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Manchester United FC 1-0 Wolverhampton Wanderers FC: 2.º round deu apuramento aos red devils

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A CRÓNICA: 180 MINUTOS, UM GOLO

Depois do nulo no Molineux, Manchester United FC e Wolverhampton Wanderers FC reencontraram-se em Old Trafford para definir quem passava aos dezasseis-avos da Taça de Inglaterra e foram os red devils a levar a melhor, com um golo solitário de Juan Mata.

Numa primeira parte bem mais entusiasmante do que o jogo inteiro anterior, ambas as equipas criaram várias oportunidades para desfazer o nulo no marcador. De um lado, Mata, James e Martial colocaram Ruddy à prova.

Do outro, Jiménez e Rúben Neves assustaram Romero, com nota ainda para um golo anulado a Neto por indicação do VAR. O segundo tempo trouxe consigo um ritmo de jogo mais comedido e foi sensivelmente a meio dos segundos 45 minutos que Mata – isolado por Martial – inaugurou o marcador.

A equipa de Nuno Espírito Santo tentou reagir ao golo sofrido, mas não o suficiente para obter outro resultado e é o Manchester United quem segue em frente na competição.

 

A FIGURA

Fonte: Manchester United FC

Juan Mata – Não foi uma exibição inteiramente brilhante, mas destacou-se em campo e o golo só veio ajudar. Depois de ter tentado a sua sorte no primeiro tempo (com um remate travado pelas luvas de Ruddy), à segunda oportunidade de que dispôs o médio espanhol isolou-se na cara do guardião contrário e picou a bola para o único golo do encontro. Um toque de classe suficiente para resultar no apuramento do Manchester United para a próxima fase da competição.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Manchester United FC

Fred – Algo perdido em campo. As ações defensivas do médio brasileiro não foram globalmente positivas e as ofensivas também não se pode dizer que tenham sido muito melhores. Foi o autor do erro que ditou o golo anulado a Neto, numa fase madrugadora do encontro, e teve ainda algumas perdas de bola ao longo do encontro que podiam ter custado caro à sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Além da titularidade de Romero na baliza, Solskjaer decidiu apostar em James e Greenwood no “onze” inicial (com Andreas Pereira e Rashford no banco). A jogar em 4-2-3-1, Fred e Matic facilitaram nas tarefas defensivas em algumas ocasiões e permitiram que os Wolves fossem uma ameaça nas suas transições ofensivas, nomeadamente no primeiro tempo. Com o jogo meio adormecido no início do segundo tempo, os dois médios que tinham ficado no banco foram a jogo e os processos da equipa da casa passaram a fluir de outra forma.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sergio Romero (6)

Brandom Williams (7)

Harry Maguire (6)

Victor Lindelöf (6)

Wan-Bissaka (6)

Nemanja Matic (5)

Fred (5)

Mason Greenwood (6)

Daniel James (6)

Juan Mata (8)

Anthony Martial (7)

SUBS UTILIZADOS

Marcus Rashford (6)

Andreas Pereira (6)

Jessie Lingard (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – WOLVERHAMPTON WANDERERS FC

Nuno Espírito Santo decidiu colocar em jogo a mesma equipa que defrontou o Newcastle, à exceção do guarda-redes, tendo trocado Rui Patrício por Ruddy. Com o já habitual 3-4-3, o Wolverhampton foi fiel ao seu estilo de jogo, defendendo de forma coesa, aproveitando a largura do seu jogo e apostando na velocidade do trio da frente nas costas da defesa contrária. Contudo, nada disto resultou numa vantagem mais prática no que respeita ao resultado, muito por culpa de um segundo tempo muito pobre do Wolves e sem capacidade de reação ao golo do adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

John Ruddy (6)

Romain Saïss (5)

Conor Coady (6)

Lenader Dendoncker (5)

Jonny Castro (5)

Rúben Neves (7)

João Moutinho (7)

Matt Doherty (6)

Adama Traoré (6)

Pedro Neto (7)

Raúl Jiménez (7)

SUBS UTILIZADOS

Gibbs-White (5)

Rúben Vinagre (5)

Oskar Buur (-)

 

Foto de Capa: Emirates FA Cup

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Os 5 melhores dérbis com vitória leonina em Alvalade

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Na próxima jornada da Liga disputa-se o dérbi eterno, leões e águias defrontam-se em jogo a contar para a 17ª jornada. O jogo de maior rivalidade e mais emblemático do futebol português, dos quais se destacam, agora, algumas partidas disputadas no Estádio José Alvalade.

O adeus a “Speedy” Gonçalves

Há perdas que tornam o mundo mais pobre. Esta é uma delas. Paulo Gonçalves perdeu a vida no domingo passado durante a sétima prova do Rally Dakar, que ligava Riade e Wadi-al Dawasir, na Arábia Saudita, após uma queda a alta velocidade. O piloto português participava pela 13.ª vez na competição. As suas qualidades desportivas valeram-lhe uma excelente classificação na edição de 2015, tendo ficado em segundo lugar na competição.

Determinação, resiliência e bondade são os adjetivos que descrevem o carácter do piloto durante toda a sua carreira.

Em primeiro lugar, perseguiu sempre o sonho de um dia vencer a mais dura prova de todo-o-terreno do mundo. Em segundo lugar, para além de ser um piloto multifacetado e ter conquistado vários títulos nas modalidades disputadas, “Speedy” destacou-se sempre pela sua boa conduta moral, cumprindo o código de ética existente entre os pilotos do Dakar: nunca deixar para trás um companheiro/amigo em dificuldades. Paulo Gonçalves, aventureiro, demonstrou vários exemplos de camaradagem. Por várias vezes o piloto interrompeu a sua prestação para auxiliar pilotos que sofreram quedas.

Na edição do Rally Dakar do ano de 2016, assistiu Matthias Walkner que era favorito à vitória. O piloto português era o líder da prova nesse dia e, ainda assim, optou por parar dez minutos e 53 segundos, o que lhe valeu o Prémio Ética no Desporto, do Instituto Português do Desporto e Juventude.

Paulo Gonçalves (Hero) terminou a quinta etapa do Rali Dakar na 10.ª posição
Fonte: Dakar Rally

Resiliente pois, apesar de todas as adversidades, o piloto não desistiu e superou todos os obstáculos que lhe apareciam no caminho. Ainda relativamente ao Dakar, o piloto passou por uma fase infeliz, sendo que em 2016, abandonou à 11.ª etapa, quando já contava com uma vitória em especiais, terminou em sexto em 2017, depois de ter liderado metade da corrida, e, em 2018, devido a uma lesão, nem chegou a começar a disputa. Em 2019, abandonou na quinta etapa, após uma violenta queda. Ainda assim, voltou em 2020 com a intenção de se sagrar campeão na competição.

Jovens ingleses à conquista do Mundo em 2022?

A Inglaterra sempre contou com seleções de enorme qualidade, embora tenha apenas o Mundial de 1966 como a única conquista no palmarés. Desde aí, em fases finais, conseguiu chegar apenas a duas meias-finais de Mundiais e a outra de Europeus. A confiança dos adeptos está elevada, depois de uma prestação positiva no Mundial de 2018, na Rússia, no qual estiveram perto de chegar à final. O plantel para o Euro 2020 será repleto de qualidade e com soluções para todas as posições, tendo em conta que em algumas o selecionador, Gareth Southgate, terá dores de cabeça na hora de realizar a convocatória.

A equipa também está motivada para a vitória e crentes de que o troféu poderá vir para casa, como remete o lema da seleção: “It’s coming home!”. Além dos jogadores experientes que ainda irão fazer parte da equipa nos próximos anos, a Inglaterra conta com jovens que já disputaram alguns jogos pelo país e ainda tem uma série de jovens a aparecer e muitos deles já a fazer diferença na Premier League e, ainda, outros à espera de lugar para triunfar.

Destacamos então como poderá ser a equipa da Inglaterra no Mundial 2022, destacando também os jovens que poderão fazer a diferença nos próximos tempos na “Three Lions”.

Herdeiro de Totti despede-se dos relvados

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De Rossi abandona os relvados. Buffon passou a ser o único campeão mundial de 2006 no ativo. Herdeiro natural de Totti, Daniele alargou o seu legado na Roma com uma experiência no Boca. Uma vivência que não conseguiu descartar, dada a sua paixão pela modalidade… e não só!

Estreou-se em 2001, em tempos áureos de campeonato transalpino. De Rossi foi internacional nos escalões de formação, e terminou em grande: campeão europeu de sub-21, em 2004! Já lhe era apontado um futuro risonho desde cedo. Era e foi um dos que não enganam. A época de 2004/05 foi a temporada de afirmação do médio, com um número de aparições convincente e um desempenho notável.

Dono de uma capacidade física e leitura do jogo invulgar, conseguiu disputar vaga com craques como Gattuso. Não foi fácil, visto que no Mundial 2006, prova ganha pelos italianos, De Rossi até foi escolha inicial para a posição de trinco, porém, no terceiro jogo do torneio, Gennaro Gattuso agarrou o lugar e assumiu-o até à final. De Rossi, por sua vez, só voltou a jogar na final e como substituto.

Já no mundial da África do Sul, foi dono e senhor da posição. No auge da sua carreira, esteve presente numa participação longe do previsto da então campeã do mundo, tendo marcado o primeiro golo da squadra azzurra na competição, frente ao Paraguai.

Pelo Brasil, no Mundial 2014, agora com Prandelli, ao invés de Marcelo Lippi, foi titular na vitória frente à Inglaterra e na derrota frente à surpresa da prova, a Costa Rica. Falhou a decisão frente ao Uruguai, por lesão.

Participou também em três Europeus, nestes sempre como escolha prioritária, onde se destaca a ida à final frente à Espanha, em 2012, perdida por expressivos 4-0…

No cômputo geral, foi claramente um trinco de primeira linha: disputou vaga com grandes médios italianos, como Gattuso, Pirlo, Thiago Motta e Verratti. Destes todos, era obviamente mais semelhante a Gattuso: na entrega, no sacrifício e na garra. Ofensivamente, penso que tinha mais critério. Na finalização, nomeadamente de bola parada, era muito forte.

Foi líder num meio campo com Pirlo, Gattuso, Perrotta
Fonte: FIFA

Ídolo na A.S. Roma, Daniele foi desde muito cedo querido pelos aficionados do clube romano. Qualidade assinalável, como referido no início do texto, prematuramente reconhecida. Amor indescritível ao clube. Exibições ricas em atitude, liderança e concentração. O verdadeiro Robin, do Batman, Totti. Num clube que não se consegue intrometer nas lutas domésticas, exceto em casos pontuais, foram “apenas” três títulos conquistados pelos personagens do Estádio Olímpico: duas Taças e uma Supertaça italianas. Talvez não pareçam grandes feitos, dado o tempo passado no emblema (18 anos), mas as circunstâncias competitivas, com adversários como Milan, Inter, Juventus, pouca coisa sobrava para a Roma.

Além da marcação, do passe e até da finalização, a sua capacidade de desarme era um dos seus melhores trunfos. Um trinco de excelência, que em campo, foi mais do que somente um seis.

Afirmou sentir-se jogador, sentir-se útil. Uma reunião de executivos da direção da sua adorada Roma votou a favor do pendurar das botas de Daniele De Rossi. Algo inconcebível. Os jogadores deixam de ser jogadores, são produtos do clube. No futebol moderno são, quiçá, vistos como artigos, itens. Algo que permita comércio.

O capitão, forçado a sair, decide complementar a sua paixão europeia com um ambiente típico do futebol sul americano: La Bombonera.

Alegadas saudades de um local que poucas vezes tinha abandonado ditaram este fim de carreira, de um senhor que podia muito bem jogar ao mais alto nível mais um par de anos. Obrigado, De Rossi, pelas demonstrações espontâneas de paixão pelo futebol!

Foto de Capa: AS Roma

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Um primeiro teste de velocidade

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O Tour Down Under está a chegar e, com ele, o início de mais uma época de Ciclismo para as melhores equipas do mundo. Na Austrália, como é habitual, haverá várias oportunidades para os sprinters e alguns dos mais velozes do pelotão quererão marcar posição logo a abrir o ano.

As jornadas um (Tanunda – Tanunda), quatro (Norwood – Murray Bridge) e cinco (Glenelg – Victor Harbor) deverão ter provas puras de velocidade na reta final, enquanto a etapa dois (Woodside – Stirling) apresenta-se ligeiramente mais seletiva, permitindo talvez alguma surpresa por quem tenha maior velocidade em ligeira subida.

Com 18 vitórias de etapa conquistadas em edições anteriores da prova australiana, Andre Greipel quererá marcar da melhor maneira a estreia da Israel Start-up Nation no World Tour, mas o alemão vem de uma época desapontante… a idade começa a pesar, pelo que este será também um bom momento para compreender o impacto que esta pode vir a ter no seu regresso ao escalão mais elevado da modalidade.

Os três grandes sprinters da época passada, Caleb Ewan, Elia Viviani e Sam Bennett, também estarão na terra dos cangurus. Ewan quererá aproveitar o fator casa, mas é o que parte com menos pressão, já que será nas grandes provas que se julgará o sucesso da sua temporada. Já Viviani e Bennett, que mudaram de equipa no defeso, terão nos ombros maior pressão para apresentar desde logo resultados e justificar o investimento neles feito.

Alberto Dainese é um dos jovens a tentar mostrar-se na Austrália
Fonte: Team Sunweb

Há também um bom contingente jovem a querer mostrar-se. Jasper Philipsen teve uma boa época de estreia em 2019 e tem aqui uma boa oportunidade para cimentar uma posição entre a elite do sprint, enquanto Halvorsen tem na EF a possibilidade de um novo começo após dois anos para esquecer na Sky/INEOS. A Sunweb vem também com uma dupla promissora, o estreante Dainese e Kanter, que tenta recuperar o tempo perdido por uma época passada marcada por lesões.

Finalmente, não esquecer também nomes menos sonantes como Nizzolo ou os homens rápidos que poderão surpreender os sprinter puros ao tentarem alcançar bonificações, como o vencedor das últimas duas edições, Daryl Impey, ou o campeão do mundo Mads Pedersen.

Foto de Capa: Santos Tour Down Under

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O Bombeiro Corona

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A época do FC Porto tem sido marcada pela irregularidade, ou seja, a equipa já presenciou momentos que fazem qualquer adepto ficar com o “rei na barriga”, como já proporcionou períodos mais negativos e não tão entusiasmantes. Contudo, dentro dessa irregularidade, há um atleta que se está a evidenciar pela sua consistência exibicional, que é o internacional mexicano Jesús Corona. Há uns tempos atrás associar o atleta e a palavra “regularidade” na mesma frase parecia uma ironia, já que sempre foi das grandes lacunas apontadas ao jogador, que tanto fazia um grande jogo, como depois andava três ou quatro partidas apenas a inscrever o seu nome na ficha de jogo.

No entanto, tudo começou a mudar quando Sérgio Conceição, grande apreciador das suas qualidades técnicas, pegou no plantel principal dos dragões. Desta forma, “Tecatito”, como é apelidado no mundo da bola, passou a ter mais destaque nas opções iniciais dos azuis e brancos e com isso somou, a esses surgimentos, maiores períodos de estabilidade exibicional. Algo que, para muitos, não era possível, dado que, apesar de todas as suas qualidades técnicas evidentes faltava sempre qualquer coisa que o afastava do lote dos preferidos da massa associativa. Outro aspeto, que pode estar associado a esta mudança é também a maior maturidade que apresenta em campo, já senhor de uma maior experiência, assim como maior conhecedor de todo o contexto em que está inserido.

Por conseguinte, todas as dúvidas que assombravam a sua estadia no reino do dragão parecem já ser uma miragem longínqua do passado e, atualmente, Corona assume-se como uma das principias referências da formação azul e branca, bem como um dos maiores ativos do emblema da invicta. O futebolista é já um dos rostos que começa a incorporar a verdadeira “mística”, que carateriza o FC Porto e o distingue dos demais, pela sua forma de encarar cada jogo, o seu espírito de sacrifício e, principalmente, por colocar os interesses da equipa à frente dos seus. E a maior prova de que todos os elogios direcionados à sua pessoa não são descabidos é o facto que ao dia de hoje já ninguém sabe qual é a sua verdadeira posição. Um indicador que demonstra bem a polivalência do mexicano é que, na falta de uma verdadeira opção para a lateral direita, Sérgio Conceição tem socorrido aos serviços do “bombeiro” Corona, que tem tido como missão apagar verdadeiros fogos, devido à má gestão desportiva, que tem assombrado o clube.

Corona tem alternado entre a posição de lateral direito e extremo
Fonte: Bola na Rede

Quem negar a relevância que o número 17 dos dragões tem na equipa, é quem não quer ver a realidade e conceder o protagonismo a quem o merece! É verdade que em termos estatísticos não está a ser a melhor temporada do ex-FC Twente, já que o seu primeiro golo na Liga NOS foi na última visita a Moreira de Cónegos, e que golo! No entanto, conta com sete assistências no bolso a juntar a mais uma que realizou na Liga Europa. Objetivamente, os números não impressionam, mas em nada condiz com a perseverança, o querer, a magia e o compromisso que cada minuto do seu jogo tem evidenciado.

A verdade é que o mexicano se apresenta apenas como um elemento de recurso para uma posição carenciada, desde a saída de Ricardo Pereira para Inglaterra, e que a própria equipa está a sofrer por isso, visto que perde alguma criatividade e imprevisibilidade na frente de ataque. Mas, não há mais ninguém dentro do grupo de trabalho com maior competência para colmatar as debilidades defensivas que o FC Porto sofre do lado direito. Apesar de todo o seu empenho e esforço, Corona e os adeptos azuis e brancos estão a ser vitimas de um mau planeamento, porque não há dúvidas nenhumas que, atualmente, é o melhor jogador do plantel e que o seu lugar devia ser mais perto da baliza do adversário do que na sua, visto que é em terrenos mais adiantados que pode implementar um maior pânico pelas defesas contrárias e usufruir das suas qualidades futebolísticas na sua plenitude.

Assim, até que se resolva este problema há muito já identificado, o internacional mexicano vai-se sacrificando pela formação orientada por Sérgio Conceição e prova que para sentir o clube não basta nascer dentro do estádio, mas sim respeitar toda a história que o envolve. Quanto a quem assiste de fora apenas basta apreciar o profissionalismo do jogador e esperar que quem manda faça o que tem a fazer, para que Corona possa pisar terrenos mais adequados à sua qualidade de jogo!

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

“Leão” em defesa da honra contra “águia” que quer voar para o título

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É já esta sexta-feira, a partir das 21h15, que se disputa o 308.º dérbi eterno entre Sporting Clube de Portugal e Sport Lisboa e Benfica, o 147.º em casa dos “leões”.

Jogo a contar para a 17.ª jornada da Liga Portugal, ou seja, no dobrar da prova, e que coloca em duelo rivais separados por 16 pontos, com o Benfica isolado na liderança e o Sporting a ocupar o quarto lugar.

E é importante, desde já, que se desmistifique um velho chavão: por norma, não é a equipa que está em pior momento que vence, e por isso os “encarnados” surgem como favoritos, não há volta a dar. Dispõem de mais opções, estão numa dinâmica de triunfos, Ferro e Gabriel aparentam estar recuperáveis para Alvalade e até a história não está contra o clube da Luz. Isto porque o Benfica tem tantos triunfos (32) quanto o seu rival, a jogar fora, o que diz bem das dificuldades que as “águias” costumam causar aos “leões”.

Mas atenção, dérbi é sempre dérbi, e o Sporting vai encarar este jogo com o total propósito de derrubar o rival da 2.ª Circular, mais que não seja pela honra, até porque um triunfo “verde e branco” seria o melhor tónico possível para a 2.ª volta.

Bruno Fernandes e Pizzi podem ser duas figuras no dérbi desta sexta-feira
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Coates está castigado, Vietto lesionado, mas Bruno Fernandes, o “artista” leonino, ainda deverá alinhar numa partida sempre especial, o que torna o Sporting mais forte, necessariamente.

Do lado benfiquista há a convicção de que este duelo não é decisivo, já que os comandados de Bruno Lage têm quatro pontos de avanço, pelo que é de acreditar que o Benfica não entre a todo o gás, podendo tentar gerir o encontro, como fez em Guimarães.

A contar para o campeonato, o Sporting não ganha em casa ao Benfica desde Abril de 2012, sendo que na temporada passada os “encarnados” venceram por 4-2.

É de esperar um jogo emotivo, com o Sporting a tentar ser “mandão”, repetindo a performance frente ao FC Porto, mas sabe-se que este Benfica também consegue ser uma equipa cínica e que consegue fechar os caminhos para a sua baliza, apesar dos deslizes contra o Desportivo das Aves e Rio Ave.

A experiência de Mathieu, a garra de Acuña e o virtuosismo de Bruno Fernandes são trunfos para Silas, enquanto Lage conta com um Cervi em grande forma, sem esquecer mais opções no meio-campo, a influência de Pizzi, o “cheiro” pelo golo de Carlos Vinícius e… um possível regresso de Rafa.

Uma coisa é certa: o espectáculo está garantido e não há jogo como este.

APOSTA VIP: Empate (1-1)

Este dérbi pode encaminhar-se para um empate a uma bola, com o Sporting a ver premiado o seu esforço, mas também é justo reconhecer que raramente o Benfica não marca. É de esperar uma equipa leonina a adiantar-se no marcador, com as “águias” ainda a irem a tempo de minorar estragos, num mal menor.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Sporting CP vs “Zombies”

A jornada passada ficou marcada por (mais um) episódio lamentável que envergonha (ou, pelo menos, devia) o futebol português: a efectiva realização do jogo Vitória FC x Sporting CP. A equipa Lisboeta, melhor que qualquer outra da Primeira Liga, deve lembrar-se de ter meia equipa com mazelas, físicas e psicológicas, mas nem essa situação impediu a direcção leonina de se comportar com a arrogância que chocou o mundo do futebol.

Para os amantes do desporto-rei, a 16.ª jornada da Primeira Liga chamava a atenção por um reencontro muito aguardado: Gil Vicente FC e Belenenses SAD. Estas duas equipas, outrora apenas separadas pela típica rivalidade entre clubes do Minho e de Lisboa, tornaram-se eternas rivais devido ao polémico Caso Mateus, que culminou na injusta despromoção do Gil Vicente à Segunda Liga.

No entanto, este duelo foi ofuscado pela notícia súbita do adoecimento de meio plantel do Vitória FC, afectado pela gripe. Como vivemos num país civilizado, com um campeonato de primeira categoria, o presidente do Vitória, Vítor Hugo Valente (que já há umas semanas experimentou o ambiente nauseabundo que se vive no futebol português, ao ser agredido em plena rua), cometeu o erro de pensar que o mais que justificável adiamento do jogo com o Sporting seria aceite por Frederico Varandas.

Spoiler: não foi. Sem justificação nenhuma, o Sporting recusou-se a adiar o jogo. Verdade seja dita que mais tarde, aceitou este adiamento, mediante a formação de uma junta médica com um médico do clube para atestar a incapacidade dos jogadores setubalenses. Escusado será dizer que Vítor Hugo Valente, sentindo-se humilhado e desrespeitado, declinou tão “generosa oferta”.

Honestamente, tenho dificuldade em perceber qual das decisões do Sporting denota maior arrogância e falta de respeito pelo adversário. Tenhamos em mente que o Sporting está fora da Taça de Portugal e, portanto, não joga durante esta semana, sendo o seu jogo seguinte, o dérbi Lisboeta, na sexta-feira. Mas a verdade é que o Sporting levou a sua avante, o jogo realizou-se e, apesar do tremendo esforço dos 11 jogadores do Setúbal (apenas com quatro dos habituais titulares), terminou com a vitória dos leões por 3-1. No final, o Vitória anunciou a suspensão das relações institucionais com o Sporting. Assim vai o nosso futebol português.

O Sporting CP acabou por vencer um jogo que não deveria ter acontecido
Fonte: Vitória FC

Mais uma vez, o que ficou desta jornada do campeonato não foi futebol: não foi o esforço titânico do FC Famalicão em segurar o 3.º lugar, não foi a exibição soberba do CD Aves na Luz e o gesto magnânimo de Nuno Manta Santos, nem o samba do Gil Vicente FC, nem a reviravolta do SC Braga. O que vai perdurar na memória é que o Sporting se recusou a ser solidário com um Vitória FC que jogou com o plantel doente. Nestes momentos, recordo a insistência de Frederico Varandas nas reuniões da FPF a pedir a pacificação do futebol português e a sua convicção em serenar os ânimos. Relembro que um dia, o futebol português se uniu em torno do Sporting para condenar o ataque à academia de Alcochete e se solidarizou com o plantel afectado.

Pena que o Sporting se tenha esquecido disso. Por isso, quando ouvi as notícias a dizer que no Vitória FC x Sporting CP, o “grande” tinha vencido o encontro, fiquei confusa. Para mim, no Estádio do Bonfim, não jogou nenhum “grande”.

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Olheiro BnR: Francisco Trincão

O SC Braga detém uma das maiores promessas do futebol português, formado no clube, que desde cedo demonstrou talento e condições para fazer crescer a sua habilidade futebolística. Apesar de ser franzino, nunca teve medo de ir a jogo e demonstrar o seu futebol cheio de técnica, velocidade e com golo, características que foram encantando os seus treinadores pelas camadas jovens. A juntar a isto, as constantes chamadas à seleção fizeram com que se começasse a falar neste jogador, de seu nome Francisco António Machado Mota Castro Trincão, ou simplesmente Trincão, que tem tudo para ter um futuro brilhante.

O clique para este extremo virtuoso deu-se aquando do Europeu Sub-19, em 2018, onde Portugal foi declarado vencedor e Trincão premiado com a bota de ouro, com 5 golos (a par de Jota). Esta excelente campanha foi uma chamada de atenção para os “tubarões” do velho continente, que começaram a sondar o jogador e o clube.

Seguiu-se a época 2018/2019. No seu ano de afirmação, o esquerdino teria garantido a presença no plantel principal, onde Abel Ferreira, apesar da total crença da direção no número 77, pouco apostou no jogador, o que resultaria nuns míseros 120 minutos pelo conjunto. Aproximar-se-ia um verão agitado. Em Itália, o principal mercado do jogador, colossos como o Internazionale e a Juventus FC chegaram com propostas de 15 milhões de euros, desde logo recusadas por António Salvador que tem como estratégia garantir a presença dos talentos da formação na equipa principal, de forma a usufruir do rendimento desportivo e financeiro.

Esta ano tem sido a sua época de ascensão: com Sá Pinto, a sua utilização não foi imediata, porém, e especialmente com Rúben Amorim, que já demonstrou, em declarações, que pretende fazer dele o principal jogador da equipa. No único jogo disputado na era Amorim, notou-se, desde logo, a grande influencia de Trincão no jogo. É uma grande arma no jogo ofensivo, com capacidade de aparecer entre linhas e também no jogo interior. Juntamente a Paulinho e Ricardo Horta forma um trio muito perigoso para os adversários. Deverá dar boas dores de cabeça ao treinador, sabendo que o plantel conta ainda com Galeno que tem feito as delícias dos adeptos.

Trincão é uma grande arma no jogo ofensivo
Fonte: FIFA

Na realidade, Trincão foi um dos atletas mais beneficiados pela troca de treinador no SC Braga, atualmente encontra um treinador que não tem receio de apostar nele, que aprecia o seu talento e, provavelmente, que será capaz de polir um craque em bruto. As oportunidades dadas ao craque deverão ser aproveitadas para o mesmo dar dimensão ao talento, crescer e evoluir para ajudar a equipa a cumprir os seus objetivos.

É um dos maiores talentos do futebol português e mundial e até a UEFA refere-o como um dos jovens mais promissores do mundo, que está destinado a voos mais altos. Os arsenalistas são um bom ponto de partida para uma carreira próspera. Com uma cláusula de rescisão colocada nos 30 milhões de euros, o jovem extremo poderá ser alvo, já no mercado de inverno, de investidas, principalmente, de clubes italianos, prontos a pagar o seu valor.

O único entrave?

António Salvador, que já veio a público garantir que o jogador irá manter-se no clube, o que pode ser bom para a sua evolução, contudo este é o ativo com mais mercado do plantel e as propostas cada vez mais aliciantes poderão levar a um volte-face nestas afirmações.

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por Diogo Teixeira