada com a melhoria do Vilafranquense na segunda parte?

Armando Evangelista– Não acho necessariamente que o Vilafranquense tenha estado melhor na segunda parte. A entrada do Wilson foi para  visar o ataque ao espaço que o Estoril estava a deixar entre os centrais e os laterias. Esteve muito bem, mas o Kikas também fez tudo o que lhe foi pedido.

 

Estoril-Praia SAD

BnR: Já se sabe alguma coisa sobre a lesão do João Diogo?

Pedro Duarte: Não, ainda não foi avaliado. Em tempo oportuno iremos comunicar a gravidade.

 

 

Foto de Capa: Gonçalo Batista/Bola na Rede

Aston Villa FC 1-2 Manchester City FC: Terceira vitória consecutiva na Taça da Liga Inglesa

A CRÓNICA: FINAL RESOLVIDA NA PRIMEIRA PARTE

O Manchester City FC derrotou esta tarde o Aston Villa FC e venceu a sua terceira Taça da Liga consecutiva.

Na final disputada em Wembley, Aguero e Rodrigo marcaram para os azuis de Manchester na primeira meia hora, ao passo que Samatta reduziu ainda antes do intervalo. Até ao final, a equipa de Pep Guardiola controlou o jogo e segurou a vantagem obtida no primeiro tempo.

Os Villains até entraram melhor no jogo e controlaram os primeiros dez minutos. El Ghazi deu o primeiro sinal de perigo aos 3’ mas o City equilibrou a partida e Aguero esteve perto de inaugurar o marcador pouco depois. Aos 20’, o argentino mostrou mais eficácia e fez o primeiro golo da tarde numa grande jogada coletiva.

A partir daí, a equipa de Pep Guardiola controlou o jogo e dilatou a vantagem num cabeceamento de Rodri (30’), após canto de Gundogan. Já perto do intervalo, aproveitando um erro de Stones, El Ghazi fugiu pelo corredor esquerdo e centrou tenso, com Samatta a mergulhar e a cabecear para o 2-1 (41’).

Na segunda parte, o City controlou as operações e podia ter aumentado a vantagem mas faltou algum acerto no momento da finalização. O Aston Villa teve dificuldades em contrariar o jogo em posse do adversário e o melhor que conseguiu foi uma bola no poste após cabeceamento de Engels, já em cima dos 90’.

A FIGURA

Fonte: Manchester City FC

Phil Foden – Exibição de luxo do jogador inglês. Fez a assistência para o primeiro golo do jogo e somou incontáveis pormenores de classe, só ao alcance dos predestinados. Está cada vez mais maduro e mais consistente, o que fez subir em grande escala o seu nível de jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Aston Villa

Falta de soluções do Aston Villa – Com a saída de El Ghazi e Samatta, os dois melhores elementos da equipa esta tarde, o Aston Villa ficou totalmente inoperante na frente de ataque. Uma equipa sem ideias, órfã do talento de dois jogadores.

ANÁLISE TÁTICA – ASTON VILLA FC

O Aston Villa entrou em campo em 4-3-3, com Nyland na baliza, Guilbert, Engels, Mings e Targett na linha defensiva, meio-campo composto por Nakamba, Douglas Luiz e Elmohamady. O ataque dos Villains ficou entregue a Jack Grealish, El Ghazi e Samatta. Grealish surgiu muitas vezes a jogar entre linhas e fora da posição, deambulando pela frente de ataque do Aston Villa para confundir as marcações da defesa do City.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nyland (6)

Guilbert (5)

Engels (6)

Mings (6)

Targett (5)

Nakamba (5)

Douglas Luiz (6)

Elmohamady (5)

Jack Grealish (6)

El Ghazi (7)

Samatta (7)

 

SUBS UTILIZADOS

Trezeguet (3)

Hourihane (3)

Davis (-)

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Pep Guardiola escalou a equipa em 4-3-3, com várias alterações em relação ao onze que venceu o Real Madrid no Santiago Bernabéu. As mudanças começaram logo na baliza, com Bravo a surgir no lugar de Ederson, assim como na defesa, apenas com Kyle Walker a manter a titularidade em relação ao último jogo. Zinchenko surgiu na esquerda em detrimento de Mendy, enquanto a dupla de centrais foi constituída por Fernandinho e Stones. No meio campo, Rodri e Gundogan mantiveram-se no onze inicial e David Silva entrou para o lugar de Kevin De Bruyne. Na frente, o tridente atacante Mahrez, Bernardo Silva e Gabriel Jesus deu lugar à tripla Phil Foden, Sterling e Aguero.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bravo (8)

Kyle Walker (6)

John Stones (6)

Fernandinho (7)

Zinchenko (7)

Rodrigo (8)

Gundogan (7)

David Silva (6)

Phil Foden (8)

Sterling (6)

Aguero (8)

SUBS UTILIZADOS

Kevin de Bruyne (5)

Bernardo Silva (4)

Gabriel Jesus (-)

Foto de Capa: Manchester City FC

FC Porto | Os laterais também sabem marcar golos

Apesar de não ser uma posição óbvia de onde provém muitos golos, O FC Porto tem tido uma série de laterais que tem feito a diferença na área adversária.

Alex Telles tornou-se recentemente o defesa lateral com mais golos ao serviço da equipa da Invicta. O brasileiro tem sido dos jogadores mais consistentes ao longo das suas quatro temporadas com o Dragão ao peito e tem cada vez acrescentado mais golos ao seu jogo.

O domínio e favoritismo que o FC Porto normalmente tem nos jogos são também fatores que levam à necessidade de alas atacantes, já que são estes que muitas vezes fazem o flanco inteiro.

Dessa forma, neste Top BnR, iremos fazer uma viagem pelos cinco laterais que mais vezes conseguiram faturar de azul e branco.

5.

Fonte: UEFA

Miguel Layún – Com onze golos, o mexicano garante o seu lugar neste top-5. O antecessor de Alex Telles na posição de lateral-esquerdo destacou-se ainda mais pelo lado das assistências, mas conseguiu na mesma um número bem respeitável no que diz respeito aos golos. Aquando da chegada do brasileiro perdeu o lugar na esquerda, ainda tentou a sua sorte na ala direita e mais à frente no terreno mas acabou por não resistir à forte competição no plantel.

OC Barcelos 1-5 Sporting CP: Com pouco se fez muito

A CRÓNICA: NÃO SE DEIXA FUGIR OS MAIS DIRETOS ADVERSÁRIOS

Ambas as equipas com o pensamento na vitória, o OC Barcelos tentava ultrapassar o FC Porto na tabela e o Sporting CP não queria deixar fugir SL Benfica e UD Oliveirense. Um pavilhão tradicionalmente difícil tínhamos espetáculo garantido. A pressão parece que não foi uma palavra presente no balneário leonino, porque estes entraram de rompante na partida. Foram precisos só SETE segundos (!) para se ver o primeiro golo do Sporting CP e Toni Pérez. Um dos golos mais rápidos que já vi em Hóquei em Patins e foi tão rápido que nem na repetição televisiva se percebeu como foi.

Os barcelenses ainda tiveram uma oportunidade soberana para empatar a um, porém, Luís Querido não conseguiu ultrapassar a muralha Girão. E já sabemos que quem não marca sofre… Minutos depois, Ferran Font fez o trabalho todo ao construir a jogada para Alessandro Verona rematar para o 0-2 e deixava os leões estavam numa posição muito confortável no jogo.

Estava-se pouco a pouco a encontrar, sem dúvida, o homem de jogo: Ângelo Girão. Dois penaltis e duas defesas do capitão leonino. Desta vez, foi Miguel Rocha a não conseguir concretizar o castigo máximo. Foi com o mesmo resultado (0-2) que fomos para intervalo graças aos golos de Toni Pérez e Verona e também dos dois penaltis defendidos por Girão.

Os segundos 25 minutos começou com pouco para contar e a emoção que pautou toda o primeiro tempo estava completamente esquecida. Porém, nos últimos oito minutos, estava marcada a machada final no jogo. Em poucos minutos, dois golos leoninos. O 0-3 foi culpa de uma bomba de Caio e o 0-4 foi Gonzalo Romero a aproveitar um livre direto, após a 10.ª falta barcelense.

Nos últimos três minutos, dois golos e um para cada lado. O primeiro do OC Barcelos com Zé Pedro a rematar de longe com força e com Franco Ferruccio, à boca da baliza, para encostar a bola que tinha ido ao poste (1-4). Contudo, o golo deu lugar a um cartão azul a Ferruccio por simulação. Houve novo livre direto para o Sporting CP e novo golo de Gonzalo Romero para o 1-5.

Até ao final, o resultado não se alterou e os leões venceram o OC Barcelos num pavilhão muito complicado e voltam a estar apenas a três pontos de desvantagem do líder, SL Benfica. Uma vitória consistente e nas poucas oportunidades que o Sporting CP teve foi muito eficaz para trazer um resultado positivo de Barcelos. Já o OC Barcelos fica com os mesmos pontos (37) que tinha à entrada para esta jornada e perdeu uma grande oportunidade para ultrapassar o rival direto FC Porto na classificação.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ângelo Girão – Duas penaltis defendidos, inúmeras defesas importantes a evitar os golos do OC Barcelos. Deu segurança aos seus companheiros de equipa na zona defensiva e estes só tiveram de fazer o seu trabalho. Já não há muito a dizer quanto a este senhor, pois, num “dia sim” é completamente imparável. Mais um grande jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: OC Barcelos

OC Barcelos – A primeira parte ainda nos deu uma equipa barcelense rica em oportunidade e vontade de vencer, contudo, o desperdício dos dois penaltis foram um valente murro no estômago nas ambições barcelenses. No segundo tempo, parece que se ficaram pelos balneários, pois, não havia presença nenhuma da equipa na quadra muito também pelo excelente nível defensivo do Sporting CP.

ANÁLISE TÁTICA – OC BARCELOS

Apesar da desatenção defensiva aos sete segundos, a equipa não se deixou abalar e notou-se confiança. As individualidades de Franco Ferruccio e Ezequiel Mena estavam a surgir e a combinar-se também com um trabalho coletivo perfeito. Aposta de uma pressão muito alta e também muita cabeça na construção das jogadas. Na segunda parte, os barcelenses estiveram muito apáticos e não conseguiam fazer jogadas com cabeça, tronco e membros há imenso tempo.

O OC Barcelos estava muito limitado em termos de substituições visto que só tinha três jogadores para rodar e havia sempre alguém que teria de ficar durante um maior período de tempo. Este foi um aspeto que levou ao enorme cansaço da equipa barcelense. Sentiu-se a falta de Alvarinho, o habitual desequilibrador do OCB. Não soube aproveitar as bolas paradas que dispôs e estava com muita dificuldade em conseguir criar perigo em jogada corrida.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

Zé Pedro (7)

Luís Querido (5)

Franco Ferruccio (4)

Ezequiel Mena (6)

SUBS UTILIZADOS

Miguel Rocha (6)

Gonçalo Meira (6)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Aposta numa pressão mais baixa do que o normal. Os leões estavam com muita dificuldade em conseguir construir jogo e tentava apostar mais nos jogadores criativos, sobretudo Pedro Gil, que possibilitavam jogadas rápidas ou desequilíbrios. Contudo, os comandados de Paulo Freitas continuavam perigosos nas poucas ações ofensivas que dispunham.

A qualidade individual veio à tona quando a equipa mais precisava e foi fundamental no segundo golo. Os ataques eram pensados de forma inteligentes e também sem arriscar em demasia. Não havia possibilidade de rematar, os jogadores leoninos trocavam a bola e acabavam por esgotar os 45 segundos dessa forma. Cada tiro cada melro, é assim que se pode descrever a eficácia perfeita dos leões, que valeram os três pontos necessários para não deixar fugir o líder, SL Benfica.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ângelo Girão (8)

Pedro Gil (6)

 Matías Platero (5)

Toni Pérez (6)

Gonzalo Romero (5)

SUBS UTILIZADOS

Alessandro Verona (6)

Raul Marín (5)

Caio (7)

Ferran Font (7)

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

RB Leipzig 1-1 Bayer 04 Leverkusen: Atraso na perseguição ao primeiro lugar

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A CRÓNICA: INTENSIDADE NA PRIMEIRA PARTE, DUELO TÁTICO NA SEGUNDA ENTRE RBLEIPZIG E BAYER LEVERKUSEN

Em mais uma grande partida do principal campeonato alemão, RB Leipzig e Bayer 04 Leverkusen foram os protagonistas de uma intensa batalha na luta pelos lugares cimeiros da tabela classificativa.

O Bayer Leverkusen foi quem entrou melhor no encontro, conseguindo controlar a circulação de bola no meio campo, sendo consequentemente a formação mais perigosa ao longo da primeira parte. Os farmacêuticos, fruto do domínio que iam conseguindo impor no jogo, colocaram-se na frente do marcador ao minuto 29, por intermédio do jamaicano Bailey, através de um movimento ofensivo pelo flanco direito, zona preferencial de ataque por parte dos visitantes. A vantagem durou pouco, com o Lepizig a restaurar a igualdade no marcador dois minutos depois, com Schick a dar o melhor seguimento a um livre convertido por Nkunku, numa das poucas oportunidades criadas pela formação da casa.

No segundo tempo, o Leipzig tentou dar o ar da sua graça logo no recomeço da partida, mas o Leverkusen voltou a assumir as rédeas do encontro, dominando a posse de bola à imagem da primeira parte com uma excelente circulação da mesma entre os elementos da sua equipa, obrigando o Leipzig a apostar no contra-ataque numa tentativa de surpreender o adversário. Perante uma segunda parte muito tática de ambas as equipas, a intensidade do encontro resfriou – tal como as oportunidades de golo – e o marcador não voltou a sofrer alterações até ao apito final. Com este resultado os caseiros perde terreno na corrida pelo primeiro lugar, enquanto que o Leverkusen se aproxima dos lugares de acesso à Liga dos Campeões.

 

A FIGURA

Fonte: RB Leipzig

Patrik Schick – O ponta de lança checo foi um dos jogadores mais inconformados da formação da casa, mostrando-se muito ativo na partida ao dar constantes apoios aos colegas, destacando-se ainda pelo tento apontado.

O FORA DE JOGO

Fonte: RB Leipzig

Timo Werner – Ao contrário de Schick, o letal avançado alemão e atual segundo melhor marcador do campeonato germânico com 21 tentos, registou uma exibição um pouco fora do normal, com pouca criatividade na frente de ataque, tendo sido mesmo substituído ao minuto 71 por Yussuf Poulsen. Mau timing para os caseiros.

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Com um sistema tático base de 3-3-2-2, muito perto do 3-5-2 em alguma situações, a turma de Julian Nagelsmann apostou numa estratégia de transições rápidas aquando da recuperação da bola, com o avançado checo Patrik Schick a assumir um papel muito importante na frente de ataque, a dar constantemente apoios frontais – de costas para a baliza – o que permitiu a Timo Werner ter um pouco mais de liberdade no último terço do terreno. O flanco esquerdo foi escolha primordial por parte dos caseiros nas transições ofensivas, com constantes incursões do lateral Angelino.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gulácsi (7)

Klostermann (7)

Upamecano (6)

Halstenberg (7)

Mukiele (6)

Sabitzer (7)

Angelino (7)

Forsberg (6)

Nkunku (7)

Schick (8)

Werner (6)

SUBS UTILIZADOS

Poulsen (6)

Haidara (6)

Wolf (-)

ANÁLISE TÁTICA – BAYER 04 LEVERKUSEN

Sem Kevin Volland, o principal artilheiro dos farmacêuticos, ausente por lesão, os comandados de Peter Bosz alinharam num dispositivo base de 3-4-3. A formação forasteira foi eficaz na criação de superioridade numérica no centro do terreno, o que lhes permitiu controlar grande parte da posse ao longo do encontro, tendo sido igualmente eficaz na circulação da bola, através de apoios curtos, conseguindo levar perigo à baliza adversária com alguma regularidade, principalmente pelo flanco direito.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hradecky (6)

Tah (7)

Sven Bender (6)

Tapsoba (7)

Amiri (7)

Palacios (6)

Demirbay (7)

Wendell (6)

Havertz (7)

Alario (6)

Bailey (7)

SUBS UTILIZADOS

Aránguiz (6)

Diaby (6)

Bellarabi (-)

Foto de Capa: Bundesliga

Tottenham Hotspur FC 2-3 Wolverhampton Wanderers FC: “Festival” de golos… e de portugueses

A CRÓNICA – WOLVERHAMPTON WANDERERS VENCEM COM TRIUNFO DO “APRENDIZ” SOBRE O “MESTRE” 

Numa partida com muitos intervenientes portugueses, aos que se juntaram mais alguns que já passaram pelo futebol luso, Tottenham e Wolverhampton Wanderers proporcionaram um espetáculo com bastante entretenimento aos espetadores. Com duas formações bastante similares, foi de forma natural que, nos minutos iniciais, ambas as equipas se encaixaram uma na outra. No entanto, este cenário apenas durou dez minutos. O primeiro sinal de alguma superioridade surgiu da parte dos “Spurs”, que materializaram a primeira oportunidade que tiveram, por intermédio do reforço de inverno Bergwijn.

Apesar do golo sofrido, a resposta dos “Wolves” foi pronta e certeira, com Rúben Vinagre a protagonizar uma excelente incursão pela esquerda e a cruzar para a finalização de Doherty, após uma intervenção incompleta da defesa londrina. Numa altura em que os “lobos” iam estando por cima, foram os homens de José Mourinho que se recolocaram na vantagem, através de um fantástico remate de Aurier, mesmo em cima do intervalo. O tento do Tottenham não alterou a toada do jogo, pelo que o Wolverhampton iniciou o segundo tempo mais perigoso e, assim, chegou de novo ao empate, com naturalidade. Diogo Jota assinou o sexto golo em apenas três jogos, afirmando assim a “candidatura” a um lugar no lote de eleitos para o Europeu deste ano.

A merecida vantagem para os pupilos de Nuno Espírito Santo (que prevaleceu até final) surgiu já dentro dos 70 minutos, numa jogada em que Jota deixou para trás vários adversários e assistiu Raúl Jiménez. O mexicano marcou o 13º golo na edição atual da Premier League, reforçando o estatuto de melhor marcador do clube e atribuindo-lhe a vitória nesta deslocação à capital inglesa. A segunda parte totalmente dominada pelos “Wolves” foi essencial para que garantissem os três pontos, contra um Tottenham que ainda tem muitas “arestas a limar”. Interessante duelo neste verdadeiro festival de portugueses.

A FIGURA

Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Matt Doherty e Diogo Jota – Ambos apontaram um golo e uma assistência, mas as razões para esta nomeação são, ainda assim, distintas. O primeiro merece-a também pelo trabalho defensivo, por ter fechado o lado direito de forma exemplar e por, no último minuto, ter cortado um remate adversário que ira causar problemas a Rui Patrício. O segundo é distinguido devido ao excelente momento que atravessa, contabilizando seis golos nos últimos três jogos e “piscando o olho” a Fernando Santos. É mais um jogador no lote de portugueses no estrangeiro com valia para ser convocado para a seleção nacional. 

O FORA DE JOGO

Fonte: Tottenham

Japhet Tanganga – Com culpas em dois dos três golos adversários, o jovem central dos “Spurs”, que até tem deixado boas impressões, esteve hoje bastante irregular e revelando várias lacunas. Com Adama Traoré a cair na zona onde atuou, foram várias as vezes em que perdeu o duelo com o poderoso atacante espanhol, sendo que, em algumas delas, chegou a ter a frente do lance ganha e, mesmo assim, não conseguiu travar o oponente. 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Numa tentativa de surpreender o adversário, José Mourinho optou pelo 3-4-1-2, com Lo Celso e Winks a formarem um duplo pivô no meio-campo e a ofereceram maior capacidade criativa à equipa. Apostando numa frente muito móvel, devido às ausências de Son e Kane, coube a Dele Alli ser o elemento de ligação entre o centro do terreno e a frente de ataque, onde Lucas e Bergwijn protagonizaram movimentos constantes e tentaram confundir os centrais dos “Wolves”. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Gazzaniga (5)

Japhet Tanganga (4)

Eric Dier (6)

Davinson Sánchez (6)

Serge Aurier (6)

Harry Winks (6)

Giovani Lo Celso (5)

Ben Davies (5)

Dele Alli (5)

Steven Bergwijn (6)

Lucas Moura (6)

SUBS UTILIZADOS

Tanguy Ndombelé (6)

Gedson Fernandes (6)

Troy Parrot (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – WOLVERHAMPTON WANDERERS FC

Nuno Espírito Santo não fugiu ao habitual 3-4-3, confiando as posições adiantadas aos três jogadores mais “mortíferos” que tem no plantel: Jota, Traoré e Jiménez. De facto, a única alteração de relevo foi na ala esquerda, onde Rúben Vinagre assumiu o lugar de Jonny Castro (de fora por lesão) e superou o teste com nota bastante positiva.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (6)

Willy Boly (6)

Conor Coady (6)

Romain Saiss (6)

Matt Doherty (8)

João Moutinho (6)

Rúben Neves (6)

Rúben Vinagre (6)

Adama Traoré (6)

Diogo Jota (8)

Raúl Jiménez (7)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Neto (6)

Leander Dendoncker (6)

Daniel Podence (-)

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

Sporting CP | Para o ano há mais… mais do mesmo?

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Será demasiado cedo para começar a pensar na próxima época? Não. Estamos a chegar a março e o Sporting CP já está fora da luta em todas as competições. Resta mesmo só a disputa pelo terceiro lugar. O clube verde e branco vive uma época trágica, onde as más exibições, a instabilidade e a polémica são as palavras-chave que resumem tudo.
É necessário e urgente pensar já na próxima época, traçar um planeamento rigoroso e profundo, analisar pormenores para não cometer os mesmos erros do passado. Esta é uma tarefa da direção do Sporting.

Nós, que estamos deste lado, vamos tentar perceber quem merece ficar a representar o Sporting CP na próxima época. Nesta nossa seleção vamos considerar, e muito, a formação: o Sporting precisa de pôr a jogar os jogadores que dão constantemente provas nos sub-23 e emprestados, porque já deu para perceber que a “Plata” da casa é da melhor que há. Quem merece integrar a pré-época da próxima temporada?

QUEM FICA ENTRE OS POSTES?

Na baliza deve-se manter Luís Maximiano, uma aposta firme esta época. O jovem leão tem mostrado que merece estar onde está e a margem de progressão é enorme. Mostra-se confiante e apto para o cargo que ocupa. Como suplentes devem ficar Diogo Sousa e Hugo Cunha. Seria interessante ter só guarda-redes formados no clube. Manter uma disputa saudável entre todos, havendo sempre uma ligação à equipa dos sub-23. Com isto, Renan terá a porta de saída aberta. O seu forte são as grandes penalidades, mas, vendo as coisas como elas são, não acrescenta nada além disso.

NOVA ÉPOCA, NOVA DEFESA?

A defesa tem de levar uma limpeza. O Sporting CP deve procurar vender Tiago Ilori, Stefan Ristovski, Valentin Rosier e Cristián Borja. Estes quatro jogadores já demonstraram que, por muita vontade que tenham, não têm lugar na equipa. Sebastian Coates mantêm-se como titular, havendo uma vaga na dupla de centrais, sabendo que Jérémy Mathieu já não vai para novo, estando em cima da mesa a possibilidade de se retirar, abrindo espaço para jovens como Eduardo Quaresma e João Silva, centrais dos sub-23. Ivanildo Fernandes regressa de empréstimo do Caykur Rizespor e deve integrar o leque de opções, já tendo demonstrado que pode ser uma mais valia. Luís Neto demonstra maturidade e experiência, acabando por ser uma boa alternativa nesta competição saudável por um lugar ao lado de coates.

Nas alas, com as saídas de Ristovski, Rosier e Borja, abrem-se muitos espaços. Marcos Acuña tem lugar cativo na ala esquerda, mas a saída do argentino é cada vez mais certa. São várias as notícias sobre a sua vontade em rumar para outras ligas, mas seria importante para o clube de Alvalade manter um jogador de tamanha qualidade. Juntando ao argentino, na ala esquerda, devem ser apostas Nuno Mendes e Echedey Carpintier, ambos da formação. No lado direito da defesa devem disputar a titularidade João Oliveira, Hevertton Santos, ambos dos sub-23, e também um possível reforço.

NO MEIO ESTÁ A VIRTUDE?

Na zona do meio campo é necessário manter as peças. Wendel, muito cobiçado, Rodrigo Battaglia e Francisco Geraldes devem continuar de verde e branco. Eduardo Henrique e Mattheus Oliveira devem sair a título definitivo e Idrissa Doumbia deverá ser emprestado. Com estas mudanças, ganha-se espaço para Rodrigo Fernandes, que já se estreou pela equipa principal, e Miguel Luís. Regressam de empréstimo João Palhinha, chave do meio campo do Sporting de Braga, e Daniel Bragança, em destaque pelo Estoril Praia, para elevar a qualidade de jogo. Tomás Silva, Bruno Paz e Matheus Nunes, jogadores dos sub-23, também devem ter oportunidade para mostrar serviço na pré-época.

Em relação aos extremos, Jesé Rodríguez e Yannick Bolasie terminam o período de empréstimo e devem voltar aos respetivos clubes. Ficam Rafael Camacho, Gonzalo Plata e Jovane Cabral. Juntam-se a eles Joelson Fernandes e Diogo Brás. Com estas alterações há espaço também para um reforço com provas dadas.

Gonzalo Plata é uma das tantas jovens promessas que merece ser aposta firme na equipa principal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

QUEM FICA PARA ENCOSTAR?

Na frente de ataque mantêm-se Andraž Šporar, Pedro Mendes e Luciano Vietto, sendo que este último joga mais como médio ofensivo e segundo avançado. Gelson Dala e Leonardo Ruiz regressam de empréstimo, ambos vistos com bons olhos, o primeiro a mostrar consistência no Rio Ave, e o segundo com 14 golos em 23 jogos pelo Varzim, estando atualmente na luta de melhor marcador da segunda liga portuguesa. A jovem promessa Elves Baldé, atualmente emprestado ao Feirense, também deverá integrar o leque de opções, pelo menos na pré-época. Dos sub-23, Tiago Rodrigues, Paulo Agostinho e Tiago Tomás devem disputar uma vaga no plantel. A recuperar de lesão, Luiz Phellype deverá abandonar o clube de Alvalade.

SÍNTESE DO PLANTEL PARA A PRÉ-ÉPOCA DE 2020/2021

Guarda-redes: Luís Maximiano, Diogo Sousa e Hugo Cunha.
Defesas centrais: Sebastián Coates, Luís Neto, Eduardo Quaresma, João Silva e Ivanildo Fernandes.
Defesas Esquerdos: Marcos Acuña, Nuno Mendes e Echedey Carpintier.
Defesas Direitos: João Oliveira, Hevertton Santos e reforço.
Médios: Wendel, Rodrigo Battaglia, Rodrigo Fernandes, Miguel Luís, João Palhinha, Francisco Geraldes, Daniel Bragança, Tomás Silva, Bruno Paz e Matheus Nunes.
Extremos: Rafael Camacho, Gonzalo Plata, Jovane Cabral, Joelson Fernandes, Diogo Brás e reforço.
Avançados: Andraž Šporar, Pedro Mendes, Luciano Vietto, Gelson Dala, Leonardo Ruiz, Elves Baldé, Tiago Rodrigues, Paulo Agostinho e Tiago Tomás.

Este seria um plantel com base na formação e a contar com quem já está na equipa. Permitiria uma aposta na formação, havendo sempre uma grande ligação com os sub-23 e deixava espaço para alguns reforços. Sem poderio financeiro, a tentar limpar o passado, seria um Sporting CP a fazer o que devia ter feito já há muito tempo… começar do zero.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

O estranho caso de Jackson Martinez

O mundo dá muitas voltas, e o futebol dá ainda mais voltas. Jackson Martínez que o diga, aos 33 anos o jogador hoje em dia passa despercebido nas partidas, os golos são cada vez mais raros e as dores levaram a melhor sobre o colombiano, que na sua passagem pelo FC Porto era temido por todas as linhas defensivas.

Passemos os olhos pela carreira do “Cha Cha Chá”. A sua carreira começou no Independiente Medellín, clube no qual se formou e permaneceu durante seis temporadas, antes de ser negociado com o Jaguares, equipa mexicana. Por lá ficou duas épocas e rapidamente chamou as atenções para o seu estilo irreverente, o FC Porto investiu 8 milhões na sua contratação. O preço depressa foi justificado com impressionantes prestações.

Fonte: FC Porto

Em três épocas de azul e branco, traduzidas em 136 jogos, gritou-se golo de Jackson em 92 ocasiões e ajudou a vencer três títulos, entre eles a edição de 2012/13 do campeonato português. Para além disso, começou a ganhar destaque também na seleção, fazendo parte da comitiva colombiana para o Mundial de 2014 e Copas Américas de 2011 e 2015.

Estes foram os motivos para o Atlético de Madrid gastar 31 milhões de euros na sua contratação. Neste momento tudo mudou para o internacional colombiano. Na capital espanhola, o jogador não conseguiu render e, passados meia época e uns míseros três golos, foi vendido ao Guangzhou Evergrande. Apesar da sua passagem por Madrid ter ficado aquém das espectativas, a venda rendeu 42 milhões de euros, o que o tornou o jogador mais caro até à data contratado por clubes chineses.

Na China ficou dois anos e, mais uma vez, o jogador, simplesmente, não rendeu com apenas quatro golos e, ainda mais curiosamente, só atuou em 16 ocasiões. Nesta altura começaram a surgir rumores de que uma lesão de longa duração assombrava o colombiano. Até que então foi descoberta uma lesão crónica nos tornozelos.

A este ponto a sua carreira foi posta em causa, as dores não abandonavam o atleta, resultando num tempo de paragem de cerca de meia temporada. Até que o Portimonense SC deu uma nova oportunidade a Jackson, o regresso a Portugal permitiu sonhar num salto exponencial de rendimento, o que acabou por não acontecer.

O facto de jogar e treinar é uma luta diária, o jogador não consegue treinar três dias seguidos e excecionalmente consegue jogar 90 minutos. A vontade, neste caso, tem superado a dor; a paixão de Jackson Martínez a este desporto é emocionante e inspiradora.

Nunca mais vamos ver o matador que brilhou no FC Porto, a verdade é essa. Um dos avançados que mais marcaram na sua passagem por terras lusas hoje combate o próprio corpo para fazer aquilo de que mais gosta. A carreira de Jackson está por um fio; quando as dores se tornarem insuportáveis o jogador não terá outra opção a não ser pendurar as botas.

Foto de Capa: Portimonense SC

Um clássico de “vida o muerte”

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Clássico de “vida o muerte“, é “A última bala do Real Madrid”. É desta forma que o conceituado jornal espanhol ‘Marca’ descreve o clássico de domingo que opõe os merengues ao Barcelona. E este é um “clássico mortal” – como também se pode ler na publicação – porquê? Simples. Porque, se os catalães vencerem, saem de Madrid ainda mais líderes, com mais cinco pontos do que o rival, a doze jornadas do final do campeonato.

Além da questão pontual, uma derrota da equipa orientada por Zidane no Bernabéu diante de um histórico adversário será mais um golpe duríssimo que se junta aos vários que tem enfrentado nas últimas semanas. Em casa, o Real Madrid não venceu os últimos três jogos: empatou com o Celta Vigo, perdeu com a Real Sociedad – e foi eliminado da Taça do Rei – e foi derrotado pelo Manchester City na última quarta-feira, colocando praticamente um pé fora da Liga dos Campeões.

O Bernabéu tem sido tudo menos uma fortaleza para a equipa da casa, ultimamente. Se a tudo isto se juntar o desaire no terreno do Levante na última jornada, e a consequente perda da liderança do campeonato, percebe-se, ainda melhor, o pesadelo que a equipa ‘blanca’ está a viver. Olhando por outro prisma, esta é a tal oportunidade que o Real Madrid tem de voltar a dar uma ‘remontada’ na época, pois, em caso de vitória diante do Barcelona, recupera o 1.º lugar da Liga Espanhola, com mais um ponto do que o rival. Os ‘merengues’ vão tentar salvar a temporada no clássico, uma vez que estão fora da Taça do Rei e ficaram com a vida muito difícil na Liga dos Campeões, depois do jogo da última quarta-feira.

Quique Sétien na sua oitava experiência enquanto treinador
Fonte: FC Barcelona

Da Catalunha, viaja uma equipa moralizada pelos últimos resultados, mas extremamente desfalcada. Piqué deve recuperar da lesão a tempo do clássico, mas Sergi Roberto, Jordi Alba, Dembélé e Luis Suárez são baixas confirmadas. Limitações para Quique Setién formar uma equipa para jogar num terreno que tem sido muito favorável para os catalães nos últimos anos, uma espécie de ‘jardim blaugrana’.

São seis vitórias para o Barça nos últimos dez clássicos no estádio do Real Madrid, que há quase três anos que não consegue bater o grande rival em casa. Mais: Setién venceu o Real Madrid duas vezes nos últimos três jogos que disputou no Bernabéu, na altura como treinador do Bétis, ou seja, numa equipa que não está ao nível dos grandes em Espanha. O Barcelona chega à capital numa série de quatro jogos sem perder, mas sem motivos para sorrir no que toca a jogos fora, com duas derrotas e um empate em quatro desafios. A 1.ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões também trouxe mais sorrisos aos catalães, uma vez que conseguiram um resultado que lhes dá vantagem para a 2ª mão (1-1 em Nápoles), ao contrário do Real Madrid, que foi derrotado por 2-1, em casa, pelo Manchester City.

Quanto a individualidades que podem fazer a diferença, salta à vista, obviamente, o nome de Lionel Messi, que já marcou 26 golos (!) em 42 jogos diante do Real Madrid. O argentino reforçou o estatuto de melhor marcador do campeonato na última jornada, em que apontou quatro golos na vitória diante do Eibar (5-0). Além dos 18 golos, Messi soma ainda 12 assistências no campeonato e terá a companhia, no ataque, de Antoine Griezmann, que também atravessa um bom momento de forma, com dois golos decisivos nos últimos três jogos.

Do lado do Real Madrid, Benzema tem sido sinónimo de golos. O francês já marcou 18 vezes esta época, 13 no campeonato, e vai liderar o ataque dos ‘merengues’ no clássico, provavelmente com a companhia de Vinícius Jr. e de Isco, jogadores que estiveram em evidência no último encontro do Real, com o Manchester City.

APOSTA VIP: Empate (2-2)

O Real Madrid CF tem a melhor defesa do campeonato, é certo, mas só nos últimos três jogos sofreu cinco golos. Diante do melhor ataque da prova, com Messi e Griezmann em forma, é provável que os merengues voltem a conceder golos. O Barcelona está num nível anímico muito mais favorável do que o Real Madrid e costuma sentir-se extremamente confortável a jogar no Bernabéu. (Mais) Uma vitória na casa do rival é, por tudo isso, bem provável. Porém, tendo em conta a importância do jogo para as contas do título, o Real Madrid vai encarar este desafio como a salvação a época, deixando tudo em campo para contrariar a história e afastar os pesadelos das últimas semanas, com a liderança da Liga Espanhola em ponto de mira.

Foto de Capa: La Liga