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2ª Semana de Tour de França: Com um fantástico Alaphilippe

Com a segunda semana do Tour a chegar tivemos na 11ª etapa, uma chegada sprint. No final a vitória sorriu a um dos sprinters que não tinha obtido qualquer êxito na prova. Nem um trabalho fenomenal da Jumbo-Visma para Groenewegen conseguiu parar o “Pocket Rocket” Ewan. Esta foi a sua primeira vitória de sempre no Tour! Groenewegen fez segundo e Elia Viviani terminou em terceiro. Num dia em que Ewan tinha ficado para trás devido a uma queda, a sua equipa acabou por consegui-lo levar à vitória.

Julian Alaphilippe manteve a liderança da geral individual. Geraint Thomas manteve a segunda posição, a 1m:12s.

Na 12ª etapa apareceu a alta montanha. Uma fuga bastante numerosa marcou o dia, com muitas equipas representadas. Após alguns ataques e contra-ataques, ficaram três homens na frente, no caso: Simon Yates, Bilbao e Muhlberger. O mais forte acabou por ser o britânico da Mitchelton-Scott. Ganhando pela primeira vez uma etapa no Tour, sendo que das Grandes Voltas, só lhe faltava ganhar na França. Bilbao fechou a etapa em segundo e o austríaco da Bora-Hansgrohe terminou em terceiro. Rui Costa esteve na fuga e terminou em oitavo lugar. O pelotão chegou com 9m:35s de atraso.

Na geral individual não apareceram mudanças significativas, com o francês a manter a liderança. Uma etapa que claramente poderia ter tido mais emoção.

Na etapa 13 surgiu o contrarrelógio individual em Pau, com uma extensão de 27.2 quilómetros. Num dia em que se pensava que Alaphilippe iria perder tempo para os homens da geral, acabou por ser precisamente o contrário! O francês da Deceuninck-Quick-Step voou no contrarrelógio e fechou o percurso em 35 minutos. Geraint Thomas ficou em segundo, gastando mais 14 segundos que Alaphilippe. Durante praticamente todo o contrarrelógio, Thomas De Gendt, liderou com o melhor tempo, perdendo apenas para os primeiros dois da geral, acabando por ficar no terceiro lugar, a 36 segundos.

Nélson Oliveira acabou em 11º lugar a 1m:03s. Os homens da geral que tiveram um maior prejuízo, foram: Adam Yates (2m:08s), Dan Martin (2m:06s), Nairo Quintana (1m:51s) e Mikel Landa (1m:45s).

Alaphilippe aumentou a liderança, passando para 1m:26s a vantagem em relação a Thomas. Kruijswijk subiu para a terceira posição, a 2m:12s. Enric Mas subiu duas posições com o contrarrelógio e passou para quarto. Bernal perdeu a 3ª posição e desceu para quinto.

Um dia em que ficou marcado, pelo afastamento de Wout Van Aert do Tour. O belga estava quase a terminar o contrarrelógio quando embateu contra uma das barreiras de segurança e acabou por cair com gravidade. Levando ao abandono de uma das sensações desta edição do Tour.

No dia seguinte, chegava a etapa 14 e consigo a chegada ao mítico Tourmalet. Foi a etapa mais curta, com apenas 111 km de extensão. Houve uma fuga numerosa, sendo que muitas equipas tinham ideias para esta etapa. A perseguição cabia à equipa do camisola amarela e à equipa da FDJ.

Mais tarde com as subidas a surgirem às pernas dos ciclistas, foi a equipa da Movistar quem impôs o ritmo do pelotão. O ritmo era muito forte, imposto por Andrey Amador e por Marc Soler e consequentemente o grande grupo ficou desfeito.

As primeiras baixas dos favoritos viriam a aparecer, com Bardet a ficar para trás. Seguindo-se Adam Yates, Daniel Martin e Nairo Quintana. Sim, o colombiano não aguentou o trabalho da sua própria equipa!

Apareceram os ataques do campeão francês, Warren Barguil e de David Gaudu. Este último com intenções claras de quebrar as pernas aos favoritos e de esticar ao máximo o grupo. O grupo já cada vez mais reduzido viu a Jumbo-Visma nos últimos quilómetros a assumir a cabeça do grupo. Eles que tinham ainda três homens no grupo (George Bennett, Laurens de Plus e Kruijswijk).

Emanuel Buchmann procurou sair do grupo nos últimos dois quilómetros da etapa, causando dificuldades claras para Urán, Thomas e Barguil. Ficavam seis homens na frente da corrida e Pinot decidiu atacar para a vitória da etapa. O francês foi claramente o mais forte no final do dia e acabou por erguer os braços, tendo feito uma excelente leitura de corrida. Em segundo lugar ficou o camisola amarela, Alaphilippe! Aguentou-se de forma exímia no alto do Tourmalet, quando muitos pensavam que iria perder a amarela neste dia, perdendo apenas seis segundos para Pinot. Em terceiro acabou o holandês Kruijswijk, com o mesmo tempo de Alaphilippe.

Na geral individual, o francês passou a ter uma vantagem de 2m:02s para Thomas e de 2m:14s para Kruijswijk! A maior subida na geral, dentro do grupo do top dez, foi de Fuglsang que subiu do 13º lugar para o oitavo lugar.

Thibaut Pinot teve um dia glorioso no Tourmalet                                                                              Fonte: Groupama-FDJ

A 15ª etapa era a última etapa antes do segundo dia de descanso. Mais uma etapa de alta montanha, com chegada a Foix. Muitos dos grandes nomes da geral, que já tinham perdido tempo encontravam-se na fuga. Exemplos de Quintana, Dan Martin, Mollema, Konrad, Kreuziger, Bardet, Nibali, Simon Yates e Zakarin.

A fuga nunca conseguiu ganhar muito tempo de vantagem porque poderiam a vir ameaçar a camisola de Alaphilippe. A Deceuninck precavia-se disso e o ritmo imposto no pelotão era acelerado. Landa e Fuglsang procuraram sair do grupo dos favoritos numa das últimas subidas do dia e conseguiram ganhar destaque na frente. No entanto o espanhol estava num ritmo demasiado elevado para Fuglsang, que acabou por ficar para trás.

Nos últimos nove quilómetros, Yates ficou sozinho na frente, deixando para trás o seu último colega de fuga, Simon Geschke. Lá atrás era Gaudu quem impunha o ritmo para lançar o ataque de Pinot. O ataque acabou por surgir, com Bernal, Buchmann e Alaphilippe na roda. Com o avançar dos metros, a roda do francês ficou impossível de seguir e os três ficaram para trás. Pinot acabou por alcançar Landa na frente e acabaram a etapa juntos, mas já sem conseguirem alcançar Yates, que acabou por conquistar a segunda etapa deste Tour.

Landa e Pinot terminaram com 33 segundos de atraso. Buchmann e Bernal ficaram a 51 segundos. Thomas, Kruijswijk e Valverde ficaram a 1m:22s de Yates e o camisola amarela perdeu 1m:49s para o primeiro lugar, terminando na 11ª posição nesta etapa.

No final da semana, Alaphilippe mantém a liderança, agora com 1m:35s para Thomas e com 1m:47s para Kruijswijk. Pinot está logo à espreita do pódio, a 1m:50s.

Foi uma semana em que os franceses vibraram muito! Já vão para 11 dias de amarelo, com Alaphilippe na sua posse. Duas vitórias de Alaphilippe, uma vitória de Pinot e os ataques de Barguil e de Gaudu fazem as delícias dos franceses neste Tour. Os amantes da modalidade na estrada ficam em êxtase quando vêm um dos seus conterrâneos a atacar.

Cada vez mais se pode considerar Julian Alaphilippe um todo-o-terreno, visto que ganha e anda bem em qualquer tipo de etapa/prova. Outro destaque é Thibaut Pinot que está em grande forma e será curioso ver a sua última semana. Já o holandês, Kruijswijk está a andar de forma muito consistente e vamos ver se consegue manter o pódio com a grande ajuda que vem dispondo, de Laurens De Plus e de Bennett.

Desistências da semana: Niki Terpstra (Direct-Energie), Rick Zabel (Team Katusha), Rohan Dennis (Bahrain Merida), Nizzolo (Dimension-Data), Philipsen (UAE Emirates), Wout Van Aert (Jumbo-Visma) e Maximilian Schachmann (Bora-Hansgrohe).

Top 10 do Tour (após 15 etapas):

1º lugar- Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick-Step) 61h:00m:22s

2º lugar- Geraint Thomas (Team INEOS) +1m:35s

3º lugar- Kruijswijk (Jumbo-Visma) +1m:47s

4º lugar- Thibaut Pinot (FDJ) +1m:50s

5º lugar- Egan Bernal (Team INEOS) +2m:02s

6º lugar- Buchmann (Bora-Hansgrohe) +2m:14s

7º lugar- Mikel Landa (Movistar) +4m:54s

8º lugar- Valverde (Movistar) + 5m:00s

9º lugar- Fuglsang (Astana) + 5m:27s

10º lugar- Urán (EF Education First) + 5m:33s

Camisola dos pontos- Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) 284 pontos

Camisola da juventude- Egan Bernal (Team INEOS) 61h:02m:24s

Camisola de montanha- Tim Wellens (Lotto Soudal) 64 pontos

Classificação por equipas- Movistar 183h:28m:20s

Foto De Capa: Le Tour de France

A venda de Iuri Medeiros

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No dia 19 de Julho foi oficializada a venda de Iuri Medeiros ao FC Nuremberga, da segunda divisão alemã, por uma verba a rondar os três milhões de euros. O ex-jogador leonino partiu assim de forma definitiva de Alvalade, sem nunca ter sido uma real aposta no clube onde foi formado.

Para aqueles a quem o Football Manager fez parte da sua juventude, com certeza se lembrarão que Iuri Medeiros fazia parte do imaginário de todos os “treinadores digitais’’. Foi aí que, pela primeira vez, conheci o jovem jogador que prometia vir a ser uma referência no Sporting CP.

No entanto, a vida real não se joga em frente ao computador e é no campo relvado que tudo acontece. O jovem extremo português foi, na sua chegada à idade sénior, sendo sucessivamente emprestado a clubes como o FC Arouca, Boavista FC e Moreirense FC, onde foi rubricando boas performances. Contudo, nunca chegou a pertencer ao plantel verde e brancos em qualquer temporada, tendo apenas realizado alguns treinos de pré-época.

Posto isto, e olhando para a sua qualidade como jogador, tenho pena que nunca lhe tenha sido dada uma real hipótese no plantel sénior do clube. É verdade que é um atleta pouco agressivo, por vezes algo mole, mas que tem um pé esquerdo e uma qualidade técnica impressionantes. A juntar a isso, é um exímio marcador de bolas paradas e foi somando alguns golos por onde foi passando, podendo sobretudo destacar os dez golos ao serviço da equipa de Moreira de Cónegos e os oito tentos pelos axadrezados.

Até ao momento, a carreira promissora de Iuri Medeiros foi passada em empréstimos, ano após ano
Fonte: Genoa CFC

Infelizmente, a sua aposta nunca foi uma realidade e aos 25 anos o jogador parte para o FC Nuremberga. Não contesto, mas levanto uma questão: porquê apenas três milhões? Esta direção tem-se revelado algo incapaz na venda de jogadores considerados por si excedentários por valores minimamente razoáveis. Enquanto que outros clubes vão fazendo vendas algo avultadas por jogadores que não entram nas contas, o Sporting CP vende o seu produto de Alcochete a preços dececionantes. Tenho a certeza que Iuri Medeiros vale mais do que apenas a quantia despendida pelo clube alemão e entristece-me que não entre mais algum dinheiro nos cofres leoninos.

Concluindo, fico algo triste com esta saída pelas duas razões acima referidas: nunca ter sido aposta e ser vendido por valores baixos. Tenho a sensação que se perdeu um diamante que poderia ter sido lapidado de outra forma. A nossa academia tem de começar a ter outro proveito. Alcochete não é uma escola de formação qualquer. É a escola que formou dois jogadores bola de ouro. É preciso continuar. Não pode haver mais Iuri Medeiros.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

A montanha russa da pré-época encarnada

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A pré-época do SL Benfica é como uma montanha russa que só sobe! Após o primeiro jogo frente aos belgas do Anderlecht, a equipa encarnada começou a subir e nunca mais parou.

A turma de Bruno Lage tem vindo a demonstrar um futebol de grande qualidade nas últimas partidas amigáveis. Depois do desaire no jogo de apresentação, em que perdeu por 2-1, a equipa vermelha e branca só sabe ganhar. E com qualidade!

A apresentação aos sócios não correu de feição aos encarnados, que perderam no seu próprio reduto, apresentando um futebol fraco e que pecava não só na construção, mas também na finalização.

Os pupilos de Lage sofreram dois golos em seis minutos num período de desatenção coletiva, que foram suficientes para que a equipa que se apresentava na condição de visitante tomasse conta do jogo. Ao passar do minuto 68, Chiquinho ainda fez levantar o Estádio da Luz, que já não se fazia ouvir em alto e bom som desde os dez minutos de jogo, altura em que Jonas, uma das maiores figuras do plantel, realizava os seus últimos minutos como profissional de futebol.

Jonas tornou-se um ícone da equipa encarnada. Ao serviço das águias, realizou 183 jogos e apontou 137 golos, fazendo dele um dos jogadores mais acarinhados de sempre                                                      Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A primeira partida fazia com que os adeptos temessem o futuro, contudo, o facto de defrontar uma equipa fisicamente mais capacitada nesta altura da temporada e o facto de haver muita rotatividade na formação concederam às águias o benefício da dúvida. E bem!

No segundo jogo de pré-época, o SL Benfica defrontou a Académica de Coimbra e, simplesmente, mostrou todo o seu poderio ofensivo.

A equipa aproveitava os erros do adversário, jogava com as linhas mais subidas, sem medo. Era notória a maior sinergia entre os jogadores, os passes eram acertados. Os remates, esses, na direção do alvo. Os adeptos mostravam-se tranquilos. O Benfica estava a jogar. O Benfica era o Benfica!

Resultado final, 8-0… Oito golos sem resposta, sem hipótese, frente a um adversário que aspira à subida na temporada que se avizinha. A partir daqui os adeptos só podiam pedir mais e o Benfica respondeu dentro de campo.

O Chivas Gualadajara foi o terceiro adversário do glorioso e saiu derrotado por 3-0 em jogo a contar para a International Champions Cup, nos Estados Unidos da América.

Raul de Tomas, Haris Seferovic e Rafa Silva fizeram os golos para a equipa encarnada numa vitória que convenceu pelo estilo de jogo apresentado. O ataque feroz visto pela última vez em Coimbra, frente à Académica, atravessou o Atlântico e fez mossa na equipa mexicana do Chivas.

Destaque para Caio Lucas, que tem conseguido imprimir a velocidade de jogo que lhe é caraterística e mostra a razão da titularidade. Também Raul de Tomas tem justificado, com golos, o valor pago pelo Benfica neste defeso.

No geral, os encarnados têm convencido, mas será que esta montanha russa vai continuar sempre a subir? Esperemos que sim e que seja com exibições tão convincentes como estas.

O entrosamento entre os jogadores tem melhorado significativamente e é de esperar que a equipa melhore, ainda mais, o seu estilo de jogo.

Foto de Capa: SL Benfica

Atualização do mercado no Futebol Internacional: A La Liga que não abranda

Atualização do mercado da La Liga

Fonte: Atlético Madrid

No campeonato espanhol assistimos a uma semana muito agitada, mas onde o destaque recaiu (uma vez mais) sobre o Atlético de Madrid, com os “rojiblancos” a oficializarem mais dois reforços para o ataque à nova época: Kieran Trippier, lateral direito inglês oriundo do Tottenham, por um valor de 22 milhões de euros, e Mario Hermoso, defesa central que atuava no Espanhol, custando 25 milhões aos cofres dos “madrileños”. Também o Sevilha se reforçou, recorrendo para isso ao vice-campeão português, o FC Porto, recrutando o médio criativo Oliver Torres por 12 milhões de euros. O Granada enviou também representantes a território luso, mas desta feita a Lisboa, onde fecharam a contratação de Domingos Duarte junto do Sporting, por 3 milhões de euros.

Num negócio interno, o Valência assegurou os serviços de Maxi Gomez, perante concorrência inglesa, mas para tal foi necessário enviar Santi Mina para o Celta de Vigo, bem como 14 milhões e meio de euros. Já o campeão Barcelona exerceu a opção de resgate que detinha sobre o jovem lateral esquerdo Martin Cucurella, pagando quatro milhões de euros ao Eibar e evitando perder mais uma pérola naquela posição, como aconteceu há anos atrás com Grimaldo.

Quanto a rumores, o principal continua a envolver Neymar e aquela que parece ser (novamente) uma novela interminável, sendo o astro brasileiro apontado constantemente ora a um regresso a Barcelona, ora a uma ida para o Real Madrid. O rumor relativo aos “blancos” ganhou força após Zinedine Zidane afirmar que o melhor para o clube era a saída de Gareth Bale, equacionando-se pela imprensa uma troca entre Madrid e Paris.

Quem poderá também estar a “esfregar as mãos” é o técnico português Jorge Jesus, que ouviu (com certeza com satisfação) Filipe Luís revelar, após a despedida formal do Atlético de Madrid, que está em negociações avançadas com o Flamengo. Por fim, especula-se que os futuros de Isco e James Rodriguez no Real Madrid dependem um do outro: caso Isco deixe o clube, James poderá ter oportunidade de permanecer no plantel, mas se Isco ficar, será James a ter de procurar novo clube, estando o Nápoles na “pole position” para essa corrida pelo colombiano.

Artigo redigido por Alexandre Candeias

Gastão Elias regressa às boas exibições

Ao longo desta semana muitos foram os tenistas portugueses em ação no court.

Começando pelo Pedro Sousa. O tenista de 31 anos ficou pelo caminho na primeira ronda do Open de Umag, na Croácia. Pedro Sousa defrontou o italiano Jannik Sinner e sofreu uma derrota por 2-1. O jogador luso ainda venceu o primeiro set do encontro, no entanto o seu adversário conseguiu a reviravolta e acabou por conquistar a vitória.

Resultado Final: Pedro Sousa 1-2 Jannik Sinner (6-1/3-6/4-6)

No Challenger de Amersfoort, na Holanda, Frederico Silva teve um dia para esquecer frente ao brasileiro Guilherme Clezar. O jovem tenista português de 24 anos chegou a ter uma vantagem de três jogos no primeiro set, mas os três break points que sofreu no seu serviço foram decisivos para que partisse em desvantagem para o segundo jogo. No segundo set, Frederico Silva não teve argumentos para contrariar o jogo do brasileiro e confirmou a sua eliminação do torneio holandês.

Resultado Final: Frederico Silva 0-2 Guilherme Clezar (5-7/1-6)

Gastão Elias foi um dos tenistas em maior destaque esta semana. Fonte: Lisboa Belém Open

Da Holanda passamos para o Cazaquistão. Gastão Elias participou no Challenger de Nur Sultan, torneio no qual só foi derrotado nos quartos de final. Acabou por ser uma semana bastante positiva para o tenista que ocupa o 345º lugar do ranking ATP. Nos três jogos que disputou até aos quartos de final, Gastão apenas cedeu um set e conseguiu dois triunfos expressivos nas duas primeiras rondas. Depois de ter chegado às meias finais do Challenger de Orlando (Estados Unidos), Gastão Elias confirmou no Cazaquistão a sua segunda melhor prestação esta época.

Prestação de Gastão Elias:

Primeira Ronda  : Gastão Elias 2-0 Nicolas Barrientos (6-1/6-1)

Segunda Ronda  : Gastão Elias 2-0 Pavel Kotov (6-4/6-0)

Oitavos de Final : Gastão Elias 2-1 Mirza Basic (3-6/6-3/7-6)

Quartos de Final : Gastão Elias 0-2 Evgeny Donskoy (4-6/6-7)

No mesmo torneio, Gonçalo Oliveira não conseguiu acompanhar Gastão Elias até aos quartos de final. O tenista natural do Porto foi eliminado na segunda ronda diante do coreano Yunseong Chung. O tenista de 24 anos ainda teve em vantagem na partida, porém pecou por não ter alcançado o set que lhe daria a vitória na partida.

Gonçalo Oliveira segue agora para a Finlândia onde vai disputar a vertente de pares do Challenger de Tampere e quem sabe conquistar o seu quinto título na temporada.

Prestação de Gonçalo Oliveira:

Primeira Ronda : Gonçalo Oliveira 2-0 Nam LY (6-4/6-4)

Segunda Ronda : Gonçalo Oliveira 1-2 Yunseong Chung (7-6/  5-7/4-6)

João Sousa chegou aos quartos de final do Open de Bastad, na Suécia.
Fonte: Open de Bastad

Por fim, João Sousa participou no Open de Bastad, na Suécia. O número um nacional regressou à terra batida, depois de ter tido uma semana memorável em Wimbledon. João Sousa mostrou-se a bom nível no torneio sueco e chegou até aos quartos de final. Coube ao argentino Federico Delbonis terminar com as aspirações do 56º classificado do ranking ATP em chegar às meias-finais. João Sousa viaja agora para a Suíça onde vai jogar no torneio de Gstaad.

Prestação de João Sousa:

Primeira Ronda  : João Sousa 2-0 Jozef Kovalik (7-6/6-4)

Oitavos de Final : João Sousa 2-1 Elias Ymer (6-4/4-6/6-2)

Quartos de final : João Sousa 0-2 Federico Delbonis (2-6/5-7)

 

Foto de Capa: ATP World Tour

Diamond League – Londres: A mamã mais rápida da história

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Londres voltou a receber uma constelação de estrelas para o seu meeting anual da Diamond League, que, uma vez mais, voltou a prolongar-se por dois dias. E nós estivemos por lá!

Londres voltou a receber a Diamond League, que teve a cobertura do Bola na Rede ao vivo
Fonte: IAAF
No primeiro dia do evento, existiam grandes expectativas entre os portugueses para mais um duelo entre Nelson Évora e Pedro Pablo Pichardo no Triplo, com o favorito a ser o campeão mundial e olímpico, o norte-americano Christian Taylor. Os ventos irregulares na capital britânica poderão ter afetado um pouco as marcas, mas isso não impediu Pedro Pablo Pichardo de saltar 17.53 metros ao 4º ensaio, marca que lhe deu a vitória no meeting. Foi a primeira vitória na Diamond League nesta temporada, competição que Pichardo venceu em 2018. Christian Taylor ficou no 2º lugar com 17.19 e Nelson Évora ficou-se pela 6ª posição, com 16.37 metros.

O destaque, no entanto, foram as barreiras. Nos 400 metros com barreiras, o norueguês Karsten Warholm, o campeão mundial, não só confirmou que este estádio é um talismã para ele, como que está pronto para lutar com Samba e Benjamin pelo Ouro em Doha – quem sabe, o recorde mundial. Desta feita e mesmo com dificuldades na última barreira, terminou em 47.12 segundos, uma marca que é um novo recorde europeu, recorde do meeting e o tempo mais rápido no mundo em 2019!

Pouco depois, nos 100 barreiras, a jamaicana Danielle Williams correu em 12.32 segundos, o melhor tempo em todo o mundo em 2019 e um novo recorde nacional jamaicano. E há a curiosidade de Danielle Williams ter feito falsa partida nos Trials jamaicanos, ter causado polémica ao recusar-se a abandonar a pista e não fazer parte dos planos da Federação Jamacaina para os Mundiais! Agora resta-lhe vencer a Diamond League para obter um wild card. Caso não o faça, mesmo com a marca líder mundial, poderá ficar de fora de Doha!

 

Os 5 possíveis guardiões do FC Porto para 2019/2020

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Se na semana passada se falava que o próximo alvo do mercado de transferências deste verão seria um guarda-redes, agora quase se pode confirmar que a equipa azul e branca procura o homem ideal para guardar a baliza do Estádio do Dragão na próxima época. Kevin Trapp é o nome que parte na frente da corrida, mas Tomáš Koubek ainda se mantém em pista desde há algumas semanas.

Com Iker Casillas a assumir novas funções é muito provável que se vejam alguns “pesos pesados” da baliza do futebol mundial a serem sondados pelo FC Porto, muito por culpa da importância mediática e desportiva que o espanhol tem. O Bola na Rede elaborou uma lista dos possíveis futuros donos da baliza do Estádio do Dragão para a próxima época de acordo com os últimos rumores noticiados pela comunicação social portuguesa e internacional.

Os bons hábitos criam-se à nascença

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As primeiras versões do FC Porto 2019/2020 estão ainda longe daquele que será o desenho oficial para esta temporada. Os sinais que se puderam ver nos últimos três jogos alimentam a expectativa e que bom é poder incutir mentalidade vencedora num plantel novo, em parte criado de raiz, e ao qual juntaram um trio de ‘rapazolas’ que deixam água na boca.

Pode ter passado despercebido à maioria, mas vitória frente ao Fulham trouxe um troféu ao FC Porto (Cidade de Albufeira) e, ontem, a equipa agarrou uma nova conquista. Vale o que vale, mas para um plantel que perdeu a sua espinha dorsal, viu ser-lhe adicionadas quatro caras novas e ainda três miúdos cheios de vontade de mostrar serviço, tem o seu ‘quê’ de importância.

Primeiro, os miúdos. E palavras? Não é fácil descrever o que pode sentir um adepto de futebol quando vê o seu clube fabricar tanto e tão bom talento na sua sala de máquinas. Tomás Esteves e Fábio Silva têm 17 anos. É preciso dizer mais alguma coisa? E se lhes dissesse que, se o primeiro jogo oficial fosse amanhã, Tomás seria o grande candidato a assumir a lateral direita? Pois é, a seriedade com que aborda cada lance, o à vontade com que sai a jogar e arrisca passes entre linhas, apenas para ‘cortar caminho’, bem… senhoras e senhores, isto é mesmo um caso sério. Saravia que se cuide, ele que, até ao momento, é o reforço que tem dado menos nas vistas. Precisará de melhor muito no aspecto defensivo. Já na frente, tem mostrado atributos. Grande velocidade e capacidade acima da média para os cruzamentos. Mas é preciso mais.

Em relação a Fábio Silva, não será fácil assumir uma titularidade a curto prazo, mas tem tanto para dar. A sôfrega vontade de fazer as redes balançar não o deixam sequer pensar que, em certos momentos, existem caminhos mais fiáveis de se chegar à baliza do que o remate instantâneo. Quando Fábio Silva conseguir discernir isso… Mas tem tanto, tanto tempo… Que delícia.

Fábio Silva já dá nas vistas e até já marca
Fonte: FC Porto

Ora então, e Romário Baró, que parece jogar a este nível há anos? Seja no centro ou na ala, as trocas de direção, as arrancadas, a técnica… este moço tem tudo.

Mas o que me apetece mesmo dizer dos últimos jogos é que continuem a cuspir para o ar sobre patinhos feios como são Otavio e Zé Luís, que a resposta será sempre dada dentro de campo. Nakajima? Já todos o conhecem. Marcano é o garante de estabilidade e assertividade num sector que suspirava por uma resposta à altura, depois de se ter desfeito. Por fim, Luís Diaz tem tudo para ser uma das figuras deste Porto. Com uma velocidade acima da média e juntando-lhe a qualidade técnica que já se lhe descobriu, é mais um caso sério para dar continuidade ao bom legado colombiano no Dragão.

O FC Porto deste ano é um produto claramente inacabado e, necessariamente, diferente do que se conhece dos últimos dois anos. Mas há coisas que não mudam. A verticalidade é uma delas. O remate fácil também. Os atores, esses, são outros e o filme também já caminha para um final diferente. Estamos no início, mas uma coisa já dá para perceber também. A malapata dos onze metros pode ter tido o final que bem merecia.

Foto de Capa: FC Porto

SC Corinthians Paulista 1-1 CR Flamengo: Gabigol salva Jesus da primeira derrota

No Itaquerão em São Paulo, Corinthians e Flamengo empataram a um golo no clássico do Brasileirão.

Clayson marcou de penalty para a equipa da casa e Gabigol fez o empate para o Flamengo, que falha a aproximação ao primeiro lugar do campeonato.

O Flamengo começou bem o jogo, criou a primeiro grande oportunidade por intermédio de Diego e teve mais posse de bola na primeira parte mas, apesar disso, as melhores ocasiões pertenceram à equipa do Corinthians. Aos 25’, Pedrinho cabeceou picado na sequência de um canto e Diego Alves opôs-se com uma defesa estrondosa. Aos 44’, novamente num canto, foi Manoel a impor-se nas alturas e a cabecear forte, com a bola a sobrevoar a barra da baliza do Mengão.

A equipa de Jorge Jesus apresentava dificuldades em chegar em posse à área adversária, em parte devido ao Corinthians defender com praticamente todos os jogadores, congestionando muito o corredor central. No recurso ao jogo pelas alas, Gerson e Vitinho mostraram-se algo apagados e sem conseguir mexer com o jogo da forma que Jorge Jesus lhes pediu.

Do lado do Timão, Pedrinho e Clayson foram os principais dinamizadores da manobra ofensiva da equipa, causando muitos problemas a Rene e Rodinei. O intervalo chegou com a sensação de que o Flamengo precisava de mudar alguma coisa caso quisesse sair da Arena Corinthians com os três pontos.

Clayson fez o primeiro da tarde na Arena Corinthians
Fonte: Brasileirão

No recomeço da segunda parte, primeira contrariedade para Jorge Jesus, com Vitinho a sair lesionado e a dar o lugar a Berrío, jogador que acabou por ter uma prestação bastante negativa neste jogo. À passagem da hora de jogo, o colombiano carregou Vagner Love dentro da área e o árbitro não teve dúvidas em assinalar grande penalidade a favor do Timão. Na conversão, Clayson enganou Diego Alves e fez o primeiro da tarde na Arena Corinthians.

A desvantagem obrigou Jorge Jesus a arriscar e a mexer na equipa, colocando mais homens na frente em busca pelo menos do empate. No último quarto de hora, nova contrariedade para o treinador português, com Gerson também a sair lesionado. Mas pouco depois o Mengão chegou mesmo ao empate, com Gabigol a aproveitar uma recarga para fazer o 1-1, num lance que foi analisado durante largos minutos pelo VAR até ser confirmada a sua legalidade.

Pouco depois Berrío confirmou que estava em tarde desastrada, recebendo ordem de expulsão e deixando o Flamengo a jogar com menos um elemento até ao final. O Corinthians tentou até ao fim o golo da vitória, ao passo que o Mengão se fechou para garantir que saía de São Paulo pelo menos com um ponto.

Na próxima jornada a equipa de Jorge Jesus recebe o Botafogo FR mas antes, na quarta-feira, irá medir forças com o CS Emelec em jogo da Copa Libertadores.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SC Corinthians Paulista: Cassio, Fagner, Manoel, Gil, Avelar, Gabriel (Vital, 90+2’), Urso Júnior, Pedrinho, Sornoza (Boselli, 90+4’), Clayson (Everaldo, 84’) e Vagner Love.

CR Flamengo: Diego Alves, Rodinei, Leonardo Duarte, Rodrigo Caio, Rene, Willian Arao, Cuellar (Bruno Henrique, 63’), Vitinho (Berrío, 46’), Diego, Gerson (Lincoln, 77’) e Gabriel Barbosa.

História feita: Portugal campeão europeu de Sub-20

Portugal foi campeão europeu de Futebol com Cristiano Ronaldo a sair lesionado na final. Foi campeão europeu de Futsal com Ricardinho a sair lesionado da final. Agora, chegou a vez da seleção sub20 masculina de Basquetebol ser campeã europeia – da Divisão B – com Neemias ‘Queta’ Barbosa a nem jogar devido a lesão.

Numa final contra a República Checa, a seleção portuguesa escreveu talvez a página mais brilhante da modalidade em Portugal ao bater os checos por 73-57. História que já tinha sido escrita no dia anterior ao bater a Rússia por 76-69. O europeu de 2020 será a primeira vez que uma seleção masculina de formação portuguesa vai estar na Divisão A.

Antes do torneio começar, apontava a Rússia como a grande favorita à vitória da competição, mas acreditava que Portugal pudesse estar nos três primeiros, não só pelo fator casa, mas pelo desenvolvimento que estes jogadores têm tido, principalmente na última temporada. A verdade é que a seleção correspondeu em pleno e mostrou que tem qualidade para estar um nível acima do que jogou este ano.

São três nomes principais, se me permitem, e nove que complementam muito bem este trio. Neemias ‘Queta’, Vladyslav Voytso e Rafael Lisboa são as grandes figuras desta geração, mas que tem em Jorge Embaló um ‘monstro’ defensivo, em Francisco Amarante um excelente elemento coletivo e que Rui Palhares mostrou nesta final que Portugal não vive apenas de Queta na posição de Poste.

Uma lesão no joelho afastou Neemias ‘Queta’ da final
Fonte: FPB
Quanto ao jogo da final, existe uma regra não escrita na modalidade que hoje se cumpriu na integra. É o terceiro quarto o mais importante do jogo, porque o intervalo adormece o ritmo e entrar de forma forte é decisivo, até porque depois restam 10 minutos para corrigir o resultado. É claro que todas as equipas sabem isso, mas conseguir ser mais forte é algo diferente e Portugal conseguiu, ao vencer este quarto por 27-11. Este foi o grande destaque do jogo e foi onde a nossa seleção garantiu este título. O espírito coletivo foi determinante, principalmente quando faltava o elemento com mais nome desta seleção.

Este foi um Europeu perfeito em vários níveis, como as excelentes casas que o Pavilhão de Matosinhos teve, pelo jogo praticado pela nossa seleção, mas mais importante, por mostrar que em Portugal também se pode praticar Basquetebol de alto nível. Recordar que Portugal venceu todos os jogos que fez nesta competição, num total de sete jogos e onde a vitória mais apertada foi mesmo a com a Rússia no jogo das meias finais, ao vencermos por sete pontos.

O Basquetebol em Portugal estava morto há uns 6/7 anos. Lentamente, mas com passos firmes, tem crescido. Ainda falta alguma visão para que a modalidade se assuma definitivamente por cá. Este resultado pode ser muito importante para que se dê o passo em frente que falta para tornar a modalidade mais atrativa para todos no nosso país. Eu, como amante da modalidade, espero mesmo que sim.

Foto de Capa: FPB