Chris Froome e um 2018 para a história?

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Cabeçalho modalidadesO passado dia 29 de Novembro podia ter sido um dia normal no mundo do ciclismo não fosse o breve vídeo de Christopher Froome a anunciar que iria mesmo participar na edição do Giro de 2018.

Desde então, tem existido alguma discussão sobre se esta foi realmente a melhor decisão ou não para o britânico, que irá também lutar, novamente, pelo Tour de 2018. A verdade é que esta até acaba por ser uma opção mais natural do que seria de esperar, principalmente pelo ano de 2017 que Froome teve e pelo que ainda poderá conquistar nestes próximos tempos, enquanto está ao seu melhor nível.

Existem várias razões para o vencedor do prémio Velo d’Or para melhor ciclista do ano aceitar esta mesma calendarização e estes desafios que se seguem, tais como:

1) Poderá tornar-se no primeiro ciclista, desde Bernard Hinault (na época de 1982/83), a ganhar as três Grandes Voltas de forma consecutiva;

2) Caso consiga vencer o Giro, o único Grand Tour que lhe falta no palmarés, o líder incontestável da Team Sky juntar-se-á a Jacques Anquetil, Felice Gimondi, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Alberto Contador e Vincenzo Nibali como os únicos ciclistas que conquistaram as três maiores provas do panorama velocipédico mundial;

3) Depois de conquistar Tour-Vuelta, se conseguir a “dobradinha” Giro-Tour, Froome tornar-se-á no primeiro ciclista a consegui-lo desde a falecida lenda do ciclismo italiano, de seu nome Marco Pantani (em 1998);

4) Por fim, aliado a um percurso favorável para as suas caraterísticas, segundo fontes ligadas ao ciclismo, o britânico recebeu 2 milhões de euros só para aceitar correr no Giro deste próximo ano.

Iremos ter Chris Froome a festejar novamente em dose dupla? Fonte: Facebook Oficial de Christopher Froome
Iremos ter Chris Froome a festejar novamente em dose dupla?
Fonte: Facebook Oficial de Christopher Froome

Tendo em conta a possível concorrência (a maior parte dos grandes nomes estará mais concentrado na vitória no Tour, muito provavelmente), é de esperar que Froome seja o favorito à vitória e continue com a melhor equipa em prova, tal como tem acontecido desde os últimos anos, especialmente nas Grandes Voltas.

Se existem riscos? Claro que sim. Por exemplo, este próximo Tour é uma enorme oportunidade para o já vencedor por quatro vezes da prova conseguir chegar às cinco vitórias e igualar o restrito grupo com este mesmo número de vitórias na prova e que grupo…formado por Hinault, Merckx, Indurain e Anquentil. Com o desgaste que o Giro irá proporcionar, será mais complicado para o campeão britânico conseguir lutar pelo primeiro lugar (ainda assim, se alguém pode conseguir, esse alguém é Froome – e, tal como foi destacado pelo próprio, a semana extra de descanso entre ambas as provas poderá fazer a diferença).

Mas se não forem corridos riscos também às vezes é difícil chegar aos grandes feitos. O ano de 2017 provou exatamente isso, com Froome a correr o risco de estar na Vuelta para a vencer, depois de ter vencido um Tour, e a realidade é que ganhou mesmo e voltou a fazer história. História é o que esperará igualmente fazer em 2018 e essa será outras das forças que o motivará para conseguir alcançar mais incríveis feitos para o ciclismo, na atualidade. O britânico sempre tentou estabelecer bons objetivos e arriscar assim que fosse possível, tal como vimos neste ano.

Chris Froome sabe que estará futuramente num “Hall of Fame” do Ciclismo. Mas também sabe que para estar no topo dos topos, no Olimpo, é preciso conquistar ainda mais provas (principalmente quando comparado com Merckx ou Hinault). É exatamente isso que ele vai tentar este ano e acredito/espero que ele consiga voltar a fazer história! Mas é mesmo esperar para ver…até porque 2018 promete – e muito.

 

Nuno Raimundo
Nuno Raimundohttp://www.bolanarede.pt
O Nuno Raimundo é um grande fã de futebol (é adepto do Sporting) e aprecia quase todas as modalidades. No ciclismo, dificilmente perde uma prova do World Tour e o seu ciclista favorito, para além do Rui Costa, é Chris Froome.                                                                                                                                                 O Nuno escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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