Na oitava temporada da NBA parece ter chegado, finalmente, a vez de Kemba. Um dos jogadores mais respeitados pelos adversários e um dos mais adorados pelos fãs. O pequeno base dos Hornets tem sido, indiscutivelmente, o melhor base do Este e, provavelmente, de toda a liga. Tem sido também, por larga margem, a razão de os Hornets estarem em lugar de playoff.
Kemba Walker saltou para a ribalta do basquetebol norte-americano ainda nos seus tempos de faculdade, quando, ao serviço de UConn, marcou o cesto da vitória frente a Pittsburgh no Madison Square Garden, com um gesto técnico que se viria a tornar na sua imagem de marca e que ainda hoje aterroriza defesas: o “mid range step-back”.
O jogo de Kemba teve de evoluir ao longo do tempo e parece ter atingido o seu pico (pelo menos até agora) esta época. Com algumas dificuldades em defender bases mais altos ao longo da sua carreira, Walker teve sempre de compensar no ataque. E é isso que tem vindo a fazer. Nos últimos anos, o base foi acrescentando à capacidade para encontrar os seus colegas e o lançamento exterior após drible à sua já incrível facilidade para fazer pontos de quase todas as maneiras. Hoje em dia, é quase impossível defender o 15 dos Hornets. Atira de fora, penetra para o cesto e acaba mesmo no meio dos “gigantes”, para de meia distância e, se lhe fazem dois contra um, haverá sempre um colega sozinho a receber a bola.
Walker marcou 60 pontos num jogo frente aos Sixers esta temporada Fonte: Charlotte Hornets
Numa equipa, que, num dia ótimo, é de classe média-baixa da NBA, Kemba Walker é claramente o fator diferenciador, que vai aguentando os Hornets na luta pelos playoffs. Até quando? Ninguém sabe. Mas, com Kemba na equipa, durará sempre mais do que sem Kemba.
No entanto, o contrato de Walker em Charlotte termina no fim desta temporada e, embora tenha falado por várias vezes da sua gratidão e lealdade a Charlotte, a verdade é que a carreira do base pode ficar muito aquém do seu potencial se este se mantiver nos Hornets. A turma do Estado da Carolina do Norte é má no que toca à escolha no draft; não é melhor a recrutar jogadores livres e muito dificilmente conseguirá alguma vez montar uma equipa vencedora à volta de Walker.
Uma das grandes novidades do futebol português nesta época foi a criação de um campeonato nacional no escalão de sub-23. Este novo escalão de formação serve como uma luz ao fundo do túnel para os jovens de certos clubes que sonham em construir uma carreira a nível sénior. Por outro lado, muita gente questionou a sua utilidade nos clubes que já possuíam uma equipa B (SL Benfica, SC Braga e Vitória SC).
Há uns tempos atrás, falei aqui que, no caso desses três clubes em particular, a equipa de sub-23 servia para dar competição a jogadores que teriam pouca utilização na equipa B e até mesmo na equipa de juniores. Porém, sendo esta equipa de sub-23 a ponte para o futebol sénior para muitas equipas, fará mais sentido apostar nos jovens de maior potencial, ou dar competição a todos os jogadores da equipa, para que todos possam evoluir?
Guga tem relançado a carreira nos sub-23 após duas lesões graves Fonte: SL Benfica
A equipa sub-23 do Benfica é aquela que utilizou mais jogadores na Liga Revelação até ao momento. A equipa atualmente orientada por Luís Tralhão já utilizou mais de 40 jogadores na competição, vários deles ainda com idade de júnior (de primeiro e de segundo ano), sendo comum haver várias alterações no onze titular da equipa de jogo para jogo, inclusive na baliza, onde já foram utilizados quatro guarda-redes diferentes.
Apesar de também ter sido prática de várias equipas contratar jogadores vindos de fora para este escalão, alguns já com experiência em futebol sénior (apesar de não ser num contexto profissional), acho que todos os atletas destas equipas devem ter competição, de modo a que possam crescer enquanto jogadores. Só assim terão possibilidades de chegar ao futebol sénior e, se não jogarem, de nada serviria a criação de uma equipa sub-23.
A Liga Revelação continuará a ser uma medida pouco consensual e ainda há muita coisa que deve ser melhorada. Seja como for, não deixará de ser uma janela de oportunidade que muitos jogadores querem aproveitar.
Na próxima quinta-feira, o Sporting Clube de Portugal disputa a sexta jornada da fase de grupos da Liga Europa, frente aos ucranianos do Vorskla Poltava. Em caso de vitória, os leões podem vir a assegurar a liderança do grupo E, dependendo do resultado entre Arsenal e Qarabag nesta última jornada.
A equipa de Alvalade vive um bom momento, numa sequência de cinco vitórias consecutivas. Sob a liderança de Marcel Keizer, o Sporting venceu os últimos quatro encontros, com goleadas e soma 17 golos marcados e apenas quatro golos sofridos.
Para esta partida, no Estádio José Alvalade, o treinador holandês não poderá contar com Rodrigo Battaglia, Wendel e Raphinha, devido a problemas físicos. Assim, os leões poderão apresentar algumas alterações ao onze que defrontou e goleou o Desportivo das Aves por 4-1. Pela frente, estará o Vorksla Poltava, já eliminado, que vem de uma vitória fora de casa para a Liga da Ucrânia.
A equipa leonina tem vindo a crescer e assimilar os processos do novo treinador, Marcel Keizer. O objetivo nesta jornada europeia é vencer, sendo certo que o Sporting já garantiu a passagem à fase seguinte na Liga Europa. Neste bom momento, tem surgido jogadores a subir de forma, como Bruno Fernandes, Nani, Wendel, Bas Dost e Gudelj.
Wendel é uma das grandes baixas Fonte: Sporting CP
Nesta temporada, o objetivo do Sporting a nível europeu é chegar o mais longe possível e lutar pela presença na final que se irá disputar no Estádio Olímpico de Baku, no Azerbaijão.
O sorteio dos 1/16 de final da Liga Europa, realiza-se nos próximos dias e entre os possíveis adversários, há equipas fortes como o Chelsea, Bayer Leverkusen, Milan, Betis, Sevilha, sendo que os terceiros classificados da fase de grupos da Liga dos Campeões disputarão a Liga Europa, nas quais se contam equipas como Club Brugge, Inter, Nápoles, Galatasaray, Valencia, entre outros.
Independentemente do que ditará o sorteio, o Sporting pode sonhar em chegar longe nesta Liga Europa. Na fase a eliminar, é fundamental encarar cada jogo como se de uma final se tratasse, para poder disputar a tão desejosa final europeia. Cumprir este sonho será possível com Esforço, Dedicação e Devoção, e claro, com o apoio dos sportinguistas.
Em encontro da última jornada da Liga dos Campeões, o SL Benfica venceu pela margem mínima o AEK. Com as duas equipas arredadas da passagem aos “oitavos”, o jogo na Luz servia somente para cumprir calendário, embora o triunfo fosse importante para garantir o prémio de vitória.
Gedson Fernandes e João Félix foram as novidades no onze inicial, quando comparado com o último jogo, para o campeonato, frente ao Vitória FC, no estádio do Bonfim, em Setúbal. Jonas, Fejsa, Ferreyra, Lema e Salvio não entraram na convocatória.
Não houve grandes momentos a retirar da primeira parte. O Benfica tomava controlo da posse de bola, mas isso não significava nada a favor dos “encarnados”. Muita troca de bola em progressão nas alas da Luz, mas no momento de chegar à área, nada se efetivava. O que realmente fica de destacar nos primeiros 45 minutos é a substituição forçada de Rafa aos 34 minutos por lesão. Zivkovic rendeu o camisola 27 no lado direito do ataque.
A segunda parte seguiu a mesma tendência. Partida muito apática que só teve alguma animação a partir da hora de jogo. Após um canto, Olkonokov faz um cabeceamento que passa muito perto do poste direito de Vlachodimos. Os “encarnados” respondem bem, logo de seguida, com Seferovic a fazer um remate que acaba inofensivo nas mãos de Berkas.
No meio de muitos assobios impacientes dos adeptos do Benfica, o avançado suíço surge novamente, aos 70 minutos, para proporcionar o lance mais perigoso do jogo. Cruzamento de Zivkovic do lado direito e cabeceamento de Seferovic ao primeiro poste a ir à barra de baliza do AEK. Cinco minutos depois, novo lance com o suíço a conseguir desembaraçar-se da desmarcação do defesa central do AEK e do guarda-redes à entrada da área. Com a baliza algo aberta, o avançado passa para Grimaldo rematar, mas sem perigo para o AEK.
Seferovic volta a surgir ao minuto 79 a aparecer um pouco atrás para fazer um passe de primeiro toque a isolar Gedson Fernandes. O jovem médio rematou já com o guarda-redes bem perto, que encostou para campo. Os adeptos do Benfica iam-se animando com alguns lances deste tipo, mas a impaciência imperou, e de que maneira, no Estádio da Luz.
Grimaldo foi dos mais esclarecidos do lado encarnado Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Aos 86 minutos, Galanopaulos fez falta sobre Gedson Fernandes à entrada da área da sua equipa, recebeu o segundo cartão amarelo e o consequente vermelho. Chamado a cobrar o livre, Alejandro Grimaldo remata para o ângulo direito da baliza de Barkas e faz o golo solitário da partida (1-0). O Benfica ganhou embalo depois do golo. Novamente, Seferovic a surgir com um remate potente do lado esquerdo da área com o pé direito à barra.
Com este resultado, o Benfica despede-se da Liga dos Campeões no terceiro lugar do grupo E, com sete pontos conquistados. A partir de fevereiro, as “águias” irão disputar os 16 avos-de-final da Liga Europa, fase em que serão sorteados como cabeças de série. A passos largos para o Natal, segue-se uma ida à Madeira, em jogo do campeonato, frente ao CS Marítimo.
Onzes iniciais:
SL Benfica: Vlachodimos; Grimaldo, Ruben Dias, Jardel e André Almeida; Alfa Semedo, Pizzi (Cervi 59’) e Gedson Fernandes; João Félix (Castillo 75’) Rafa Silva (Zivkovic 34’) e Seferovic.
AEK de Atenas: Barkas; Bakakis, Olkonomou, Chygrynskiy e Hult; Cosic, Morán (Rodrigo Galo 77’) e Galanopoulos; Boye (Mantalos 67’), Klonaridis (Gianniotas 61’) e Ponce.
Mais uma semana, mais um resumo. Semana globalmente muito boa, com o destaque maior a ir para o título europeu conquistado pelo Judo! Com efeito o Sporting Clube de Portugal vê assim o seu palmarés europeu subir para 30 conquistas em seis modalidades distintas, uma das quais Paralímpica (Goalball). Nota ainda para as performances europeias do Ténis de Mesa masculino, que terminou a sua participação na Table Tennis Champions League com uma vitória na República Checa (1-3), e do Voleibol masculino, que apesar da derrota por 3-2 em Minsk acaba por conseguir seguir em frente na CEV Challenge Cup! O único ponto negativo da semana acaba por ser a derrota do Futebol feminino na recepção ao SC Braga que coloca as Leoas a cinco pontos de distância das minhotas. Eis o resumo, o mais completo possível:
Andebol: Vitórias folgadas nas duas provas nacionais: triunfo sobre o Arsenal Devesa por 45-15 (22-5 ao intervalo) na 13.ª jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional e apuramento para os Oitavos-de-Final da Taça de Portugal com o resultado de 22-40 (11-19 ao intervalo) sobre o Gondomar Cultural. Destaque para os muitos minutos concedidos e bem aproveitados pelos jovens dos escalões de formação, nomeadamente Nuno Reis, Gonçalo Grácio, Salvador Salvador e Joel Ribeiro! Seguem-se dois jogos no Pavilhão João Rocha para o Campeonato Nacional, ambos às 18 horas: Quinta-Feira, 13 de Dezembro, diante do SC Horta e Domingo, 16 de Dezembro, frente ao Boa Hora FC.
Futebol feminino: As Bicampeões Nacionais perderam por 0-2 na recepção ao SC Braga, vendo a turma minhota afastar-se na liderança da prova, tendo neste momento mais cinco pontos que as Leoas. Na próxima jornada a formação orientada por Nuno Cristóvão desloca-se ao reduto do GDC A-Dos-Francos, estando o encontro marcado para as 15 horas de 15 de Dezembro, Sábado.
Futebol masculino: Os Leões venceram o CD Aves por 4-1, mantendo o segundo lugar no Campeonato Nacional. Seguem-se as recepções ao Vorskla Poltava (13 de Dezembro, Quinta-Feira) e ao CD Nacional (16 de Dezembro, Domingo), ambas pelas 20 horas.
Futsal masculino: Os Tricampeões Nacionais venceram o Rio Ave FC por 2-1 com golos de Alex e Leo. A próxima jornada será no Pavilhão Acácio Rosa, com a turma de Alvalade a visitar o CF Os Belenenses no dia 16 de Dezembro, Domingo, pelas 14h20.
Hóquei em Patins: Os Campeões Nacionais venceram a AD Oeiras por 2-4 e o HC Braga por 6-1, mantendo-se assim na dianteira do Campeonato Nacional com 23 pontos somados, mais três que o SL Benfica e a UD Oliveirense. Na próxima jornada os comandados de Paulo Freitas deslocam-se até ao Pavilhão Municipal de Monserrate para defrontar a AJ Viana no dia 15 de Dezembro, Sábado, pelas 21h30.
Judo: Os Tricampeões Nacionais escreveram uma página a Ouro na história do Sporting Clube de Portugal e da Modalidade: a turma de Alvalade é Campeã da Europa! Na prova disputada em Bucareste, na Roménia, os verde e brancos venceram os espanhóis do CJ Valência por 3-2 nos quartos-de-final, os russos do Edelweiss JC por 4-1 nas meias-finais e os também russos do Yawara-Neva por 3-2 na final da competição. Depois da conquista do bronze nas três edições anteriores da maior prova europeia de Clubes, a formação orientada por Pedro Soares conquista o ouro, sendo assim a sexta Modalidade a inscrever o seu nome na lista de conquistas europeias do Sporting Clube de Portugal!
Pólo Aquático: Os Leões venceram o CA Pacense por 16-10 na sexta jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional. Pelo Sporting CP marcaram Kevin Kruckenhauser (2), Ricardo Mendes (3), Ivo Barbosa (3), Edoardo Colella (2), Mário Bergano e Gonçalo Costa (5). Na próxima jornada a turma de Alvalade mede forças com o Cascais WPC.
Pool Português: Duplo triunfo para os Leões: primeiro na recepção ao Retiro com História (9-3), e depois na deslocação ao Inferno da Bica (5-9). A turma de Alvalade reforça assim o primeiro lugar desta Primeira Fase do Campeonato Nacional e nas próximas jornadas defronta as Casas do SL Benfica de Algueirão-Mem Martins “B” e “C”.
Leões despedem-se da Table Tennis Champions League com um triunfo! Fonte: Sporting CP
Ténis de Mesa masculino: Os Tricampeões Nacionais fecharam 2018 com um triunfo sobre o TTC Ostrava 2016 por 1-3 na última jornada da Fase de Grupos da Table Tennis Champions League, terminando o Grupo A na terceira posição com nove pontos somados, mais três que os checos e menos um que os franceses do AS Pontoise Cergy e dois que os actuais campeões europeus, os alemães do Borussia Dusseldorf. A formação orientada por Chen Shi Chao regressa à competição no dia 5 de Janeiro, Sábado, com a recepção ao SL Benfica na última jornada da primeira volta do Campeonato Nacional, sendo que os verde e brancos têm ainda dois jogos em atraso: a dupla deslocação aos Açores para defrontar GDCS Juncal e GD Toledos nos dias 21 e 22 de Janeiro, respectivamente.
Voleibol feminino: As Leoas venceram a AA São Mamede por 0-3 (21-25; 25-27; 14-25) na 13.ª jornada da Primeira Fase do Campeonato Nacional da II Divisão. Segue-se duplo confronto com o GC Santo Tirso no Pavilhão do Complexo Desportivo Comendador Manuel Calém: Sábado, 15 de Dezembro, pelas 18 horas, para a Taça de Portugal e no Domingo pelas, 15 horas, para o Campeonato.
Voleibol masculino: A derrota por 3-2 (30-32; 22-25; 25-19; 26-24; 15-10) diante do Stroitel Minsk, conjugada com a vitória por 3-1 na primeira mão, permitiu aos Leões apurarem-se para os Oitavos-de-Final da CEV Challenge Cup, isto porque os Campeões Nacionais somaram quatro pontos na eliminatória, enquanto que os bielorrussos apenas conseguiram conquistar dois. Os comandados de Hugo Silva irão medir forças com os turcos do Maliye Milli Piyango na próxima fase da prova europeia. O próximo jogo será para o Campeonato Nacional, com os verde e brancos a receberem o Castêlo da Maia GC no fim-de-semana de 15 de Dezembro.
Na última jornada do Grupo C da Liga dos Campeões, o Liverpool FC recebeu o SSC Napoli com uma missão clara: vencer. Os comandados de Jurgen Klopp acabaram mesmo por completar essa missão e carimbaram o apuramento para a fase seguinte da competição. O golo solitário de Salah, empurrou os pupilos de Carlo Ancelotti para a Liga Europa, prova para a qual entram como favoritos.
Jurgen Klopp alinhou no seu habitual 4-3-3 com Wijnaldum, Henderson e Milner no meio campo, sem lugar para Keita e Fabinho. Também Carlo Ancelotti não surpreendeu, fez alinhar o seu habitual 4-4-2, com Insigne e Mertens na frente. Maksimovic manteve o seu lugar na lateral direita, assim como Mário Rui no lado esquerdo.
Uma luta pelo controlo através da agressividade
Fonte: BT Sport
Apesar do 4-4-2, a equipa italiana transformava-se em 3-4-3 quando procurava iniciar a construção. Maksimovic (lateral direito) formava com Albiol e Koulibaly uma linha de três, com Callejón a baixar no corredor, fazendo uma linha horizontal com os dois médios centros e o lateral do lado oposto.
Essa tentativa italiana de iniciar a construção desde os seus defesas foi automaticamente alvo de uma forte e agressiva pressão por parte do Liverpool FC. Como vamos na imagem, os três avançados subiam para pressionar os três centrais napolitanos, com a cobertura dos dois interiores (Milner e Wijnaldum) que se aproximavam dos dois médio centro napolitanos. Robertson e Alexander-Arnold (os defesas laterais) subiam agressivamente no corredor para encostar em Callejón e Mário Rui.
Fonte: BT Sport
Jurgen Klopp procurava ter a bola sobre pressão a todo o instante, mesmo se isso significa-se fazer subir os defesas laterais para a mesma altura dos avançados para pressionar, como vemos Alexander-Arnold fazer. Era uma clara luta pelo controlo do jogo, com recurso à agressividade.
O Nápoles viu-se obrigado a subir os níveis de agressividade e de pressão para entrar na luta pelo controlo do jogo, com um contributo importante de Mertens e Insigne para pressão aos centrais do Liverpool.
Fonte: BT Sport
Apesar da tentativa do Napoli, a agressividade inglesa acabou por levar a melhor. Forçou várias perdas de bola dos italianos, em particular na zona média, que o Liverpool aproveitou automaticamente para atacar a baliza adversária, com a verticalidade a ser a palavra de ordem.
Fase Ofensiva Liverpool
Como referi, verticalidade era a palavra de ordem quando o Liverpool tinha a posse de bola. Milner e Wijnaldum jogaram sempre muito próximos da linha ofensiva, um posicionamento particularmente importante para o momento de perda da bola e a posterior rápida recuperação da mesma.
A “ativação” de Mane e Salah, através dos passes verticais, foi feita pelos defesas laterais. Robertson e Alexander-Arnold foram possivelmente os melhores jogadores em campo, tanto na fase defensiva como ofensiva.
Vemos um exemplo onde Robertson ligou Mane e como a equipa abafou imediatamente o Napoli após a perda da bola, com 3 jogadores e os restantes a fecharem linhas de passe e opções de progressão.
Fonte: BT Sport
Uma dinâmica recorrente, não só neste encontro, que o Liverpool usa para fazer uso da verticalidade é quando o médio interior baixa para a posição de lateral direito, arrastando ligeiramente o médio ala adversário, permitindo ao central jogar direto no ponta de lança. Vemos isso neste exemplo:
Fonte: BT Sport
Wijnaldum baixa, trás consigo Ruiz para uma zona mais exterior, o que abre um ligeiro espaço entre Ruiz e Hamsik permitindo ao central (Matip) o passe vertical para Salah. Uma dinâmica muito bonita e eficaz, mas que parou muitas vezes no “monstro” Koulibaly.
2ª Parte
A pressão e os níveis de agressividade do Liverpool conduziram a uma primeira parte um pouco caótica, de muita luta, mas com um ascende claro inglês, onde o Nápoles raramente conseguiu ultrapassar a primeira linha de pressão (Mané – Roberto Firmino – Salah).
Na segunda parte, a precisar de pelo menos um golo, esperava-se uma mudança no Napoli, mas o domínio do Liverpool manteve-se. Os Reds deixavam os dois centrais adversários receber a bola no início de construção propositadamente, esperando depois o passe seguinte para sufocar e pressionar o Napoli. Esse “passe seguinte” era frequentemente para um dos dois defesas laterais, que ou batiam na frente (Sem grande critério) ou perdiam a bola.
Um jogo onde a capacidade de o Liverpool manter a bola sobre pressão durante a maioria do jogo foi chave para a vitória.
O período mais perigoso do Napoli foi já perto do final, quando Koulibaly subiu para ponta de lança. Essa subida partiu naturalmente o jogo e o Liverpool dispôs de várias situações de contra-ataque, com Alisson a salvar Mané já perto do final, tendo em consideração as oportunidades que o Senegalês desperdiçou para “matar” o jogo.
Motivo de muitas alegrias, tristezas e preocupações, o futebol, assim como a religião, é o ópio do povo brasileiro, que vê desde os campinhos de terra até os grandes e modernos estádios a esperança de dias melhores. Todo esse sentimento, no entanto, é materializado e unificado pela seleção da Confederação Brasileira de Futebol – CBF – que ao menos em tese representa o Brasil no esporte. Mas será que representa mesmo?
A seleção pentacampeã mundial, octacampeã das Américas e tetracampeã da Copa das Confederações é sem dúvidas motivo de grande orgulho dos brasileiros, mas nos últimos anos tem sido a causa de imensa vergonha, tanto pelos escândalos de corrupção envolvendo seu órgão máximo, quanto pelas atuações em campo, marcadas pelas cenas de teatro do Neymar. Mas o que tem chamado atenção após a última Copa do Mundo são as escalações do treinador Tite, que privilegiam jogadores que já foram treinados por ele no Corinthians.
Desde que assumiu o cargo em 2016, Tite fez quinze convocações para amistosos e competições oficiais da Seleção e de todos os convocados pelo menos dez já trabalharam com ele no Corinthians: Cássio, Fagner, Marquinhos, Rodriguinho, Felipe, Fábio Santos, Gil, Malcom, Renato Augusto e Paulinho. Destes, somente o zagueiro Marquinhos tem condições técnicas para vestir a amarelinha, os outros são apenas opções pessoais de Tite. Enquanto isso, jogadores como o Goleiro Fábio do Cruzeiro, Bruno Henrique e Dudu do Palmeiras são sistematicamente esquecidos e nomes como Hulk do Shanghai SIPG, Jonas do Benfica e Danilo do Manchester City sequer são cogitados.
Para convocar seus queridinhos, Tite até ignora o fato de alguns deles estarem atuando no futebol chinês, em campeonatos pouco competitivos com uma frequência muito baixa de jogos. O resultado disso foram as péssimas atuações da Seleção Brasileira na Copa do Mundo com o comum Renato Augusto no meio e o horrendo Fagner na Lateral sendo engolidos por Eden Hazard e Kevin de Bruyne. É inadmissível que a seleção de futebol do país seja convocada por critérios que não sejam técnicos. Ora, se é tão importante para o Tite trabalhar com jogadores que jogam ou que passaram pelo Corinthians, que volte para o clube e deixe a Seleção Brasileira para quem convoca por mérito.
Tite lendo sua esclação durante entrevista coletiva organizada pela Confederação Brasileira de Futebol Fonte CBF
O futebol brasileiro precisa, de forma urgente, recuperar sua moral, mas para isso será necessário desfazer-se da filosofia clubista desse profissional superestimado pela mídia e por vezes chamado de “o salvador da pátria”. Em pouco mais de dois anos à frente da Seleção, Tite se mostrou um treinador limitado e retranqueiro, que dificilmente sairá do lugar comum.
E o tal futebol arte, cinco vezes campeão do mundo e representado por grandes nomes como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Marta e Roberto Carlos está ultrapassado técnica e taticamente, tanto por questões financeiras quanto pela má organização dos clubes no Brasil. Uma possível solução para isso seria, talvez, deixar o orgulho “patriótico” de lado e investir na contratação de treinadores estrangeiros, que certamente oxigenariam o ambiente da seleção, trariam novos conhecimentos e afastariam os vícios clubistas que insistem em permanecer na CBF.
Foi na passada semana que a IAAF distinguiu os melhores atletas do ano no Atletismo. Num ano em que vimos serem batidos vários recordes mundiais, vimos feitos que nunca havíamos visto e onde uma fornada de jovens talentos despontou pronta para tomar de assalto o mundo do nosso desporto, difícil mesmo foi escolher!
Claro que gostei e gostava de ver o Jorge Jesus no Benfica. Claro que sim. Sem margem de dúvida de que seria interessante vê-lo regressar ao futebol português e, de preferência, ao clube encarnado. É um dos melhores treinadores portugueses da atualidade.
O Benfica está a atravessar um momento muito conturbado. Os resultados chegaram a ser humilhantes e a saída de Rui Vitória foi equacionada por Luís Filipe Vieira. A verdade é que, com a possível saída do técnico do Benfica, teve de ser equacionado um conjunto de técnicos que podiam reforçar o Benfica. Entre eles falou-se do regresso de Jorge Jesus e foi a opção que mais me agradou. Falou-se também em Marco Silva, Faria, Leonardo Jardim, outros nomes, outros nomes da casa. Entre o certo e o incerto, eu prefiro alguém que já tenha dado provas ao clube e que, além disso, já tenha mostrado trabalho no futebol Nacional e Internacional.
É verdade que muitas pessoas podem argumentar que Jorge Jesus esteve muito mal quando proferiu palavras sobre a forma como o Benfica tinha ganho algumas competições, e sim, Jorge Jesus não esteve bem. O técnico já admitiu que muitas vezes existe uma estratégia de comunicação, construída com base nos exageros e falsidades, que servem para abater o adversário. Mas também é verdade que Jorge Jesus foi o treinador que melhor treinou o Benfica e que mais títulos conquistou na era de Luís Filipe Vieira. Foi o treinador, que, não apostando na formação, fez flops tornarem-se craques; que fez adaptações (Salvio a defesa direito, vá); que melhor rentabilizou os jogadores do plantel. Jesus provou, no Sporting, que conseguia colocar a equipa a jogar um futebol ofensivo e a fazer frente a colossos mundiais.
Jorge Jesus foi o treinador mais adorado, dos últimos 10 anos, pelos adeptos Fonte: SL Benfica
Na Arábia, está a fazer um trabalho incrível quanto ao aproveitamento de ativos, sempre a bater recordes. Jesus provou, nestes dois clubes, que conseguia fazer alhos com bugalhos. No Benfica, os alhos já cá estão – é apenas necessário colocar em prática dentro do relvado. É necessário voltar a ter um Benfica “à Jorge Jesus”. Um Benfica ofensivo e com mentalidade vencedora. Um Benfica que volte rapidamente ao bom futebol.
Desta forma, fundamento a minha opinião de que Jorge Jesus seria a melhor alternativa para o plantel de Rui Vitória. Seria uma aposta de risco e que levaria a Luís Filipe Vieira a baixar nas votações da próximas eleições, mas, caso fosse uma aposta acertada, isto é, sucesso na primeira época na Luz, seria um balde de água fria nos adeptos e críticos que não olham para o futebol como uma área profissional.
A meu ver, antes do despertar de emoções, dos sorrisos ou lágrimas no final da temporada, é necessário termos a consciência de que a área do futebol é uma área profissional e de que é necessário ter os melhores do Mundo do nosso lado. Jorge Jesus é um dos melhores treinadores do Mundo. Um treinador que já mostrou vontade em regressar a Portugal, que não disse “não” ao Benfica e que está num país onde apenas o valor monetário o atrai.
Se acho que Jorge Jesus vai voltar? Acho que não. Acho que Luís Filipe Vieira mantém o contacto com o ex-treinador, que já terá sondado o próprio, mas que estamos ainda muito longe de ver o regresso do técnico. Quando? Não sei. Nunca antes do final desta temporada. Jesus quererá terminar o compromisso de um ano com o Al Hilal e, se o fizer, só estará a mostrar que é um bom profissional.
O FC Porto deslocou-se à Turquia para unicamente tentar somar mais 2.7 milhões às suas contas e, como é óbvio, cumprir calendário. Para o Galatasaray SK a missão era bem diferente. A vitória assegurava um lugar na Liga Europa, mas do outro lado jogava-se um Schalke 04 – Lokomotiv de Moscovo que decidiam as contas finais do grupo. Missão dada, missão cumprida, o FC Porto ficou mais rico e o “Gala” segue para a Liga Europa, num jogo muito difícil para os azuis e brancos.
Primeiro quarto de hora de partida e foi claramente notório um FC Porto a deixar jogar, exercendo pressão com os jogadores mais adiantados no terreno e a bater bolas longas para o mesmo na tentativa de sair para o contra-ataque. No entanto, as primeiras oportunidades flagrantes pertenceram ao Galatasaray. Casillas defendeu um primeiro remate de Derdiyok e Garry Rodrigues na recarga chuta a bola em direção à baliza, mas Diogo Leite cortou com o braço o que deixou os adeptos da equipa turca a fervilhar. No entanto, o árbitro acabou por assinalar fora de jogo. O FC Porto estava a ser sufocado e Garry Rodrigues, de novo, remata para uma grande defesa de Casillas. Num espaço de três minutos, o “Gala” teve três oportunidades de golo e Derdiyok foi quem saiu pior na fotografia. Após uma jogada brilhante de Feghouli, o ponta-de-lança da equipa turca atirou para fora mesmo em frente à baliza.
Contudo, como diz o ditado – “Quem não marca, sofre”. Herrera sofre falta do lado direito do ataque portista e Alex Telles é chamada à cobrança, batendo para Felipe que aparece sozinho na grande área do Galatasaray desviando para golo. 17 minutos de jogo e o FC Porto está mais perto de receber 2,7 milhões de euros.
Após o golo portista, a equipa da casa acusou muito e o FC Porto consegui controlar o jogo visto que apenas tinham de defender o resultado. O Galatasaray apenas conseguia criar perigo através de bolas paradas.
Até que a quatro minutos dos 45, Hernâni entra na grande área pelo lado esquerdo e ao tentar passar por Mariano, é rasteirado e o árbitro assinala para a marca de penalti. Marega engana Muslera e envia a bola para o meio da baliza, fazendo assim o segundo.
O Galatasaray ainda tinha uma palavra a dizer nesta primeira parte e Garry Rodrigues é derrubado dentro de área por Felipe. Mais um penalti no jogo e o conjunto da Turquia reduz no marcador por Feghouli.
Intervalo na partida e faltavam 45 minutos para o FC Porto poder encaixar ainda mais milhões e terminar a fase de grupos em grande. Já o Galatasaray tinha um longo caminho a percorrer para assegurar o lugar na Liga Europa.
Alex Telles assistiu para o primeiro golo da partida na Turk Telekom Arena Fonte: FC Porto
Na segunda parte o Galatasaray entrou com outro ritmo e de minuto a minuto parecia crescer cada vez mais no jogo. Garry Rodrigues recebeu de Derdiyok e remata sem força, testando apenas a atenção de Iker Casillas. De seguida foi Onyekuru que enviou a bola para a bancada após um passe chave de Feghouli.
E a história acaba por se repetir. Tanto que o Galatasaray ameaçou que os Dragões acabam por marcar. Hernâni liga o turbo e chega até à pequena área onde assiste para o remate de Sérgio Oliveira que faz o terceiro para a turma de Sérgio Conceição.
O Galatasaray não desiste e continuava a ameaçar o segundo e acabou mesmo por marcar. Ao minuto 59 Derdiyok fez um falhanço terrível chegando a ser assobiado pelos próprios adeptos. Para se redimir, seis minutos depois faz o segundo golo do “Gala”, desviando a bola para dentro da baliza após um passe de Garry Rodrigues.
Um minuto após o golo, terceiro penalti assinalado no jogo, segundo para o Galatasaray. Maxi Pereira faz falta sobre Garry Rodrigues e Feghouli, compatriota de Brahimi, acaba por falhar o penalti acertando na barra e de seguida, ressalta no corpo de Casillas. Jogo intenso na Turk Telekom Arena.
A quase 15 minutos do fim, dupla substituição para o FC Porto. Adrián Lopéz sai para dar lugar a André Pereira e Jorge entra na vez de Hernâni. Os azuis e brancos estavam a fazer de tudo para não sofrer mais nenhum golo.
O Galatasaray fazia de tudo para carimbar o passaporte para a Liga Europa, mas as alterações de Sérgio Conceição deram resultado e o “Gala” não criou mais perigo. Sérgio Oliveira saiu para dar lugar a Chidozie e do lado do Galatasaray Celik entrou para o lugar de Feghouli.
Termina o jogo e cerca de três milhões vão diretamente para os cofres da SAD dos azuis e brancos. Já o Galatasaray conseguiu a qualificação para a Liga Europa devido à derrota do Lokomotiv de Moscovo. Jogo difícil para os Dragões, que aproveitaram as oportunidades nos momentos ideais (três remates à baliza deram em três golos) e souberam sofrer até ao fim.