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Os 5 jogadores mais promissores da Taça Libertadores

5.


Kaiky Fernandes – O central de apenas 17 anos tem-se vindo a afirmar na linha defensiva do “Peixe” no ano de 2021 e já conta com onze jogos e um golo, colmatando muito bem a saída de Lucas Veríssimo para o Benfica. Formado na mesma academia que Neymar, Kaiky tem características bastante interessantes para um defesa central e, continuando assim, tem tudo para ser o próximo diamante a sair do Brasil.

Começando logo pela sua estatura de 1,86m e ainda podendo crescer mais uns centímetros, o jovem central é bastante calmo com bola e sai muito bem em progressão, quebrando a primeira linha de pressão muitas vezes, aliada com uma excelente qualidade de passe, curto e longo. Pé direito muito forte. Defensivamente, é muito inteligente no 1vs1 defensivo, raramente dá espaço ao seu marcador, prevê bem o timing de desarme, efetuando-o sempre de forma limpa e exímia. Ainda assim, tem tido algumas dificuldades nos duelos, principalmente aéreos.

Ó Paulinho, eu também sinto vergonha! | Sporting CP

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Não, não se preocupem. Não venham já com sete pedras na mão para me agredir. Não vou escrever sobre nenhum jogador do Sporting CP e muito menos sobre o emblemático roupeiro do clube.

O texto vai incidir antes nas declarações de há uns dias atrás, de um ex-jogador do Sporting CP que se indignou com um lance de um jogo do Sporting CP contra o SC Farense em que, para ele, havia pênalti de Nuno Mendes. Ora o lance nem é unanime entre os especialistas.

Mas mesmo que pudesse ser pênalti naquele lance, teria o suposto adepto sportinguista motivos para tanta indignação e vergonha?

Bem, eu diria que, para sentir vergonha num lance destes, o que lhe terá acontecido quando ouviu declarações do seu “pai” do futebol a corromper agentes do futebol para obter vantagem para o seu clube? Como essas provas não puderam ser usadas para incriminar o seu querido presidente, já não tem que sentir vergonha?

O que terá sentido o Paulinho quando viu o treinador do clube do seu “pai” ser expulso por desacatos contra os seus pares? E na segunda? E na terceira? Já vai em quantas? “Ah, mas o Rúben…”. O Rúben ainda não tentou bater ou cuspir em ninguém, até ver. Mas mesmo que acontecesse também não envergonharia Paulinho, o dono de Porsche amarelo. Ou talvez envergonhasse por ser o Rúben. Já se fosse outro treinador, a vergonha talvez se desvanecesse.

Paulinho, o amigo de Gil Y Gil, terá ficado preocupado com a falta de visão que o seu velho “patriarca” já sente, por não ter visto nenhuma agressão a um jornalista que estava a uns 20 metros de si? Nestas idades, a vista ao longe é logo a primeira afetada. Só não entendo como a mesma pessoa consegue ver penalties dentro de campo com a mesma certeza de qualquer jovem bom de vista. Mas quanto à agressão que, apesar de um senhor idoso não ter visto, efetivamente existiu, o Paulo sentiu algum tipo de pudor? Ou por o senhor ter dito que não viu, parte do princípio que não existiu? Temos que acreditar cegamente nos nossos, certo?

Uma coisa é certa, para sentir vergonha por um lance desses, com tudo o que se passa no futebol português, ou tem uma visão seletiva ou só diz o que lhe mandam dizer.

De qualquer forma, para estar há tantos anos a participar num programa como aquele em que se apresenta todos os dias, não pode ter uma noção da real definição de ter vergonha. Já eu, das poucas vezes que o ouvi falar, senti alguma vergonha alheia. Na realidade, de bom mesmo só teve os pés. Belíssimos pés para ser sincero (e não falo de Podolatria).

O que eu sinto mesmo vergonha é de o ouvir dizer-se adepto do Sporting CP associado ao que depois se reflete nas suas palavras. Não bate a bota com a perdigota. E pior é perceber que, apesar de tudo isso, alguém decidiu homenageá-lo dando o seu nome a uma das instalações do clube. Se bem que nesse caso a culpa nem é do comentador, mas de quem tomou essa decisão.

No “seu” programa idolatra o “seu” presidente (que não é o do Sporting CP), nas suas redes sociais só se mostra associado a um clube de Madrid, e quem o homenageia é o clube que o envergonha. Isto há com cada uma. Não lembra nem ao diabo. A verdade é que alguém se lembrou.

Ao Paulinho devo só relembrar que, no futebol português, o Sporting CP ainda é o que menos envergonha dentro deste lodo em que o mesmo vive. E não é um suposto pénalti que mudará isso. Diga-o um grande ex-jogador, ou qualquer outro comentador, adepto, jornalista, dirigente, juiz ou presidente.

Mas quem sabe se o “seu” Sporting CP ainda lhe poderá dar alguma alegria este ano? Ou isso, ou ganhar o campeonato, se é que me entende.

Rafa Silva | Um pequeno gigante na dinâmica encarnada

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O Sport Lisboa e Benfica está a realizar uma boa reta final na Primeira Liga e muito se deve à subida de rendimento não só da equipa, mas também de um jogador em especial. Rafa Silva tem sido um dos melhores da parte encarnados e o impacto que causa em campo não está espelhada na estatística, ou pelo menos não em golos.

A derrota frente ao Gil Vicente FC foi um duro golpe nas aspirações das águias pelo título nacional, contudo o SL Benfica tem obtido excelentes resultados. São dez vitórias nos últimos onze jogos e não fosse o desaire caseiro frente aos gilistas, este seria um registo perfeito que relançaria as pretensões dos encarnados ao título. Realisticamente falando, o SL Benfica tem ainda para disputar não só a final da Taça de Portugal, como o segundo lugar da tabela classificativa que garante o acesso direto à Liga dos Campeões na próxima temporada.

Jorge Jesus tem apostado num esquema de três centrais o que ao, contrário do que muita gente pensa, traduz-se num SL Benfica mais ofensivo com os laterais a juntar-se ao último terço do terreno de jogo para ajudar a equipa. Rafa Silva tem estado em grande plano e está a cumprir aquilo que se espera de um jogador deste calibre.

Ao português não lhe é pedido que só marque golos ou que faça o último passe, é lhe pedido que garanta o desequilíbrio da equipa adversária e nisso Rafa tem sido simplesmente fantástico. Claro que se pelo meio meter umas bolas no fundo da baliza e somar umas assistências nenhum adepto ficará desapontado. O internacional português tem sido, sem qualquer dúvida, dos melhores jogadores da equipa da Luz nesta ponta final da Primeira Liga.

Rafa Silva tem sido um dos destaques da reta final da época encarnada
Rafa Silva tem sido um dos destaques da reta final da época encarnada
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

A facilidade com que Rafa se liberta das marcações torna-se preponderante para criar “buracos” nas defensivas adversárias e é nisto em que é exímio. Desta feita, permite que surjam outros jogadores livres de marcação prontos para marcar golo. Incansável na luta pela bola, sem ela é capaz de ser tão ou mais importante ainda para o jogo encarnado.

A dupla Seferovic – Rafa Silva tem dado frutos, estando mesmo a ser uma das melhores fases da temporada no plano ofensivo dos encarnados. Seferovic tem sido o “homem-golo” de serviço e Rafa Silva tem sido um dos principais “culpados” do bom momento de forma do avançado helvético.

O extremo regista, na sua conta pessoal nesta temporada, nove golos e nove assistências em 42 jogos, destacando-se como um dos pêndulos do processo ofensivo da equipa. Não sendo a temporada com os melhores números da conta pessoal, é das melhores em termos de desempenho, sobretudo numa fase em que a equipa necessita do contributo de todos os jogadores.

Com a temporada quase a terminar, o Sport Lisboa e Benfica tem ainda pelo que jogar. Os planos saíram furados, uma vez que o título parece cada vez mais uma miragem, a campanha europeia foi um desastre e neste momento só a Taça de Portugal e a entrada direta na Liga dos Campeões poderão salvar uma época apática por parte das águias.

 

4-3-3 ou 4-4-2, em que é que ficamos? | FC Porto

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Nos últimos tempos, temos assistido a algumas mutações táticas no FC Porto. Aquele 4-4-2 puro que era apanágio de Sérgio Conceição muitas vezes é convertido num 4-3-3 ou até num sistema com três centrais. Estaria a mentir se dissesse que nos últimos três anos nunca existiu uma troca de sistema de jogo, mas a verdade é que esta época já vimos por várias vezes um onze inicial a surpreender aqueles que por natureza já apostavam numa mudança da equipa.

A principal mutação a que temos assistido nos últimos tempos é entre o clássico 4-4-2 e o 4-3-3. Creio que o fator diferenciador destes dois sistemas táticos é sem dúvida Marega. Quando o FC Porto joga em 4-4-2 é para aproveitar muito daquilo que o avançado maliano pode oferecer à equipa. No 4-3-3 ou coloca-se Marega sozinho na frente de ataque (o que não é nada positivo tendo em conta as características do número 11 portista) ou um ponta de lança como Taremi, Toni Martínez e Evanilson (o que me parece ser a melhor solução).

Se olharmos para os jogos mais recentes em que o FC Porto adotou um sistema de três avançados no esquema inicial, apontamos imediatamente para os encontros frente ao Chelsea FC e CD Nacional. Falando nos dois jogos frente à equipa inglesa, o 4-3-3 teve como ponta de lança Marega.

O maliano esta temporada já marcou 12 golos e fez cinco assistências em todas as competições
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Por um lado, consigo perceber as vantagens que o maliano poderia trazer a um jogo destes, mas jogar desapoiado na frente de ataque não é a melhor solução para um jogador que não tem a capacidade de segurar a bola e jogar de costas para a baliza. O 4-4-2 também não seria a melhor solução para um jogo desta dimensão, uma vez que a entrada de Grujic era essencial para preencher ainda mais o meio-campo. Dois homens não são suficientes para tentar travar um jogador como Kanté.

Muitos defendem que na segunda mão da eliminatória poderíamos ter visto Mehdi Taremi sozinho na frente de ataque e Marega no banco. Provavelmente seria a melhor solução, mas se também tivesse corrido mal, já se defendia que a verticalidade de Marega tinha feito falta… Por outro lado, creio que Marega sozinho na frente de ataque não tem a liberdade para explorar a profundidade comparativamente aos momentos em que está mais encostado às alas…

O jogo frente ao CD Nacional foi mais um exemplo do 4-3-3, mas com Taremi sozinho na frente de ataque. Podemos afirmar que foi uma escolha acertada porque, para além do resultado positivo na madeira, o avançado iraniano fez o gosto ao pé. Este não era um jogo de dificuldade acrescida para ter três médios.

Como se diz Campeão Europeu? “In English”!

Istambul é já ao virar da esquina, mas antes é preciso marcar viagem para coroarmos um novo campeão europeu. Os derradeiros jogos das meias-finais da Liga dos Campeões de 2020/2021 estão totalmente abertos, e com o futuro ainda incerto. Paris Saint-Germain FC e Manchester City FC nunca venceram a competição, mas só haverá lugar para um deles na final.

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Por sua vez, Real Madrid CF e Chelsea FC sabem o que é levantar a “orelhuda”, mas um deles este ano não vai chegar à final. Na antevisão para o que vem da prova milionária, o meu feeling diz que vamos ter duelo em inglês na final.

Tribuna VIP: O maravilhoso mundo da Segunda Liga

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

A competitividade é apanágio do segundo campeonato profissional do futebol português e na presente temporada a luta pela subida e pelo lugar de «play-off» tem sido verdadeiramente aberta e enriquecida por um conjunto de equipas considerável.

Mais para lá do já promovido e destacado líder GD Estoril Praia, FC Vizela, CD Feirense, Académica OAF, GD Chaves e FC Arouca lutam ainda pela 2ª e 3ª posição e entre inesperados tropeções e percursos mais regulares (o Vizela, por exemplo, soma meio ano sem derrotas), todas as jornadas têm apresentado um quadro de emotividade intenso.

Ainda assim, apesar do peso da matemática, todas estas equipas apresentam características interessantes e têm proporcionado em muitos casos excelentes espectáculos de futebol. O Vizela de Álvaro Pacheco é uma das equipas mais atraentes dos escalões profissionais e que gosta de ter o protagonismo com bola nos encontros. Do Campeonato de Portugal às portas da 1.ª Liga, esta temporada vai ficar sempre na memória, mesmo que os vizelenses não atinjam o objetivo da subida. Samu, Kiko Bondoso, Cassiano, Koffi Kouao ou Kiki têm somado prestações de luxo e enquadram-se na plenitude no modelo de jogo trabalhado para privilegiar o momento ofensivo de Álvaro Pacheco.

Já o Feirense parecia até há umas semanas ter o mais sólido dos candidatos ao segundo lugar mas entrou numa espiral negativa e chegou mesmo a viver uma troca de treinador. Se olharmos para o plantel dos «fogaceiros», vemos jogadores com experiência de 1ª Liga e outros que têm um claro potencial para lá chegar (Gui Ramos, Zé Ricardo ou Abraham Marcus). Os bons resultados desde a chegada de Rui Ferreira voltaram a dar ânimo a uma equipa que procura também ser dominante na maioria dos encontros.

A Académica de Rui Borges, apesar dos pergaminhos do clube, está a ser outra das boas surpresas da época. Devido às limitações orçamentais de início de época, as expectativas geradas para a participação neste campeonato não eram demasiado elevadas, mas a robustez competitiva e a capacidade tática dos «estudantes» tem sido fundamental para manter a luta até ao final. Falta profundidade ao plantel, é certo, mas Bouldini tem sido um dos craques da época e junto a ele a experiência de referências como Ricardo Dias, Bruno Teles ou Traquina revela-se verdadeiramente preciosa.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Chaves e Arouca são os outros candidatos, que souberam aproveitar as sucessivas escorregadelas de Feirense e Académica à entrada para o último terço da época para se lançarem rumo a uma candidatura ao escalão principal. Os flavienses partiram para a temporada como claros candidatos aos dois primeiros lugares, mas a saída de Carlos Pinto e os maus resultados a meio do ano fizeram a estrutura tremer. A chegada de Vítor Campelos trouxe tranquilidade, estabilidade e indícios de bom futebol, enquanto na formação do Arouca a aposta na continuidade com Armando Evangelista foi chave para um conjunto que ainda na última época militava no terceiro escalão.

Esperam-se umas últimas semanas de época verdadeiramente frenéticas, com os diversos candidatos a enfrentarem desafios altamente exigentes (mesmo perante os «aflitos»). Este é o maravilhoso mundo da 2ª Liga e muita gente não sabe o que perde ao não desfrutar de uma disputa tão emocionante.

Artigo de opinião de Francisco Pinho Sousa,
narrador e comentador Eleven


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Académica OAF 0-1 FC Arouca: Arouca vence em Coimbra e é o GD Estoril Praia quem sai a sorrir

A CRÓNICA: AROUQUENSES A SEIS VELOCIDADES FIZERAM IMPERAR O RIGOR

A quatro jogos do fim da Segunda Liga, Académica OAF e FC Arouca jogavam no Estádio Cidade de Coimbra uma cartada decisiva no desejo de ambas as equipas subirem ao escalão principal do futebol português. Há seis jogos sem perder, cinco a ganhar consecutivamente, o Arouca carregava às costas as suas ambições e as do Estoril, que aguardava que a Briosa deslizasse para assegurar o regresso à Primeira Liga.

Os estudantes entraram com a intenção de assumir o jogo, mesmo que muita da posse de bola que iam tendo fosse consentida pelo Arouca. No entanto, era o Arouca quem tinha a lição bem estudada. O primeiro sinal foi dado com um cabeceamento de Pité que passou ligeiramente ao lado

A boa definição dos momentos de pressão dos arouquenses causou transtornos à Académica. Daí, após um erro forçado na primeira fase de construção da Briosa, nasceu o golo de Arsénio que abriu o marcador.

O primeiro grande sinal de perigo da Académica só apareceu mesmo em cima do intervalo. Bouldini correu desde o meio-campo isolado, mas foi demasiado lento no momento de rematar à baliza. Ao intervalo, esfregava as mãos o Estoril.

Na segunda parte, o fio de jogo manteve-se. A Académica não teve ideias para desbloquear a excelente organização defensiva do Arouca e, apesar de ter a bola no seu poder, não era capaz de transformar a posse em lances de perigo. Aliás, o Arouca, ansioso por contra-atacar, manteve-se vertiginoso o suficiente para não se desaparecer do jogo.

O apoio dos adeptos vindo do exterior do estádio não foi suficiente para a Académica virar o resultado e o Arouca acabou mesmo por vencer pela sexta vez consecutiva, somando três pontos fundamentais para a sua luta e ascendendo ao terceiro lugar. O Estoril regressa à Primeira Liga.

 

A FIGURA

Leandro Silva – Forte a recuperar, seguro a defender e um autêntico ponto equilibrador da equipa nos momentos de transição. O médio português contou com a ajuda de Pedro Moreira na contenção das investidas adversárias, mas foi ele quem mais se destacou na equipa arouquense. Boa parte das jogadas que o Arouca construiu saíram dos pés (e do cérebro) dele. Jogos em que não se marcam golos, mas que valem pontos, muito importantes por sinal.

 

O FORA DE JOGO

Diogo Pereira – Não foi um jogo bem conseguido por parte de Diogo Pereira, tanto que não foi de admirar a sua substituição (por Mimito) sensivelmente a meio do segundo tempo. O médio português perdeu algumas bolas nos processos de transição e impossibilitou que a Académica pudesse ter maior fluidez pelo corredor central. Além disso, nem sempre teve o critério mais adequado a fazer triangulações com os colegas.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Em relação à última jornada, Rui Borges procedeu a duas trocas na equipa inicial, com as colocações de Chaby e Bruno Teles nos lugares de Fabinho e Fabiano, respetivamente, mantendo as mesmas rotinas e bases táticas das jornadas anteriores.

Alinhados em 4-2-3-1, os estudantes não tiveram uma entrada propriamente feliz no encontro e permitiram que o adversário se apoderasse da bola nos primeiros minutos. As dificuldades em furar a defesa adversária foram evidentes, às quais se juntaram, por vezes, construções precipitadas a partir de trás – uma deu golo, por exemplo. Ainda assim, a Académica tentou imprimir as suas habituais dinâmicas de jogo, com uma particular aposta na profundidade pelas alas e tentativas de cruzamento para a área – fruto de investidas laterais apoiadas –, principalmente no segundo tempo. Aí várias foram as vezes em que Ricardo Dias desceu no terreno para uma saída a três com os laterais projetados, mas nem sempre com o devido seguimento lá na frente, apesar da maior largura no terreno.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Mike (6)

Zé Castro (6)

Rafael Vieira (5)

Bruno Teles (6)

Ricardo Dias (5)

Diogo Pereira (5)

Filipe Chaby (7)

Traquina (5)

Leandro Sanca (6)

Mohammed Bouldini (6)

SUBS UTILIZADOS

Mayambela (5)

Mimito (5)

Fábio Vianna (-)

Dani Costa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA

Em equipa que ganha não se mexe e terá sido essa a premissa à qual Armando Evangelista se agarrou, tendo optado por apostar exatamente no mesmo “onze” que derrotou a UD Vilafranquense por 3-0 na jornada anterior. Algo que foi possível verificar nos últimos cinco duelos, com exceção de um jogo com uma troca forçada no meio campo de Pedro Moreira por Marco Soares.

A jogar em 4-4-2, a formação arouquense apostou essencialmente num jogo visivelmente ligado entre setores, com destaque para as triangulações e incursões pelos corredores. No setor intermédio, Leandro e Pedro Moreira foram preponderantes a equilibrar a equipa no processo de transição. A equipa visitante apresentou-se com as linhas mais altas e bastante compactas, tapando todas as possibilidades da Académica em jogar entrelinhas quando o jogo lateral nem sempre era bem-sucedido. Na segunda parte, o Arouca só conseguiu levar a bola à área contrária a partir de contra-ataques, tendo-se fechado muito bem lá atrás. E foi precisamente essa a chave do encontro em que, mesmo com uma posse de bola inferior, serviu para controlar o ritmo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Victor Braga (6)

Joel (6)

Sema Velázquez (7)

João Basso (7)

Thales Oleques (5)

Leandro Silva (8)

Pedro Moreira (6)

Pité (6)

Arsénio (7)

Bukia (7)

André Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Adílio (5)

Ofori (5)

Heliardo (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA OAF

BnR: Ao contrário do que é habitual, a Académica optou por uma saída declaradamente a três (com Ricardo Dias a baixar entre os centrais ou o Bruno Teles para o lado esquerdo), o que é que procurava com esta dinâmica?

Rui Borges: É algo que nós temos dentro daquilo que são as nossas dinâmicas, dentro da nossa ideia de jogo. Aconteceu mais vezes quando a equipa adversária estava mais baixa, foi por aí que tentámos ganhar linhas mais fundas, mais largura e maior profundidade. Exageramos talvez no passe interior e condução, mas nas vezes que acelerámos por fora conseguimos cruzamentos. E lá está, o erro saiu-nos caro, aconteceu cedo… E nós não tivemos a plena capacidade de ultrapassar a linha sólida deles. Tivemos sempre algum critério, mais na segunda parte, mas não conseguimos e isso também é mérito do adversário.

 

FC AROUCA

BnR: À semelhança do que se sucedeu em jogos anteriores, o míster optou por proceder a substituições iguais (Bukia por Adílio, André Silva por Heliardo). Sente que estas são trocas que acabam por manter as mesmas rotinas e dinâmicas da equipa consoante os mais variados momentos do jogo?

Armando Evangelista: O Adílio porque, não é que o Bukia estivesse mal, mas o Bukia teve um desgaste enorme na primeira parte. Precisávamos de fechar o corredor, porque a Académica nos obrigou e era necessário ter um homem mais fresco para isso e para poder sair. O Heliardo foi para refrescar a pressão à saída de bola e assim impedir que o portador não se sentisse confortável para progredir.

 

Artigo com opinião de Francisco Grácio Martins e Miguel Simões

FC Barcelona 3-4 Sporting CP: A remontada à campeão europeu

A CRÓNICA: EIS, O CAMPEÃO MERECIDO CAMPEÃO EUROPEU E O DAS BOLAS PARADAS

A história não estava do lado da equipa portuguesa, mas o passado passou e o Sporting CP estava pronto para mostrar que isso pouco contava. Pela frente, havia um todo poderoso FC Barcelona que, há muito pouco tempo, tinha sido coroado campeão europeu de Futsal na sua própria casa. Agora, o enredo tinha um novo cenário. Em Zadar, na Croácia, os leões queriam transformar o pavilhão num selva e dizer «aqui, quem manda é o leão!».

Contudo, era os culés quem queriam a quadra para si e pintar tudo com as cores da Catalunha. É difícil dizer se há justiça ou não no Desporto, principalmente no Futebol e Futsal, mas um golo madrugador é sempre um duro golpe. Marcênio anulou por completo o passe que tinha como destino o pivô leonino e avançou sem oposição. O trabalho foi feito todo sozinho (como se de um trabalho de grupo da faculdade se tratasse) e bateu Guitta. Um três para dois onde o meio ficou completamente aberto e muito por culpa das decisões defensivas dos leões.

Apesar das diversas oportunidades, não havia uma eficácia a 100% para ninguém e muito por culpa de Didac Plana e Guitta. Uma coisa é certa: golos de contra-ataque pouco tinha acontecido e esperava-se uma final igual. Podemos dar já o spoiler… É mentira, pois, os dois golos do Barça foram dessa forma. Ximbinha nem tinha muitos minutos, mas quando entrou foi uma chave inglesa. Guitta bem tentou fechar o ângulo o máximo possível, mas acabou por ser batido por debaixo das pernas.

Ao intervalo, havia vantagem culé, mas talvez um bocado de injustiça face àquilo que o Sporting produziu no jogo. Não havia golos leoninos devido à grande eficácia de Didac Plana. Uma situação que não aconteceu na segunda parte, pelo menos no início.

Em dois erros defensivos e um grande aproveitamento por parte dos leões. Primeiro, foi Merlim a começar a jogada. A bola acabou por chegar a Tomás Paçó, que encontrou Zicky do outro lado completamente sozinho. O jovem pivô português recebeu com um pé e rematou com outro para dar outro ânimo aos leões. Depois, foi novamente uma bola parada (que tanta importância tem tido nesta final eight) e Erick a marcar de cabeça para igualar tudo a dois!

Depois de um grande trabalho de Zicky, houve falta muito perigosa e soaram os alarmes. Taynan assumiu a responsabilidade para rematar, fê-lo e, apesar da defesa de Plana, bola surgiu como um pote de ouro na linha de golo. João Matos estava no sítio certo à hora certa para apenas encostar e fazer a “remontada”.

O Barcelona teve de apostar no cinco para quatro e já sabemos que nestas situações o risco é elevado. Erick esteve novamente na defesa, roubou a bola, driblou todos e a redondinha não queria entrar, batendo no poste. Mas Pany Varela vinha como uma autêntica flecha para fuzilar a baliza do Barça e era o 2-4! Porém, o cinco para quatro culé ia funcionar minutos depois e Ferrão reduzia para um a desvantagem.

Mas de nada valeu esse golo, porque realmente o Sporting CP tornou-se, pela segunda vez na história, campeão europeu de Futsal! Uma segunda parte incrível por parte dos leões que transformaram os erros da primeira em aprendizagem e num título europeu. Parabéns aos leões pela final eight que realizaram! Afinal, em Zadar quem manda é mesmo o leão. Não é como começa… É como acaba!

 

A FIGURA

2.ª parte leonina – Não é que a primeira parte tenha sido má, porque realmente não foi. Didac Plana esteve irrepreensível, mas Nuno Dias fez magia na sua equipa e os jogadores fizeram aquilo que foi realmente pedido. Uma remontada que não se faz todos os dias e sinceramente foi das melhores prestações que já vi no Futsal. A eficácia esteve lá e foi aquilo que faltou nos primeiros 20 minutos deste jogo.

O FORA DE JOGO

FC Barcelona – Pensaram que o Sporting estava dominado pelos bons primeiros 20 minutos, mas o Futsal não é assim. No geral, o Desporto não é assim. São momentos que decidem jogos e vitórias. Por isso, é que recebem esta distinção pela negativa. Entram de uma forma irreconhecível e acabaram eles dominados pelo leão. Uma segunda parte que não dignificou nem o nome de um clube histórico nem o de campeão europeu em título.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

A nível defensivo, o Barcelona a estar mais alerta para aquilo que o Sporting podia fazer e os jogadores estavam posicionados mais à zona e a cerca de um a dois metros de distância de quem defendem. Porém, cada um jogador estava a marcar um jogador que parecia estar pré-designado.

Ofensivamente, os culés variavam entre uma construção em 1-3 (por vezes 3-1) e 2-2 em quadrado. Muito jogo passava pelo pivô Ferrão e este depois distribuía o jogo para as alas ou de novo para o mesmo jogador que estava a construir. Outro aspeto ofensivo, era sempre que o jogo começava nas mãos de Didac Plana a solução, na grande maioria das vezes, era para um jogador alto para cabecear para a baliza de Guitta. Uma tentativa de surpreender e aproveitar a debilidade do guarda-redes leonino com bolas pelos ares.

O feitiço virou-se contra o feiticeiro e tudo aquilo que tinha conseguido anulado na primeira parte não o fez na segunda. Uma equipa irreconhecível.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Didac Plana (7)

Aicardo (5)

Dyego (5)

Ferrão (6)

Marcênio (6)

SUBS UTILIZADOS

André Coelho (6)

Daniel Shiraishi (5)

Adolfo (5)

Esquerdinha (5)

Joselito (5)

Povill (5)

Ximbinha (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os leões comandados por Nuno Dias a apostarem numa construção a partir de trás com três jogadores em linhas em que o jogador que estava no meio estava solto de marcação para enganar o adversário. Porém, esta situação, apesar de ser normal, estava a ser muito dificultada por parte do Barcelona. O jogo não chegava ao pivô com bola corrida e havia dificuldade de estar nos últimos dez metros, sem utilizar Guitta como solução.

A nível defensivo, o Sporting mostrava alguma ansiedade nos duelos com os jogadores culés. Com uma defesa mais agressiva, os leões tinham muitos problemas, visto que os jogadores adversários procuravam sempre ganhar uma das alas. Assim, que sentiam alguém nas costas viravam imediatamente os atletas do Barça. O processo defensivo estava a ficar problemática, sobretudo devido ao facto de ter sofrido muito cedo um golo.

A segunda parte mostrou uma eficácia de outro nível e também uma aposta mais de jogar pelas alas, visto que pelo meio não estava a resultar. As bolas paradas voltaram a funcionar de uma maneira impressionante e, certamente, isto foi um pormenor muito trabalhado ao longo da preparação para esta final eight.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (7)

Erick (7)

João Matos (6)

Alex Merlim (5)

Pauleta (5)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Paçó (6)

Zicky (8)

Taynan (6)

Rocha (5)

Cavinato (5)

Pany Varela (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BnR: Num jogo em que batias uma marca importante, marcas o golo que faz a “remontada” na partida. Antes de entrar na quadra pensavas que irias marcar este golo e o que este momento passou para toda a equipa?

João Matos: Nunca iria pensar em marcar um golo tão decisivo e ainda por cima o da remontada. As minhas características não são essas e tinha a noção que o meu papel era outro. Era o de ser um jogador mais defensivo e também de ser mais coletivo. Participei num golo e ainda por cima foi aquele que passou a equipa para a frente [3-2]. Foi claramente a par dos outros golos muito importantes e decisivos. Nunca senti algo como senti neste três jogos da final eight. De jogar em equipa, de tudo. Temos uma garra tremenda. Não foi o João Matos que teve na remontada, foi toda a equipa que esteve naquele momento. Sei que sou muito repetitivo no meu discurso, mas é mesmo isto que eu sinto. Foi a equipa.

BnR: O Sporting CP tinha os três adversários mais complicados pela frente e, na grande maioria das vezes, foi superior durante os jogos. Como é que foi a preparação para esta final eight se tentaram trabalhar mais as situações da própria equipa ao invés de se focarem no adversário? E já agora se as bolas paradas foi o aspeto que mais trabalharam?

Nuno Dias: Primeiro, deixa-me discordar da tua afirmação, porque o Sporting não foi sempre superior às restantes equipas. Houve momentos em que foi melhor e outros que não foi. Acho que ninguém é muito superior a este nível e mostrámos uma grande personalidade para unir a equipa quando não estávamos tão bem nas partidas. Confesso que aquilo que trabalhámos foi para o KPRF [a equipa russa]. Foi uma semana e meia, em que tivemos outros jogos para a Liga, mas com todo o respeito nós tínhamos esta competição em mete. Mas dedicámos muito tempo à análise da equipa russa, porque daí para a frente não sabíamos quem iriamos enfrentamos. Por isso, preparámos muito bem o jogo com os russos e em relação ao Inter Movistar FS e à final [frente ao Barcelona] foi mexer em alguns aspetos, principalmente no cinco para quatro e também nas bolas paradas. Numa competição em que há pouco tempo entre jogos não há tempo para preparar tudo. Tivemos de preparar bem o quartos de final e depois quando passámos foi só conseguimos trabalha uma unidade de treino e trocarmos alguns aspetos no jogo.

Super Rugby Aotearoa: Que venha a final!

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Nada estava em jogo nesta última jornada do Super Rugby Aotearoa. Ainda assim, Hurricanes e Blues conseguiram terminar a competição a vencer, dando alguma esperança para uma melhor campanha na competição que se avizinha, o Super Rugby Trans-Tasman.

Após uma época completamente desastrosa, os Hurricanes conseguiram finalmente uma vitória dominante, ao vencer os Highlanders por expressivos 41-22. Tal como o resultado, a exibição dos Canes também foi boa, na medida em que apresentaram um rugby jogado muito à mão, com aproveitamento do espaço e da largura do campo. Esta capacidade de fazer a bola chegar aos canais exteriores permitiu a Salesi Rayasi aparecer mais em jogo, o que originou múltiplas quebras de linha, para lá do ensaio que o ponta marcou.

De realçar também a exibição de Ngani Laumape. O centro dos Hurricanes mostrou-se explosivo no ataque à linha da vantagem, tendo realizado quatro quebras de linha. Em termos defensivos, Du’Plessis Kirifi dominou por completo o breakdown, tendo garantido quatro recuperações de bola.

Já os Highlanders, após um bom começo, falharam na tomada de decisão. A utilização do referral foi uma prova disso. Com uma penalidade a seu favor nos seus 30 metros, o capitão Ash Dixon utilizou o referral, ao alegar foul play de Dane Coles. A verdade é que a falta foi de Billy Harmon e não dos Hurricanes. Assim sendo, penalidade para os Canes a 10 metros da linha de ensaio contrária, sendo que desta resultou um ensaio.

À semelhança dos Hurricanes, os Blues também realizaram uma temporada muito aquém do esperado. Apenas quatro vitórias em oito jogos ditaram o afastamento da tão desejada final.

Não obstante a apresentação de uma equipa totalmente renovada, os Chiefs conseguiram manter o jogo equilibrado até aos sessenta minutos. A partir desse momento, os Blues dominaram o jogo por completo, quer em termos de posse, quer no que a território diz respeito. Como tal, os Blues conseguiram colocar a defesa adversária sob forte pressão, o que resultou em diversas penalidades e muitos ensaios. Além do mais, com bola, os Chiefs, nos vinte minutos finais, foram muito pouco eficazes nos exit plays.

Pita Gus Sowakula conseguiu, em diversas ocasiões, projetar os Chiefs para lá da linha da vantagem, através do seu poderio físico e dos seus offloads. Já do lado dos Blues, a ausência de Beauden Barrett é cada vez mais notória, tal como Leon McDonald assumiu já no final do jogo.

Otere Black não foi, mais uma vez, capaz de imprimir velocidade e profundidade ao jogo da sua equipa. Ainda para mais, é um jogador com pouca iniciativa com a bola na mão, ao contrário do ex-médio de abertura dos Blues.

Em tom de conclusão, Salesi Rayasi e Hoskins Sotutu foram, na minha opinião, os jogadores da jornada. O ponta dos Hurricanes realizou mais uma grande exibição, ao percorrer 132 metros com a oval em seu poder, que resultaram em cinco quebras de linha e um ensaio. Já o terceira linha centro dos Blues, realizou mais um jogo de grande nível, quer com bola, quer sem a mesma.

Foto de Capa: Chiefs Rugby

Os 5 flops da temporada 2020/2021

A aproximação do fim das temporadas traz a inevitável reflexão: quem foram os melhores e quem foram os flops, os que surpreenderam e os que ficaram aquém das expetativas.

Todos os anos há jogadores que pareciam condenados a ficar no banco na maioria dos jogos, mas que acabam por ser figuras preponderantes nas suas equipas. Infelizmente também acontece o contrário; jogadores que chegam aos clubes rotulados de craques e acabam por desiludir os adeptos.

Apesar de não ser um admirador do termo “flop” e de achar que todos os jogadores merecem uma segunda oportunidade, é inevitável não ceder a este a juízo e admitir esperava mais de alguns dos reforços apresentados para temporada 2020/2021, por essa Europa fora. Nesta lista estão cinco jogadores que podiam (e provavelmente deviam) ter feito mais pelas suas equipas.