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Redação Bola na Rede

Pedro Cantoneiro

355 artigos publicados · no Bola na Rede desde 2019

Adepto da discussão futebolística pós-refeição e da cultura de esplanada, de opinião que o futebol é a arte suprema.

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Taça Libertadores

Recordar é Viver | O Estudiantes de Alejandro Sabella

O Estudiantes voltou às bocas do Mundo. Os recentes desenvolvimentos na sempre emocionante Copa Libertadores devolveram aos Pincharratas o protagonismo de outros tempos. O pontapé para a lua de Memphis Depay a enterrar o Timão e a meter de pantanas a Neo Química Arena não pode servir para desvalorizar o mérito do actual Estudiantes, encabeçado pelo ex-Mónaco Guido Carrillo, que se atreve a desestabilizar a hegemonia: desde 2019, a Libertadores é território brasileiro, sempre com vitória canarinha e com cinco das últimas finais a serem protagonizadas por duelo nacional (só River, em 2019, e Boca, em 2023, impediram o pleno no derradeiro momento de disputa pelo troféu); pior ainda – das últimas 22 eliminatórias a opor brasileiros a argentinos, só por quatro vezes houve triunfo albiceleste (são só quatro as vitórias argentinas nos últimos 40 jogos contra brasileiros).

Pedro Cantoneiro · 8 min de leitura
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Opinião

Descida a Helheim | Lillestrom x Torreense

Chegados finalmente ao grande dia para o Torreense, é natural uma certa desconfiança. Uma aparente fragilidade portuguesa. Afinal, é um clube de segunda divisão a disputar a fase regular duma prova uefeira. Pensa a maioria que ao clube de Torres Vedras nem o privilégio de participar lhe servirá de consolação, que será impossível vislumbrar-se o mínimo arcaboiço para competir – essa maioria, céptica e cruel, prevê apenas derrotas por larga margem. Há razões que o sustentam: o plantel inexperiente, com muitas mexidas face à época transacta, e a lista de inscrições final na competição, com dez caras novas e a ausência de três titulares da final da Taça. Luís Tralhão, o grande obreiro da proeza a partir do banco, nem sequer tem o UEFA Pro que o permita expor-se em conferências de imprensa (e por isso, esta Quarta-feira, quem falou foi o adjunto, Carlos Simões). Mas, afinal, não roubou heroicamente o Torreense a Taça das garras dum Leão top8 da Champions? Não se viu rotundo mérito na forma como o fez, suportando as agruras dum prolongamento contra adversário de elite? Quantas tentativas precisava o Lillestrom para, num final de tarde no Jamor, ganhar ao mesmo adversário…? Sim, há gente capaz para deixar boa imagem! Sim, é possível acumular pontos!

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Benfica

Milan x Benfica | Ruben Amorim e os sonhos de miúdo

O confronto em Milão é o oitavo jogo oficial entre a Associazione Calcio e o Benfica, numa história que começou nos anos 50 em contexto de Taça Latina e se foi consolidando no tempo, com duas finais de Champions a dar sumo ao epíteto de ‘Clássico’ europeu – e o Benfica, em tanto tempo e confronto, só teve oportunidade de ganhar ao Milan quando o contexto era amigável (e aí foram três vezes). Amorim segue a tendência em relação ao amor da sua vida futebolística, só perdendo quatro dos seus 13 confrontos enquanto treinador contra as Águias (e em casa foi só uma…). E servem estes números e estatísticas para contextualizar o que se joga esta Quarta-feira no San Siro, o que representa para as duas equipas e para a própria Liga Europa – é o jogo de cartaz da primeira jornada e mais uma oportunidade de criar elã na relação entre Benfica e Amorim, do que o futuro promete entre os dois e outro vasculhar no recheado passado entre clube e personalidade.

Pedro Cantoneiro · 12 min de leitura
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Benfica

Repetir a história | Aarhus x Benfica

Em semana limpa, o Benfica teve tempo para preparar todas as possibilidades. Na chegada à Dinamarca, recordam-se os tempos em que José Augusto saiu em ombros ou que o Benfica de Toni segurou o empate – e chega-se à conclusão que ambos os episódios desembocariam, mais à frente, em final europeia. Aliás, regurgitando os registos, até se percebe que da primeira vez, em 1961-62, também o Hearts surgiu pelo caminho. Foi nesta esperança de que tão estranha coincidência resulte em nova final europeia (em teoria mais acessível que Barcelona ou PSV) que se digeriu o 3-1 da primeira mão.

Pedro Cantoneiro · 6 min de leitura
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Olheiro BnR

Olheiro BnR | Marvin Nasnas

Depois de revelar Victor Froholdt ao mundo, para grande benefício de portugueses, o Copenhaga não desperdiça tempo em revelar o mais recente produto topo de gama da sua prolífica fábrica. Marvin Nasnas, nascido nos últimos dias de 2009 (faz 17 anos a 18 de Dezembro), é também ele um médio-centro superlativo nos índices físicos que impõe e na inteligência com que compreende o jogo.   Com toda a formação feita no principal clube de Copenhaga, Marvin Nasnas emergiu pela hierarquia do futebol dinamarquês como um foguete. Em dois anos, estreou-se e cumpriu 25 internacionalizações pelos escalões jovens da selecção, entre sub16 e sub18, destacando-se sobretudo no Europeu sub17 no qual a Dinamarca competiu e impôs sérias dificuldades tanto a França como a Itália.

Pedro Cantoneiro · 4 min de leitura
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Recordar é Viver

Recordar é Viver | Franco Baresi: Não Fare Il Portoghese

A expressão italiana utiliza-se quando alguém se aproveita das circunstâncias para poupar uns trocos. Mas porquê a associação do carácter português à mesquinhez? Qual a origem? Explicam-nos os responsáveis pelo sítio digital da embaixada lusa em Roma.  «A má reputação que os portugueses ganharam em Roma, a de entrar nos locais sem pagar (o sentido comum desta expressão), é totalmente injusta e tem uma justificação histórica que redime a reputação que o povo português tem em todo o lado, a de ser um povo humilde, mas honrado. Acontece que nem sempre fomos humildes….

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Seleção Nacional

Jorge Jesus | Encaixe perfeito?

Do alto da sabedoria dos seus 72 anos, tem Jesus finalmente a oportunidade de comprovar que o seu talento é também ele à medida da elite europeia. Em contexto clubístico, sempre foi essa piscina demasiado grande mesmo para o seu Benfica: na Champions, Jesus, em oito épocas entre os rivais da Segunda Circular, qualificou-se da fase de grupos em duas ocasiões – a mesma conta de vezes com que conseguiu nem sequer lá chegar, eliminado no play-off de acesso.

Pedro Cantoneiro · 4 min de leitura
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Braga

Na Sérvia, quem manda? | Zeleznicar Pancevo x Braga

Na Banat sérvia, no distrito nortenho de Vojvodina, Pancevo fica perto do local onde o Tamis desagua no Danúbio, ocorrência assinalada por um par de faróis icónicos. Terra natal de Heinrich Knirr, retratista oficial de Hitler em 1937 e único artista que se conhece a fazê-lo na presença do Führer, é a sétima cidade do país em população (115 mil), e só viu o seu Zeleznicar chegar à primeira divisão nacional em 2023. Ou seja: o confronto contra o Braga é o primeiro de sempre destes sérvios na Europa, resultado dum também inédito quarto lugar em 2025/26. A imponência da ocasião, aliás, foi bem assinalada pelo prodígio técnico que comanda as aventuras do Zeleznicar, Radomir Kokovic, aquando do sorteio em Nyon. Radomir tem noção da diferença – é o 334 do ranking da UEFA a tentar perturbar o 42.º.

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Benfica

Já deu para a foto | Benfica 2-0 Villareal

Depois do festival de competitividade e empenho no confronto com o Flamengo, ao Benfica interessaria acalmar, primeiro, e mostrar outros argumentos, depois. O Villareal, apesar da grande temporada interna e consequente qualificação da Champions, perspectivava-se como adversário mais abonatório – sobretudo menos histérico e com índices físicos mais reduzidos, fruto do atraso na preparação. Notou-se a diferença e o Benfica surgiu mais assertivo, só mudando uma peça do onze anterior. Marco Silva parece querer resolver prontamente a questão do onze base e montou praticamente a mesma equipa, só preterindo o lesionado Umeh para mostrar o reforço Kamínski. O 4-2-3-1 confirmou-se pleno de ideias, sobretudo sem bola – o bloco sem problemas em subir na pressão e desenvolto na reacção à perda. Em fase atacante, as intenções de grande rotatividade mostraram-se sobretudo do lado direito, com Bah e Rafa a associarem-se constantemente para dar aos encarnados as maiores chances de perigo. Mas, tudo espremido, que deu? Se quem está de férias não se livrou duns valentes bocejos na primeira metade, malditos azarados que tiveram de trabalhar ou que, por uma ou outra razão, tenham dormido mal esta noite. Notavam-se intuitos, mas no cômputo geral, pouco futebol saía; o Villareal estava no relvado por mera obrigação. Era, afinal, o seu primeiro jogo de pré-temporada.

Pedro Cantoneiro · 3 min de leitura
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Seleção Nacional

Assim SIUUU! | Portugal 5-0 Uzbequistão

A semana fora difícil, cheia de peripécias, a que passou Portugal. Depois do tristonho empate frente à República Democrática do Congo, a Argentina desenvencilhara-se da Áustria, a França passara a ferro o Iraque e à Noruega não custara assim tanto derrotar o Senegal. Messi bisara, Mbappé fizera o mesmo e idem para Haaland. Se as críticas à exibição portuguesa meteram em polvorosa o campo mediático, criando intensas movimentações nas redes sociais, o peso da comparação com outros favoritos e protagonistas meteram em xeque a equipa portuguesa e, inevitavelmente, como líder desportivo e institucional, Cristiano Ronaldo.

Pedro Cantoneiro · 3 min de leitura
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As mais lidas hoje

O que toda a gente está a ler agora.

Resto do Mundo

St. Gallen | O segundo clube mais antigo da Europa

… continental. Os suíços do St. Gallen, primeiros adversários do Benfica na Liga Europa 2026/27, são os segundos mais velhos em toda a Europa continental – e assim decretamos para não mencionar os ingleses, que têm sempre a hegemonia nestas coisas; ora, na grande massa europeia, das estepes a leste até ao cabo da Roca, só o Boldklub de Copenhaga (ou KB, pai do actual FC que todos vemos ano após ano na Liga dos Campeões) começou antes. Os dinamarqueses formaram-se em 1876, a equipa de futebol veio em ’78 e, volvido um ano, nas ruas de Sankt Gallen, um jornal teve a ideia de fazer a mesma coisa.

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
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Benfica

5 reforços para Marco Silva no Benfica

Por mais que as circunstâncias obriguem uma prudência extra no ataque ao mercado – e por estes dias já se noticiam as intenções do novo treinador do Benfica em discernir todo o talento do actual plantel antes de ir às compras – o Bola na Rede tentou ajudar o departamento de scouting encarnado com cinco sugestões. Quatro destas sugestões estão em acção no Mundial; a excepção, que todo o analista pensou ser uma certeza na convocatória e uma forte hipótese para o onze, entra por esse sentido de oportunidade que se gera e pelo claro acrescento de qualidade a um meio-campo que só tarde se definiu em 2025-26.

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Benfica

Favor desligar só quando se ouvir o som da Champions | Benfica x Braga

Adivinhando já onde param as modas, pede o Terceiro Anel a José Mourinho o brio possível para, antes de sair, deixar o Benfica no menor mal, a Liga dos Campeões. A erupção do vulcão madrileno, desastre natural só ao alcance de semi-deuses do treino e da gestão de homens, lança ondas de choque até Lisboa, obrigando ao repensar de processos e planos. A dúvida que se coloca na multidão e em si próprio é se o treinador setubalense, que já foi um desses capaz de resolver qualquer problema e domar qualquer estrela, ainda sabe articular esses poderes. Rui Costa, resignado perante assuntos tão fora da sua órbita, talvez até agradeça a Florentino Pérez que lhe desate aquele que seria, eventualmente, um processo cheio de nós – a aparente imunidade do cargo teria no despedimento de Mourinho o maior dos desafios da sua presidência. Gera-se oportunidade e circunstâncias apropriadas para se pensar em alguém menos magnânimo, mais próximo e controlável, uma figura mais acessível; para Marco Silva, idem idem aspas aspas, que o seu ciclo na Premier parece ter chegado à fase da redundância, pedindo ele próprio mais horizontes que aqueles disponibilizados em Craven Cottage.

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Europa League

Juízo, prudência e cabeça fria | Friburgo x Braga

Um troféu europeu à distância de 180 minutos. E para ir a Istambul disputar os derradeiros noventa, cabe ao Sporting de Braga aguentar na Brisgóvia a vantagem trazida da Pedreira. À sua espera, 30 mil alemães que nunca viram o seu clube numa situação tão próxima da glória: é a melhor temporada europeia de sempre para o Friburgo, e por isso natural que a ânsia do sonho se traduza em euforia desmedida. Cabe aos portugueses, podendo repetir a final de há 15 anos, serenar ânimos, tendo a frieza que habitualmente se atribui aos germânicos. Para a inversão de papéis, exige-se a sensatez de saber gerir expectativas e aguentar uma previsível explosividade inicial – que, ao 61º jogo da época, será tudo menos fácil. Genk e Celta (que até tinha eliminado o Lyon, líder destacado da fase de Liga) não resistiram à entrada forte dos alemães. No Europa Park (ou no Mosswald, nome para os adeptos, que faz referência à zona envolvente, ou Stadion am Wolfswinkel, nome institucional sem os enfeites comerciais do patrocínio) os minutos iniciais definirão o que resta da eliminatória. Repetindo a primeira parte de Sevilha, seria meio caminho andado para o descalabro.

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
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Benfica

Deixa-me ver as notícias, pá! | Benfica x Moreirense

Mourinho chegou cedo à conferência de antevisão do Benfica x Moreirense. Bem-disposto, ancorou os óculos na ponta do nariz e meteu-se ao telemóvel, a scrollar despreocupadamente. Quando Gonçalo Guimarães se pôs com ideias de começar, dando os gritos de partida para toda a sala, o treinador interrompeu-o, sem tirar os olhos do pequeno ecrã: «Deixa-me ver as notícias, pá!» Assim mesmo, à portuguesa. E que melhor resumo poderemos tirar da semana encarnada? Depois de ganhar o derby, o Benfica remeteu-se para segundo plano. Passaram-se as peripécias da Taça de Portugal, acertaram-se calendários em Inglaterra, Espanha, França e Holanda, e as águias caladinhas, num papel que não costuma ser o seu, mas que é o que mais lhe convém: passar despercebidas e manter a concentração, não dependendo só de si a boa sorte a curto prazo.

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
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La Liga

O Racing Santander de José Alberto López

Não é uma anedota, mas soa estranhamente como o início duma: Franck Ribéry, Stephan Lichsteiner e Alessandro Diamanti entram num centro de treinos em Santander. Na improvável Cantábria, os três chegam juntos às instalaciones Nando Yosu, como quem diz à La Albericia, laboratório do Racing.  Estranho. Qual é a ocasião? O que sucede?  Sucede que estão ali a mando da Federação Italiana para aprender com o treinador local. José Alberto López, 43 anos, vai colocando o Racing como líder da segunda liga espanhola e agora recebe os craques para os ensinar uma nova forma de ver e jogar futebol.

Pedro Cantoneiro · 8 min de leitura
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Braga

O abafado ambiente na casa do engenheiro | Bétis x Braga

Há 23 anos, o Porto vencia o Celtic para conquistar a sua primeira Taça UEFA no mesmo La Cartuja onde o Braga disputa a sua temporada. Com o habitual quarto posto nacional já praticamente assegurado, resta ao projecto arsenalista a glória europeia para tornar positiva a estreia de Carlos Vicens. A juntar a esse reforço simbólico, o lembrete de que a primeira e única vez que o Braga alcançou uma meia-final europeia faz já 15 anos, o que parece pouco para tanta consistência do projecto encabeçado por António Salvador; Para dar passo em frente e repetir o feito, bastará ao Braga aguentar a pressão de mais de sessenta mil eufóricos – porque do outro lado, na Andaluzia verde e branca, nunca se viu o clube chegar tão longe na segunda competição continental.

Pedro Cantoneiro · 6 min de leitura
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