A primeira vez que me lembro de sonhar, recordo-me que o sonho era o de ser jogador de futebol. Queria jogar à bola, divertir-me dentro de quatro linhas e fazer disso vida. Brilhavam-me os olhos quando ouvia o apito inicial,…
Queremos voltar a vencer o Europeu ou não?
Portugal volta a estar presente num Europeu de Futebol. 10 jogos, 10 vitórias, 36 golos marcados, apenas dois sofridos na fase de qualificação. Acho que já todos vimos estes números, são fantásticos, muitos recordes batidos e nunca ninguém viu a nossa seleção fazer uma qualificação tão perfeita. Tudo certíssimo. Porém, o que mais me surpreendeu foi ver Portugal a experimentar vários sistemas táticos, apostar em diversas variações e a manter sempre uma consistência no seu futebol. Para além da consistência, o compromisso dos jogadores, algo que, por vezes, foi notório que não existia. Mesmo nestes últimos dois jogos com Liechtenstein e Islândia, vimos situações de enorme compromisso defensivo da equipa e isso não era tão comum. Mérito total dos jogadores, do selecionador e da sua equipa técnica. Agora, vem a parte mais complexa. Começa tudo do zero e esse tem sido um problema. Quando o Europeu na Alemanha começar a 14 de junho, alguém se vai lembrar desta fase de qualificação? Muito poucos, porque muitas coisas podem mudar até lá e esse desafio mental deve ser o próximo passo de Roberto Martínez. Aliás, o desafio mental não deve ser só focado naquilo que foi feito agora, mas também nas últimas fases finais de Portugal. Será que já aprendemos com os erros da derrota com Marrocos no Catar? Será que aprendemos com os erros defensivos frente à Alemanha e Bélgica no Europeu 2020? Será que estamos mais preparados mentalmente e, talvez o mais importante, emocionalmente para uma fase final? Será que vamos voltar a sacrificar jogadores que não estão a 100% só para apresentarmos o "melhor onze"?


