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Os 6 futebolistas cujas renovações são urgentes para o FC Porto

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O tema das renovações tem sido um dos assuntos em incidência no dia-a-dia do FC Porto nos últimos anos. Vários foram os jogadores que já abandonaram os dragões com o seu passe na mão sem que os azuis e brancos recebessem qualquer tipo de contrapartida financeira pelas suas saídas. De cor, saltam logo à vista os nomes de Brahimi, Herrera, Reyes ou de Marcano, que entretanto regressou, mas outros atletas como Hernâni ou Adrián López  também seguiram as pisadas dos seus colegas.

Grande parte dos adeptos tem atribuído estas sucessivas saídas à incompetência da direção portista, que não tem conseguido levar a bom porto as negociações dentro de um prazo considerável, ou então de iniciarem estes processos tarde demais. Porém, parece que estes casos recentes não têm servido de exemplo, uma vez que o FC Porto vai entrar neste mercado de verão com vários ativos a entrarem no seu último ano de contrato. Desta forma, entram neste lote Pepe, Sérgio Oliveira, Aboubakar, Otávio, Soares e Alex Telles, ou seja, seis futebolistas que o clube da invicta corre o sério risco de os ver sair como “jogadores livres”. Como se sabe, é sempre prejudicial para as finanças de um emblema de futebol quando está numa situação de risco como esta porque perde a oportunidade de realizar um encaixe financeiro razoável, assim como perde força negocial perante os atletas ou perante os clubes rivais que evidenciam interesse nos jogadores em questão. Assim, passarei a validar quais são as renovações que o FC Porto deve ver como prioritárias.

LNFS: Teremos um português campeão em Espanha

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Não havendo retoma do campeonato português de Futsal, há, no entanto, boas notícias para os nossos jogadores presentes no principal escalão de Espanha (LNFS). A pandemia obrigou à realização de um play-off entre os oito primeiros classificados disputadas a apenas uma mão, em terreno neutro. Esta solução deixaria antever muitas surpresas no que concerne ao apuramento para o jogo final pela imprevisibilidade de apenas um encontro e pela longuíssima paragem enfrentada.

À partida, não olhando para a tabela classificativa aquando da paragem, os maiores candidatos, a par do Inter Movistar FS, eram os clubes que na época anterior se tinham qualificado para a final do campeonato, o FC Barcelona e o ElPozo Murcia FS. Pois bem, os representantes espanhóis na Liga dos Campeões de Futsal foram logo eliminados na fase inicial (os quartos-de-final), baralhando – e de que maneira! – as contas para apurar os representantes nacionais na versão 2020/21 da principal competição continental de clubes.

O empate bastava ao Barça, porém, a três segundos do final acabou surpreendido pelo UD Levante

Voltando ao foco principal deste artigo, é certo que teremos um português a festejar no final, pois os apurados são o Inter Movistar FS (Ricardinho) e o Viña Albali Valdepeñas (Edu Sousa), numa final marcada o próximo dia 30, em Málaga. Olhando para a situação da tabela quando o campeonato foi interrompido, cumpriu-se o que a classificação ditava, com a exceção do segundo classificado, o FC Barcelona, surpreendido pelo sétimo posicionado UD Levante.

O Inter Movistar FS e o Viña Albali Valdepeñas eram, respetivamente, primeiro e terceiro classificados na fase regular da LNFS. Este final de temporada fica claramente manchado pela ausência de Ricardinho destes últimos jogos, já com clube para a próxima temporada (ACCS Futsal Club) e com troca de acusações entre o jogador e o presidente do clube com o qual ele tem contrato até ao último dia deste mês.

Por isso, é uma despedida triste e injusta para um elemento fundamental nos muitos títulos conquistados ao serviço do emblema madrileno. Por isso, irei torcer pela equipa de Edu Sousa, que está pela primeira vez numa final, e acho que era um prémio justo para coroar uma temporada brilhante do mais que provável presente e futuro das redes portuguesas, pois ele apenas tem 23 anos!

O guarda-redes português continua em grande forma e já tinha “prometido” dar luta neste play-off da LNFS

Mas teremos que esperar até terça-feira para saber quem será o campeão espanhol. Não teremos logo os representantes da UEFA Futsal Champions League – que à partida seriam os finalistas – pois esta decisão está dependente dos resultados na edição deste ano, ou seja, caso uma equipa espanhola ganhe o troféu, aí só o campeão espanhol se qualifica juntamente com o campeão continental.

Foto de Capa: RFEF

Melhor 11 de ingleses que passaram pelo campeonato português

Marcus Edwards está a ser uma das revelações da Primeira Liga. O extremo inglês, de 21 anos, chegou ao Vitória SC vindo do Tottenham Hotspur FC e leva já sete golos em 30 jogos nos vimaranenses. No entanto, Edwards não é o primeiro inglês a brilhar em Portugal, por isso o Bola na Rede mostra-te um onze com os melhores jogadores ingleses que cá jogaram.

Final da Taça de Portugal – 5 “pequenos” que venceram os “grandes”

 

Foi anunciado há pouco tempo que a final da Taça de Portugal de 2020, se realizará a 1 de Agosto. Já sabemos que o vencedor será um dos dois candidatos ao título, FC Porto ou SL Benfica. No entanto, a magia da Prova-Rainha reside nas surpresas que ela nos dá; apesar dos ditos clubes “grandes” coleccionarem estes troféus, às vezes caem com estrondo perante “pequenos”. E ainda bem.

Numa final que tem como palco o histórico estádio do Jamor, quando um clube modesto ultrapassa todos os obstáculos para chegar à final, tem em si todos os sonhos do mundo e precisamente por causa disso, merece vencer. Recordemos, portanto, os jogos em que David derrotou Golias, nos últimos 15 anos.

O papel dos alas no Sporting CP

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Desde que chegou a Alvalade, Rúben Amorim implementou, de imediato, a sua tática de eleição. Jogar com três centrais já não é sinónimo de um jogo defensivo e de atitude de expetativa em relação ao adversário. A estrutura tática do Sporting CP privilegia a construção a partir dos centrais, a posse de bola e o elevado número de jogadores em zona de finalização. Muitas destas dinâmicas são possíveis devido ao trabalho executado pelos alas, que atuam como extremos e dão largura no momento ofensivo (3x4x3) e como defesas laterais na organização defensiva (5x2x3). Vejamos, então, as soluções que o jovem treinador português tem para esta posição, e quais os aspetos que poderiam ser melhorados.

No primeiro jogo de Rúben Amorim ao serviço do Sporting CP, os alas escolhidos foram Ristovski e Acunã. No entanto, não deu para observar aquilo que o internacional macedónio poderia dar ao jogo. Com a expulsão de dois jogadores do Aves, e de modo a dar mais projeção ofensiva ao lado direito, o treinador lançou Jovane Cabral, que ficou responsável por fazer o corredor todo.

Analisando esta primeira dupla de alas (não incluindo Jovane), parece-me que só um dos atletas será titular na formação verde e branca. Marcos Acunã é ideal para esta posição, pois tem como principais características a sua qualidade técnica e o bom cruzamento, a acrescentar a entrega que deixa em campo. Não sendo um extremo que desequilibre uma formação fechada a sete chaves, nem um lateral exímio no trabalho defensivo, parece-me que o papel de ala lhe assenta que nem uma luva, pois é um jogador com capacidade de fazer todo o corredor esquerdo, dá largura ao ataque e não fica tão exposto aquando o seu movimento ofensivo, devido à presença dos três centrais.

O argentino pode ser um dos mais beneficiados com o sistema de Amorim
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Já Stefan Ristovski não apresenta, na minha ótica, estas qualidades acima descritas, sendo que é um jogador com várias lacunas técnicas, mais adequado para a posição de lateral direito.

Nos jogos que se seguiram, após a paragem causada pela Covid-19, Rafael Camacho e Nuno Mendes surgiram como novas opções. Rafael Camacho tem um histórico como extremo durante a sua formação, e como defesa lateral nas duas partidas que desempenhou ao comando de Jurgen Klopp. Dotado tecnicamente e muito rápido, peca muitas vezes na tomada de decisão no último terço. É um atleta que necessita urgentemente de ganhar algum peso, pois é fraco no confronto físico. Poderá ser utilizado como ala direito ou extremo/médio interior. Porém, ainda não o considero como uma aposta segura para titular.

Com a ausência de Acunã devido a lesão, eis que surge mais um menino vindo da Academia de Alcochete. Nuno Mendes fez a sua estreia na Primeira Liga Portuguesa com apenas 17 anos de idade, e, durante toda a sua prestação, demonstrou grande qualidade e maturidade. Fez uma exibição sólida, tendo estado diretamente envolvido no lance da grande penalidade convertida por Sporar e em várias ações defensivas. Num artigo em que falei do regresso da equipa B, também aqui no site do Bola na Rede, defini Nuno Mendes como um lateral com uma projeção ofensiva muito boa, sendo que friso também as competências defensivas que possui. É muito cedo para avaliar se será uma aposta certa para titular nos próximos anos. Avaliar um jogador nesta idade é sempre arriscado. Porém, o potencial está todo lá.

Um outro jogador que poderá ser aposta na ala direita é Valentin Rosier. O lateral francês ainda não foi aposta desde a chegada de Rúben Amorim. A situação é similar à de Ristovski. Ambos são atletas que se adequam mais à posição de defesa direito. Porém, a sua maior qualidade técnica pode ganhar pontos em relação ao macedónio.

Os alas têm uma grande influência na forma como Rúben Amorim põe as peças no tabuleiro, antes da cada partida. O Sporting CP necessita de pensar muito bem nas opções que tem do lado direito, visto que não existe nenhuma opção segura. Ir ao mercado é uma das soluções mais prováveis. Do lado esquerdo, Acuña é merecedor da titularidade, enquanto que Nuno Mendes é uma aposta para continuar. Estes dois parecem-me as melhores apostas, até ao momento, porque possuem tanto a técnica para dar largura ou para ir a zonas mais interiores do terreno como as competências defensivas que não os deixam comprometer a equipa.

5 dos melhores rematadores do SL Benfica no século XXI

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O futebol português nunca teve a tradição física de outros, tornando-se famoso pelo futebol aveludado, mas inconsequente. O remate de longe, solução habitual noutras ligas do Norte europeu, nunca teve a mesma preponderância em Portugal, num futebol cheio de anões tecnicistas onde a procura do golo se fazia por trocas rápidas rumo à baliza adversária.

Houve claras excepções à regra, a mais vincada Eusébio da Silva Ferreira, mas nunca o futebol luso se desenvolveu nesse sentido; antes guiou a evolução técnica do futebol europeu, que abandonou as concepções do kick ‘n rush e se aproximou das ideologias ibéricas, com a bola no solo e circulação sem pressas.

No caso do SL Benfica, houve inúmeros rematadores de renome – Eusébio, Vítor Baptista, Carlos Manuel, até… Calado –, mas que foram escasseando em número e qualidade diferenciada na execução dos remates exteriores, num futebol cada vez mais descodificado e com preferência por outro tipo de acabamento.

O remate exterior era tentado muito mais regularmente no futebol de outrora, assistindo-se hoje quase à segregração do remate de meia distância como último recurso ou pronta solução quando a criatividade se ausenta. Os especialistas de bola parada escasseiam também, o que leva a que se assista cada vez menos a lances antológicos à distâncias, momentos primordiais no espectáculo da bola.

Por exemplo, em 2018-2019, a Primeira Liga portuguesa teve apenas 86 golos de fora da área em… 826, o que representa 10,4%; esta temporada, o número é ainda menor, com apenas 38 em 621, até ao fecho da jornada 28ª, o que representa apenas 6% do total.

Nesta lista, são relembrados cinco dos melhores rematadores deste século do SL Benfica. Desde 2000 e com direito a taxa de golos apontados de fora da área em relação aos golos totais, apresentamos os seus perfis e algumas das suas melhores bombas. De fora ficou Jonas, pela proximidade temporal, mas os seus números em relação ao tema aqui ficam: dos 137 golos apontados de águia ao peito, o brasileiro converteu 15 de longe, ou seja, 11%.

BNR LIVE: SL Benfica 2003 vs. SL Benfica 2020

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O BnR Live é o programa de debate desportivo oficial do Bola na Rede TV. Nesta emissão de estreia, falamos da crise no SL Benfica e no que terá mudado entre 2003 e 2020, momento em que Luís Filipe Vieira assumiu a presidência do clube. Nesta emissão, temos também como comentadores o antigo jogador dos encarnados Armando Sá e o diretor do siteZeroZero“, Luís Rocha Rodrigues. ⚽📝

Com Carolina Neto, Armando Sá, Luís Rocha Rodrigues, Mário Cagica e Miguel Ferreira de Araújo.

Artigo revisto

O melhor 11 da Liga Alemã sem repetir clubes

A Bundesliga é uma competição repleta de jogadores de qualidade. Selecionar 11 dentro de um lote tão vasto é um exercício que implica escolhas difíceis, certamente não consensuais, e que detêm, muito possivelmente, uma dose involuntária de injustiça.

11 jogadores, 11 clubes diferentes. O filtro aplicado nesta seleção faz com que só exista um jogador de equipas como FC Bayern de Munique ou Borussia Dortmund, dando visibilidade a jogadores de outros clubes, também eles de grande valor, que contribuem para a competitividade da liga alemã.

Vamos imaginar esta equipa, construída para acabar com a série de títulos do Bayern de Munique na Bundesliga, montada num 4-2-3-1.

Transmissões BnR: BATE Borisov 0-2 FC Dínamo Minsk

Liga da Bielorrússia está no Bola na Rede, e, esta semana, temos encontro entre as duas equipas mais reconhecidas deste campeonato. O líder BATE Borisov recebe o FC Dínamo Minsk num jogo com transmissão no BnR!

Podes acompanhar tudo no nosso site e deixar os teus comentários na chat-box em baixo.

Artigo revisto

Sem cerimónias, Conceição mexeu ao intervalo, e mexeu bem

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O FC Porto alcançou contra o Boavista FC a sua vitória mais compreensiva dos últimos tempos. Numa altura crucial do campeonato, e com o principal rival a passar por muitas dificuldades dentro e fora dos relvados, era importante que os Dragões mostrassem a sua força. E foi exatamente isso que fizeram, ainda que só na segunda parte.

A primeira parte não destoou nada do que tem sido o jogo dos portistas desde o regresso. Um futebol algo previsível, criando, ainda assim, algumas oportunidades, mas falhando bastante na finalização. Conceição até tinha apostado num onze bastante ofensivo, com Otávio no duplo pivot com Sérgio Oliveira. Mas as coisas não estavam, de facto, a correr muito bem. Luís Diaz na esquerda fez mais um jogo fraco, como têm sido os seus últimos, e Otávio estava demasiado longe da zona de decisão. Tomás Esteves até estava a fazer um jogo muito seguro, e com alguns toques de classe (como aquele calcanhar para Marega), mas as suas características não são de um jogador que oferece grande velocidade e profundidade à equipa. Este excele quando tem um extremo aberto na ala à sua frente e tem espaço para fazer combinações por dentro, como vimos tantas vezes o ano passado na Youth League, com Angel Torres a jogar a extremo direito.

Sérgio Conceição decidiu não fazer grandes cerimónias e realizou logo duas mudanças ao intervalo. Substituiu Esteves por Manafá, garantindo assim a tal profundidade e velocidade, já que o extremo a jogar a direita estava sempre a jogar muito por dentro (quer Corona na primeira parte, como Otávio na segunda), e trocou Luís Diaz pelo compatriota Uribe. Esta segunda alteração, supostamente algo defensiva, permitiu avançar Otávio para a zona onde este tem mais influência: o half-space na direita entre defesa-central e lateral. Corona passou para a esquerda, mas sempre com total liberdade para pisar outras zonas do terreno.

Conceição teve muito mérito nestas mexidas, e a equipa mostrou melhorias imediatas. O treinador disse na conferência de imprensa pós-jogo que um dos objetivos das mudanças era também avançar Marega no terreno, juntando-o mais a Tiquinho Soares no meio. A mim parece-me indiscutível que o maliano tem muito mais impacto quando joga no centro. Os seus grandes fortes são a movimentação nas costas dos defesas e velocidade, e, ainda que consiga aproveitar estas características a jogar na direita, acaba muitas vezes por depois falhar na definição do último passe, não tendo ângulo para a finalização. Com um jogador como Marega, o melhor é não inventar e não tentar que este faça coisas em que não excele. A jogar a partir do meio, teve influência nos quatro golos.

Logo aos 52’ vimos um bocado de tudo de novo que Conceição quis trazer ao jogo. Otávio mais na direita a fazer uma boa ligação para o meio, Uribe a fazer o passe entrelinhas para Corona que tinha fletido para o centro do terreno, e este, que joga muito melhor em combinações nessa posição que Diaz, rodou bem e fez o passe a rasgar para Marega, que, naquele espaço como ponta-de-lança da direita tão característico dele, rematou cruzado para o fundo da baliza.

 Marega continuou a fazer estragos naqueles rasgos entre central e lateral da esquerda boavisteira (sua direita) e ganhou dois penáltis a partir desses lances. Mesmo não definindo bem, algo bastante comum, como já mencionei, protegeu bem a bola no primeiro, e teve a felicidade de acertar no braço do adversário no segundo com o seu cruzamento que ia com demasiada velocidade. Alex Telles e Sérgio Oliveira foram respetivamente chamados a cobrar e não desperdiçaram as oportunidades.

Já com uma vantagem de três golos e a jogar a casa, Conceição teve a oportunidade de dar alguns minutos a certos jogadores que estavam a precisar, e conseguiu meter dois dos “miúdos” mais promissores. O ritmo de jogo acalmou, como seria de esperar, mas houve ainda tempo e energia para um último golo. Uma boa recuperação de Uribe deixou a bola nos pés de Fábio Vieira, que, com uma qualidade a que já nos habituou nas camadas jovens e na equipa B, muito rapidamente viu a desmarcação de Marega e meteu-lhe a bola direitinha no espaço para o maliano atacar. Com a confiança que este já tinha proveniente do bom jogo que estava a fazer, não havia maneira de falhar no um para um com o guarda-redes. Estava feito o 4-0 e estabelecido o resultado final no dérbi da Invicta em noite de São João.

O FC Porto tem agora três pontos de avanço sobre o SL Benfica e, com uns últimos seis jogos teoricamente mais fáceis que os rivais, os comandados de Sérgio Conceição têm tudo para ganhar confiança e partir para o título de campeões nacionais.

Artigo revisto