No dia em que Portugal conseguiu garantir a maior conquista da sua história no Futsal, o Bola na Rede recebeu um convidado de luxo: André Lima, antigo jogador e treinador de Futsal.
O ex-atleta não escondeu a sua costela benfiquista e garantiu que, se fosse pela sua parte, nunca teria deixado Ricardinho sair do SL Benfica: «Por mim, Ricardinho nunca tinha saído do Benfica. Agora é falar com o Rui Costa para ele voltar».
O treinador, que venceu a UEFA Futsal Cup ao serviço dos encarnados, elogiou muito Ricardinho, mas garantiu que teria outra escolha, na hora de decidir o prémio de melhor jogador do Mundial deste ano: «Entendo que Ricardinho tenha ganho o prémio de melhor jogador da prova, mas eu daria a Pany Varela».
Sobre o futuro de Ricardinho, André Lima garantiu que vai falar com Ricardinho para que o jogador português não deixe a Seleção Nacional: «Vou pedir a Ricardinho para não deixar a Seleção».
Quanto ao futuro da modalidade, André Lima lamentou que o FC Porto ainda não tenha aderido à competição: «Falta o FC Porto ao nosso campeonato e só não entra porque Pinto da Costa não quer».
Sobre o SC Braga, André Lima assegurou que os minhotos são o terceiro grande do Futsal e afirmou que não acredita que Ricardinho se junte ao plantel dos Guerreiros do Minho.
Jorge Jesus bem que tinha avisado que o Portimonense SC podia ser melhor que a equipa espanhola a defender. Não foi só a defender que o Portimonense foi melhor que o FC Barcelona. Também o foi a atacar, pois conseguiu fazer o único golo que o Estádio da Luz, sem limite de lotação, viu no jogo.
A equipa do Algarve conquistou uma vitória inédita no reduto do Benfica e continua sem perder fora de casa. Cai assim por terra a invencibilidade do líder que mudou o chip no que ao campeonato diz respeito e perde os primeiros pontos.
A ressaca nem sempre deixa os boémios desenvolverem as suas ações em conformidade com as suas intenções. Desta forma, o divertimento da noite europeia atrasou o Benfica na imposição do seu jogo.
O Portimonense esteve razoavelmente bem nos primeiros vinte minutos. A ousadia em termos de pressão anulou os encarnados. Ao mesmo tempo, ia encontrando espaços para se chegar à frente. Que o diga Vertonghen que não fosse o bom tratamento da relva do Estádio da Luz e tinha esfolado os joelhos a impedir que Aylton lhe escapasse.
Empenhadas em emendar o que tinha corrido menos bem numa fase inicial, as águias tentaram, por Yaremchuk e Darwin, meter o dedo nas feridas que até então não se tinham aberto na defesa algarvia. Samuel ia-se agigantando.
A defesa do guarda-redes do Portimonense a um remate de livre de Grimaldo deu-lhe a moral que precisava para se sair a um Rafa isolado e brilhar de novo. O duelo (Samuel) Portugal/Espanha estava intenso. O defesa espanhol teve nova tentativa de cabeça que teve o mesmo resultado que a primeira.
Quase que a segunda parte começava em beleza para o Benfica. O VAR detetou uma posição irregular no ataque, invalidando o golo a Yaremchuk e rapidamente trouxe as águias de volta à terra.
Se Rafa agitava, Darwin era incapaz de entornar o caldo e meter água num Benfica a ferver. O escaldão foi maior quando Lucas Possignolo desviou um canto e, este golo sim, subiu ao marcador.
O assédio à baliza do Portimonense acentuou-se. Quando não estava Samuel para segurar a vantagem, estava um colega em personificação da solidariedade demonstrada pelo conjunto alvinegro que não mais deixou fugir a vantagem.
Surpresa na Luz!
Portimonense impõe primeira derrota aos encarnados. Um golo solitário de Possignolo ditou a história do jogo depois dos jogos europeus.
Samuel Portugal – Foram quatro defesas brilhantes aquelas que fez no término da primeira parte. Segurou aí as maiores oportunidades do Benfica.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Darwin Núñez – Esta época, ou bisou ou não marcou. É certo que um avançado nem sempre tem que marcar para jogar bem, mas o uruguaio teve oportunidades vantajosas para o fazer e nem finalizar conseguiu.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Jorge Jesus disse que não era preciso estudar muito a matéria para este jogo. No entanto, alguém faltou às aulas em que se deram novos conteúdos. O sistema de três centrais do Portimonense causou problemas aos encarnados.
Rafa continua a ser o fator surpresa do ataque benfiquista. No 3-4-3, o camisola 27 apareceu mais vezes sobre a direita, mas mudou com facilidade de coordenadas. Foi o maior impulsionador do ataque, embora tenha definido mal em várias situações.
Quanto a Darwin Núñez e Roman Yaremchuk, o Benfica ofereceu o ucraniano às referências defensivas do Portimonense e o uruguaio teve mais liberdade de movimentos. A dupla, Julian Weigl e João Mário, passou despercebida.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Odysseas Vlachodimos (5)
Gilberto (5)
Lucas Veríssimo (5)
Nicolás Otamendi (5)
Jan Vertonghen (5)
Álex Grimaldo (6)
Julian Weigl (5)
João Mário (5)
Rafa Silva (7)
Darwin Núñez (5)
Roman Yaremchuk (5)
SUBS UTILIZADOS
Gil Dias (5)
Adel Taarabt (6)
André Almeida (5)
Gonçalo Ramos (-)
Everton (-)
ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC
Paulo Sérgio jogou um trunfo valioso. A adição de um central ao onze, abdicando de um avançado e jogando em 3-5-3, não poderia ter sido mais acertada.
Os três homens de meio-campo tinham superioridade sobre os do Benfica. Tal situação beneficiou o Portimonense que foi capaz de ligar o jogo por dentro e sair para o ataque. Em simultâneo, blindou o corredor central onde o seu adversário tem por hábito ser letal.
Aylton e Fabrício, a jogarem em cunho na frente, não se cansaram de solicitar passes nas costas da defesa. Mesmo desapoiados foram sendo capazes de deixar os defesas em sentido sem que a equipa deixasse espaços atrás.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Samuel Portugal (8)
Fahd Moufi (5)
Lucas Possignolo (6)
Willyan Rocha (5)
Pedrão (6)
Fali Candé (6)
Pedro Sá (7)
Carlinhos (6)
Lucas Fernandes (5)
Aylton Boa Morte (6)
Fabrício (5)
SUBS UTILIZADOS
Iván Angulo (5)
Wilinton Aponza (5)
Filipe Relvas (-)
Henrique Jocu (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL BENFICA
Não foi possível colocar questão ao treinador do SL Benfica.
PORTIMONENSE SC
Bola na Rede: No 3-5-2 que a equipa apresentou hoje, manteve três homens no meio-campo e teve superioridade nessa zona em relação ao Benfica o que permitiu ligar o jogo por dentro e, em certos momentos, até ser mais ousado na pressão. Era aí que considerava estar a chave tática do jogo?
Paulo Sérgio: Sim, mas, em dados momentos do jogo, estava preparado não para uma superioridade, mas para uma igualdade. Neste sistema de jogo, o Benfica vai variando. É completamente diferente defender o Benfica com o Rafa por dentro ou defender o Benfica com o Rafa por fora. Ainda na primeira parte, o Jorge [Jesus] alterou, porque o Rafa não estava a conseguir ter bola dentro. Fomo-nos adaptando com quem tínhamos dentro do campo. Quando se escolhe um onze tem que se pensar nessas coisas. Se o adversário fizer esta nuance tática, como é que reagimos? Estávamos preparados para uma coisa e estávamos preparados para outra. A equipa reagiu e adaptou-se muito bem. O Pedro Sá fez um jogo, taticamente, impressionante. Quando o Rafa abriu na direita, o Pedro Sá complementou muito bem as costas do Fali [Candé] para o Fali poder manter a pressão alta na saída do lateral do Benfica. Os dois homens da frente fizeram um trabalho muito desgastante a pressionar o mais alto possível para permitir que a equipa não se encostasse atrás. A ideia era manter o Benfica o mais longe possível da nossa baliza. Obviamente que muitas vezes não o conseguimos e recorremos à solidariedade e entreajuda. Fizemos um bom jogo de coberturas e de compensações para limitar ao máximo as potencialidades do Benfica.
A CRÓNICA: JOGO DE NERVOS COM VITÓRIA HISTÓRICA PARA PORTUGAL
Não é exagero nenhum dizer que este era o jogo mais importante da vida dos nossos jogadores, uma final de um Campeonato do Mundo contra uma excelente seleção da Argentina, campeã mundial em título.
Também era a despedida provável de Ricardinho, que tinha o sonho de conquistar um inédito título mundial com Portugal, conforme se percebeu pela sua reação quanto tocou o hino nacional, em que o gondomarense se desfez em lágrimas.
Com esse gesto, acho que toda a gente percebeu a importância deste jogo e consequentemente deste troféu para a carreira de Ricardo braga, já vencedor de múltiplas edições da Liga dos Campeões e do Euro 2018, entre muitos outros, mas este era ainda mais especial e todos percebemos o porquê.
Voltando ao encontro, entrámos com o esquema habitual dos últimos jogos, com muita experiência no cinco inicial, deixando os virtuosos Zicky Té e Pany Varela no banco de suplentes, entrando sempre que necessário ao longo do jogo.
Como habitual numa final de um campeonato do mundo, os minutos iniciais foram de estudo mútuo, sem grandes ocasiões claras de parte a parte. Já na segunda metade, a cerca de sete minutos do intervalo, surge um lance que ajudou a escrever a história da primeira metade: o cartão vermelho direto mostrado a Borruto, por agressão a Ricardinho.
Foi um lance tão claro e evidente que o selecionador português pediu a visualização das imagens por parte da equipa de arbitragem oriunda do Quirguistão (nomeação muito estranha por parte da FIFA, mas não me quero alongar nesse tema) e o árbitro viu-se “obrigado” a sancionar tal atitude com um cartão vermelho, obrigando a equipa das Pampas a jogar com menos um durante dois minutos ou até que Portugal marcasse um golo.
Houve alguns lances de finalização, com destaque para um remate de Ricardinho ao poste, mas parecia que o tempo ia passar sem golo português. Mas, no último lance em superioridade numérica, Pany Varela fuzilou Nico Sarmiento e colocou Portugal em vantagem.
Até ao fim, o tempo foi passando sem grandes lances iminentes de golo junto de ambas as balizas mas, sempre que chamados a intervir, Bebé e Sarmiento mostraram total qualidade, concentração e eficácia. Intervalo com uma vantagem mínima justíssima, também porque a Argentina pouco arriscou, algo que teria de mudar caso a seleção sul-americana queira mudar o rumo dos acontecimentos.
Na segunda parte, mais aberta porque era inevitável a Argentina arriscar bem mais, com especial destaque para uma jogada excelente de Erick Mendonça, cujo remate embateu caprichosamente na trave da baliza de Sarmiento.
A doze minutos do final, a após uma bola parada bem trabalhada, Pany Varela surge a rematar de fora e a mostrar que hoje era o seu dia. Vantagem preciosíssima, mas que infelizmente para nós não durou muito tempo, pois na jogada seguinte Claudino reduziu a diferença e aumentou a emoção para os minutos finais.
Os argentinos tentaram tudo, com guarda-redes avançado, alguma felicidade à mistura, um lance polémico, em que fica a dúvida se a mão de João Matos seria motivo para penalty ou não, mas a noite era nossa. Vamos celebrar, porque o troféu já cá canta!
Pany Varela – Quem mais? Dois golos numa final de um Mundial, era impossível ser outro o grande destaque, embora a exibição de Bebé também tenha sido espetacular, também João Matos com a sua entrega total e excecional e todo o coletivo, incluindo a equipa técnica, tenham jogado mais ou menos minutos e claro, a claque que se juntou aos jogadores portugueses e foram claramente o sexto jogador!
Borruto – Atitude infantil, a custar à sua equipa um grande desgaste físico durante praticamente dois minutos e a desvantagem no marcador. Vendo as imagens na repetição, foi tão óbvia e clara a agressão sobre o nosso jogador e os árbitros não tiveram outra alternativa senão mostrar o cartão vermelho direto ao jogador Argentino.
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
Jorge Braz montou uma equipa inicial na linha do que foi apresentando ao longo deste Mundial, um 4×0 onde a experiência imperava, mas que ao longo do jogo mudava para 3×1, com Zicky ou Erick Mendonça a jogarem na posição de pivot.
5 INICIAIS E PONTUAÇÕES
Bebé (9)
Fábio Cecílio (8)
Bruno Coelho (8)
João Matos (9)
Ricardinho (9)
SUBS UTILIZADOS
André Coelho (8)
Tomas Paçó (8)
Afonso Jesus (8)
Zicky Té (8)
Erick Mendonça (9)
Pany Varela (10)
Tiago Brito (8)
Miguel Ângelo (8)
ANÁLISE TÁTICA – ARGENTINA
Matias Lucuix apostou numa tática muito semelhante a Portugal, mas não fez um bom jogo nos primeiros 20 minutos. Na segunda parte, tentou tudo o que podia mas não conseguiu inverter o rumo dos acontecimentos.
Domingo novo dia de MotoGP, dois anos depois a categoria rainha volta a pisar o asfalto do Grande Prémio da América com inúmeras quedas e numerosas queixas por parte de vários pilotos, tendo sido a segurança e qualidade do traçado de Austin o tópico mais debatido durante este fim de semana tendo as opiniões se dividido.
Pecco Bagnaia conquistou mais uma vez a pole position e entrou na corrida como principal favorito a par de Marc Márquez, embora o piloto italiano da Ducati Lenovo Team tenha dito em declarações à imprensa que a moto mais vantajosa para este circuito era a Honda de Marquez, descartando assim o seu favoritismo.
Contrariamente ao esperado e depois de um arranque enérgico quem conquistou o holeshot foi o por múltiplas vezes campeão mundial, Marc Márquez.
Como foi acontecendo ao longo das sessões de treinos e qualificações, cedo começaram as quedas neste GP da América, sendo que a primeira queda foi do nipónico Takaaki Nakagami logo no início da corrida, no terceiro setor na curva 12, motivando assim as primeiras bandeiras amarelas do GP.
Para além de Nakagami também Johann Zarco caiu no setor 1, curva 1 e pela quarta vez este fim de semana Aleix Espargaró caiu na curva 13, setor 3, novamente bandeiras amarelas e uma enorme frustração e revolta do piloto espanhol com este circuito.
Com o decorrer da corrida Marc Márquez foi mostrando ares da sua antiga grande forma distanciando-se da concorrência e marcando um ritmo e estilo de pilotagem característico da formiga de Cervera.
Tal como tinha dito anteriormente, Jack Miller facilitou a tarefa ao colega de equipa Francesco Bagnaia, tendo permitido a sua ultrapassagem com vista à luta pelo pódio neste GP da América.
Jorge Martin recebeu aviso que teria que cumprir uma long lap penalty devido a ter excedido os limites de pista na curva número 5.
Até ao final da corrida Marquez não deu qualquer oportunidade aos outros pilotos e a sua condução roçou a perfeição, protagonizando uma vitória sem espinhas, recuperando a distinção do Xerife de Austin.
Relativamente às contas do campeonato Fabio Quartararo pode sagrar-se campeão já no próximo GP.
👀 @FabioQ20 can almost smell the Championship trophy!
Destaque também para o piloto português Miguel Oliveira que depois de uma qualificação azarada com uma queda, arrancou de 18.º na grelha e fez uma corrida incrível recuperando sete posições lutando toda a corrida por um lugar no top 10.
Aleix Espargaró – O piloto espanhol teve um fim de semana muito negativo na América, tendo tido um total de quatro quedas, não conseguindo aproveitar nem os treinos livres nem a qualificação nem a corrida, num momento em que era importante para ele e para a sua construtora ir solidificando processos e resultados.
Uma viagem difícil para o AC Milan que sabia que não podia perder pontos com o risco de perder o seu segundo lugar, mas também o Atalanta BC queria vencer em casa e subir na classificação.
Ainda nem os adeptos se tinham sentado para ver o jogo e logo no primeiro minuto Calabria mete o AC Milan na vantagem numa jogada rápida. Depois do golo sofrido a Atalanta BC começava a querer mudar o resultado tendo somado algumas oportunidades que se iam dividindo com os contra ataques perigosos do AC Milan, mas valia a Maignan a manutenção da vantagem tendo parado duas grandes oportunidades a Zapata.
Já a caminho do intervalo Tonali pressiona e recupera a bola a Freuler ficando com o caminho aberto para a baliza e aumentando a vantagem. O AC Milan chegava ao intervalo com a vantagem de dois golos em Bergamo e a equipa da casa podia queixar-se de si mesma por erros individuais, pois a nível ofensivo iam conseguindo criar oportunidades.
A Atalanta BC entrou na segunda parte a querer ter mais bola e assumir o jogo. Para tal efectuou logo alterações que traziam um maior pendor ofensivo e colocava toda a artilharia no ataque. Algo que ia dando resultados a nível de posse e cruzamentos, mas sem que causassem perigo real a Maignan. Nesse sentido até ia sendo o AC Milan a ir criando oportunidades, algo que concretizam quando Rafael Leão retirou qualquer dúvidas sobre o resultado rematando forte e colocado no fundo das redes.
A Atalanta BC acabou por ainda ter um penalti a seu favor que Zapata utilizou para reduzir a desvantagem e no ultimo minuto Pasalic também marca após assistência de Zapata, mas não havia já tempo para fazer a reviravolta. A equipa de Bergamo perde um jogo pelo qual muito lutou, chegando a colocar o coração à frente do pensamento, mas que nada serviu, pois o pragmatismo do AC Milan atingiu a equipa de uma maneira estrondosa e os erros individuais nada ajudaram.
Sandro Tonali – Para além do golo, foi um elemento importantíssimo nos momentos defensivos, trazendo sempre segurança. A jogada do seu golo foi a imagem do seu jogo de recuperação, uma pressão alta e forte recuperando a bola e levando-a para o ataque, sem medo de encarar.
O FORA DE JOGO
🎙️ Remo #Freuler: “Non molliamo mai, come #BergAMO” 👊
🎙️ “We’re like Bergamo: we never give up” 👊
Remo Freuler- O seu erro no segundo golo do AC Milan manchou toda aquela que podia ser a sua exibição. Complicou onde não podia e numa altura tão junta do intervalo que tirou um grande ânimo à equipa de Bergamo. Um jogador como Freuler não podia ter perdido a bola no momento de construção e logo sem ter nenhum elemento defensivo atrás que lhe assegurasse que a bola poderia ser recuperada, dando o golo à equipa adversaria num momento em que a sua equipa procurava a igualdade.
ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC
Com um 3-4-3 já habitual, Gasperini manteve a sua defesa com três defesas centrais e com Zappacosta e Maehle nas laterais, este ultimo substituindo o lesionado Gosens. Na frente manteve Zapata com o apoio de Malinovsky e Pessina.
O Atalanta BC optou por uma saída a jogar através de passes aos primeiro toque, pedindo muitas vezes aos centrais para saírem com bola e deixando as costas soltas.
11 INICAL E PONTUAÇÕES
Musso (6)
Palomino (6)
Demiral (6)
Djimsiti (6)
Zappacosta (5)
De Roon (5)
Freuler (4)
Maehle (6)
Pessina (6)
Malinovskyi (7)
Zapata (7)
SUBS UTILIZADOS
Pezzella (6)
Koopmeiners (6)
Muriel (5)
Ilicic (6)
Pasalic (7)
ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN
Com um 4-2-3-1 em que Rebic assumiu a posição mais ofensiva, Pioli apostou num ataque rápido com Leão e Saelmaekers nos apoios ofensivos, quase a jogarem colados no ataque. Nota também para o regresso do experiente Kjaer à defesa.
A dupla de Kessie e Tonali traziam uma segurança no “miolo” do campo, sendo que muitas vezes eram encarregues de transportar a bola, tendo em Brahim Díaz um apoio mais tecnicista para a construção.
Tanto Hernández como Calabria apareceram muito em espaços ofensivos, tendo o primeiro chegado a pisar terrenos mais interiores.
Uma das partes mais interessantes e intrigantes do desporto rei é tentarmos teorizar, ou até mesmo adivinhar, qual irá ser o onze titular de uma equipa, num determinado jogo. Normalmente, quando o onze inicial é divulgado, raramente olhamos para a baliza, isto é, queremos saber quem irá jogar na defesa, no meio-campo e nomeadamente no ataque.
O guarda-redes, habitualmente, não muda – é o homem que dá segurança e serenidade à equipa, é o dono da baliza.
No entanto, quando numa equipa temos dois guarda-redes com características diferentes, mas com uma qualidade equiparável, começamos a dar mais atenção “à baliza” quando vemos o onze inicial da nossa equipa.
E este é o caso do FC Porto – Diogo Costa e Agustín Marchesín são dois enormíssimos guarda-redes que causam incerteza, no bom sentido, aos adeptos portistas.
O jovem guarda-redes português aproveitou uma lesão de Marchesín para impressionar no início da temporada. Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
De um lado temos Marchesín, um guarda-redes argentino de 33 anos que chegou aos dragões na época 2019/20, proveniente do CF América do México, para ser um substituto direto de Iker Casillas.
Pela idade avançada que já apresentava, gerou alguma dúvida nos adeptos azuis e brancos que se perguntavam se era mesmo necessário contratar um guarda-redes tendo Diogo Costa no banco de suplentes, pronto para assumir a titularidade.
Todavia, essas dúvidas desapareceram rapidamente – em poucos jogos, Marchesín provou a sua grandeza entre os postes.
Uma autêntica muralha na baliza, fez uma época 2020/21 estrondosa, com defesas icónicas que estão na memória dos adeptos portistas. Por momentos, “esquecemo-nos” que no banco estava Diogo Costa, um diamante à espera da sua grande oportunidade, a ascensão à titularidade, cada vez mais distante devido às exibições do indiscutível Marchesín.
Mas, como todo sabemos, vieram duas episódios que mudaram esta situação: as exibições de Diogo Costa no Europeu sub-21 e a lesão de Marchesín.
O guarda-redes português de 21 anos agarrou, com unhas e dentes, a baliza do FC Porto e, até ao momento, mesmo com a recuperação de Marchesín, não saiu mais de lá. Segurança, maturidade e um jogo de pés incrível: Diogo Costa é acima da média para a idade que tem.
Creio que Marchesín veio com o propósito de continuar o legado de Casillas, não só como seu substituto na baliza, mas como um “professor” para o jovem guarda-redes português. E este é o momento de Diogo Costa, valeu a pena ser sombra destes dois grandes guarda-redes por alguns anos.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Vai ter as suas falhas, assim como todos os grandes guarda-redes têm, mas a qualidade está lá e deve continuar a jogar para crescer ainda mais “entre os postes”.
Marchesín merece ser titular indiscutível? Sim, merece. Contudo, repito: este é o momento de Diogo Costa.
Independentemente de quem seja o titular na baliza dos azuis e brancos, o adepto portista não precisa de se preocupar em olhar para a baliza quando for ver o onze inicial do FC Porto para um determinado jogo: independentemente de quem lá esteja, a baliza está guardada por duas muralhas – diferentes em idade, mas iguais em qualidade.
A CRÓNICA: PRESTAÇÃO DOS “REDS” EM ANFIELD OFERECE BOA HOMENAGEM A “SIR ROGER”
Sem cadeiras vazias à vista em Anfield, os primeiros minutos de jogo evidenciaram um Liverpool FC a entrar por cima, embalado pelo fantástico ambiente proporcionado pelos seus adeptos. Pela sua parte, o Manchester City FC conseguia ter bola, sim, mas sem ser capaz de chegar ao último terço do terreno.
Aos 17’, tudo começou a mudar. O ataque posicional e a pressão alta de Guardiola começaram a dar frutos e ditaram o decorrer do restante tempo da primeira parte. Os Reds não foram verdadeiramente capazes de criar perigo, ao passo que os Citizens estiveram perto do golo por várias vezes.
Em destaque tivemos diversas incursões de Bernardo Silva e João Cancelo que, incansáveis visionários, nos proporcionaram passes de alto nível. Aos 20’, momento mágico de Bernardo que rodopiou sobre vários adversários e, tão naturalmente como respirar, serve Foden em bandeja de ouro. Praticamente sozinho, o inglês não foi capaz de concretizar e permitiu a defesa de Alisson.
Por sua vez, três minutos depois, Cancelo na ala esquerda faz um passe teleguiado para De Bruyne que, em remate cruzado, falha a baliza. Aos 34’, outra excelente abertura de Bernardo para Foden permitiria o cruzamento para a cabeça de De Bruyne que, mais uma vez, não é capaz de abanar as redes da equipa da casa.
Os Citizens voltariam a ameaçar à porta do intervalo sem que houvesse mexidas no marcador. Principalmente da parte dos homens de Manchester, paciência e concentração foram palavras de ordem durante a primeira metade da partida. Além da boa prestação a nível atacante, o City concedeu pouco espaço ao adversário e reorganizou-se sempre muito rapidamente, limitando o jogo ofensivo dos Reds, como aliás se pôde ver pelas raras vezes em que Sané e Salah tiveram a bola nos pés.
A segunda parte começaria de forma mais equilibrada e com mais atitude por parte do Liverpool, com Diogo Jota à cabeça que, já dentro da área, consegue rodar sobre os adversários e arrancar um bom remate que por pouco não deu em golo.
A boa entrada da equipa da casa serviria como prenúncio para o que se passaria a seguir. Através de jogada rápida, entre os partners in crime do costume, Salah coloca a bola na perfeição em Sané, que não perdoa e inaugura o marcador em Anfield Park.
A melhor liga do mundo não nos deixaria ficar mal e bastaram apenas dez minutos de espera para sermos presentados com o golo do empate. Após diagonal da direita para o meio, Gabriel Jesus encontraria Phil Foden em boa posição na esquerda para um remate cruzado forte. Sem hipótese para Alisson.
Aos 75’, um “pouco” mais de magia. No corredor direito, Salah desfaz-se de quatro adversários com muita categoria e coloca novamente a bola dentro da baliza.
O final da partida confirmaria o espetáculo inacreditável que tivemos o prazer de acompanhar, e os Citizens voltariam a empatar com um remate forte de De Bruyne e algum azar para o Liverpool, com a bola a tocar ao de leve no defesa e a apanhar o guarda-redes brasileiro em contrapé.
A partida terminaria em empate e o topo da Liga Inglesa continua a dar-nos tudo o que queremos e mais alguma coisa.
Mohamed Salah – O egípcio não está claramente interessado em voltar a ter uma época menos inspirada. A quantidade de golos e assistências que tem proporcionado nas últimas cinco épocas continuam a ser fulcrais para as ambições do Liverpool. Hoje, mais um golo e uma assistência. A ver vamos quantas surpresas mais nos irá trazer Mohamed Salah.
Jack Grealish – Por pouco não marcou, mas não esteve de todo inspirado em Anfield no jogo de hoje. Mérito também para a defesa do Liverpool, que não lhe deu muito espaço para mostrar a criatividade individual que tanto admiramos.
ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC
Os Reds alinharam em 4-3-3, com Alisson na baliza, Robertson à esquerda, Matip e van Dijk no eixo central, e Milner a substituir o lesionado Alexander-Arnold.
Mais à frente, Henderson, Fabinho e Curtis Jones foram os responsáveis por criar jogo para os “três mosqueteiros” da frente, Sané, Salah e Diogo Jota.
Apesar de não ter feito uma má partida, Milner não conseguiu dar tanta profundidade ao ataque do Liverpool como Arnold costuma fazer, acabando por comprometer um pouco o flanco direito da equipa de casa, principalmente na primeira parte.
No meio campo, Curtis Jones e, principalmente, Fabinho, estiveram um pouco apagados, valendo ao Liverpool a criatividade e poder de explosão de Sané e Salah.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Alisson (6)
James Milner (7)
Joël Matip (7)
van Dijk (6)
Robertson (6)
Henderson (6)
Fabinho (6)
Curtis Jones (7)
Salah (8)
Diogo Jota (6)
Mané (7)
SUBS UTILIZADOS
Firmino (6)
Gomez (6)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
O Manchester City FC compareceu em Liverpool para jogar igualmente em 4-3-3. Na defesa, a linha a que já estamos habituados, com Cancelo, Laporte, Dias e Walker à frente do guardião Ederson.
No meio-campo, Hernández, De Bruyne e Bernardo Silva perfizeram o trio que apoiou Grealish, Foden e Gabriel Jesus na frente de ataque.
Destaque para a excelente partida de Cancelo e Bernardo Silva que estiveram mais produtivos na criação de ataque do que, por exemplo, Hernández e De Bruyne.
A CRÓNICA: EXPULSÃO DE ARNOLD PRECIPITOU UMA GOLEADA QUE JÁ SE PERSPETIVAVA
Depois de triunfos na segunda eliminatória da Taça de Portugal, Casa Pia AC e SC Covilhã voltaram à realidade da Segunda Liga para se defrontarem em Pina Manique. Havia equilíbrio na tabela classificativa (ambas as equipas separadas por apenas um ponto), faltava saber se o equilíbrio ia ser o mesmo dentro do campo. Não foi, de todo…
A verdade é que o jogo começou praticamente com um golo do Casa Pia. Logo aos dois minutos, Lucas Soares cruzou de forma perigosa do lado esquerdo, o guarda-redes Léo afastou para a entrada da área e Jota dominou o esférico e rematou para o fundo da baliza. Melhor início era difícil para o conjunto de Filipe Martins. E nos instantes iniciais, Jota era mesmo o elemento mais solicitado na profundidade, valendo Léo por duas vezes, a sair bem da baliza e a evitar males maiores para a equipa da Serra.
A partir dos 15 minutos, a equipa visitante começou a equilibrar as contas e a tentar ter mais tempo a bola em seu poder, circulando-a entre os vários corredores, tentando arranjar espaço perante um Casa Pia que se mostrava organizado. Já os visitados optavam por uma de duas vias: ou o tal ataque à profundidade que resultou no primeiro golo, ou passes a explorar o espaço entre as linhas da equipa do SC Covilhã. E numa jogada bem trabalhada, o Casa Pia chegou ao segundo golo.
26 minutos, Jota recebeu no corredor central e distribuiu para a direita, para Banjaqui. O camisola 10 cruzou para Jota, Léo ainda conseguiu intervir, mas a bola sobrou para Camilo, que encostou para a baliza deserta. Pouco depois, aos 29 minutos, a formação serrana dispôs da primeira real ocasião de perigo, com Jean Felipe, na conversão de um livre direto, a atirar pouco por cima da baliza de Ricardo Batista. Mas o Casa Pia estava por cima e assim se manteve até ao intervalo, com uma vantagem de dois golos no marcador.
As equipas vieram sem alterações para a segunda parte e o Casa Pia teve a primeira ocasião dos segundos 45 minutos. Taira roubou a bola no meio-campo e seguiu para a baliza, mas acertou mal na bola e falhou a possibilidade do 3-0. Depois, foi Jota que ia roubando a bola a André, que conseguiu resolver. E posteriormente, foi Vitó, de livre direto, a criar problemas ao guardião Léo. E tantas ameaças deram mesmo em golo. Aos 53 minutos, o SC Covilhã não conseguiu afastar o perigo proveniente de um pontapé de canto e o central Vasco Fernandes fez o 3-0.
Aos 56 minutos, se a tarefa já estava praticamente impossível para a equipa forasteira, pior ficou. Arnold foi expulso com vermelho direto devido a uma falta junto à linha lateral, mostrando que os jogadores forasteiros já estavam de cabeça algo perdida. O jogo ficou de sentido único a partir daí e o Casa Pia, sem forçar muito, conseguiu ir ameaçando a baliza de Léo em algumas ocasiões. Até que a equipa da casa ganhou um penálti, convertido por Derick Poloni, aos 86 minutos.
➡️ Gansos vencem o Covilhã pela primeira vez na II Liga
➡️ Depois de um grande início de época, Serranos já vão em cinco jornadas seguidas sem vencer#Jornada7#LigaSabseg
— Especialistas de Segunda (@especdesegunda) October 3, 2021
Jota (Casa Pia) – O camisola 11 já tinha sido decisivo no último jogo do campeonato, ao apontar os dois golos com que o Casa Pia bateu o Nacional, na Madeira, e hoje voltou a exibir-se em grande plano. Marcando o primeiro golo bem cedo e tendo participação decisiva no segundo golo, Jota fez uma bela primeira parte e abriu caminho à vitória da sua equipa.
Arnold (SC Covilhã) – O SC Covilhã já estava a ter dificuldades suficientes no jogo e pedia-se cabeça fria aos jogadores num contexto de dificuldade. Arnold não a teve, foi expulso com vermelho direito e deixou a restante equipa em dificuldades.
ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC
A equipa de Filipe Martins apresentou-se para esta partida num 3x4x3. Zolotic, Vasco Fernandes e Zach compuseram o trio de centrais, com Lucas Soares a fazer a ala direita e Leonardo Lelo a ocupar o corredor esquerdo. Vitó e Taira foram os médios-centro, atrás de um trio de atacantes composto por Jota, Banjaqui e Camilo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Batista (5)
Zach (6)
Vasco Fernandes (7)
Zolotic (6)
Lucas Soares (6)
Leonardo Lelo (7)
Taira (7)
Vitó (6)
Jota (8)
Banjaqui (7)
Camilo (7)
SUBS UTILIZADOS
Sanca (6)
João Vieira (6)
Derick Poloni (7)
Nuno Borges (6)
Kelechi (-)
ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ
O treinador do SC Covilhã, Wender Said, montou a sua equipa num 4x4x2 para esta partida. Jean Felipe, à direita, e Lucas Barros, à esquerda, eram os laterais, com a dupla de centrais, composta por André e Héliton, a completar o quarteto defensivo. Jorge Vilela e Ryan Teague formaram a dupla de meio-campo, com os extremos a serem Arnold (direita) e Ahmed Isaiah (esquerda). A dupla de avançados foi formada por Diogo Almeida e Jô. Depois da expulsão de Arnold, Wender não modificou muito, passando apenas Diogo Almeida para o lado direito do meio-campo, num 4x4x1.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Léo (5)
Jean Felipe (4)
André (4)
Héliton (4)
Lucas Barros (4)
Jorge Vilela (4)
Ryan Teague (4)
Arnold (2)
Ahmed Isaiah (4)
Diogo Almeida (3)
Jô (3)
SUBS UTILIZADOS
Devid Silva (4)
Frank Angong (4)
David Santos (4)
Ricardo Vaz (4)
Thiago (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Casa Pia AC
BnR: Este já é o quarto jogo da época em que o Casa Pia faz quatro golos. Pensando em equipas que também produzem bom futebol, mas que não marcam tantos golos, o facto de a equipa estar a marcar tanto dá confiança ao processo?
Filipe Martins: Continuamos a manter a baliza a zero. São dois objetivos internos que nós temos, para além dos objetivos globais, nesta casa também queremos ser o melhor ataque e a melhor defesa. São partes do processo que temos como meta volantes, se assim se pode dizer, e eu gosto muito de ganhar e marcar golos. O meu foco é esse. Há treinadores que preferem ganhar 1-0, eu prefiro ganhar 4-3, sinceramente.
SC Covilhã
BnR: O que disse à equipa ao intervalo para tentar alterar a forma como o jogo estava a decorrer e o que é que falhou nesse início de segunda parte?
Wender Said: O Casa Pia é uma equipa que constrói a três, com centrais que saem muito bem e conduzem muito bem a bola. Esperávamos mais esse constrangimento, mas a verdade é que eles não tiveram um jogo tão elaborado, foi mais pela nossa apatia que eles chegaram ao 2-0. Eu disse que tínhamos de retificar isso. Na segunda parte, até entrámos bem, a dividir o jogo, com mais bola, mas num canto, numa bola que fica meio presa entre os centrais, é o 3-0 e eles matam o jogo. A seguir veio a expulsão do Arnold, que é em frente ao nosso banco, num lance em que o Arnold empurra o Jota pelo peito, o Jota cai e o árbitro expulsa o Arnold. O Jota fez a mesma coisa, mas a diferença física é grande, o Arnold nem se mexeu, o Jota, inteligentemente, foi para o chão, e depois o árbitro amarelou a nossa equipa toda. Acho que devia haver mais bom senso, o jogo estava resolvido.
Primeira Liga, jornada 8: domingo, 18h, 3 de outubro de 2021
ANTEVISÃO: UMA ÁGUIA QUE SE QUER MANTER NAS ALTURAS
O SL Benfica recebe hoje o Portimonense SC em jogo a contar para a oitava jornada da Primeira Liga. Depois de uma vitória histórica frente ao FC Barcelona está na hora de pôr novamente os olhos no campeonato.
Em dia de jogo na Luz, que conta com o apoio dos adeptos, todos querem honrar o manto sagrado. Para tal, é preciso correr em busca de mais uma vitória.
As águias continuam invictas, mas pela frente vão encontrar um adversário que pode surpreender a qualquer momento. Atualmente, o SL Benfica é líder da tabela classificativa, com 21 pontos e o adversário desta tarde de domingo encontra-se no sexto lugar, com 11 pontos.
10 DADOS RÁPIDOS
Este é o 47º encontro oficial entre as duas equipas, o 36º no campeonato.
O SL Benfica vem de uma vitória, digna de uma noite europeia, frente ao FC Barcelona e o Portimonense SC vem de um empate com o FC Vizela.
No que diz respeito ao campeonato, os encarnados venceram todos os jogos até ao momento, já os alvinegros contam com três vitórias, dois empates e duas derrotas.
As águias marcaram 19 golos e sofreram quatro. Os algarvios marcaram sete e sofreram quatro.
Analisando os confrontos anteriores entre as duas equipas, é notória a superioridade dos lisboetas: 36 vitórias das águias contra apenas uma dos algarvios. Para além disso, registaram-se nove empates.
Quanto a golos, a hegemonia do SL Benfica também se destaca: 113 golos marcados e apenas 27 sofridos.
No que toca a melhores marcadores, do lado dos encarnados são Darwin e Yaremchuk que ocupam a liderança, com quatro golos. Do lado dos alvinegros, o destaque divide-se por Aylton Boa Morte, Candé, Carlinhos, Lucas Fernandes e Aponza, todos com um tento apontado.
O SL Benfica é a equipa que em média tem mais posse de bola na Primeira Liga, cerca de 63,2%. Quanto ao Portimonense SC, os 52,6% atribuem-lhe o quinto lugar no que diz respeito a esse parâmetro.
A maior vitória das águias, na Luz, frente a este adversário foi num jogo da Taça de Portugal em 1974/75 (6-0).
10. Os resultados mais comuns registados no confronto entre o SL Benfica e o Portimonense SC são: 2-0, 1-0 e 5-1, sempre com vitórias dos encarnados.
JOGADORES A TER EM CONTA
João Mário tem sido o grande impulsionador do bom futebol que o SL Benfica tem praticado Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
João Mário (SL Benfica) – Para muitos, foi a melhor contratação da época e a verdade é que João Mário tem sido dos melhores jogadores do SL Benfica. Tal como Jorge Jesus disse “João Mário entrou como uma luva no plantel”.
A segurança que dá ao meio campo encarnado, a visão de jogo e a qualidade de passe são fenomenais, assim como o seu entendimento com Weigl. Na última jornada, frente ao Vitória SC, marcou um golo, o que prova que, para além de ser um dos donos do meio campo, também pode provocar danos às defesas adversárias.
1️⃣ Golo
1️⃣ Assistência
2️⃣ Passes para finalização
3️⃣ Dribles eficazes
9️⃣ Recuperações de bola
Lucas Fernandes (Portimonense SC) – Na época passada sofreu uma das piores lesões que um jogador pode sofrer – rutura dos ligamentos cruzados -, mas nesta temporada o médio brasileiro tem sido uma das figuras de destaque do plantel dos algarvios.
Em sete jogos, conta com um golo e uma assistência, tendo participado em 28% dos golos da equipa. É caso para dizer que voltou com garra e com vontade, o que pode ser um grande problema para os encarnados.
XI’S PROVÁVEIS
SL Benfica: Vlachodimos, Vertonghen, Otamendi, Lucas Veríssimo, Lázaro, Weigl, João Mário, Grimaldo, Rafa, Yaremchuk e Darwin.
Treinador: Jorge Jesus
“Vamos jogar com um adversário que tem tantos golos sofridos como nós, é um sinal que é uma equipa que defende bem, que nos vai criar muitos problemas. Estamos focados no jogo, vamos encontrar um adversário com marcações muito diretas, à procura de lances de bola parada, que nos vai dificultar ao máximo”.
Portimonense SC: Samuel Portugal, Moufi, Lucas Possignolo, Pedrão, Fali Candé, Willyan, Lucas Fernandes, Carlinhos, Iván Angulo, Anderson Oliveira e Wilinton Aponza.
Treinador: Paulo Sérgio
“Seja em que circunstância for, defrontar o SL Benfica, principalmente no Estádio da Luz, é sempre uma tarefa árdua e difícil. Provavelmente, vamos encontrar o SL Benfica mais confiante da época, com esse grande resultado conseguido perante o FC Barcelona e também, provavelmente, pela primeira vez com o estádio a abarrotar. Uma série de fatores que vão aumentar o nosso nível de dificuldades”.
PREVISÃO DE RESULTADO: SL BENFICA 3-0 PORTIMONENSE SC
A CRÓNICA: OS AROUQUENSES AINDA EMPATARAM, MAS NUNO SANTOS RESPONDEU PASSADO TRÊS MINUTOS
O FC Arouca, um dos laternas vermelhas da Liga, recebeu o campeão nacional, Sporting CP, que entrou em desvantagem perante os seus rivais na classificação, embora à condição. Os arouquenses mostraram uma nova garra e vontade de vencer frente a um grande, tal como quem usou o código promocional Betclic, que conseguiu celebrar a dobrar no final do jogo.
O Sporting entrou forte no jogo e, logo muito cedo, ameaçou a baliza de Fernando, primeiro por Paulinho, depois de um bom cruzamento pela esquerda, e à segunda a bola foi mesmo para dentro da baliza arouquense. Investida de Nuno Santos pelo corredor esquerdo, que com um grande passe descobre Sarabia no poste direito e este serve para Matheus Nunes para o primeiro golo do jogo. Num primeiro momento ainda foi invalidado pelo árbitro assistente, mas o VAR confirmou mesmo o golo.
O Arouca tentou responder e teve até uma grande oportunidade nos pés de Dabbagh, que apareceu na cara de Adán mas acabou por atirar ao lado da baliza leonina.
Até ao fim do primeiro tempo foram três as oportunidades de golos, duas delas para a equipa visitante. Primeiro foi Coates, que por pouco não desvia para a baliza do Arouca, depois é Abdoulaye que obriga Adan a uma boa defesa e por último, Sarabia por duas vezes a permitir a defesa de Fernando.
A segunda parte não poderia ter começado melhor para o Arouca. Contra-ataque rápido, após um do Sporting, conduzido por Bukia que correu o campo todo e cruzou para Pedro Moreira, que permitiu a defesa a Adán mas Dabbagh a não perdoar e na recarga faz o golo do empate Ainda os da casa festejavam o golo do empate e já o Sporting estava novamente na frente do marcador. Sarabia serviu Nuno Santos e este atirou de fora da área, batendo Fernando, que não fica muito bem na fotografia.
Até ao fim não houve mais oportunidades dignas de registo, sendo que o resultado se manteve em 1-2. O Sporting alcança assim o FC Porto na tabela classificativa enquanto o Arouca continua em zona de despromoção.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Nuno Santos – Está nos dois golos do Sporting. No primeiro, faz um grande passe para Sarabia assistir Matheus. Faz o segundo, embora com alguma sorte à mistura. Desempenhou uma função em que não tem grandes rotinas na perfeição e mostrou que pode ser uma excelente opção na ala esquerda leonina.
Tiago Esgaio – Não teve uma noite fácil, embora não tenha apanhado nenhum jogador extremamente técnico pela frente. A dupla Nuno Santos-Matheus Nunes fez muito bem o corredor e os dois golos surgem daquele lado. Não foi o melhor dos jogos do mais novo dos irmãos Esgaio em campo.
ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA
O Arouca organizou-se no habitual 4-3-3, com Kouassi como médio mais recuado e Leandro e Pedro Moreira à sua frente. Thalles no corredor esquerdo com mais dimensão ofensiva, Esgaio mais contido na direita. Bukia e Arsénio abertos nos corredores, sempre a darem opção na profundidade. Dabbagh sempre em roturas entre central e lateral.
Procuraram atrair a defesa do Sporting para depois lançar os 3 homens mais avançados a procurar o espaço.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Fernando (4)
Ba (5)
Basso (5)
Esgaio (4)
Thales (6)
Kouassi (5)
Pedro Moreira (6)
Leandro (7)
Bukia (6)
Arsénio (5)
Dabbagh (6)
SUBS UTILIZADOS
Campi (5)
Pité (6)
Tiago Araújo (5)
Adílio (-)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
O Sporting jogou novamente no habitual 3-4-3, embora com diretrizes diferentes, muito pelas características dos jogadores que desempenharam cada posição. Esgaio e Matheus Reis atuaram como centrais direito e esquerdo respetivamente. Pedro Porro fez o corredor direito, como habitual e Nuno Santos recuou para ala esquerdo. Bragança entrou para o meio-campo, fazendo dupla com Palhinha e empurrando Matheus Nunes para extremo esquerdo, embora desempenhe essa função como uma posição mais híbrida entre o corredor e o centro do terreno. Sarabia e Paulinho completaram o trio ofensivo.